Spheree | Pesquisa pode impulsionar cinema 3D

5 nov

Inédito, um sistema de realidade virtual esférico e de baixa dimensão pode revolucionar o mercado de simulação, com aplicações em vídeo game, cinema 3D, design, parques de diversões, mecânica e medicina.

Spheree é uma plataforma de interação gestual que permite movimentar ou rotacionar objetos Conteúdos em 3D, que parecem holográficos. A partir de uma tela esférica é feita multiprojeção com correção de perspectiva, visualização e edição de conteúdo em 3D.


A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI) da USP.

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Os sistemas mais comuns em realidade virtual são em formato cúbico e por isso podem apresentar distorções de imagem, esclarece Marcelo Zuffo, coordenador do CITI e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP. “O que faz o sistema inovador é a utilização de vários miniprojetores calibrados e combinados automaticamente criando um espaço de pixel uniforme sobre a superfície da esfera. Estes miniprojetores transformam um globo translúcido em uma tela 3D interativa de alta resolução com perspectiva corrigida”, explica.

O Spherre é feito de acrílico translúcido com tratamento óptico que produz o efeito de percepção em profundidade, além disso, a resolução é de retina, compatível com a resolução do olhar humano. “A plataforma rastreia a posição do usuário e da Spheree para renderizar imagens de perspectiva corrigida na superfície da esfera, proporcionando referências de paralaxe de movimento, isolamento, iluminação e de profundidade para o usuário”, afirma Zuffo.

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Com esse sistema de realidade virtual, é possível que os usuários caminhem ao redor do objeto que está sendo explorado, para entender melhor sua geometria e propriedades físicas, simulando algo semelhante à criação de esculturas da vida real.

Interação
De duas formas os usuários interagem com Spheree. Uma delas é utilizando dispositivos de handtrack, como caneta stylus, que permite apontar e selecionar com precisão, adequado para programas de esculpir. As mãos com gestos exploram o conteúdo 3D, manipulando a posição e tamanho do objeto por meio de  rotação, translação e escala. Com design colaborativo pareado com programas em desktops como o Blender, o sistema permite que edições realizadas em qualquer um desses dispositivos sejam espelhadas no outro.

Participaram do projeto pesquisadores da USP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Federal do ABC (UFABC), além de pesquisadores da University of Saskatchewan (USASK), University of British Columbia (UBC). Entre os financiadores do Spheree estão a FAPESP, CNPq, NSERC e GRAND NCE.

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Fonte: Panorama Audiovisual

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