Marco Polo – Netflix | Abertura

9 jan

A história de Marco Polo é a mais nova aposta do Netflix. A série mostra os jogos de traição, poder e intrigas do explorador em sua jornada pela Rota da Seda até o palácio do grande Imperador mongol Kublai Khan. Transmitida originalmente em 1982 pela NBC, o remake ganha novos episódios, um elenco de peso e cenários exuberantes.

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Com o objeto de manter a grandiosidade dessa mega-produção, o estúdio MILL+ foi o encarregado de desenvolver a vinheta de abertura. Nela, são revelados alguns momentos significativos da série através da união da pintura oriental em nanquim com o que há de mais moderno em produção audiovisual.

Tudo começa com a captura e seleção de cenas da própria série. A partir daí, os ilustradores Michael Marsicano e Bryce Wymer se encarregaram de estilizar esses momentos através das belíssimas ilustrações milenares conhecidas como Sumi-ê. O diretor de fotografia Adam Carboni, munido de uma Red Epic-X K5, de uma Zeiss Super Speed e de lentes ZF Macro Prime, registrou cada movimento do nanquim em contato com a água sobre as folhas de papel. O espectador acompanha todos os graciosos efeitos provocados na formação dessas imagens.

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Todo essa parte do trabalho foi executado sem o uso de computação gráfica, o que torna o resultado final ainda mais rico, apesar da complexidade do processo. “O maior desafio foram as limitações de tempo que tínhamos para capturar as interações naturais da água com a tinta. Tivemos que adaptar as nossas posições, estilo de iluminação e câmera para favorecer os comportamentos da tinta”, afirmou Wymer ao Televisual.

O ilustrador, e também diretor criativo da vinheta, trabalhou anteriormente nos concepts da abertura de God of War: Ascention. Talvez por essa razão, é possível notar semelhanças nos caminhos estéticos adotados em ambos os trabalhos. A principal diferença é que as cenas da abertura do game foram inteiramente reproduzidas em computador.

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A aproximação estética do que hoje pode ser realizado no computador e fora dele é tanta que vale o questionamento sobre a real necessidade de investimentos em uma produção “artesanal”. Essa é inclusive uma preocupação lançada por Carboni: “espero que o público do Netflix perceba que esta sequência foi feita na câmera, porque em alguns momentos as tintas estão tão bonitas, que parecem geradas em computador”.

Outro ponto é a trilha sonora, que torna todo o trabalho ainda maior. Os músicos responsáveis pela abertura da série Rubicon (2010), Eric V. Hachikian e Peter Nashel, buscaram na cultura mongol referências para a imponente composição. A música começa com um canto típico, que mistura graves à agudos metálicos, chamada throat singin ou canto gutural. O estilo foi reconhecido em 2009 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Na sequência da canção, um coro de vozes femininas surge junto a instrumentos metálicos da região, como o igil (uma espécie de violino) e o khomus (conhecido no Brasil como “berimbau de boca”). Todos esses elementos sonoros são arranjados de modo épico, assim como os filmes do gênero.

Ficha Técnica
Ano: 2014
Canal: Netflix
Produção da abertura: Mill+
Direção da abertura: Bryce Wymer e Bem Smith
Direção de fotografia da abertura: Adam Carboni
Cor: Mikey Rossiter
Trilha: Eric V. Hachinikian e Peter Nashel

Fonte:
Screen Shot 2015-01-05 at 10.40.13 AM

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