MEIO FIO

3 fev

Falae Macacada!

Antes de mais nada quero desejar um feliz 2011 atrasado pra todo mundo!

Depois de um longo e merecido descanso, estou de volta pra arrebentarmos com as estatísticas este ano.

Baterias recarregadas, cuca “rendida”, upgrades efetuados e vâmo que vâmo!

Pro primeiro post do ano já aproveito a carona nessa onda de curtas aqui postados para apresentar a vocês o recém lançado “Meio Fio”, um curtametragem dirigido e editado pelo meu amigo, fotógrafo e editor Bira Crosariol.

Aí vai uma pequena entrevista que eu fiz com ele:

RC – Bira, como surgiu a idéia do curta?

BC – Olá, primeiramente muito obrigado pelo espaço e pela chance de compartilhar com todos um pouco dessa experiência.

Esse curta na verdade é fruto do meu trabalho de conclusão de curso que estou finalizando esse ano (2010). (ufa)

Meu grupo de TCC é formado por pessoas de estilos e referências muito diversas e com certeza isso influenciou no resultado final do trabalho.

Por mais absurdo que pareça, a idéia surgiu de um sonho maluco que tive já faz algum tempo, e no sonho a história não tinha quase nada haver com o curta, mas tratava-se de um gari que observava as pessoas e interferia na vida delas por ser alguém “pouco notável”.

Esse foi o ponto de partida para reflexões e pesquisas sobre o universo invisível à muita gente.

RC – Quais foram suas maiores dificuldades na captação e na edição?

BC – Bom, com certeza a maior de todas as dificuldades na captação foi contar com o clima e com a luz natural, já que não utilizamos nenhuma luz artificial.

Nosso cronograma era bem justo e todas as diárias cabiam perfeitamente dentro de 4 dias, contando com as horas úteis de luz natural, tirando as pausas para os descansos e almoço, etc… além de eventuais situações adversas.

Dessas 4 diárias, perdemos uma inteira, com uma péssima previsão de tempo, que garantia um tempo bom e estável, mas acabamos presenciando uma chuva torrencial interminável. No fim, acabamos ajustando o cronograma para rodar tudo em 3 diárias… tivemos que deixar de lado algumas tomadas e nos focar mais no que era mais importante para captar o necessário para montar a história completa.

Na edição, a maior dificuldade mesmo foi o prazo de entrega do trabalho, mas também contei com algumas situações desagradáveis. Já que gravamos com duas câmeras Canon T2i, e 4 cartões para logar e reutilizar durante as gravações, não contei com que as câmeras poderiam gerar arquivos com o mesmo nome.

Isso aconteceu e deu um trabalho a mais na montagem. O material inteiro foi convertido para Apple Pro Res 422 HQ, o que tornou a edição flúida e sem maiores problemas de renders e previews.

Outra dificuldade foi a escolha das trilhas. Foi bem complicado vasculhar sites e fóruns para encontrar trilhas brancas adequadas, além disso existe a preocupação com os direitos autorais. Exatamente por isso procurei trilhas com direitos reservados em Copy Left e Creative Commons.

RC – Qual é a mensagem de “Meio Fio”?

BC – Meio fio é o piloto da série de 5 episódios que compõe a mini série “VIR A SER”. O fio condutor da mini série é a INVISIBILIDADE que no caso, só no piloto está manifestada na profissão. Nos demais 4 episódios, ela pode se manifestar de outras formas, não necessariamente na profissão invisível.

A idéia central é criar uma reflexão sobre esse tema e trazer para primeiro plano “personagens”que normalmente são meros coadjuvantes da vida real.

RC – Conte um pouco mais sobre o processo de edição.

BC – O processo de edição foi tranquilo, exceto os prazos que cada vez mais me colocavam contra a parede. A edição foi feita inteiramente do Final Cut Pro 7 e o tratamento de cores foi feito com o Color.

RC- Que dicas você daria para o leitor do Oeditor.com?

BC – Bom, dicas? Acho que a dica essencial mesmo para quem quer trabalhar com audiovisual, sendo na pré, produção ou pós produção, é ser autêntico, deixar ali no produto final um pouco da sua natureza e da sua personalidade.

Acho que só assim teremos espaço para destaque. Por que coisas geniais já foram feitas, e copiar coisas geniais não é ser genial, é ser mais um.

Acho que é isso.

Obrigado pelo espaço mais uma vez e espero que tenham gostado do filme.

Até uma próxima!

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