Arquivo | julho, 2013

Final Cut Pro X

30 jul

Com o lançamento do Final Cut Pro X, a Apple adotou uma nova abordagem radical que mudará dramaticamente o futuro da edição de vídeo não-linear.
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O novo programa não é um upgrade de sua versão anterior (Studio), mas sim um aplicativo completamente novo com o mesmo nome.

À medida que mais e mais fabricantes de câmeras filmadoras abandonam a gravação convencional baseada em fitas, equipamentos menores e mais poderosos surgiram, gravando quantidades cada vez maiores de dados. Com o FCP X, a Apple muda  a ênfase do seu famoso editor de vídeo para técnicas de gravação e produção baseadas em meta-dados sem fitas.

A maioria dos recursos introduzidos no FCP X são bem-vindos e muito necessários. Alguns chegam com atrasado. E outros exigem uma mudança de visão do usuário para serem apreciados. A grande pergunta é se o FCP X é um aplicativo profissional de verdade ou apenas uma versão melhorada do iMovie, apenas um passo à frente do mercado consumidor. Checamos os principais recursos do programa e suas respectivas qualidades e defeitos.

Interface renovada
A interface do novo FCP “empresta” generosamente alguns elementos do Final Cut Server e do iMovie. Descarregar as imagens diretamente da câmera para o programa é um processo simples como no iPhoto, por exemplo (desde que você tenha uma câmera aprovada e seu driver relacionado instalado). Ele suporta todos os aparelhos móveis da Apple – iPhone, iPad, iPod e iPod Touch.

Merecem destaque a Magnetic Timeline, que representa um grande salto quanto ao design de interface de vídeos e te permite fazer muitas cosias de forma simples, e o Clip Connections. Esse recurso oferece uma maneira poderosa e simples de manter o link de vídeo, áudio, som, efeitos e até mesmo gráficos e músicas, permitindo que todas as mídias sejam tratadas como um único elemento adjacente. Mas leva algum tempo para se acostumar com a nova interface. Uma boa dica é começar um projeto do início apenas para conhecer o programa melhor.

Infelizmente, você não pode esperar abrir qualquer projeto existente no novo Final Cut. Isso porque o programa não é compatível com projetos criados no Final Cut Studio em razão de mudanças na arquitetura. E não espere usar muitos dos famosos comandos por teclado. A maioria ainda está lá, mas as funções dos comandos foram remapeadas.

Quanto à importação de imagens, encontramos problemas com algumas câmeras específicas, enquanto outras funcionaram perfeitamente. Vale lembrar que o FCP X por enquanto não suporta nenhum formato XML, o que deve deixar os profissionais de TV um pouco longe.

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Final Cut Pro X trouxe algumas mudanças na interface, que ficou mais simples

Nova organização
Com um novo recurso chamado Auto Content-Analysis, o Final Cut X analisa automaticamente sua mídia durante a importação e arquiva as informações críticas a partir dos metadados da câmera, como balanço de cor, movimento e abertura do obturador, enquanto o aplicativo adiciona informações de estabilização e registro e verifica a presença e o número de rostos humanos em cada tomada.

Ao lidar com toda essa informação analítica na importação das imagens, o FCP X marca os arquivos com metadados adicionais de uma maneira que acelera o processamento de arquivos, a entrega e as capacidades de renderização, além do fluxo de trabalho de forma geral.

Performance
Sem exceção, o Final Cut Pro X é o programa de edição de vídeo não-linear mais rápido que já vi sem a ajuda de um hardware dedicado. Esse ganho em desempenho vem do conjunto de ferramentas de 64 bits nativas do programa e do Grand Central Dispatch do sistema operacional, que aproveitam o poder processamento da GPU, assim como a CPU, com vários núcleos e acelera assim os processos em segundo plano.

Isso é feito enquanto o programa simultaneamente arquiva o stream de dados e renderiza, converte e move o conteúdo em segundo plano – tudo isso sem sobrecarregar seu computador. Agora, um pouco de RAM extra, um disco rápido e uma placa gráfica poderosa adicionam um ganho notável de velocidade à sua máquina.

Com esse poder, ações como colocar mídia na máquina transformam-se em uma pequena tarefa de segundo plano, em vez de um processo desgastante. Você pode começar a editar imediatamente em primeiro plano enquanto o arquivo está sendo transferido ou convertido. E há uma melhoria notável no tratamento e na resposta da mídia após a transferência estar completa. Isso acontece em razão do poder de processamento adicional sendo alocado de volta para o aplicativo assim que a tarefa estiver terminada.

O Final Cut Pro X não travou em nenhum momento, mesmo quando forcei a máquina ao limite, o que normalmente acontecia enquanto renderizava clipes em alta resolução como frames DPX e simultaneamente transferia mídia para vários HDs externos – além de renderizar arquivos para reproduzi-los em um iPad e preparar conteúdo para edição em um MacBook Pro.

Isso é multitarefa de verdade e é ótimo.

Pós-produção
Na pós-produção, a maior parte do tempo de um editor é dedicada à organização de mídia e etiquetagem de conteúdo. Com o FCP X, essa última tarefa é baseada no conteúdo, em palavras chave do usuário. Com ele também é possível resolver falhas como câmera tremendo ou áudio ruim, e automaticamente classificar esse conteúdo no Event Library.

O usuário não precisa mais olhar clipe por clipe buscando por uma tomada noturna específica – apenas agrupar os clipes por conteúdo, data de importação, cena, duração ou até tipo do arquivo. Isso permite ficar focado apenas na filmagem DSLR, por exemplo.

Esse processo de organização é essencial para o ganho de velocidade no FCP X. A habilidade de mudar dinamicamente vários parâmetros de busca é muito parecida com a ideia de ter o Google embutido no programa – ela simula uma ferramenta de busca moderna, dando acesso mais rápido a suas mídias, fazendo buscas com palavras, em vez de uma interminável procura visual.

E essa base de dados organizacional também é muito importante para a nova habilidade do Clip Connection de manter a sincronização de sua mídia original, voz over, gráficos, música e efeitos sonoros, como um único elemento na timeline.

O conceito é simples: agrupe todos os elementos como um clipe contíguo, dê ao usuário uma referência visual para confirmar o que está reunido, então trave o clipe para manter a continuidade e a sincronização. Com esse tipo de sincronização de arquivos, ferramentas como a Magnetic Timeline ganham poder de verdade para mudar a maneira como você edita, tornando o processo mais criativo e menos mecânico.E a busca por palavras-chave não tem restrições no FCP X. Uma seleção de clipes pode agora ser definida com uma palavra-chave e exibida como um novo clipe único na Event Library.

Com o Final Cut Pro X, qualquer uma ou todas as partes de um agrupamento de múltiplos clipes, mesmo que eles sejam tipos de arquivos diferentes e armazenados em volumes separados, são tratadas como um único pedaço de mídia na Event Library.

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FCPX permite que o processo criativo comece mais rapidamente para os usuários

Finalização: som e cor

O FCP X incorporou alguns dos melhores recursos do Soundtrack Pro and Color para simplificar a edição de áudio e a correção de cores, e dá aos usuários uma maneira mais simples e direta de finalizar seus projetos.

Entrega
A Apple focou na funcionalidade de entrega eletrônica com esse novo software e em incorporar compressão direta e suporte de upload para streaming de vídeos nos formatos do Facebook, YouTube e Vimeo, além de outros aparelhos Apple, DVDs e no muito aguardado suporte para Blu-ray.

A aceleração H.264 é incrivelmente rápida em relação a ferramentas anteriores da Apple, criando um arquivo de resolução full 1080×23.98 mais rápido do que em tempo real. E não são mais necessárias horas para  compressão e oferta em um site. O Compressor 4 foi totalmente integrado ao Final Cut Pro X, fornecendo fluxos de trabalhos de exportação facilmente importáveis para os editores.

No entanto, as opções de saída (output) são limitadas no momento em razão da falta de aparelhos de terceiros. Sem a saída por hardware, as exigências da indústria televisiva de entregar videotape HDCamSR com uma ordem definida de múltiplas faixas de áudio está seriamente restrita. A captura e a reprodução de eventos ao vivo apresenta problemas similares, uma vez que o Final Cut tem sido cada vez mais uma peça importante em muitos caminhões/carros de transmissões nos últimos anos.

O que falta?
Quando se coloca muitas novidades em um produto, há a possibilidade de perdas irreparáveis. E o Final Cut Pro X tem sua fatia de erros. Foram embora o Log and Capture para tudo, com exceção do FireWire; os Bins; muitos dos codecs nativos usados para edição na timeline; navegação por abas dos projetos; painéis; e as ferramentas de software, como DVD Studio Pro, Color, Soundtrack Pro e Cinema Tools.

Também houve muitas mudanças nas convenções de edição pelo teclado. Apesar de ainda ser possível modificar manualmente as configurações das teclas, foram feitas algumas mudanças aparentemente arbitrárias. Por exemplo, o Command+I tem sido usado para importar arquivos entre plataformas, e em quase todos os apps para Mac, há décadas. Mas com o FCP X a Apple decidiu agora empregar esse comando para Importação da Câmera, o que pode deixar muitos editores infelizes.

Hardware e software de terceiros
Não estão mais presentes ferramentas em torno das quais muitos editores construíram fluxos de trabalho inteiros – como o DVD Studio Pro, Color, Cinema Tool e Soundtrack Pro. Mais ainda,  há um suporte muito limitado nessa estreia do programa para codecs de terceiros e menos ainda, se é que há algum, para equipamentos de terceiros – ao menos até a chegada do sistema Mac OS X 10.7 (Lion).

Apesar de muitos profissionais de vídeos centrarem seus trabalhos na aquisição e entrega de várias opções de conteúdo e formatos para os clientes, o FCP X exclui a edição 3D e o monitoramento profissional.

Além disso, plugins e efeitos de terceiros também têm seu uso limitado por enquanto, deixando muitos pensando como uma base grande de profissionais conseguirá trabalhar sem seus equipamentos e programas de sempre.

Dicas do que pode estar a caminho já podem ser vistas online: um vídeo postado por um dos distribuidores do Blackmagic Design mostra um aparelho Thunderbold I/O funcionando uma semana antes do lançamento do programa. E a Apple confirmou estar trabalhando com outros fabricantes para ajudá-los a atualizar seus produtos para o novo Final Cut X, apesar de que não esperamos ver muitas novidades quanto a hardware até o lançamento do Lion no próximo trimestre.

Créditos: Macworldbrasil.uol.com.br

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[ Abertura ] José do Egito

25 jul

Texto: Blog Televisual

No começo do ano, a Rede Record investiu pesado em mais uma produção com temática cristã: a minissérie José do Egito, que conta a história de uma das principais personagens da história do Antigo Testamento.

A qualidade da produção brasileira impressiona e sua abertura consegue acompanhar ou até superar o padrão do produto.

Hieróglifos, sarcófagos, joias, cerâmicas, armas e outros elementos da diversa cultura egípcia são apresentados em uma dinâmica e imponente apresentação 3D, com uma qualidade digna de cinema. O caráter de mistério e aventura empregado na vinheta instiga o consumo da obra, mesmo para aqueles não interessados em temas religiosos ou bíblicos. O refinamento da modelagem, renderização e iluminação dos objetos impressionam, assim como os movimentos envolventes e bastante sincronizados com a imponente e harmônica trilha instrumental comparável a grandes produções hollywoodianas do gênero.

Um detalhe relevante são os letreiros dos créditos que são apresentados integrados ao espaço cênico e perfeitamente sincronizados com a animação e transição de câmeras. Tratamento infelizmente bastante incomum em vinhetas televisuais.

Outro cuidado foi na construção da marca gráfica na animação, a partir de um engrenagem moderna que fundamenta a contemporaneidade da série, apesar do tema histórico, e reforça o clima místico e lendário presente na obra.

Ficha Técnica

Ano: 2013
Produção: Rede Record
Trilha Sonora: Rede Record

Texto: Blog Televisual

Aberturas indicadas ao Emmy 2013

24 jul

Texto: Blog Televisual

Saíram os indicados ao prêmio Emmy de melhor abertura de 2013. E o páreo está duro.

O mais interessante não é qualidade dos trabalhos, mas a presença na relação de uma websérie. “Halo 4: Forward Unto Dawn” é um programa exclusivo do site de conteúdo audiovisual especializado na cultura gamer Machinima. Sua abertura é fantástica, mas sua indicação revela algo muito mais surpreendente: um indício perceptível de mudanças nos paradigmas da indústria televisiva.
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American Horror Story: Asylum
Canal: FX Networks
Responsáveis: Kyle Cooper, Ryan Murphy, Juan Ruiz-Anchia e Kate Berry

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Da Vinci’s Demons
Canal: Starz
Responsáveis: Paul McDonnell, Hugo Moss, Nathan Mckenna e Tamsin McGee

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Elementary
Canal: CBS
Responsáveis: Simon Clowes, Benji Bakshi, Kyle Cooper e Nate Park

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Halo 4: Forward Unto Dawn
Canal: Machinima
Responsáveis: Heiko Schneck, Fabian Poss, Csaba Letay e Jan Bitzer

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The Newsroom
Canal: HBO
Produção: Michael Riley, Denny Zimmerman, Cory Shaw e Justine Gerenstein

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Vikings
Canal: History
Responsáveis: Rama Allen, Audrey Davis, Ryan McKenna e Westley Sarokin

Texto: Blog Televisual

Apresentadores usam campo virtual com a tecnologia Vizrt

23 jul

A Vizrt oferece o produto Libero como parte de análise para esportes, esta tecnologia foi usada recentemente na Champions pelo Canal + da Espanha.

Vizrt Libero no Canal +

Viz Libero é uma solução para transmissões esportivas, que permite replays 3D realistas e análises virtuais, graças a ferramentas poderosas que podem ser aplicadas para a maioria dos esportes e oferecer perspectivas únicas para os telespectadores no jogo.

Esta tecnologia, foi indicado ao Emmy, e está disponível para futebol, basquetebol, hóquei no gelo, beisebol, rugby, andebol, voleibol e outros esportes. Emissoras de todo o mundo, como a ESPN, NFL Network, Univision, ZDF, Canal + ou Globosat já utilizam para melhorar a sua análise do esporte.

Libero Virtz

Viz Libero combina aparência realista e gráficos 3D virtuais em tempo real.

O Viz Libero não exige nenhuma infra-estrutura adicional no estádio, a configuração é altamente configurável para as necessidades de cada emissora ou transmissões esportivas.

www.vizrt.com

[ VAGA DE EMPREGO ] Editor

18 jul


Renomada Produtora de Vídeo em Campinas/SP está realizando um processo de seleção para uma (01) Vaga de Editor.

Se você deseja ter uma experiência profissional enriquecedora, não perca essa oportunidade!

Interessados entrar em contato com Eliel Quaresma, pelo telefone: (19) 8127-1409 ou pelo e-mail: elielsp@gmail.com

Honda [ Hands ]

11 jul

Desenvolvido pela agência britânica Wieden+Kennedy com o objectivo de demonstrar o lado inovador, imaginativo e desafiador que a marca nipónica procura exibir, “Hands” é o mais recente filme institucional da Honda, com o qual o fabricante japonês destaca a importância da curiosidade no modo como os seus engenheiros encaram todos os desafios.