Arquivo | outubro, 2012

James Bond 007: Movie Deathmatch

31 out

O editor Brad Hansen resolveu fazer um duelo entre todos os atores de James Bond! Quem você acha que ganha? Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan, Daniel Craig?

Um excelente trabalho de edição!!

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Edição é tudo!!

26 out

Assisti esse video no Não Salvo e resolvi compartilhar com meus amigos editores. Isso é só mais uma prova de que o áudio e o visual juntos transmitem a emoção que quisermos. A edição de audio e video transforma até um filme aterrorizante como “O Exorcista”em uma série de cómedia.

Confiram:

Abertura: Lado a Lado [2012]

20 out

O fim da monarquia e da escravidão no Brasil são os panos de fundo da trama de época “Lado a Lado”, novela das 18h da Rede Globo. Outro tema presente é a emancipação da mulher, representada pelas protagonistas Isabel (Camila Pitanga) e Laura (Marjorie Estiano), cada uma com suas distintas realidades sócio-culturais, enfrentando a forte sociedade patriarcal de 1904.

A abertura de “Lado a Lado” retrata o contexto histórico das personagens principais, através de cenas em closes bem fechados e movimentos super lentos que aludem a eventos históricos que ajudaram a construir a cultura brasileira, tais como o samba, a capoeira, o futebol e o carnaval.

Para captar as imagens foram usadas câmeras especiais que filmam entre 300 e 1000 quadros por segundo, mostrando tudo em um super slow motion, conferindo uma riqueza e ênfase de detalhes, como na marcante dança dos negros e no elegante jogo de futebol. Além disso, a fotografia impecável das cenas, em tons amarelados, com forte exposição de luz, desfoques e interferências gráficas com aspecto envelhecido, são relacionadas semanticamente tanto ao conceito de história, quanto ao de fantasia.

A vinheta também conota outro conceito inerente a esse contexto de mudanças: o contraste cultural. Da mesma forma que negros aparecem em trabalhos braçais, herança do período da escravatura, eles também são apresentados em situações libertárias, se divertindo em rodas de samba e tocando instrumentos. Outro ponto de antagonismo está entre as cenas de brutalidade e descontração dos negros com os momentos de delicadeza, rigidez e sofisticação dos costumes da nova burguesia.

Entre as imagens, também são mostrados documentos sendo escritos, assinados e carimbados, em alusão à proclamação da República e a abolição da escravatura, eventos históricos importantes que servem de base para o cenário histórico de transição do folhetim.

Entretanto, o que mais chama a atenção na vinheta é a música-tema, o samba-enredo “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”, da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense. É a primeira vez que um samba-enredo é utilizado em uma abertura de novela. Apresentada em 1989, em comemoração ao centenário da Proclamação da República, a sua escolha se mostrou inteligente, não só pela relação do enredo com a trama e pela letra fazer referência ao título, mas também pelo fato da novela contar sobre a origem do samba. Em termos de forma, o ritmo rápido do áudio não sincroniza com a lentidão do vídeo, mas esse contraste gera um complemento comunicacional consistente com o conceito da apresentação.

Outro ponto de destaque são os créditos que fugiram da usual Globoface com uma tipografia retrô e arabescos que servem de moldura para os nomes. Com isso, os letreiros conferiram uma forte identidade e uma relevante informação adicional à abertura.

O único pecado fica por conta do logotipo da novela. Apesar da tipografia ser bastante rebuscada, lembrando o estilo art-noveau e trazendo certa coerência a novela, a letra “L” sobrepondo a letra “D” gera confusão e dificulta a leitura. Além disso, o desnecessário contorno dourado , dá um peso excessivo ao logotipo.

Ficha Técnica

Ano: 2012
Canal: Rede Globo
Direção: Hans Donner, Alexandre Pit Ribeiro, Roberto Stein
Trilha: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós” (de Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho e Jurandir por G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense)

Créditos: Televisual

Chapulin Colorado 2012

18 out

Um curta muito show! Uma galera de fãs do famoso Chapolin Colorado, resolveu fazer um vídeo do filho do Chapolin. O Chapulin Colorado!
Ficou muito original e bem atual aos dias de hoje!

Escrito e Dirigido por:Pedro Flores

O diretor pretende fazer uma série do Chapulin. Então, se vc gostou; compartilhe, divulgue, twite, favorite.

Créditos:
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Procurando Nemo 3D | Entrevista Diretor e responsáveis pelo 3D

17 out

Entrevista com o co-diretor do filme, Lee Unkrich, o supervisor estereostópico da Pixar, Bob Whitehill, o diretor da produção 3D, Josh Hollander, e Mark Walsh, que dirigiu Partysaurus Rex, curta-metragem inédito exibido antes de Procurando Nemo 3D.

Falem um pouco sobre a colaboração com diretores. Estou curioso… Obviamente, quando se ajusta o filme para o 3D… tem muita… Vocês têm que decidir o que querem fazer. Em que momento os diretores estão falando: “Isto é o que eu quero”? Ou…? Vocês me entendem?

Bob Whitehill: Sim. Nós geralmente temos uma reunião com o diretor e mostramos cenas selecionadas. É melhor de ver e julgar o 3D se está em uma cena, do que em um só take. Então, quando temos alguns minutos de uma cena, nos encontramos com o diretor, assistimos com ele, e vemos o que ele acha sobre o que ele quer que façamos com o 3D e continuarmos com isso. E devo dizer, antes temos um primeiro encontro em que descrevemos o processo de 3D, mostramos alguns exemplos de filmes que já fizemos. Então, temos o esta reunião inicial e depois a revisão de cena, e depois fazemos revisão de sequências, em que mostramos cada vez mais material. E, até o final, estamos pensando igual aos nossos diretores, nos termos do que eles querem e das decisões a serem tomadas.

Qual foi a sua reação? Eu achei que o filme está incrível. E eu sei que a resolução está 144% melhor com esta rederização.

Lee Unkrich: Certo.

Qual foi a sua reação ao ver o filme em 3D?

Lee Unkrich: Eu fiquei completamente impressionado. É sempre divertido assistir a um dos nosso filmes que tenha sido “re-imaginado” em 3D. É emocionante. Mas “Procurando Nemo”, mais do que qualquer outro, realmente me impressionou. Quando estamos fazendo os filmes… especialmente estes filmes do início, nós não estamos pensando nada em 3D. Então, como um produtor de filmes, eu sempre estou tentando fazer decisões do cenário, para tentar criar a ilusão de profundidade, como qualquer produtor de filme, mesmo trabalhando em um espaço em 2D. E é muito legal para mim ver as decisões que foram feitas para um filme 2D funcionarem em um filme 3D. Ao ponto que, quando assisto a “Procurando Nemo 3D”, parece que fizemos um filme em 3D, e é isso que fizemos do princípio, mesmo não sendo assim.

Eu realmente quero falar sobre tecnologia, e o seu impacto em 3D. O que aconteceu nos últimos anos com softwares, ou com a tecnologia? O processo fica mais fácil, mais intuitivo, ou…? Vocês me entendem?

Bob Whitehill: Nós conseguimos usar um processo que chamamos de “arqueologia digital”, para trazer essas coisas antigas, personagens, sets, de volta para o presente. Então, é como se estivéssemos recriando o filme do nada. Como se hoje, estivéssemos fazendo o filme pela primeira vez. Então, nós conseguimos captar o filme, com câmeras para 3D, de uma forma perfeita. Não é uma conversão de uma imagem já existente. É uma recriação do filme em 3D.

Fale um pouco das dificuldades técnicas que você tinha naquela época… O que estou curioso é sobre a tecnologia e o impacto dela na Pixar. Como vocês estavam naquela época e agora, uma década depois, o que vocês podem fazer?

Lee Unkrich: Bom, o início da Pixar, claro que todo filme novo que fazíamos, tínhamos que criar tecnologias novas para tentar contar esse história que íamos contar. E, antigamente, muitas coisas eram bem difíceis, como cabelo, humanos e água. E, em “Procurando Nemo”, foi isso que tivemos que superar. Nós tínhamos que descobrir como fazer água, convincentemente, porque quase todas as cenas seriam embaixo da água, de alguma forma. Ou teriam água nela. Então, trabalhamos muito para desenvolver essa tecnologia nova. E, incrivelmente, muitas das coisas que desenvolvemos fizeram com que a versão 3D parecesse mais convincente.

Falem um pouco sobre as dificuldades tecnológias de fazer “Procurando Nemo” e outros filmes antigos da Pixar, e… Esse tipo de coisa.

Josh Hollander: O principal desafio em recriar um filme como “Procurando Nemo” é essa”arqueologia digital” que Bob falou. Softwares estão sempre avançando, sendo revisados e melhorados. Então, a versão do software que utilizamos na criação de “Procurando Nemo” não existe mais naquele estado. Então, a primeira coisa que temos que fazer é criar uma forma de utilizar coisas do passado e do presente, para recriar o filme. Depois temos o desafio de fazer as cenas parecerem certas. Muitos problemas podem ocorrer por mudanças do software, mudanças na infraestrutura do sistema, localização de armazenamento, etc. Então, temos que fazer as cenas parecerem certas. Daí, renderíamos cada frame, e, como Bob disse, podemos recriar cada frame individualmente. fazendo essas decisões criativas. Um dos desafios únicos de “Procurando Nemo” foi a quantidade de partículas. Porque colocamos um volume de partículas… Existe uma sujeira na água. Nós colocamos um volume originalmente em 2D para criar aquela experiência embaixo da água. E em 3d, este volume parece um pouco pesado. Então, nossa equipe desenvolveu ferramentas que podem equilibrar o volume de partículas em qualquer cena, para ter certeza que não é uma distração, mas mantenha a sensação de estar submerso.

Eu sei também que vocês estão fazendo “Monstros S.A.” para o relançamento em 3D. Como tem sido…? Falem um pouco sobre as dificuldades técnicas para recriar este filme. Foi mais fácil que “Procurando Nemo”?

Josh Hollander: Pensando nos dois, “Monstros S.A.” foi um pouco mais fácil. Há um interessante equilíbrio entre a idade do software. Se é tão velha que não podemos acessá-lo versus moderno o suficiente que é fácil, e a complexidade do filme. “Toy Story”, por exemplo, é um filme muito velho. Em relação à complexidade, não é tão difícil. Em relação à tecnologia, é mais complicado, por causa da idade da tecnologia. “Procurando Nemo” é um equilíbrio interessante, porque é moderno o suficiente para ser muito complexo, mas velho o suficiente para não haver um jeito fácil. “Monstros S.A.”, em relação ao equilíbrio, é um pouco mais fácil que “Procurando Nemo”.

Obviamente você dirigiu “Toy Story”… Basicamente, “Toy Story 3” fez muito sucesso. Você ainda sente: “Ainda bem que não estraguei isso”?

Lee Unkrich: “Toy Story 3”? Sim, todo dia que acordo. Absolutamente. É engraçado. Nós estávamos falando sobre James Cameron antes, porque eu acabei de ler uma entrevista com ele, em ele disse que de todos os filmes que estavam “pedindo” para virar 3D, ele achava que “Procurando Nemo” era o que ele mais queria ver. E, me lembrou de quando eu visitei o set de “Avatar”, há muitos anos. E, quando me apresentaram para James Cameron, a única vez que o vi… Eu fui apresentado como o cara que estava fazendo “Toy Story 3”, e eu lembro dele dizendo: “Boa sorte com isso.” Então, eu não seu o que ele achou do filme, mas… estou feliz que deu tudo certo.

Eu imagino que na Pixar, todo mundo quer dirigir um curta. Eu imagino que tenha muita competição para este lugar. Como você conseguiu “conquistar a cadeira de direção”?

Mark Walsh: Bom… Eu sugeri uma ideia. Eu sugeri esta ideia sobre Rex, o dinossauro de “Toy Story 3”, que é um personagem que eu amo, interpretado por Wallace Shawn, um ator que eu adoro. E juntei com a minha experiência de criança de brincar na banheira. Que para mim era como uma jacuzzi. É incrível, certo? Você pode se imaginar como um adulto em uma jacuzzi, com música e brinquedos para você brincar. É incrível! Então, eu queria combinar estes dois neste ideia: “Partysaurus Rex”. E, John Lasseter amou a ideia. Conseguimos trazer para o projeto BT, um artista de música eletrônica. E trabalhamos com os nosso amigos no Canadá. Da Pixar do Canadá, nosso estúdio “irmão”. E, antes que pudesse perceber, tinha se tornado uma grande festa. Não foi o que eu esperava. E eu acho que a maioria das pessoas que querem ser diretores, ou querem ser diretores da Pixar, especificamente, que a experiência é bem diferente do que acham que é. É muito desafiadora, mas muito divertida.

Créditos: Omelete/UOL

Abertura: Guerra dos Sexos [2012]

15 out

Quase 30 anos depois da primeira exibicão, a Rede Globo coloca no ar uma nova versão de “Guerra dos Sexos”, ambas escritas por Silvio de Abreu. Um fato inédito. A novela conta a história dos primos Charlô II (Irene Ravache) e Otávio II (Tony Ramos) que moram na mansão de seus tios, Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran). Com a morte deles, os primos se vêem em uma nova disputa pela herança e uma nova batalha de sexos, envolvendo as demais personagens.

Mais do que traduzir a guerra do título, a abertura fez uma releitura de uma das cenas mais antológicas do folhetim e da teledramaturgia brasileira: a divertida guerra de comida, durante um café da manhã, exibida na primeira versão.

Através de uma bem executada animação em 3D, os protagonistas, que ganharam traços cartunescos, repetem a cena pastelão, enquanto a câmera passeia pela mansão e mostra outras brigas acontecendo entre animais domésticos. Casais de cães, gatos, ratos e papagaios se degladeiam de modo a defender que a disputa entre os sexos pode ser algo universal e natural.

Apesar da animação apresentar um excelente cuidado estético, com uma riqueza de texturas, tomadas e variações de ritmo, os traços e a abordagem da estória parecem um pouco infantis, o que causa certo distanciamento da temática mais adulta da trama.

A maior parte das relações com a abertura anterior foi descartada, reforçando o fato de ela não ter sido tão memorável quanto à tal cena do café da manhã. E talvez por uma necessidade de enfatizar que não se trata de propriamente um remake. Entretanto, como é de praxe em novas versões, o ponto de ligação das duas histórias ficou por conta da trilha sonora: a animada música “Guerra dos Sexos”, agora com novos arranjos, mas cantada pelo mesmo grupo The Originals, da versão anterior.

Já o icônico e bem fundamentado logotipo anterior foi descartado. Em vez da letra X em destaque, denotando disputa, a letra O é que se sobressai, sendo substituída pelos símbolos planetários de Marte e Vênus que representam, respectivamente, o homem e a mulher. Os símbolos aparecem entrelaçados, demonstrando mais uma união entre os sexos do que uma disputa. O logotipo perdeu um pouco de sua originalidade e caiu no lugar-comum.

Antes e Depois

Mesmo divertida e com uma boa sacada, a abertura da nova versão de “Guerra dos Sexos” não traz grandes novidades estéticas – a novela “Pé na Jaca” usou o mesmo estilo em sua abertura. Entretanto, certamente é mais marcante e condinzente que a solução anterior.

Ficha Técnica

Ano: 2012
Canal: Rede Globo
Direção: Hans Donner, Alexandre Pit Ribeiro e Roberto Stein
Animação: Seagulls Fly
Trilha: “Guerra dos Sexos” (de Augusto Cesar, Claudio Rabello e Miguel por The Originals)

Créditor: Televisual