ALEXA XT e Master Primes em INVENCÍVEL | ARRI

4 fev

Dirigido pela Angelina Jolie e baseado no livro de Laura Hillenbrand, INVENCÍVEL conta a marcante história verdadeira de Louis Zamperini, um corredor americano de longa distância que competiu nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936 antes de se alistar nas Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Quando seu B-24 caiu no Oceano Pacífico, Zamperini sobreviveu 47 dias em um bote salva-vidas, apenas para ser capturado pelos japoneses e submetido a maus tratos em um campo de prisioneiros de guerra.

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Para o DP Roger Deakins, CBE, ASC, BSC, que tem usado a ALEXA em todos os filmes digitais que ele filma, INVENCÍVEL proporcionou a oportunidade de experimentar a mais recente geração de câmeras ALEXA XT, combinando-as com lentes ARRI/ZEISS Master Prime.

Qual o tipo de look que você e Angelina quiseram dar a essa narrativa épica?

O filme é épico em alguns aspectos, mas também é muito pessoal. A decisão mais importante a ser feita, foi onde fazer o filme, porque precisávamos de configurações específicas e variadas. No final, fomos levados a filmar na Austrália, especificamente ao redor de Sydney e em várias partes de Queensland. O look do filme foi criado pela Angelina, nosso designer de produção Jon Hutman e eu, observando e conversando a respeito do roteiro, mas a chave para isso foi uma história pessoal e queríamos que o público se sentisse conectado com os personagens.

Foram diferentes abordagens visuais para as várias fases da história?

Eu não estou tão certo se eu gosto de variar o estilo ou abordagem para cenas em um filme, sinto que qualquer filme deveria ser um conjunto harmonioso. Dito isto, tivemos uma variedade de cenas que exigiam diferentes abordagens de um ponto de vista técnico. Por exemplo, um campo de prisioneiros, Omori, foi um set totalmente construído, ao passo que para o outro, Naoetsu, encontramos uma ilha no meio do porto de Sydney. Este, uma formação rochosa, não muito longe da famosa Sydney Opera House, tinha sido um estaleiro naval na Segunda Guerra Mundial e combinava muito com a sensação real de uma prisão, uma vez que já existia no Japão.

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As cenas com Louis treinando e correndo em uma competição no colégio e nos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, apresentaram um conjunto de desafios. Queríamos estar envolvido com o Louis na pista ao invés de filma-lo pela perspectiva do público e isso exigiu equipamentos especiais.

O que motivou a decisão de filmar com lente esférica 2.40:1?

Eu acho que a escolha do formato é realmente intuitiva. Sim, tivemos várias cenas no mar, bem como no ar que parecia clamar por um formato widescreen, mas que não foi a verdadeira razão para a nossa escolha. O formato widescreen apenas parecia “correto”.

INVENCÍVEL foi sua introdução nas câmeras ALEXA XT. Você ficou satisfeito com a evolução das câmeras ALEXAs?

A ALEXA XT é realmente uma ferramenta maravilhosa e não tivemos qualquer problema com as câmeras. Gostei especialmente dos filtros NDs internos, foram um bônus real com o brilho do sol na Austrália. A ALEXA XT Studio tem seu próprio sistema de filtro ND interno, o qual foi também de grande valor.

Houveram situações envolvendo contrastes extremos; a ALEXA segurou as imagens?

Eu não tinha a expectativa de que as imagens não segurariam, pois tinha filmado em condições similares em SKYFALL. Na verdade, em SKYFALL senti que tinha usado a ALEXA numa tal variedade de condições, que eu não tinha absolutamente nenhuma preocupação de usar a câmera em INVENCÍVEL. Quando conversei pela primeira vez com Angelina, consideramos a película, mas após testes de filmagem com a ALEXA e percebendo a quantidade de efeitos que faríamos nas pós, ela ficou muito confortável com a escolha da ALEXA.

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Você tinha quais modelos de ALEXA XT?

Usamos uma câmera XT Studio, uma XT Plus e uma XT M. Gosto do visor ótico da ALEXA XT Studio quando estou trabalhando fora do dolly ou em um tripé. Quando estou com uma cabeça remota, que é algo que faço bastante em qualquer filme, mas a qual foi vital para cenas na água e para trilha de corrida, então uso a câmera XT Plus.

Tínhamos uma réplica de um avião B-24, onde usamos em duas sequências longas, embora a réplica tivesse 23m de comprimento, o espaço real de trabalho era muito pequeno, portanto usamos a câmera ALEXA M montada numa cabeça remota Micro Scorpio. Isso nos permitiu adicionar um movimento fluido para a câmera e para acompanhar a ação de uma maneira que teria sido impossível com um equipamento convencional, seria necessário vários cortes na estrutura do avião, e como todo o conjunto tinha 23m e 3.70m acima do chão, teria sido muito demorado!

Para equipar as câmeras em tais situações, foram apresentados poucos obstáculos, mas iluminar o cenário foi um desafio ainda maior, especialmente porque INVENCÍVEL não é um filme de ação, mas baseados em eventos reais. Para o sucesso do filme, estas sequências precisariam ser absolutamente reais.

 Você frequentemente filma com multi-câmeras?

Filmamos às vezes com duas câmeras, tais como, quando estávamos filmando Louis e seus dois colegas sobreviventes em seus pequenos botes infláveis e também usamos duas câmeras quando tínhamos cenas no campo de prisioneiros com uma infinidade de figurantes. Embora, a maioria das vezes filmamos somente com uma câmera.

Você ajustou a ASA para configurações individuais ou a manteve praticamente constante?

Costumo filmar em ASA 800, pois me entrega a qualidade de imagem ideal. Filmei INVENCÍVEL totalmente em ASA 800 por essa razão. No entanto, em OS SUSPEITOS (PRISONERS) usei em ASA 1280 para algumas cenas noturnas e fiz o mesmo no meu último projeto, SICARIO. Acho que essa sensibilidade a mais é muito útil para trabalhos noturnos e não há uma perda de qualidade perceptível. Acredito que você perceba, caso você faça a mesma coisa em cenas a luz do dia, mas mesmo assim a diferença é mínima.

Você filmou com ALEXA XT no modo OPEN GATE em seu novo filme SICARIO. Tem provado ser um recurso útil?

Amei filmar em Open Gate com ALEXA XT (em SICARIO). Comparo filmar em película Super 35mm, já que tem um efeito semelhante na minha escolha de lentes. Utilizando esses pixels extras, realmente faz a diferença, não que eu tenha qualquer reclamação sobre o ARRIRAW regular, mas você nota uma sutil melhora na nitidez dos detalhes usando o OPEN GATE, especialmente nas cenas com grande angular. Temos usado isso em filmes para planos abertos, portanto ter este nível extra de detalhe, tem sido um bônus real. Eu teria usado esse modo em INVENCÍVEL, se tivesse disponível na época, mas de forma nenhuma estou infeliz com os resultados que obtivemos com as XTs neste filme.

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