Banda Atalhos | Blackmagic Cinema

25 set

Nos quatro anos desde que a inovadora banda Atalhos lançou seu primeiro disco, o grupo experimentou uma evolução musical, deixando as raízes do rock’n’roll para trilhar um caminho mais folk. Para ajudá-los a fazer a transição total para o popular brasileiro, a Atalhos buscou José Menezes e André Dip para produzir o videoclipe “José, Fiquei Sem Saída”, a primeira música do álbum que está para ser lançado.

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José Menezes é fundador e sócio da MA7 Filmes. O diretor de fotografia André Dip tem trabalhado com José em um grande número de projetos e os dois desenvolveram um excelente relacionamento de trabalho. Eles também estão lançando dois curtas metragens este ano, ‘Barqueiro’ e ‘3310,’ co-dirigidos por José e com direção de fotografia de André, ambos filmados em uma câmera Blackmagic Cinema.

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Com a ajuda do produtor freelancer Bruno Alfano, e com o suporte da MA7 Filmes, José e André encararam o desafio de trazer à vida a visão de “José, Fiquei Sem Saída”. Para ajudá-los a chegar ao nível profissional de produção no videoclipe, eles fizeram uso da câmera Blackmagic Cinema e do software de pós-produção DaVinci Resolve.

Sem áreas cinzas
Em sintonia perfeita desde o início, a Atalhos deu a José e André sua confiança para produzir um videoclipe que fizesse jus a sua música. André comenta: “em nosso primeiro encontro conversamos, escutamos a música, fomos tomar um café, e escrevemos as primeiras ideias. Decidimos então partir para uma filmagem em branco e preto ao estilo film noir. Tudo o que sentimos com a música mantivemos até o resultado final do clipe”.

Cada produção precisa de ferramentas certas para o trabalho. Para José e André, a ferramenta foi a câmera Blackmagic Cinema. “Logo que a a Blackmagic Design lançou a câmera e a primeira veio para o Brasil, eu estava trabalhando em um projeto, então decidi testá-la”, conta André. “Nós a usamos para este curta em que o José foi o diretor e eu o diretor de fotografia. Gravamos em preto e branco e realmente gostamos do resultado. Eu também gravei outros projetos em cor. A câmera oferece uma imagem incrivelmente boa por um preço ótimo, então a relação entre qualidade e preço, para mim, foi extremamente importante em nossa decisão de adquiri-la”, afirma.

José continua: “A ideia para o videoclipe veio da Atalhos, de forma que escrevemos o roteiro baseado no que eles queriam. A melodia da canção tem uma temática de vingança e foi baseada no livro ‘O processo’, de Franz Kafka. Na história, o personagem principal é equivocadamente preso e deseja se vingar. É disso que trata a letra da música.”

Altos e baixos
Enquanto a equipe da produção, junto com a Atalhos, tomou a decisão de filmar o videoclipe em preto e branco, tornou-se importante para André S. Brandão – o fotógrafo do vídeo – realizar a gravação em dias claros e ensolarados, para que houvesse luz o bastante para trabalhar os contrastes. Infelizmente, assim que decidiram começar a filmar, começou a chover (e chover, e chover…).

“Como não tínhamos muito tempo para filmar decidimos fazer assim mesmo. No final, acho que chover foi até bom. Ajudou a compor a atmosfera”, conta José. Além da atitude positiva de José, a equipe também contou com os 13 f-stops de amplitude dinâmica para encontrar o contraste que desejaram.

André diz: “Por este ponto de vista, nós tivemos uma excelente experiência com a latitude, a amplitude dinâmica da câmera. Nós gravamos em RAW, então tínhamos muito espaço para trabalhar. Eu acho que isso funcionou muito bem para nós, as funcionalidades da câmera e a largura de amplitude dinâmica nos permitiu capturar as variações de luminosidade mesmo em um dia chuvoso de gravação”.

José continuou: “Como não temos controle sobre o clima, foi ótimo poder filmar em RAW. Assim tivemos maior controle da aparência do filme na pós-produção. Mas a câmera Blackmagic Cinema funcionou tão bem para nossa estética que, ao fim, não tivemos muito oque trabalhar na pós-produção”.

As experiências e tribulações da produção de um vídeo musical
Baseado na obra “O Processo” do famoso escritor Franz Kafka, “José, Fiquei Sem Saída” mostra um homem perseguindo outro homem, buscando vingança. Para criar o aspecto de perseguição que eles queriam, José e André empregaram Steadicam, tripé e dolly com suas duas câmeras Blackmagic Cinema.

José comentou: “Como tínhamos muitos movimentos, precisávamos de uma câmera que pudesse ser preparada rapidamente, já que tínhamos apenas dois dias para gravar. A câmera Blackmagic foi ideal neste contexto”.

André acrescentou. “Nós mantivemos as coisas simples. Tivemos um pequeno set-up, com poucos acessórios anexos. Precisávamos trabalhar de forma ágil e rápida”.

Alguns dos acessórios que compuseram a montagem incluíram lentes Canon EF Mount e Zoom. “Nós tínhamos três zooms. Usamos estas lentes para agilizar a produção, e também porque queríamos incorporar o zoom no vídeo como um elemento cinematográfico”, explicou André. “Ter o equipamento certo foi crucial e nos permitiu filmar rapidamente. Nós não tínhamos tempo para filmar em uma configuração complexa”, José continuou.

Mesmo com estas precauções, a produção ficou com o prazo bastante apertado, dependendo da rápida resolução de problemas para salvar o dia. Um exemplo está em uma cena próxima do final do vídeo, na qual os personagens principais aparecem em uma estação de metrô. A cena deveria ter sido diurna, porém o cronograma de filmagem não permitiu que fosse realizada de dia. A equipe, então, simulou uma estação de trem subterrânea e incorporou a luz do local para simular a luz do dia. “No final das contas, nós realmente gostamos de como foi feito. Passou o sentimento noir que estávamos procurando. Acho que ficou ainda melhor.”

José prosseguiu: “A ampla latitude da câmera Blackmagic Cinema veio bem a calhar nesta gravação. Com ela conseguimos expor sem compromisso tanto o primeiro plano, com o ator nas sombras, como o plano de fundo em um ambiente iluminado. Depois nós afinamos tudo no DaVinci Resolve, puxando onde sentíamos que caberia mais luz para manter a atmosfera. Não teríamos conseguido isso com uma câmera com menor amplitude dinâmica”.

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Infelizmente para José e André, o curto de tempo de gravação é padrão no negócio de videoclipe, sendo importante dedicar um tempo razoável à pré-produção. No clipe em questão, foi gasto um bom tempo na pesquisa de locações, realizada no mês anterior à filmagem. Ter a locação certa foi crucial para dar ao vídeo a sua aparência.

De acordo com José, as locações foi escolhida com a ajuda do fotógrafo. “Nós gravamos no centro da cidade de São Paulo, que tem uma aparência antiga. Nós queríamos que o vídeo esteticamente tivesse uma estética antiga, mas também precisávamos que ficasse muito claro que se passa nos dias de hoje. O centro de São Paulo é perfeito para isso.”

Criar a aparência certa e retratar esse delicado equilíbrio entre passado e presente foi muito importante para José e André e o fotógrafo. Para fazer isso, eles usaram um filtro de neblina para produzir um tipo de halo para a luz, que deu ao filme um olhar suave, fugindo de uma imagem excessivamente cristalina. No entanto, por gravarem em raw, tiveram a opção de acentuar ou não tais elementos na pós.

Com as lentes Canon L Series, e em particular a prime 24 mm – que eles usaram para gravar a maioria das cenas – eles atingiram o resultado de imagem que buscavam. “Devido à estética específica do filme, nós buscamos um visual mais suave, usando filtros de difusão para reduzir nitidez, garantindo uma aparência mais vintage”, afirmou André Brandão. “O importante quando usamos este tipo de filtro em câmeras digitais é que tenhamos uma imagem bastante nítida para começar. Caso contrário, a suavidade ganha com o filtro acaba se somando à criada por limitações de codec, compressão, taxa de dados, resolução do sensor e etc, oque pode ser um problema. No caso da câmera Blackmagic Cinema, o sensor de gravação 2.5K RAW nos deu uma imagem muito nítida e robusta do começo ao fim, oque nos permitiu trabalhar a imagem para chegar onde nós queríamos.”

A vingança não dorme e nem a pós-produção
Enquanto os dois dias da gravação ficaram dentro da média para uma produção de videoclipe, o prazo reservado para a pós-produção foi drasticamente curto.

“Nós terminamos a gravação e tivemos uma semana para entregar o material, porque a banda queria fazer o lançamento do clipe antes da Copa do Mundo. O fotógrafo fez LUTs durante a gravação, com um preto e branco básico, permitindo que a banda visse o primeiro corte offline já com uma ideia aproximada da estética. Após a aprovação do corta final, levamos o material à Zumbi Post e entregamos o RAW para o correção de cor final, usando o DaVinci Resolve da Blackmagic.”

Os diretores e o fotógrafo trabalharam com o time Zumbi Post, uma pós-produtora brasileira, para chegar à aparência perfeita para “José, Fiquei Sem Saída.”

“Nós estávamos todos lá quando a equipe da Zumbi trabalhou na correção de cor. Foi uma abordagem muito colaborativa”, André reportou. “Trabalhei com a Zumbi como diretor de fotografia, então sabia que eles podiam finalizar este material. Eles são uma excelente empresa de pós e nós sempre buscamos este tipo de método de trabalho colaborativo, então foi realmente ótimo.”

“Nós queríamos atingir uma estética de filme noir dos anos 1960, e buscamos tornar sua aparência tão legítima quanto pudéssemos, mesmo gravando em digital”, acrescentou José. “O que nós utilizamos com o DaVinci Resolve – e isso foi de grande importância – foram plugins OFX, como Film Convert, que nós deram a segurança para atingirmos a estética específica do filme preto e branco que buscávamos”.

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A banda Atalhos estava ansiosa para lançar o videoclipe antes da Copa do Mundo começar, já que eles sabiam que as festividades do futebol certamente ofuscariam a atenção que eles poderiam receber pelo primeiro single em quatro anos. José comenta: “eles queriam que o vídeo fosse lançado antes ou depois da Copa do Mundo, mas não queríamos esperar um mês inteiro com o vídeo completo, então aceleramos o processo para lança-lo antes”. Ele acrescenta, brincando, “foi um desafio, mas gostamos de passar várias noites acordados para tê-lo pronto à tempo”.

No final de todo o trabalho, o vídeo foi lançado a tempo e bem recebido. José diz: “Foi muito bom para nós, a banda recebeu bastante atenção de blogs e publicações musicais e, eventualmente, estreou na MTV. Nos disseram que essa era a recepção que buscavam com o clipe. No final, o que realmente importa é que o vídeo que fizemos serviu aos interesses que a banda buscava.

Bom planejamento, boa sorte, boas ferramentas
Produzir o vídeo da Atalhos “José, Fiquei Sem Saída” foi um esforço divertido para José e André, mas com uma boa dose de desafios. A equipe teve a combinação certa de bom planejamento, sorte e as ferramentas certas da Blackmagic para fazer uma produção de sucesso. “Nós tivemos alguma sorte, porque foi uma loucura. O processo inteiro foi bem intenso. Com apenas dois dias para gravar e uma semana para entregar, não teria como ser diferente”, explica José.

“Para a gravação, a câmera Blackmagic cinema foi essencial”, continua o diretor. “Nós tivemos também um ótimo assistente de câmera, e nosso fotógrafo, que é incrível. Mas se tivéssemos utilizado uma câmera mais “complexa”, somente o tempo para montar e configurar o equipamento já inviabilizaria nossas diárias. A Blackmagic foi indispensável porque nos deu a velocidade necessária para completar isto em dois dias. Além disso, a amplitude dinâmica e o RAW funcionaram maravilhosamente bem na pós-produção para resolver nossas limitações em função das condições climáticas.”

Não apenas a câmera Blackmagic Cinema foi vital para fazer a filmagem da produção correr suavemente no prazo estabelecido por eles, mas foi a escolha certa para manter a produção tão discreta quanto possível. José declarou: “Nós gravamos o videoclipe em um estilo documentário, nas ruas, e não queríamos atrair muita atenção”.

Enquanto a câmera foi muito menos chamativa do que qualquer outro equipamento poderia ser, isso não quer dizer que ela não tenha atraído nenhuma atenção. “É fantástico”, disse André. “Por conta do design da câmera, todo mundo que a via nos abordava e perguntava que câmera era aquela. E isso é o tipo de ‘problema’ positivo de se ter”, conclui.

Assista o resultado:

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