Arquivo | março, 2013

[ SÉRIE ] Processos Cinematográficos – 4º Sonorização

25 mar

Anteriormente este texto estava com sua pré-definição em cinema, porém, a sonorização por si é um tema a se compor com maiores informações. Ela é parte fundamental em diversas áreas da acústica.
Sonorização é o reforço de som para que um dado evento dependente da produção de som (como uma palestra ou uma apresentação musical) possa ser assistido por uma massa de espectadores que, pelo tamanho ou quantidade de pessoas, não conseguiria ouvir o evento.
A palavra aplica-se também a ambientes, ao cinema, à televisão e ao rádio.

A sonorização é parte fundamental de um filme mesmo antes do cinema falado. Até 1926, as sessões de cinema eram acompanhadas por música ao vivo, geralmente executadas por piano, órgão ou até mesmo por orquestras.
O Cantor de Jazz, de 1927, foi o primeiro filme sonoro a ser lançado, mas na época o som ainda era gravado em disco. Após, a técnica foi sendo aperfeiçoada, passando a existir gravação simultânea entre imagem e som sincronizado, gravado numa faixa lateral que acompanhava os fotogramas. A seguir, foi desenvolvido um sistema que permitia gravar o som sincronizado com as imagens, em uma película separada daquela que registrava essas imagens.
Atualmente, com a criação dos sistemas de som digitais, os estúdios de som fazem mixagem de até seis bandas de som para acompanhamento das imagens, possibilitando uma qualidade sonora extremamente realista.

Som ao vivo

A sonorização de shows, apresentações artísticas ou mesmo eventos sociais ou corporativos que necessitem um reforço sonoro contam com o apoio de sistema de sonorização, onde amplificasse o som de instrumentos, acústicos ou elétricos.
Existem diversos tipos de sistemas de sonorização, que normalmente são dimensionados de acordo com o orçamento disponível, solicitação do artista ou contratante, ou, que seria a forma mais correta, pela definição de um profissional da área, neste caso, o Engenheiro de Som.

A dupla Nilton Nunes e Hans Donner

21 mar

A partir da década de 1980, as aberturas do Fantástico viraram superproduções, com cenários futuristas e figurinos arrojados, unindo as possibilidades da computação gráfica às habilidades humanas, representadas pela dança.

Foi o início de um período de dez anos de grande avanço tecnológico e artístico da TV Globo. A emissora começara a desenvolver, junto com a empresa Pacific Data Image (PDI), dos Estados Unidos, um sistema de computação gráfica tridimensional que permitia a criação de imagens geradas por computador através de descrição procedural. Essas novas técnicas de computação gráfica deram à identidade da emissora uma plasticidade visual sem paralelo com nenhuma outra no mundo.

Boa parte dessas inovações estéticas eram obra de uma dupla de designers: o brasileiro Nilton Nunes, um dos responsáveis pelas aberturas e vinhetas da TV Globo nos seus primeiros anos, e o austríaco Hans Donner. Em 1983, a dupla realizou uma abertura para o Fantástico que ficaria na história da televisão brasileira.

Hans Donner se inspirou nos filmes de ficção científica, na geometria e nos desenhos tridimensionais do artista holandês M.C. Escher para criar uma vinheta na qual a computação gráfica interferia em formas geométricas. Para realizá-la, o austríaco requisitou a ajuda de Richard Chuang, Glenn Entis e Carl Rosenthal, três jovens designers norte-americanos especialistas em alterar textura, luz, coloração e volume de desenhos e imagens inseridos em computador.

Na abertura, feixes de luz com as cores do arco-íris trespassavam várias vezes uma imensa pirâmide dourada, formando cinco plataformas que flutuavam no espaço. Sobre elas, bailarinos usando fantasias estilizadas, repletas de referências geométricas, executavam uma coreografia ao som do tema do programa, com um arranjo instrumental composto por Guto Graça Mello. O mesmo processo se repetia nas cenas seguintes com uma pirâmide invertida e um cone.

O grupo de 24 bailarinos era formado por 16 mulheres e oito homens, egressos do corpo de baile da TV Globo e do grupo de dança Vacilou, Dançou – da coreógrafa Carlota Portela, que criou a coreografia executada na abertura. Os trajes dos bailarinos, feitos de couro e com decotes ousados, foram criados por Silvia Trenker, idealizadora de todos os figurinos das aberturas do Fantástico a partir de então.

Uma pirâmide de quase oito metros de altura, feita de madeira e ferro, que reproduzia o cenário de animação computadorizada da abertura, chegou a ser construída no Estádio do Maracanãzinho para que fossem gravadas as imagens do balé. Um erro no ajuste da altura das câmeras, entretanto, inutilizou o plano, e a coreografia teve de ser realizada no chão, com os bailarinos divididos em vários grupos no mesmo nível, enquanto as câmeras eram posicionadas de forma a dar a impressão de que eles estavam dançando em plataformas de alturas diferentes. A abertura do Fantástico ganhou repercussão mundial e chegou a ser capa da conceituada revista Eletronics Theater, da Siggraph.

Alexandre Pit Ribeiro [ Rede Globo ]

20 mar

Alexandre Pit Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de fevereiro de 1967. Filho de um bancário pioneiro no uso de computadores no setor e de uma estilista de moda, Alexandre conviveu desde a infância com a informática e com a criação artística, vindo mais tarde a desenvolver esses dois interesses.

No final do ano de 1989, foi admitido por José Dias na Globograph, onde permaneceu como estágiário até o início de 1990, quando foi contratado. Lá, aprendeu a operar as primeiras grandes estações gráficas feitas pela Silicon Graphics.

Precursora no uso da computação gráfica na televisão brasileira, a Globograph realizava trabalhos nessa tecnologia encomendados pela Videographics e por outros departamentos da Rede Globo, bem como, durante certo período, atendendo à demanda do mercado publicitário. Para isso, contava com um software especialmente desenvolvido para a Globo pela Pacific Data Images (PDI).

Durante o período em que trabalhou no departamento de produção da Globograph, de 1990 a 1997, Alexandre Pit Ribeiro realizou seu primeiro trabalho para a Rede Globo: a vinheta de abertura do programa Campeões de Bilheteria.

Em 1995, Alexandre foi alçado à posição de gerente da Globograph, que manteve até se transferir, em 1997, para a Videographics, o departamento de criação da TV Globo dirigido por Hans Donner. Lá, conviveu com profissionais como Roberto Stein, Nilton Nunes, Rodrigo Gomes e César Rocha.

Na Videographics, Alexandre Pit Ribeiro assumiu a posição de assistente de direção de arte, na mesma época em que o departamento passou a se responsabilizar pela parte de produção em computação gráfica, antes realizada pela Globograph.

Sob a direção de Hans Donner, coube à Videographics a criação das aberturas e logotipos da Rede Globo, incluindo as novelas e programas de entretenimento, e a área gráfica institucional da emissora, isto é, seu logotipo e suas vinhetas. Em 2004, Alexandre Pit Ribeiro foi responsável, na Videographics, pela gerência das áreas de criação e produção.

Ao longo de sua carreira, Alexandre Pit Ribeiro participou da criação ou da produção de diversas aberturas de programas da Rede Globo. Entre elas, destacam-se as aberturas de novelas como Por Amor, de 1997; Terra Nostra, de 1999; Porto dos Milagres, de 2001; O Clone, de 2001, onde Alexandre introduziu a estética do widescreen na abertura; Mulheres Apaixonadas, de 2003, que teve mais de 15 versões diferentes, com fotos de telespectadores; Bang-Bang, de 2005, feita em animação; América, de 2005; Pé na Jaca, de 2006, também em animação; Páginas da Vida, de 2006; Paraído Tropical, de 2007; e de minisséries como Hoje é Dia de Maria e Hoje é Dia de Maria – Segunda Jornada, de 2005, e Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, de 2007.

Além desses trabalhos, Alexandre Pit Ribeiro também participou da criação ou da produção de aberturas de diversos programas de entretenimento, como Sítio do Pica-Pau Amarelo, Minha Nada Mole Vida, Caldeirão do Huck, A Grande Família, Os Normais, Sob Nova Direção, Força Tarefa e da produção das vinhetas do Carnaval Globeleza, desde 2001.

Em 2010, participou da criação da abertura da minissérie Dalva e Herivelto: uma Canção de Amor, e das novelas Tempos Modernos, Passione, Ti-Ti-Ti e Escrito nas Estrelas. Em 2011, fez as aberturas da nova versão da novela O Astro, da novela Insensato Coração, da nova temporada de Malhação e da série Tapas & Beijos.

Em 2012, criou com sua equipe a abertura das novelas Amor Eterno Amor, Cheias de Charme e Avenida Brasil, além da microssérie Dercy de Verdade.

[ Abertura ] Flor do Caribe

19 mar

O novela Flor do Caribe, da Rede Globo, apresenta uma trama clássica e açucarada de amor: o vilão Alberto (Igor Rickli) tentando roubar a mocinha Ester (Grazi Massafera) do melhor amigo Cassiano (Henri Castelli). Na verdade, o destaque está mais na beleza do elenco, quase sempre em trajes de praia, e dos cenários paradisíacos do litoral nordestino. Resgate de uma fórmula utilizada pelo mesmo autor Walther Negrão em Tropicaliente, há 18 anos atrás.

Se a história não parece ser o seu principal chamariz, mas sim o seu visual, esperava-se que a abertura da novela fosse digna a essa lógica. Em parte é. As belas paisagens compostas das praias das cidades de Prado e Cumuruxatiba, no litoral Sul da Bahia, sob a fotografia impecável de Jayme Monjardim, são os principais elementos da vinheta.

Entretanto, algumas intervenções ofuscam a beleza das imagens. Projeções de outras cenas sobre alguns elementos, como no barco, na janela ou no casebre, foram uma tentativa ruidosa, artificial e pouco criativa de apresentar as demais facetas do enredo.

A máxima “menos é mais” também não é seguida na assinatura. Duas tipografias pouco delicadas e harmônicas são infestadas de efeitos, degradês e texturas. Nesse caso, mais uma vez apelou-se para excessiva obviedade. As letras orgânicas de “flor” aludem a natureza, enquanto as formas onduladas “de Caribe”, sugerem de forma simplista a água. Não bastasse, são aplicados efeitos e cores que fazem referência ao Sol e ao mar, que já aparecem inclusive no fundo da imagem. Certamente a solução branca, inserida em outras mídias (como no site) seria uma proposta menos complicada.

Ainda falando em tipografia, parece que a Globo está felizmente deixando a Globoface de lado e investindo em créditos com letras mais interessantes e integradas ao visual da abertura. Mas é a hora de pensar também em transições mais suaves e disposições menos arbitrárias nas composições.

A trilha sonora cantada por Maria Gadú, apesar de romântica, como pede a trama, confere certa morosidade a vinheta. O que pode desanimar os espectadores que buscam uma novela mais ágil ou o clima de aventura também prometido nas suas chamadas.

Abertura

Ficha Técnica

Ano: 2013
Canal: Rede Globo
Produção: Hans Donner, Alexandre Pit Ribeiro, Roberto Stein e Orlando Martins
Trilha: “Em Paz”, por Maria Gadú

Fonte: Televisual

[ SÉRIE ] Processos Cinematográficos – 3º Montagem

18 mar

Montagem ou edição é um processo que consiste em selecionar, ordenar e ajustar os planos de um filme ou outro produto audiovisual a fim de alcançar o resultado desejado – seja em termos narrativos, informativos, dramáticos, visuais, experimentais, etc. Em geral, a montagem é realizada pelo montador, em um equipamento compatível com a tecnologia empregada na realização do produto, sob a supervisão do diretor ou, em alguns casos, do produtor.

Como é realizada após a filmagem, a montagem é um processo de pós-produção e durante muito tempo foi considerada como o único processo original do cinema, aquilo que tornaria o cinema uma arte ou uma linguagem diferenciada das demais. Hoje, no entanto, vários autores consideram que há muitas semelhanças entre a montagem e os processos de composição em outras formas artísticas, tais como a poesia ou o romance.

Montagem em cinema (e, por extensão, em qualquer meio audiovisual) pode ser entendida de três maneiras diferentes: como uma habilidade, como uma técnica e como uma arte.

Montagem-habilidade
Enquanto habilidade, a montagem pode ser descrita como uma série de procedimentos utilizados para arranjar as imagens e os sons de um filme, até que este tome a sua forma definitiva. O conjunto das habilidades necessárias para o processo de montagem varia muito quer se monte em filme, em vídeo ou em sistema digital.
Em filme, monta-se (ou montava-se) num aparelho chamado mesa de montagem (ou moviola), com o auxílio de uma coladeira, tesoura e fita adesiva. O ato de montar um filme (do ponto de vista da habilidade) consiste em cortar pedaços do filme, selecioná-los, rearranjá-los e colá-los. O filme montado é um rearranjo de partes selecionadas do filme original (não-montado). A própria bitola do filme determina procedimentos mecânicos diferentes (e portanto uma habilidade diferente) na sua montagem: montar em 35 mm é diferente de montar em 16 mm ou super-8.
Em vídeo, monta-se (ou montava-se) num sistema chamado ilha de edição, que consiste em dois ou mais aparelhos de vídeo ligados a um controlador de edição. O ato de montar (ou editar) um vídeo consiste em copiar trechos selecionados de uma fita para outra, dando-lhes um novo arranjo. O vídeo montado é uma cópia eletrônica de trechos selecionados e rearranjados do vídeo original (não montado). O próprio sistema de vídeo utilizado determina procedimentos mecânicos diferentes (e portanto uma habilidade diferente) na sua montagem: montar em VHS é diferente de montar em U-matic ou Betacam.
Em sistema digital, monta-se na memória de um computador, através de um programa de montagem.
O ato de montar (ou compor) um filme ou vídeo em sistema digital consiste apenas em selecionar e rearranjar trechos dentro da memória do computador. O filme montado é uma projeção virtual (que não existe fisicamente em parte alguma) de trechos selecionados e rearranjados do filme original (não montado). O próprio programa utilizado determina procedimentos mecânicos diferentes (e portanto uma habilidade diferente) na montagem: montar em Final Cut Pro é diferente de montar em Avid ou em Premiere.

O responsável pela montagem-habilidade de um produto audiovisual é o operador do equipamento (mesa de montagem, ilha de edição, programa de computador).

Montagem-técnica
Enquanto técnica, a montagem é um conjunto de regras, caminhos e atalhos (e até mesmo a possibilidade sempre aberta de modificar, atualizar e subverter essas regras) para obter o melhor resultado possível a partir de um material previamente filmado.
A técnica da montagem é a mesma quer se trate de filme, vídeo ou sistema digital, e independe da bitola do filme, do sistema de vídeo ou do programa de montagem utilizado. Se os botões a apertar são outros, se a maneira concreta de cortar não é a mesma, se o resultado físico final é diferente (um filme cortado e colado, uma cópia eletrônica, uma projeção virtual), tudo isto se refere à montagem-habilidade e não à montagem-técnica.
O responsável pela montagem-técnica de um produto audiovisual é o montador ou editor, que muitas vezes pode ser o próprio operador do equipamento, e portanto acumular as duas funções.

Montagem-arte
Enquanto arte, a montagem diz respeito a uma concepção geral do filme, que começa no planejamento anterior à filmagem (decupagem), inclui a própria forma de filmar (a execução da decupagem) e a montagem propriamente dita.
A arte da montagem, evidentemente, é a mesma quer se trate de filme, vídeo ou sistema digital, e independe da bitola do filme, do sistema de vídeo ou do programa de montagem utilizado. No entanto, muitas vezes usam-se palavras diferentes: montagem para filme, edição para vídeo, composição para alguns programas digitais -ou, às vezes, montagem para a imagem, edição para o som. Na verdade, a única diferença real entre montagem e edição é que uma palavra vem do francês (montage) e a outra do inglês (edition), significando rigorosamente a mesma coisa: a habilidade, a técnica e a arte de colocar um produto audiovisual em sua forma definitiva, selecionando e rearranjando as imagens e os sons originalmente captados.
O responsável pela montagem-arte de um produto audiovisual é, em princípio, o diretor – embora, em algumas situações absolutamente industriais, o produtor assuma essa responsabilidade, em parte ou no todo.

Trabalho de montagem
Lembrando que a maioria dos filmes, principalmente de longa-metragem, são captados fora de ordem cronológica, o trabalho do montador será então o de compreender todo o roteiro do filme, ler as planilhas de produção (geralmente feitas pelo assistente de direção) e então, em um primeiro corte, colocar todos os planos em ordem da maneira como prevista pelo roteiro e eliminar planos errados ou que não devem ir para a versão final do filme. Em um segundo corte, ou seja após o filme estar em ordem cronológica da trama do roteiro, o montador, o assistente ou assistentes de montagem e o diretor, trabalham no afinamento do produto audiovisual, dando ritmo e outras características que o diretor vê necessárias.
Montadores experientes trabalham em parceria com os diretores, ou seja, não cumprem apenas ordem e não têm apenas conhecimentos técnicos: devem ter embasamento artístico para ajudar o diretor na escolha de melhores enquadramentos e seleção de sequências que devem ser cortadas ou adicionadas, assim como na duração de planos e cenas. Existem muitos livros sobre montagem cinematográfica. Um dos autores mais famosos nesta área é o cineasta russo Sergei Eisenstein que dirigiu filmes entre 1923 e 1945.
O trabalho de montagem de um filme é demorado, exige muita paciência, pois muitas vezes é na pós-produção que o assistente de montagem e o montador notam a falta de material ou erros de continuidade que devem ser resolvidos de alguma forma na hora da montagem. A equipe de produção geralmente está desmontada nessa fase e torna-se, por isso, inviável iniciar novamente a captação de material durante a pós-produção. O montador, para resolver possíveis problemas, deve usar os recursos de edição mais o material captado que lhe é disponibilizado. O montador e seu assistente podem também trabalhar em parceria com o continuista (anotador (pt)) para solucionar dúvidas de continuidade.

A memória é uma Ilha de edição [ Tércio Fernandes ]

16 mar

Texto de Tércio Fernandes ( Choco la Design )
A frase de Wally Salomão não podia está mais certa. A memória é seletiva, é refinada e o melhor de tudo, mostra que todos somos na essência, montadores. Nenhum de nós lembra do ano de 2012 por completo mas somos perfeitamente capazes de contar, sem perder o sentido, todas as nossas realizações, acertos e erros.
Sem o conhecimento de softwares específicos somos capazes de contar e montar, pelo menos mentalmente, uma boa história. E é só dessa capacidade que precisamos para sermos bons montadores.

O Montador

Antes é preciso dizer que, no Brasil, montadores e editores são os mesmo profissionais. Só tendemos a diferenciá-los por sua área de atuação. O editor geralmente está associado ao trabalho com mídias digitas, tv, publicidade etc. enquanto o montador atua no cinema.

O montador entra em cena quando a produção já começou e é na pós-produção que seu trabalho é realmente indispensável. Com a etapa de produção completa é ele quem vai adicionar sons, música e efeitos especiais. Além de dar sentido a história.

O editor de vídeo/montador é o profissional que precisa conhecer tudo que envolve uma produção audiovisual. Tem que saber ler e interpretar um roteiro, selecionar bons planos, boas sequências, reconhecer uma boa fotografia, cor, tipos de câmeras e lentes, saber quando o ator foi bem, ou não, e ser frio. Frio pra jogar fora aquele take que a equipe de produção demorou um dia inteiro pra gravar.

“Os objetivos dos montadores são precisos: encontrar a continuidade narrativa para a imagem e o som do filme, e refinar planos visuais e sonoros que criarão a ênfase dramática para que o filme funcione.” – Ken Dancyger

O Motion

Com o tempo surgiu o motion graphics e a integração design e vídeo começou com mestres como Saul Bass. Hoje visto como uma evolução natural do design gráfico, o motion graphics já recebe a alcunha de motion design (mas eu prefiro chamar motion graphics). Agora, um montador tem na lista de conhecimentos, além dos já citados, softwares de motion como o After Effects, animação tradicional e 3D. E isso tudo é o conhecimento básico e não o diferencial do profissional de edição de vídeo.

As Obrigações do Montador

Trabalhamos para buscar a continuidade narrativa, ou seja, contar uma boa história. Por isso precisamos saber tudo que envolve o ato de contar uma história. Não adianta, então, querer criar uma boa animação com a câmera do After sem nunca ter operado uma câmera real. Sem nunca ter feito uma pan, um tilt ou usado um travelling. Sem nem saber diferenciar as opções de lentes disponíveis no software.

Não adianta dedicar horas de estudo em iluminação 3D sem nunca ter aberto um “butterfly”, carregado um rebatedor por algumas horas ou saber quando se precisa de um mini-brut ou de um Fresnel. Isso vale pro vídeo, animação de personagens ou motion graphics.

Chegamos a um tempo em que não é mais o montador o único profissional que precisa aprender tudo que envolve uma produção audiovisual. Hoje, o profissional de motion tem que saber o que é uma sequência e todos os conceitos aplicados à concepção de um quadro.

Isso tudo ainda sem entrar no mérito da montagem em si. A edição de vídeo exige conhecimentos próprios.

A relação montagem-design-cinema está cada vez mais forte e pra quem enxerga o quadro como um todo elas já não se diferenciam mais e ainda agregam a fotografia, a arte e a música.

O diferencial hoje em dia é a experiência no mundo real. Com câmeras de verdade, lentes, luzes e suor.

Não conheço a fórmula pra ser um grande montador, mas vou compartilhar aqui com vocês o caminho percorrido por bons montadores do Brasil e do mundo.

Fonte: Choco la Design

Que espetáculo! [ “Carinho de Verdade” ]

15 mar

O Projeto para a campanha “Carinho de Verdade”, do SESI, por meio do qual o Cristo Redentor “abraçou” a cidade do Rio de Janeiro para promover a conscientização das pessoas, instituições, empresas e organizações sobre o problema da exploração sexual de crianças e adolescentes.

O efeito foi criado por uma ilusão de ótica provocada por projeção de luzes e imagens.


Ação realizada pela equipe da Casanova Brasília

Veja este outro exemplo de projeção:
Para comemorar o 600º aniversário do Orloj, o nome desta torre com este Relógio Astronômico, o pessoal “dizáiner” do The Macula fez este trabalho simplesmente fantástico com 10 minutos de projeções na parede da torre.

Daniel Resende [ Entrevista ]

14 mar

Daniel Rezende, é um editor de cinema brasileiro. Em 2003, venceu o Bafta de melhor edição e foi indicado ao Óscar de melhor edição ambos por seu trabalho no aclamado filme Cidade de Deus. Antes de trabalhar em longa-metragens, consagrou-se como editor dirigindo filmes publicitários e videoclips.
Atualmente trabalha na montagem do filme RoboCop em Hollywood, com direção de José Padilha.


Antes de trabalhar em longa-metragens, consagrou-se como editor dirigindo filmes publicitários e videoclips.
Nesse bate-papo ele conta sua trajetória e dá dicas a quem pretende atuar na área. (Entrevista em 7 partes)

Continue assistindo as outras partes deste bate-papo.
Continue lendo

[ REDE GLOBO ] Estagiar 2013

13 mar

A TV Globo acredita que seus funcionários são a chave de seu sucesso.

Com paixão e talento, os seus profissionais construíram essa grandiosa aventura, humana e organizacional que é a história da Globo.

E é com paixão e talento que a empresa investe no futuro, apostando na formação de profissionais que continuem fazendo essa história de sucesso. Através do Programa Estagiar, a TV Globo oferece a estudantes universitários e de nível técnico a oportunidade de conhecer as áreas de negócio da Empresa, aprofundar conhecimentos e praticar na sua área de formação específica.

Acima de tudo, o Estagiar é a porta para construir uma carreira de sucesso na Globo. Muitos de seus executivos, inclusive diretores, iniciaram sua carreira na Empresa como estagiário.
E, com esta convicção, investe cada vez mais na busca por novos talentos para o programa Estagiar 2013, cujas inscrições estão abertas.

Participe!

MFX – The Media Effects Group

13 mar

A produtora MFX – The Media Effects Group está a pouco mais dez anos no mercado, atuando junto às mais reconhecidas agências de publicidade e propaganda do sul do Brasil.

Formado por quatro empresas e contando com mais de 40 colaboradores, o Grupo Media Effects atua de forma integrada, com projetos nas áreas de televisão, internet, mídia impressa, cinema e conteúdo.

Conheças as empresas do Grupo Media Effects:

MFX Post – Especializada em computação gráfica 3D, animação 2D, pós-produção e efeitos visuais para filmes publicitários, motion design, criação de personagens e finalização;

MFX Films – Voltada à produção de filmes publicitários, cinema e conteúdo audiovisual;

MFX Image – Atua na criação e composição de imagens para peças gráficas, ilustrações,
computação gráfica 3D e direção de arte;

MFX Digital – Focada no desenvolvimento de soluções para comunicação digital, como websites, aplicativos mobile e inúmeras experiências de publicidade online.

As quatro empresas do Grupo Media Effects funcionam independentes, gerando mais agilidade e agregando o know-how e a visão criativa de especialistas no desenvolvimento de soluções inovadoras para agências e produtoras.

Com sedes em Florianópolis e Porto Alegre, além de um escritório em Curitiba.

MFX – The Media Effects Group
www.mediaeffects.com.br

Enlarge Your Penis
6° Prêmio Catarinense de Propaganda

Dirigido pela dupla Mustache, o divertido filme do 6° Prêmio Catarinense de Propaganda contou com o talento do ator Eduardo Mendonça

Diretor(es): Mustache
Cliente: Clube de Criação de Santa Catarina
Campanha: 6º Prêmio Catarinense de Propaganda
Duração: 1’20”
Agência: OneWG
Direção de Criação: Josué Orsolin
Criação: Sandro Akira, Josué Orsolin, Cristiano Bernardo e Junior Crocetta
RTV: Natália Góes
Produtora/Filme: MFX Films
Atendimento/Filme: Fernando Moreira
Direção de Cena: Mustache
Direção de Fotografia: Matheus Massochini
Direção de Produção: Rochele Finco
Make: Aline Scheer
Figurino: Adriana Bernardes
Montagem: Mustache
Finalização: MFX Post
Produtora/Som: Technologica
Aprovação Cliente: Alexandre Guedes

[ Identidade Visual ] ÓTV

12 mar

O canal paranaense ÓTV, apesar dos 2 anos de existência, já conta com uma identidade caprichada e premiada, sob os cuidados dos catarinenses Firmorama e Media Effects.

O projeto foi selecionado para exibição no 2nd International Motion Festival Cyprus, importante evento organizado pelo Departamento de Artes da European University Cyprus, que fica na Capital do Chipre, Nicósia.

O estúdio de design Firmorama foi responsável pelo projeto videográfico de identidade e a produtora Media Effects coube a parte do motion design.

Ficha Técnica
Ano: 2013
Estúdio de Design: Firmorama
Produtora: Media Effects
Direção de Animação: Henrique Neumann
Design: John Karger e Maikel Karger
Som: Technologica

Fonte: Televisual

[ SÉRIE ] Processos Cinematográficos – 2º Decupagem

11 mar

DECUPAGEM

Decupagem (do francês découpage, derivado do verbo découper, recortar) significa, originalmente, o ato de recortar, ou cortar dando forma. Na indústria, indica um processo de fabricação de peças metálicas por recorte de superfície. Nas artes decorativas, um sistema de colagem de papel e papelão sobre objetos.
Em cinema e audiovisual, decupagem é o planejamento da filmagem, a divisão de uma cena em planos e a previsão de como estes planos vão se ligar uns aos outros através de cortes.

Segundo o “Dicionário teórico e crítico de cinema” de Jacques Aumont e Michel Marie, o termo decupagem começou a ser usado em cinema na década de 1910, com a padronização da realização dos filmes, e designava a princípio um instrumento de trabalho, o “roteiro decupado” ou “roteiro técnico”, último estágio do planejamento do filme, em que todas as indicações técnicas (posição e movimento de câmara, lente a ser utilizada, personagens e partes do cenário que estão em quadro, etc.) eram colocadas no papel para organizar e facilitar o trabalho da equipe.
Em inglês, o roteiro decupado é chamado de shooting script; em espanhol, de guión técnico.

Decupagem como ordenação dos planos

A partir dos anos 1940, a palavra decupagem migra do campo da realização para o da crítica, passando a designar a estrutura do filme como conjunto ordenado de planos, tal como percebido pelo espectador atento.
É nesse sentido que André Bazin cria a noção de decupagem clássica, oposta à do cinema fundado na montagem, apresentando-a a princípio em uma série de artigos para a revista Cahiers du Cinéma (1951), mais tarde reunidos em sua obra “Qu’est-ce que le cinéma?” (1958).

Decupagem como forma do filme

A definição de decupagem é retrabalhada pela corrente neoformalista, especialmente por Noël Burch em seu livro “Práxis do cinema” (1969).
Considerando o filme como uma série de fatias de espaço (o enquadramento de cada plano, fixo ou em movimento) e de fatias de tempo (a duração de cada plano), Burch constrói um significado cumulativo para sua noção de decupagem: (a) a planificação por escrito de cada cena do filme, com indicações técnicas detalhadas; (b) o conjunto de escolhas feitas pelo realizador quando da filmagem, envolvendo planos e possíveis cortes; (c) “a feitura mais íntima da obra acabada, resultante da convergência de uma decupagem no espaço e de uma decupagem no tempo”.
Ou seja: a decupagem de um filme, ou de cada cena de um filme, é um processo que começa na planificação, se concretiza na filmagem e assume sua forma definitiva na montagem.
Segundo Burch, nos anos 1950-1960, a noção de decupagem, com estes três sentidos sobrepostos, só existia em francês. O cineasta norte-americano, por exemplo, era obrigado a pensar em marcação (set-up) e montagem (cutting), como dois processos separados. “Se nunca lhe vem ao espírito que essas duas operações participam de um único e mesmo conceito, é talvez porque lhe falte uma palavra para o designar. E, se os progressos formais mais importantes dos últimos quinze anos foram executados na França, é talvez um pouco por uma questão de vocabulário.”

Decupagem como listagem posterior (produção de vídeo)

No Brasil, especialmente entre os profissionais de televisão, a palavra decupagem foi adotada com um significado diferente, na verdade oposto ao de qualquer planejamento de filmagem, uma vez que ele começa depois que a filmagem está concluída: é a decupagem de fitas, também chamada decupagem de claquetes ou minutagem.
O processo consiste em registrar as características de cada trecho gravado, bem como o ponto da fita em que ele se encontra, para facilitar sua localização posterior. É um procedimento análogo à indexação e classificação em categorias ou tags, que permite a recuperação de dados sobre livros, textos, documentos, etc.
Exemplo
Um exemplo de situação: o produtor capturou uma determinada imagem: por exemplo, um pôr do sol para determinado trabalho. Porém, a cena não foi utilizada, mas continua no acervo. Posteriormente, o cliente requer em uma nova campanha, com a cena capturada. Ou um novo cliente requisita algo nesse sentido. Caso não exista o arquivo de decupagem, a mesma terá que ser localizada rodando todos os vídeos ou terá que ser gravada novamente.

[ Making of ] Premonição 5

10 mar

Sequência de 9 minutos mostrando todos os detalhes da produção. Muito bom!

The Visual Effects Of Iron Man [Documentário]

7 mar

Homem de Ferro 3 estreia nos EUA em 3 de maio e em 26 de abril no Brasil, para entrar no clima publicamos um documentário sobre os efeitos visuais do primeiro filme, o vídeo tem 27 minutos, é bem detalhado e interessante. Vale a pena para quem ainda não assistiu.

Homem de Ferro 3
O terceiro filme do Homem de Ferro tem como base o arco “Extremis” dos quadrinhos, escrito por Warren Ellis entre 2005 e 2006 na HQ do super-herói. Na trama, a nanotecnologia Extremis, criada pelo geneticista Aldrich Killian (Guy Pearce), cai nas mãos do terrorista Mandarim (Ben Kingsley), que ameaça criar um exército de combatentes modificados. Homem de Ferro 3 estreia nos EUA em 3 de maio e em 26 de abril no Brasil.

Sinopse oficial Homem de Ferro 3
“Homem de Ferro 3 coloca Tony Stark/Homem de Ferro contra um inimigo sem limites. Quando Stark tem sua vida pessoal destruída, ele embarca em uma angustiante busca pelo responsável. Nessa jornada, a cada nova etapa, sua coragem será testada. Sem saída, Stark precisa sobreviver com seus próprios recursos, confiando na sua engenhosidade e instintos para proteger as pessoas próximas a ele. No contra-ataque, descobre a resposta para a pergunta que secretamente o atormentava: o homem faz a armadura ou a armadura faz o homem?”

Especial Charlie Brown Jr. [ LUTO ]

7 mar

Charlie Brown Jr. – Só os loucos sabem

Music video by Charlie Brown Jr. performing Só os loucos sabem. (C) 2009 Sony Music Entertainment Brasil ltda.

Making Of:
Produzido pela Trator Filmes
As imagens são de Patrick Rodrigues e Dudu Saraiva
E a montagem de Priscila Neves e Gabriel Mariano

A Banda Charlie Brown Jr. por diversos anos assinou a música da novela Malhação da Rede Globo.

[LUTO]

Iron Man 3 [ Trailer 2 Oficial ] Comentado

7 mar

Homem de Ferro 3 ganhou o seu segundo trailer. O vídeo mostra alguns relances das novas armaduras – que têm gerado rumores recentemente – incluindo a “Hulk Buster” no final.

Homem de Ferro 3 estreia nos EUA em 3 de maio e em 26 de abril no Brasil.
Assista os comentários de Marcelo Hessel e Erico Borgo

Fonte: Omelete

Ang Lee fala sobre a polêmica da indústria de efeitos visuais

6 mar

Durante uma coletiva de imprensa em Nova York para promover o Blu-ray de As Aventuras de Pi, o diretor Ang Lee voltou a falar das dificuldades encontradas pela indústria de criação de efeitos visuais em Hollywood. Lee repetiu o que já dizia antes de ganhar o Oscar 2013 de melhor diretor: os efeitos custam caro demais.

“A indústria de efeitos é um negócio em que fazer dinheiro é difícil demais. Os custos de pesquisa e desenvolvimento são altos demais, porque quando você usa efeitos visuais em um filme, sempre procura ver algo jamais visto antes”, diz. “Para um filme como este [As Aventuras de Pi], é comum que os efeitos tomem metade do orçamento. Algumas dessas cenas são caríssimas. Milhões de dólares precisam ser gastos antes de o estúdio poder ver o resultado. Como eles aprovam orçamentos assim?”

Segundo Lee, especialistas em efeitos são artistas, e frequentemente o procuram para trabalhar: “Normalmente eles fazem grandes explosões, mas eu quero fazer com eles arte visual”. Presente na coletiva, o montador Tim Squyres emenda: “Se eles não conseguem fazer dinheiro com isso, então existe algo fundamentalmente errado entre os estúdios e as companhias de efeitos visuais”.

Lee está no centro da questão porque, na noite do Oscar, não mencionou a equipe de efeitos visuais de As Aventuras de Pi ao aceitar o prêmio de melhor direção. A empresa que realizou os efeitos do filme, a Rhythm & Hues, havia declarado falência duas semanas antes do Oscar, dizendo que não consegue competir com o que chama de distorção do mercado: empresas estrangeiras de efeitos visuais que cobram mais barato dos estúdios de Hollywood por conta de incentivos fiscais em seus países.

Do lado de fora da cerimônia do Oscar, técnicos de efeitos visuais faziam um protesto que não conseguiu entrar na festa – ao agradecer o Oscar de melhores efeitos, a equipe de As Aventuras de Pi foi cortada durante o discurso, como habitualmente acontece em categorias técnicas – mas se estendeu pela Internet. No Facebook, Bruce Branit (supervisor de efeitos de Fringe, Breaking Bad e outras séries) publicou uma carta aberta a Ang Lee, em que reclama da exigência de Hollywood por um trabalho cada vez “maior, mais rápido e mais barato” – e lamentou que a categoria dos técnicos em efeitos seja a única em Hollywood que não tem um sindicato organizado para defender seus direitos.

Fundada em 1987, a Rhythm & Hues recebeu nos últimos dias uma injeção de dinheiro dos estúdios para completar os seus últimos trabalhos que já estavam em andamento, como Percy Jackson e o Mar de Monstros, R.I.P.D., 300 – Rise of an Empire, The Seventh Son e Category 6. O caso da R&H acontece cinco meses depois de outra empresa de efeito dos EUA, a Digital Domain, também declarar falência.

Fonte: Omelete

FanPage Oeditor [ FACEBOOK ]

6 mar

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CONTATO DE EDITORES

5 mar

Você trabalha com edição de vídeo, finalização, pós-produção ou qualquer outra área relacionada ao ÁUDIO E VÍDEO e quer divulgar seus contatos? Telefone, E-mail, Site ou Linkedin.

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A Real Beleza | Photoshop

5 mar

Ação criada pela Ogilvy Toronto fala diretamente com diretores de arte e designers, escondendo a mensagem no Photoshop.

Já tem alguns anos que a Dove tem incentivado as mulheres a reconhecerem e assumirem sua beleza real, em vez de ficarem perseguindo um ideal absurdo estabelecido pelas indústrias da moda e entretenimento, por meio da Campanha Pela Real Beleza.
Desta vez, entretanto, eles resolveram mirar em um público diferente, falando diretamente com diretores de arte e designers responsáveis por retocar as imagens, escondendo a mensagem em um lugar que apenas eles poderiam encontrar: no Photoshop.

Divulgando em diversos sites especializados um arquivo de “Action” do Photoshop que, quando baixado, aplicava um efeito especial nas imagens com apenas 1 clique. Só que, na verdade, quando o usuário clicava no aplicativo, a imagem voltava ao estado original, desfazendo todas as modificações, e trazendo a seguinte mensagem: “Não manipule nossas percepções de beleza real”. É claro que era possível recuperar o trabalho feito depois disso, mas com certeza deve ter feito muita gente pensar antes de seguir cometendo alguns dos absurdos que a gente vê por aí.

Confira:

Fonte: Brainstorm9

O CINEMA E OS “EFEITOS” ESPECIAIS.

4 mar

Indicação: André Luciano

 

[ COMERCIAL ] Volkswagem Fusca 2013

4 mar

Indicação: Jeferson Manhani

A Volkswagem voltou a São Paulo dos anos 1970 para vender o novo Fusca. Na campanha da marca, lançada em 25 de fevereiro de 2013, o público é levado para esta época, quando o Fusca era o único carro popular do Brasil. Embalado pela música País Tropical, o comercial traz o ex-Trapalhão Mussum e o ex-jogador de futebol Rivellino.

Na campanha, a Volkswagen queria destacar a transformação do Fusca ao longo dos anos. Foram reunidos vários ícones brasileiros das últimas quatro décadas ao lado de curiosos em pleno viaduto do Chá, no centro de São Paulo. No meio desse cenário dos anos 70 só uma pessoa é tão moderna quanto o novo Fusca: o apresentador Cazé Peçanha. As cenas com Rivellino e Mussum foram registradas há 40 anos.

Ficou a cargo da produtora Paranoid BR reconstruir o Viaduto do Chá dos anos 1970, lotado de aduto do Chá dos anos 1970, lotado de pedestres com trajes e carros da época circulando. Foram duas semanas de trabalho antes das filmagens, realizadas nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2012.
As cenas com Mussum e Rivellino foram minuciosamente analisadas, pois era necessário que, nas gravações, eles estivessem em circunstâncias que se adaptassem às dos comerciais. Na pós produção, foram inseridos alguns detalhes para completar a transformação do cenário.

[ SÉRIE ] Processos Cinematográficos – 1º Roteiro

4 mar

Iniciaremos hoje uma série de matérias sobre Processos Cinematográficos, a série terá 7 capitulos:
– Roteiro
– Decupagem
– Montagem
– Sonorização
– Dublagem
– Legendas
– Pós Produção

ROTEIRO

O roteiro ou argumento ou guião é a forma escrita de qualquer espetáculo audiovisual, escrito por um ou vários profissionais que são chamados de roteiristas (argumentistas ou guionistas).

O roteiro ou guião é um documento narrativo utilizado como diretriz para espetáculos de cinema ou programas televisivos.

Roteiros de ficção contêm a íntegra de um filme ou de um capítulo de novela ou seriado, divididos em cenas numeradas que descrevem os personagens e os cenários. O roteiro inclui todos os diálogos, com indicações para os atores quanto à entonação da voz e à atitude corporal. Além disso, informa o horário em que cada cena deve ser filmada (“Dia”, Noite”, “Pôr-do-sol”, “Amanhecer”, etc.) e se a cena é “Externa” (filmada ao ar livre) ou “Interna” (gravada em estúdio).

Também espetáculos de não-ficção, como, por exemplo, a festa da entrega do Oscar ou o Criança Esperança dependem de um roteiro, assim como documentários e filmes publicitários. Cada um tem sua linguagem própria.

O roteiro técnico, desenvolvido posteriormente, dá indicações quanto ao posicionamento das câmeras, uso de gruas, iluminação e efeitos audiovisuais. É preparado pelo diretor do espetáculo, em conjunto com a equipe técnica e, eventualmente, com o roteirista.
O roteirista pode indicar, nos diálogos, a entonação do personagem com marcações como “ríspido”, “alegre”, “surpreso”, etc. Modernamente, no entanto, reduz-se ao mínimo necessário a interferência do roteirista no trabalho do ator, que é conduzido pelo diretor. A falta absoluta dessas indicações, no entanto, pode levar a erros de interpretação quanto às intenções de uma fala.

Emoções ‘invisíveis’ dos personagens não são indicadas pelos roteiros, porque precisam ser mostradas ao espectador através da vivência das ações dos atores em frente a camera. Daí a noção essencial aos escritores de roteiro de que “escrever é igual a descrever”. As emoções que o espectador sente a partir do estímulo da cena que ele assiste num filme resultam da interpretação dos diferentes eventos descritos no roteiro que acontecem em frente à camera, como ações e movimentos. Em termos da linguagem semiótica se pode dizer que a cena contem indicações ao espectador que precisa decodificar e interpretar o que lhe é mostrado. Um roteiro em que as ações descritas se sucedem e fazem perceber um significado a partir do conjunto das ações é um bom roteiro.

Não são chamadas de ‘roteiro’ as peças de dramaturgia destinadas ao teatro, nem o esquema a ser seguido em um noticiário. As primeiras são chamadas simplesmente de “peça” e o segundo recebe, no jargão técnico, o nome de espelho.

Página de um roteiro cinematográfico
No cinema o roteiro é a base do filme, a parte prima que nasce antes de toda a obra. De acordo com Syd Field, um roteirista e consultor de Hollywood, um bom roteiro apresenta três partes essenciais que precisam estar bem desenvolvidas: personagem, estrutura e enredo, sendo este dividido da seguinte forma:
Parte 1; seria esta a introdução do filme, delimitando os personagens e suas ações, aí vem o primeiro ponto de virada, onde se passa para a …
Parte 2; desenvolvimento do filme, a confrontação, que se divide (através do ponto central) em duas partes.
Parte 3; por último se define o filme, o desfecho da história, lembrando sempre que este se trata de um roteiro clássico, mas podem existir modificações, onde se pode trabalhar do final para o início, ou do meio para o fim e depois para o início, ou vice-versa, já que no cinema isso é totalmente possível.
Um roteiro de cinema pode ser definido como uma tentativa sistemática e ordenada para prever o futuro filme. É uma previsão que na prática se concretiza em um manuscrito contendo a descrição, cena por cena, enquadramento por enquadramento e das soluções de todos os problemas técnicos e artísticos que se prevê para a realização do filme.
No Brasil, o roteirista Doc Comparato, que trabalhou na Rede Globo, foi um dos pioneiros no ramo, e escreveu um livro “Roteiro” (mais tarde relançado como “Da Criação ao Roteiro”) que é um manual de escrita para televisão, historicamente importante por ter sido o primeiro no Brasil.

Há dois meios para um novo roteiro surgir: partindo da vontade de um roteirista de escrever um roteiro e vender sua obra para um produtor cinematográfico ou um estúdio de cinema que vá transformar aquilo em uma arte audiovisual; ou partindo de um projeto de uma grande empresa cinematográfica, onde existem profissionais empregados especialmente para o cargo de roteiristas.
Nos Estados Unidos, onde há uma série de roteiristas, existem organizações referentes à roteiristas. Como Hollywood é conhecida como a capital do cinema, não é errônea a afirmação de que surgem diversos roteiristas por lá a cada ano.

O argumento, geralmente, é a primeira coisa a ser desenvolvida por um roteirista. É a ideia trabalhada sobre a qual se desenvolverá uma sequência de atos e acontecimentos, que constituirão, futuramente, o roteiro.
O roteiro é o texto do filme, geralmente que se originou no argumento, mas adaptado com falas e cenas, para ser filmado. É basicamente a transcrição da história de uma forma que possa ser montada e encenada.

Um exemplo de transcrição de um argumento para um roteiro:
Alan vive triste e agora quer sua mulher novamente.
Alan entra na sala, com uma expressão triste. Dirige-se até o sofá. Conseguimos ver uma fotografia sobre o sofá. Alan agacha-se e pega a fotografia, trazendo sobre seu tórax. Depois olha a fotografia, enquanto chora. Vemos que a foto é de sua mulher.
O argumento é muitas vezes visto como a sinopse, mas não é. A sinopse de um espetáculo possui pouquissimas linhas (15 ou menos), enquanto alguns autores afirmam que, para cada página de argumento, corresponde a dez de um roteiro.

Os softwares de roteiros são programas para microcomputadores. Processadores de texto especialmente criados para a substituição da máquina de escrever e facilitação do processo de escrita de um roteiro, esses softwares tornam-se cada vez mais populares entre usuários de computador.
Hoje em dia, é possível encontrar esses editores gratuitamente pela Internet, para diferentes sistemas operacionais. O software mais conhecido entre brasileiros e portugueses é o Celtx, que possui inúmeras funções para roteiristas e pode ser encontrado em versões gratuitas.
Existem também disponibilizados gratuitamente templates para editores de texto conhecidos (como o Microsoft Word), que ajudam na formatação de arquivos para atender aos padrões técnicos de um roteiro profissional.

Site recomendado:
roteirodecinema.com.br

VAGA GENERALISTA 3D

1 mar

Produtora: BeeldMotion

Estamos buscando um generalista 3D para integrar a nossa equipe.
É necessária experiência profissional e vontade de aprender.

Exigências:
– responsabilidade e pontualidade
– capacidade de criação e finalização
– habilidade de trabalhar em equipe
– conhecimentos sólidos de 3dsMax
– conhecimentos básicos de After Effects

Somente para residentes no Rio de Janeiro.
Enviar currículo completo e link para portifolio pessoal para o email equipe@beeldmotion.com com o título ‘VAGA GENERALISTA 3D’.

ATENÇÃO: Mensagens enviadas para outro endereço de email, com um título diferente, e/ou contendo arquivos de vídeo e imagem, serão desconsideradas.
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Interessados em fazer parte da nossa equipe, enviar link do portfolio e currículo para:
equipe@beeldmotion.com

Estamos sempre em busca de profisisonais talentosos para expandir nosso banco de dados nas áreas de design gráfico, animação (2D e 3D) e ilustração.
Favor não enviar arquivos de vídeo anexados ao email.

Sobre a Beeld:
Estúdio de design e animação fundado no início de 2010 por Eduardo Tosto, Greco Bernardi, Luiz Maggessi, Marcelo Mourão e Papito, situado no Rio de Janeiro. Todos acumulam anos de experiência no mercado de animação e design, trabalhando para produtoras, agências de design e publicidade, e emissoras de televisão. Nos encontramos aptos a realizar trabalhos de grande porte para as mais diversas mídias, com alta qualidade técnica e artística. Nossos projetos envolvem: animação, branding para tv, design gráfico, ilustração e audio.

CONTATO COMERCIAL – BRASIL
Brazil & Worldwide Business Enquiries

Beeld Motion
Rio de Janeiro
contato@beeldmotion.com
+55 21 2025 2419

Abertura: Salve Jorge

1 mar

Com o desafio de conciliar na abertura uma inusitada mescla de temas, envolvendo a pacificação do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, a cultura das cidades de Istambul e Capadócia na Turquia e a devoção ao santo-guerreiro São Jorge, o departamento de área de Videographics da Rede Globo contou com a ajuda da produtora carioca Beeld, responsável por outros trabalhos excepcionais.

Entretanto, uma das principais responsabilidades exclusivas da emissora foi a construção da marca. Apesar dos exageros em rebuscamento e texturas, comprometendo até um pouco da leiturabilidade, o logotipo apresenta uma boa harmonia com a abertura. Isso se deve à tipografia, baseada no alfabeto árabe que incorpora também elementos da escrita da região, como o traço sobre as palavras e os losangos sobre algumas letras.

Coube ao Videographics também a captação do santo e seu cavalo, representados pelo adestrador Cristiano Geonir de Souza e o animal Tiger, do parque Beto Carreiro World. Eles são os únicos componentes em live-action na abertura. A apresentação surpreende pela maneira menos convencional, distante da imagem icônica formada por um soldado medieval sobre uma armadura de ferro. O cavaleiro aparece em trajes brancos e estilizados, com referências ao período bizantino. A ideia, segundo os diretores Alexandre Pit Ribeiro e Roberto Stein, é trazer uma relação mais espiritual e atemporal a São Jorge.

Ficha Técnica

Ano: 2012
Canal: Rede Globo
Direção: Beeld e Videographics CGCOM
Captação e Direção de Estúdio: Videographics CGCOM
Animação, Composição e Finalização: Beeld
Trilha: “Alma de Guerreiro”, de Seu Jorge, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Leandro Fab por Seu Jorge
Videographics CGCOM: Hans Donner, Roberto Stein, Alexandre Pit Ribeiro e Orlando Martins
Beeld: Papito, Marcelo Mourão, Luiz Maggessi, Greco Bernardi, Eduardo Tosto,
Filippo Johanson, Bruno Magalhães, Daniel Hodge, Diego Galuzzo, Alex de Angelis, Moises Gomes, Kumodot Group e Victor Hugo Sousa

Fonte: Televisual