Arquivo | março, 2012

[ Identidade ] Salto

28 mar

Salto é um pequeno canal local de Amsterdã com uma programação diversificada e uma modesta audiência. O estúdio conterrâneo Calango foi responsável por sua nova identidade, simples, mas com uma configuração geométrica interessante.

Segundo o estúdio, a identidade antiga era sólida, mas não era compatível aos padrões televisivos atuais. Portanto, foram preservados alguns elementos da antiga identidade e construído um novo design. E pode se dizer que foi usado de cálculos bastante precisos para isso. Foram elaborados padrões geométricos em cima de cenas cotidianas em live-action com base em pentágonos distribuídos de acordo com a famosa proporção áurea, causando interessantes efeitos calendoscópicos dinâmicos. Todo o processo de construção da composição dos pentágonos e suas animações também foram disponibilizados pelo Calango.

Entretanto, esse balé geométrico se torna a única coisa que realmente dinamiza as peças. O restante se revela um tanto monótono pelo acabamento demasiadamente simples e a repetição cromática e compositiva dos demais elementos. O apelo estético nesse caso se restringiu ao rigor matemático, tornando-a um pouco fria e racional.

Fonte: Televisual

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Novo Mascote da Programação Esportiva da Rede Globo

26 mar

A Rede Globo anunciou um mascote que vai perpassar pela programação esportiva da emissora, nos eventos e atrações como Corujão do Esporte, Esporte Espetacular e Globo Esporte. O mascote criado pelo diretor de ilustração e arte da emissora, Alexandre Arrabal.
Apresentação:

O mascote é composto por um robô tridimensional, prateado e esférico, que denotam basicamente elementos formais e conceituais da própria marca do canal. Ele apresenta um aspecto cartunesco e infantil, além de uma personalidade bastante popular, simpática e divertida, cumprindo o papel de um bom mascote. O personagem tem ainda um apelo bastante dinâmico, através do seu caráter mutacional. Ele se modifica, recebendo elementos relacionados a modalidade esportiva (skate, futebol, basquete, vôlei e outros) ao qual ele está interagindo ou representando.

Apesar da qualidade gráfica e de movimento serem apurados e bem acabados, as qualidades estéticas relacionadas a marca são um tanto quanto genéricas, já que elas são replicadas em seus concorrentes diretos (SBT e Record), como o efeito metalizado, o conceito futurista e a forma circular.

Nesse sentido, o mascote se enfraquece em termos de reforço de marca, mas se torna uma figura ornamental que deve agradar principalmente o público infantil. Função similar a adquirida pelo famoso mascote Amarelinho (semelhante ao novo mascote da Globo, diga-se de passagem) que compunha as transmissões esportivas na década de 90 no SBT.

Bastidores:

Fonte: Televisual

A Casa de Pequenos Cubinhos || Sexta-Curta

23 mar

Eleito o nome internacional do curta em francês, conta a história — sem diálogos — de um senhor com idade já avançada que mora em uma cidade ao nível do mar. Com o passar do tempo, o nível da água vai subindo, e, desta maneira, o idoso tem que erguer ainda mais sua casa, que é levantada tijolo por tijolo. Kunio Kato consegue apresentar em singelos 12 minutos o que diretores populares nunca conseguiram em todas suas carreiras. O pouco tempo é marcante e de quebra dá um ponorama lúcido e atual do aquecimento global — que com o derretimento das calotas polares vem engolindo aos poucos algumas ilhas do sudeste asiático e do resto do mundo.
Direção e roteiro: Kunio Katô

Abertura: As Brasileiras

22 mar

Ao invés de exibir uma grande minissérie, a Rede Globo volta a estratégia de exibir novamente no verão uma nova série semanal. A escolhida foi “As Brasileiras”, uma continuação de “As Cariocas”, sucesso de 2010 e adaptação do livro homônimo de contos escrito por Sérgio Porto. No entanto, a nova série deixar de privilegiar apenas uma cidade e traz histórias fictícias de várias mulheres em diversas regiões do país.
A abertura da série também é uma extensão de “As Cariocas”, apresentando a mesma construção conceitual e imagética. Não se pode julgar, portanto, que essa embalagem é apenas um plágio ou simples falta de criatividade, já que se tratam de projetos paralelos e semelhantes. Por essa razão, se faz completamente pertinente usar da mesma ideia de apresentação.

As atrizes que interpretam as protagonistas de cada história desfilam em um estúdio branco com roupas esvoaçantes. Aos poucos, cada atriz recebe um close e seu primeiro nome aparece delicadamente ao seu lado, conferindo ao espectador certa sensação de intimidade com elas. Após o desfile, as atrizes fazem poses sensuais, algumas apoiadas em objetos de cena, como se participassem de um ensaio fotográfico. Uma alusão às famosas capas de revistas que mostram as personalidades femininas de destaque no ano.

A vinheta termina com a protagonista do dia se aproximando da câmera, fazendo caras e bocas. Ao mesmo tempo é apresentado seu nome completo e o título da sua história. Um verdadeiro e declarado convite ao espectador.

Há uma curiosa diferença na música-tema. Em “As Cariocas” o verso final cantava “a bela é carioca, ela é da cor do Brasil” agora, sem o intuito de privilegiar apenas uma localidade, a música diz “a bela é linda, é nossa, ela é da cor do Brasil”.

Outra mudança, esta mais radical, está na marca gráfica. Ao invés do Cristo Redentor, mostra-se um violão verde junto de uma forma arredondada amarela. A palavra “Brasil” recebe destaque em relação ao restante do logotipo no centro violão.

Além das óbvias cores pátrias, é realmente difícil encontrar um símbolo que pudesse representar todas as nossas características, pensando em um país multicultural com dimensões geográficas continentais. Entretanto, o violão consegue juntar algumas delas: é símbolo da bossa nova, do sertanejo e da MPB, ritmos musicais tipicamente brasileiros.

E, é claro, faz alusão também ao termo “corpo-violão”, em uma analogia entre a forma curvilínia do instrumento e o exuberante corpo das mulheres brasileiras. Relação que é inclusive ressaltada no começo da abertura, através da construção de delicadas silhuetas.

Abertura: Rei Davi

19 mar

“Rei Davi”, a terceira parte da trilogia de minisséries de adaptações bíblicas, seguida da “A História de Ester”, exibida em 2010 e “Sansão e Dalila”, em 2011. Dessa vez, a história tenta reproduz com detalhes a vida do importante personagem bíblico Davi, influenciador na formação de várias religiões e autor de alguns salmos do livro sagrado cristão.

A abertura formada por uma soturna, mas grandiosa animação tridimensional, exalta um dos principais símbolos ligados ao protagonista: a Estrela de Davi.

Em uma paisagem inóspita, pesada e rochosa, onde o céu anuncia uma grande tempestade, um raio abre no solo os caminhos para lavas flamejantes e forma o famoso símbolo bíblico. No segundo momento, a estrela é apresentada forjada em um escudo e uma espada medievais, feitos de metal e bem ornamentados. Entre os ornamentos, destaca-se uma representação da Menorá, um castiçal com 7 velas que representa a união entre Deus, o Espírito Santo e os seres humanos e é também um dos símbolos de Israel.

Apesar de não explicitar, a abertura apresenta algumas particularidades importantes da vida de Davi, através da rica relação semântica com o famoso símbolo.

Um dos significados está relacionado ao antecessor de Davi, o Rei Saul, um homem que, segundo a Bíblia, se tornou arrogante e se afastou dos preceitos de Deus. O próprio Deus escolheu Davi como sucessor do Reinado de Israel para que ele tirasse o povo das trevas. A estrela de Davi formada no solo rochoso através da lava simboliza, portanto, a renovação proposta por Deus quando escolheu Davi como Rei de Israel, de forma abrupta e definitiva.

A presença do símbolo no escudo refere-se a semelhança do desenho à escrita do nome do Rei no alfabeto fenício. A Estrela de Davi era, portanto, gravada nos escudos no exército do Davi, como forma de identificação.

A espada representa a força de Davi e remete a duas passagens da vida dele retratadas na Bíblia. A primeira diz respeito à sua paixão por Bate-Seba, mulher de Urias, um de seus guerreiros. Davi manda matar Urias para ficar com Bate-Seba e em um certo dia, enviado por Deus, o profeta Natã aparece em sua casa e o alerta de que, por conta de seu pecado, a espada jamais se afastará de sua casa. Sendo usada exclusivamente para a guerra, a espada simboliza que a morte estará sempre rodeando Davi.

A segunda referência está relacionada a curiosa história da morte do gigante Golias. Usando apenas uma funda, uma espécie de bolsa, cheia de pedras, Davi atirou na testa de Golias fazendo como que ele desmaiasse. Caído no chão, Golias teve sua cabeça decepada pela espada de Davi que, a partir daí, ganhou respeito do povo de Israel.

A marca gráfica que encerra o vídeo é tridimensional, com uma renderização que acompanha o material dos demais elementos metalizados da vinheta. A tipografia é clássica e serifada, com características mais romanas que hebraicas. Estética pesada e imponente que lembra os grandes produções cinematográficas de época, tais como Gladiador e Tróia e a série Games of Thrones.

A trilha é sombria, porém austera, com coro de vozes pesadas e forte presença de instrumentos de percussão que lembram um pouco cantos gregorianos tão típicos de rituais religiosos.

Além de todos esses simbolismos, a abertura bem acabada trata a atração com ares de grande produção, grandiosa e inesquecível.

Fonte: Televisual

Mitsubushi || “De volta para o Futuro”

19 mar

Pra quem ainda não viu esse comercial, vale a pena conferir… e para os fanáticos em saber como foi feito o comercial, assitam o making-of!!
Agência: Africa
Produtora: Hungry Man
Direção: Carlão Busato

Making-of

Identidade: TV Land

16 mar

Afim de evidenciar suas qualidades como produtora de programas originais e exibidora não só de programas retrôs, o canal de comédia TV Land passou esse ano por um reposicionamento de marca sob responsabilidade do estúdio Trollbäck + Company.

Em 2009, o canal recebeu uma nova marca, com formas e tipografia mais modernas, e um novo slogan “Laugh More”. Três anos depois, o canal resolveu apresentar um nova programação visual que entrasse em sintonia com essa nova fase menos retrô e mais contemporânea. As vinhetas e chamadas tornaram-se mais alegres e dinâmicas, através de variados movimentos tridimensionais e um festival de cores vibrantes.

No entanto, talvez o entusiasmo na possibilidade da variabilidade e customização de cores, efeitos e formas acabou levando a uma falta de critérios de combinações compositivas que culminaram em certo enfraquecimento na uniformidade e consistência estética.
Fonte: Televisual

Sexta Curta || DreamGiver

16 mar

Dream Giver um curta de animação muito bacana! Espero que gostem!

Criado na Brigham Young University’s Center for Animation

Diretor: Ty Carter

Como converter um DVD em imagem

5 mar

Bom Dia Editores,

Hoje tive uma dúvida muito crucial no trabalho de editor. Eu tinha um projeto de DVD, no “DVD Studio Pro”e precisava gerar uma ïmagem”do DVD, para que o cliente abrisse em sua casa o projeto e pudesse gravar seus próprios DVD’s.

Encontrei 2 vídeos que me foram muito uteis! Espero que ajude a vocês.

No Mac, gere uma imagem (.img) através do DVD Studio. E para gerar um .ISO, utilize o “Utilitário de Disco”. É fácil. As informações estão nos vídeos!


Curta-Metragem || The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (2011)

2 mar

Inspirado, em medidas iguais, pelo furacão Katrina, Buster Keaton, O Mágico de Oz, e o amor pelos livros, “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” é uma alegoria, pungente humorístico sobre os poderes curativos da história. Usando uma variedade de técnicas (miniaturas, computação gráfica, animação 2D).
O premiado autor / ilustrador William Joyce e Co-diretor Brandon Oldenburg apresentam um estilo híbrido de animação que remonta a filmes mudos e musicais da MGM Technicolor. Morris Lessmore faz cortes de edição a moda antiga!

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