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Abertura | Em Família

6 fev

Manoel Carlos apresenta uma narrativa própria em suas novelas. Costuma tratar de relações familiares com um tom naturalista e com uma ênfase nas personagens femininas e na classe média alta. ”Em Família”, sua última novela, promete não fugir dessa grife.

A abertura, como não poderia deixar de ser, trata dessas relações familiares. Bastante simples, ela exibe uma árvore com fotos das personagens em todas as fases, penduradas nos galhos por fios dourados. A relação com a árvore genealógica não poderia ser mais clara e óbvia. Entretanto, sua representação se mostrou pertinente e sua apresentação sofisticada.

A inspiração para a criação da abertura veio mais uma vez da internet. O estúdio australiano Bluehat desenvolveu um vídeo customizável com a mesma ideia e estética. A equipe de videografismos não utilizou o template, mas o vídeo é indubitavelmente bem próximo da versão gringa. Tenho a impressão que será um período de vacas gordas para os designers da Austrália.

Segundo o departamento de Comunicação do canal, as decorações de festas também serviram de inspiração. “Nossa ideia foi reforçar esses laços familiares com fios de ouro, mostrando como essas relações são valiosas. Fotos em árvores também têm sido muito usadas na decoração de festas e celebrações familiares. Conhecíamos a referência do site, mas ela não foi a única que usamos”.

A trilha sonora da vinheta de “Em Família” mais um vez utiliza um clássico carioca romântico da música popular brasileira: “Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e interpretada por Ana Carolina.

Em relação à assinatura visual, o logotipo caligráfico da novela consegue sintetizar de maneira agradável a delicadeza e romantismo da abertura. Diferente da fonte dos créditos que causam ruído. Atrapalham a visualização das fotos, simplesmente por uma falta de cuidado na disposição dos letreiros.

Como se pode notar, originalidade não é algo que se esteja buscando. Procura-se de todas as formas preservar nesta novela a inegável marca registrada do Maneco, que assim como a vinheta, possui uma trama fundamentada em um template particular, com “Helenas” e “Leblons” inclusos.

Ficha Técnica

Ano: 2014
Canal: Rede Globo
Produção: Equipe Videographics
Trilha: “Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes por Ana Carolina

Créditos: Blog televisual

[Abertura] Além do Horizonte

9 dez

A novela da Rede Globo, Além do Horizonte, traz três jovens protagonistas Lili (Juliana Paiva), William (Thiago Rodrigues) e Rafa (Vinícius Tardio) em uma grande busca da felicidade, indo além dos seus mundos ou realidades.

Estas três personagens são apresentadas logo na vinheta de abertura, em belos cenários paradisíacos, gravados no Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas. A câmera adentra continuamente as paisagens e se aproxima dos jovens, que olham sempre para o horizonte. de modo a causar sensação de imersão e reforçar o conceito trazido pelo próprio nome do folhetim.

A técnica utilizada hyperlapse caracteriza-se basicamente por uma animação com velocidades variadas de fotografias retiradas a partir de movimentos de câmera percorridas em longas distâncias. Esse recurso estético permitiu enfatizar as incríveis imagens naturais e o clima de aventura presente na história.

As cenas são interligadas pelo mesmo movimento contínuo e por detalhes inseridos como elementos de passagem. Alguns desses elementos funcionaram bem, como o reflexo da lente de um óculos ou a tela do celular, mas outras conexões pareceram forçadas, como uma carteira ou um nó na madeira que abrem para o outro local.

Apesar da estilização desnecessária de um por-do-sol no logotipo, a assinatura gráfica é eficientemente integrada a vinheta. Ao posicioná-la grandiosa entre montanhas e sobre o mar reforça e resume os conceitos estabelecidos na vinheta e na novela.

Em relação a trilha sonora, foi escolhido a opção mais óbvia, mas não a melhor. Apesar de ter uma letra relacionada e ser uma canção bastante conhecida, o sucesso da Jovem Guarda ”Além do Horizonte”, cantado por Erasmo Carlos em uma versão samba-rock, não combina com o proposta de aventura e mistério. A vinheta pedia naturalmente algo mais contemporâneo, inovador e menos festivo.

A abertura traduz de modo satisfatório e coerente a trama e seduz imediatamente o espectador a continuar acompanhando a história. Cabe agora o novela cumprir o seu papel.

Ficha Técnica
Ano: 2013
Canal: Rede Globo
Direção: Alexandre Pit Ribeiro
Produção: Rede Globo
Trilha: “Além do Horizonte”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos por Erasmo Carlos

Créditos: Blog Televisual

[ Abertura ] José do Egito

25 jul

Texto: Blog Televisual

No começo do ano, a Rede Record investiu pesado em mais uma produção com temática cristã: a minissérie José do Egito, que conta a história de uma das principais personagens da história do Antigo Testamento.

A qualidade da produção brasileira impressiona e sua abertura consegue acompanhar ou até superar o padrão do produto.

Hieróglifos, sarcófagos, joias, cerâmicas, armas e outros elementos da diversa cultura egípcia são apresentados em uma dinâmica e imponente apresentação 3D, com uma qualidade digna de cinema. O caráter de mistério e aventura empregado na vinheta instiga o consumo da obra, mesmo para aqueles não interessados em temas religiosos ou bíblicos. O refinamento da modelagem, renderização e iluminação dos objetos impressionam, assim como os movimentos envolventes e bastante sincronizados com a imponente e harmônica trilha instrumental comparável a grandes produções hollywoodianas do gênero.

Um detalhe relevante são os letreiros dos créditos que são apresentados integrados ao espaço cênico e perfeitamente sincronizados com a animação e transição de câmeras. Tratamento infelizmente bastante incomum em vinhetas televisuais.

Outro cuidado foi na construção da marca gráfica na animação, a partir de um engrenagem moderna que fundamenta a contemporaneidade da série, apesar do tema histórico, e reforça o clima místico e lendário presente na obra.

Ficha Técnica

Ano: 2013
Produção: Rede Record
Trilha Sonora: Rede Record

Texto: Blog Televisual

Aberturas indicadas ao Emmy 2013

24 jul

Texto: Blog Televisual

Saíram os indicados ao prêmio Emmy de melhor abertura de 2013. E o páreo está duro.

O mais interessante não é qualidade dos trabalhos, mas a presença na relação de uma websérie. “Halo 4: Forward Unto Dawn” é um programa exclusivo do site de conteúdo audiovisual especializado na cultura gamer Machinima. Sua abertura é fantástica, mas sua indicação revela algo muito mais surpreendente: um indício perceptível de mudanças nos paradigmas da indústria televisiva.
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American Horror Story: Asylum
Canal: FX Networks
Responsáveis: Kyle Cooper, Ryan Murphy, Juan Ruiz-Anchia e Kate Berry

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Da Vinci’s Demons
Canal: Starz
Responsáveis: Paul McDonnell, Hugo Moss, Nathan Mckenna e Tamsin McGee

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Elementary
Canal: CBS
Responsáveis: Simon Clowes, Benji Bakshi, Kyle Cooper e Nate Park

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Halo 4: Forward Unto Dawn
Canal: Machinima
Responsáveis: Heiko Schneck, Fabian Poss, Csaba Letay e Jan Bitzer

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The Newsroom
Canal: HBO
Produção: Michael Riley, Denny Zimmerman, Cory Shaw e Justine Gerenstein

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Vikings
Canal: History
Responsáveis: Rama Allen, Audrey Davis, Ryan McKenna e Westley Sarokin

Texto: Blog Televisual

[ Abertura ] Amor à Vida

13 jun

Texto: André Luiz Sens

A nova novela das 21h, Amor à Vida, retoma a discussão sobre o amor e o que as pessoas são capazes de fazer por ele.

A equipe de videografismos da Rede Globo, resolveu buscar o animador e artista americano Ryan Woodward para a criação da abertura.

Apesar de ter trabalhado em grandes estúdios de Hollywood, ele ficou famoso com seu tocante e refinado curta “Thought of You”, uma animação 2D em traços propositalmente pouco refinados, na qual apresenta um casal de bailarinos formando movimentos fluidos, gestuais românticos e surpreendentes efeitos visuais. Na vinheta de Amor à Vida, não há nada muito diferente. O conceitos, as formas e os movimentos são semelhantes. As diferenças estão no formato de abertura e no fundo que apresenta cenas estilizadas de São Paulo. Parece que a Globo queria exatamente a mesma coisa, o que demonstra um tremendo disperdício. Chamar um talento criativo dos Estados Unidos para executar algo extremamente parecido com o que já foi feito por ele e já visualizado por milhares de pessoas na internet é algo que parece não fazer muito sentido. O Doodle desenvolvido em homenagem a Martha Graham, executado em 2011, trata justamente de outro produto que soube aproveitar de maneira mais inventiva a mesma ideia. Apesar da animação excepcional, todo o potencial de surpresa da abertura foi sublimado com a sensação de dejavú.

Tanto o logotipo, quanto os créditos são formados por tipografias caligráficas, condizentes com a estética das personagens. Em Sangue Bom e Flor de Caribe foi utilizado o mesmo critério: a fonte dos demais componentes textuais ”combinam” com a marca. Entretanto, parece que a falta de costume de usar tipos diferentes em seu créditos ainda não fez com que realizassem que não é preciso seguir a risca o método de empregar fontes necessariamente semelhantes com a marca ou com o restante da animação. Sem falar na escolha de letras extremamente rebuscadas, no caso dos créditos, que prejudicam a leiturabilidade. Em geral, uma fonte moderna pode conjugar muito bem com uma fonte mais rebuscada do logotipo. Principalmente no caso da televisão e do cinema, em que não é preciso depender somente das formas da letras como ferramenta expressiva, mas também dos movimentos, do som e da formas dinâmicas de composição.

Falando em repetição, vale ressaltar no logotipo a presença de dois corações, um na crase e outro nas ondas da letra Uma das duas proposições já seriam suficientemente representativas. Uma exagero de obviedades, que atenua toda a sutileza e a poesia da animação.

Aliás, a sutileza cai por terra, quando a animação é acompanhada pela interpretação questionável de Daniel da linda canção de Gonzaguinha “Maravida”. O tom demasiadamente melodramático, culminando com o refrão extremamente cansativo “Vida, vida, vida” causa certa angústia. Para atenuar isso, a abertura já recebeu algumas pequenas correções de mixagem (e ortográficas). Mas se acostumamos com o kuduro de Avenida Brasil com seu inesquecível “Oi, oi, oi”, nada impede que essa possa ser a sua marca registrada ou motivo de piada nas redes sociais.

Making of “Thought of You”

Ficha Técnica
Ano: 2013
Canal: Rede Globo
Produção: Alexandre Pit Ribeiro, Roberto Stein e Cesar Rocha
Animação: Ryan Woodward
Trilha: “Maravida”, de Gonzaguinha por Daniel

Postado por André Luiz Sens no Blog Televisual

[ Abertura ] Sangue Bom

7 jun

Texto: André Luiz Sens

A novela Sangue Bom é uma comédia romântica contemporânea, ambientada na cidade de São Paulo. O casal protagonista principal é formado pela famosa, rica e mimada it girl Amora (Sophie Charlotte) e o florista sensível e simples Bento (Marco Pigossi). Os conflitos e enlaces dessa relação de encontros e desencontros é uma das histórias dessa trama leve e bem-humorada.

A abertura justamente se concentra nos dois temas apresentados pelo casal: o fenômeno it girls e a floricultura. A animação 3D explora os elementos desses universos, misturando flores, pedras, tecidos e cores de forma bastante dinâmica, psicodélica e surreal.

Personagens de jovens meninas aparecem dentre esses elementos, como um um sonho mágico. Representam essas garotas que se transformam em referência de estilo e moda graças à internet, compartilhando seus pensamentos e gostos através de blogs e redes sociais.

A estética tridimensional, estilizada e cartunesca empregadas nessas personagens, talvez esteja relacionada com uma intenção de estabelecer uma associação entre essas garotas, inseridas em universo virtual glamurizado, com os avatares de mundos virtuais, como Second Life ou The Sims. Mas a modelagem e animação artificiais e os movimentos robotizados, típicos desses games, transformaram-nas em bonecas um tanto inexpressivas e em contraste e desarmonia com o restante da animação bastante orgânica e fluida.

Outro aspecto que tentou ser evidenciado na abertura é o urbano. Porém, esse conceito foi muito maior e melhor explorado nos teasers e chamadas, através da estética do grafitti, a partir de lindos grafismos estilizados e coloridos em muros pela cidade de São Paulo. Na vinheta, essas animações foram simplesmente suprimidas e a ideia do graffiti ficou restrita apenas à tipografia dos créditos e da assinatura. Um retrocesso, pois essa nova resolução pareceu meio forçada e ilógica, já que o restante da vinheta em nada lembra a ideia e linguagem de street art.

Aliás, a comunicação visual promocional se distanciou em muito do resultado de embalagem do produto final, o que revela um desalinhamento total de construção de identidade. Nesse sentido, vale destacar algo curioso.

Foi divulgado extraoficialmente o que seria a marca da novela, com um letreiro completamente orgânico e delicado, muito mais alinhado formalmente com o resultado da animação final. Essa proposta parece ter sido apresentada, mas não foi aprovada. Optou-se pela marca “grafitada”.

Ficha Técnica

Ano: 2013
Canal: Rede Globo
Produção: Alexandre Pit Ribeiro, Alexandre Romano e Flavio Mac
Trilha Sonora: “Toda Forma de Amor”, de Lulu Santos por Sambô

Postado por André Luiz Sens no Blog Televisual

[ Abertura ] Dona Xepa – Making Of

6 jun

www.tvb.com.br

A dupla Nilton Nunes e Hans Donner

21 mar

A partir da década de 1980, as aberturas do Fantástico viraram superproduções, com cenários futuristas e figurinos arrojados, unindo as possibilidades da computação gráfica às habilidades humanas, representadas pela dança.

Foi o início de um período de dez anos de grande avanço tecnológico e artístico da TV Globo. A emissora começara a desenvolver, junto com a empresa Pacific Data Image (PDI), dos Estados Unidos, um sistema de computação gráfica tridimensional que permitia a criação de imagens geradas por computador através de descrição procedural. Essas novas técnicas de computação gráfica deram à identidade da emissora uma plasticidade visual sem paralelo com nenhuma outra no mundo.

Boa parte dessas inovações estéticas eram obra de uma dupla de designers: o brasileiro Nilton Nunes, um dos responsáveis pelas aberturas e vinhetas da TV Globo nos seus primeiros anos, e o austríaco Hans Donner. Em 1983, a dupla realizou uma abertura para o Fantástico que ficaria na história da televisão brasileira.

Hans Donner se inspirou nos filmes de ficção científica, na geometria e nos desenhos tridimensionais do artista holandês M.C. Escher para criar uma vinheta na qual a computação gráfica interferia em formas geométricas. Para realizá-la, o austríaco requisitou a ajuda de Richard Chuang, Glenn Entis e Carl Rosenthal, três jovens designers norte-americanos especialistas em alterar textura, luz, coloração e volume de desenhos e imagens inseridos em computador.

Na abertura, feixes de luz com as cores do arco-íris trespassavam várias vezes uma imensa pirâmide dourada, formando cinco plataformas que flutuavam no espaço. Sobre elas, bailarinos usando fantasias estilizadas, repletas de referências geométricas, executavam uma coreografia ao som do tema do programa, com um arranjo instrumental composto por Guto Graça Mello. O mesmo processo se repetia nas cenas seguintes com uma pirâmide invertida e um cone.

O grupo de 24 bailarinos era formado por 16 mulheres e oito homens, egressos do corpo de baile da TV Globo e do grupo de dança Vacilou, Dançou – da coreógrafa Carlota Portela, que criou a coreografia executada na abertura. Os trajes dos bailarinos, feitos de couro e com decotes ousados, foram criados por Silvia Trenker, idealizadora de todos os figurinos das aberturas do Fantástico a partir de então.

Uma pirâmide de quase oito metros de altura, feita de madeira e ferro, que reproduzia o cenário de animação computadorizada da abertura, chegou a ser construída no Estádio do Maracanãzinho para que fossem gravadas as imagens do balé. Um erro no ajuste da altura das câmeras, entretanto, inutilizou o plano, e a coreografia teve de ser realizada no chão, com os bailarinos divididos em vários grupos no mesmo nível, enquanto as câmeras eram posicionadas de forma a dar a impressão de que eles estavam dançando em plataformas de alturas diferentes. A abertura do Fantástico ganhou repercussão mundial e chegou a ser capa da conceituada revista Eletronics Theater, da Siggraph.

Alexandre Pit Ribeiro [ Rede Globo ]

20 mar

Alexandre Pit Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de fevereiro de 1967. Filho de um bancário pioneiro no uso de computadores no setor e de uma estilista de moda, Alexandre conviveu desde a infância com a informática e com a criação artística, vindo mais tarde a desenvolver esses dois interesses.

No final do ano de 1989, foi admitido por José Dias na Globograph, onde permaneceu como estágiário até o início de 1990, quando foi contratado. Lá, aprendeu a operar as primeiras grandes estações gráficas feitas pela Silicon Graphics.

Precursora no uso da computação gráfica na televisão brasileira, a Globograph realizava trabalhos nessa tecnologia encomendados pela Videographics e por outros departamentos da Rede Globo, bem como, durante certo período, atendendo à demanda do mercado publicitário. Para isso, contava com um software especialmente desenvolvido para a Globo pela Pacific Data Images (PDI).

Durante o período em que trabalhou no departamento de produção da Globograph, de 1990 a 1997, Alexandre Pit Ribeiro realizou seu primeiro trabalho para a Rede Globo: a vinheta de abertura do programa Campeões de Bilheteria.

Em 1995, Alexandre foi alçado à posição de gerente da Globograph, que manteve até se transferir, em 1997, para a Videographics, o departamento de criação da TV Globo dirigido por Hans Donner. Lá, conviveu com profissionais como Roberto Stein, Nilton Nunes, Rodrigo Gomes e César Rocha.

Na Videographics, Alexandre Pit Ribeiro assumiu a posição de assistente de direção de arte, na mesma época em que o departamento passou a se responsabilizar pela parte de produção em computação gráfica, antes realizada pela Globograph.

Sob a direção de Hans Donner, coube à Videographics a criação das aberturas e logotipos da Rede Globo, incluindo as novelas e programas de entretenimento, e a área gráfica institucional da emissora, isto é, seu logotipo e suas vinhetas. Em 2004, Alexandre Pit Ribeiro foi responsável, na Videographics, pela gerência das áreas de criação e produção.

Ao longo de sua carreira, Alexandre Pit Ribeiro participou da criação ou da produção de diversas aberturas de programas da Rede Globo. Entre elas, destacam-se as aberturas de novelas como Por Amor, de 1997; Terra Nostra, de 1999; Porto dos Milagres, de 2001; O Clone, de 2001, onde Alexandre introduziu a estética do widescreen na abertura; Mulheres Apaixonadas, de 2003, que teve mais de 15 versões diferentes, com fotos de telespectadores; Bang-Bang, de 2005, feita em animação; América, de 2005; Pé na Jaca, de 2006, também em animação; Páginas da Vida, de 2006; Paraído Tropical, de 2007; e de minisséries como Hoje é Dia de Maria e Hoje é Dia de Maria – Segunda Jornada, de 2005, e Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, de 2007.

Além desses trabalhos, Alexandre Pit Ribeiro também participou da criação ou da produção de aberturas de diversos programas de entretenimento, como Sítio do Pica-Pau Amarelo, Minha Nada Mole Vida, Caldeirão do Huck, A Grande Família, Os Normais, Sob Nova Direção, Força Tarefa e da produção das vinhetas do Carnaval Globeleza, desde 2001.

Em 2010, participou da criação da abertura da minissérie Dalva e Herivelto: uma Canção de Amor, e das novelas Tempos Modernos, Passione, Ti-Ti-Ti e Escrito nas Estrelas. Em 2011, fez as aberturas da nova versão da novela O Astro, da novela Insensato Coração, da nova temporada de Malhação e da série Tapas & Beijos.

Em 2012, criou com sua equipe a abertura das novelas Amor Eterno Amor, Cheias de Charme e Avenida Brasil, além da microssérie Dercy de Verdade.

[ Abertura ] Flor do Caribe

19 mar

O novela Flor do Caribe, da Rede Globo, apresenta uma trama clássica e açucarada de amor: o vilão Alberto (Igor Rickli) tentando roubar a mocinha Ester (Grazi Massafera) do melhor amigo Cassiano (Henri Castelli). Na verdade, o destaque está mais na beleza do elenco, quase sempre em trajes de praia, e dos cenários paradisíacos do litoral nordestino. Resgate de uma fórmula utilizada pelo mesmo autor Walther Negrão em Tropicaliente, há 18 anos atrás.

Se a história não parece ser o seu principal chamariz, mas sim o seu visual, esperava-se que a abertura da novela fosse digna a essa lógica. Em parte é. As belas paisagens compostas das praias das cidades de Prado e Cumuruxatiba, no litoral Sul da Bahia, sob a fotografia impecável de Jayme Monjardim, são os principais elementos da vinheta.

Entretanto, algumas intervenções ofuscam a beleza das imagens. Projeções de outras cenas sobre alguns elementos, como no barco, na janela ou no casebre, foram uma tentativa ruidosa, artificial e pouco criativa de apresentar as demais facetas do enredo.

A máxima “menos é mais” também não é seguida na assinatura. Duas tipografias pouco delicadas e harmônicas são infestadas de efeitos, degradês e texturas. Nesse caso, mais uma vez apelou-se para excessiva obviedade. As letras orgânicas de “flor” aludem a natureza, enquanto as formas onduladas “de Caribe”, sugerem de forma simplista a água. Não bastasse, são aplicados efeitos e cores que fazem referência ao Sol e ao mar, que já aparecem inclusive no fundo da imagem. Certamente a solução branca, inserida em outras mídias (como no site) seria uma proposta menos complicada.

Ainda falando em tipografia, parece que a Globo está felizmente deixando a Globoface de lado e investindo em créditos com letras mais interessantes e integradas ao visual da abertura. Mas é a hora de pensar também em transições mais suaves e disposições menos arbitrárias nas composições.

A trilha sonora cantada por Maria Gadú, apesar de romântica, como pede a trama, confere certa morosidade a vinheta. O que pode desanimar os espectadores que buscam uma novela mais ágil ou o clima de aventura também prometido nas suas chamadas.

Abertura

Ficha Técnica

Ano: 2013
Canal: Rede Globo
Produção: Hans Donner, Alexandre Pit Ribeiro, Roberto Stein e Orlando Martins
Trilha: “Em Paz”, por Maria Gadú

Fonte: Televisual

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