A trilogia O Hobbit ganha vida com a mágica do Avid​ Media Composer®

28 abr

A série de filmes O Hobbit, dirigida por Peter Jackson, foi uma das mais aguardadas trilogias dos últimos tempos. Para dar vida a uma história adorada no mundo inteiro, Jackson utilizou uma tecnologia inovadora e o esforço conjunto de um experiente grupo de profissionais. Entre as pessoas que ajudaram Jackson a transformar em realidade sua arrojada visão está o colaborador de muitos anos Jabez Olssen, que trabalhou pela primeira vez com o diretor em 2000 como diretor-assistente e operador na trilogia O Senhor dos Anéis. Olssen desta vez foi escolhido para ser o único editor em todos os filmes da série – e o Media Composer é a chave para seu sucesso.

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Cinco meses para fechar a edição

Como no caso dos filmes da série O Senhor dos Anéis, a produção dos três filmes da série Hobbit foi feita em um período de dezoito meses. A enorme empreitada tecnológica envolveu nada menos que 60 câmeras RED Digital Cinema EPIC preparadas para filmagem estereoscópica (3D). No fim, o cronograma alocou a Olssen somente cinco meses para fechar a edição e ter o primeiro lançamento da série – O Hobbit: Uma Viagem Inesperada – pronto para as salas de cinema.

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Para cumprir o prazo, Olssen contou com uma infraestrutura de pós-produção baseada em equipamentos da Avid. Treze estações de Media Composer, dez delas incluindo hardware Nitris DX, serviram como fluxo de trabalho para a edição. Todas as instalações da produção foram ligadas em rede por fibra e conectadas a um Avid ISIS 7000, que forneceu 128 TB de armazenamento compartilhado. E o armazenamento era crucial – no total, os três filmes tinham 2.200 horas de material gravado, ou o equivalente a 24 milhões de pés de filme.

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A equipe editorial era de oito editores-assistentes, incluindo três editores de efeitos visuais. O pipeline utilizado era semelhante a um projeto de filme. “Consideramos os arquivos de mídia da câmera RED como um negativo digital”, explica Olssen. “As instalações do Peter, Park Road Post Production, funcionavam como um laboratório digital. Eles pegavam a mídia da RED do estúdio e geravam dailies para os editores-assistentes, que, por sua vez, sincronizavam, criavam subclipes e organizavam clipes em projetos da Avid. Uma vez que todos nós trabalhávamos com o armazenamento compartilhado do ISIS, eu podia acessar os bins e o material, mesmo quando estava no estúdio, assim que os colegas os finalizavam. Graças ao fluxo de trabalho da Avid, trabalhar com arquivos da RED não foi diferente de trabalhar em uma produção de filme tradicional.”

Editar com conforto

Graças ao fluxo de trabalho da Avid, trabalhar com arquivos da RED não foi diferente de trabalhar em uma produção de filme tradicional. Jabez Olssen Editor, trilogia O Hobbit.

Durante a produção da trilogia O Hobbit, Olssen desfrutou da flexibilidade oferecida pelo sistema Avid. “A conexão de canal de fibra ao ISIS nos permite ir muito mais longe”, conta ele. “Isso possibilitou que eu trabalhasse no estúdio com um sistema Media Composer portátil.”

A tecnologia de última geração também proporcionou muito conforto. “Tínhamos uma caminhonete equipada como uma confortável sala de edição móvel”, continua Olssen. “Nós a chamávamos de EMC – “Editorial Mobile Command”. Ela nos permitia exibir edições rapidamente durante os intervalos da produção.”

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A principal sala de edição incluía um sistema Media Composer completo, com hardware Nitris DX conectado a uma tela de plasma de 103″ para o Jackson. O plano original era editar em 2D e mais tarde, periodicamente, consolidar cenas que se conformassem a uma versão estéreo para exibição no equipamento da Avid. Mas eles adotaram uma abordagem diferente. “Peter não via problema em editar o filme em 2D”, explica Olssen. “Isso era igualmente importante, porque mais cinemas exibiriam a versão 2D do filme, mas aos poucos a Park Road Post Production se conformou a uma versão estéreo de 48 fps, de modo que podíamos exibir a edição. Embora com frequência seja preciso ajustar edições após a exibição de um filme em 3D, constatei que tínhamos que fazer menos alterações do que o esperado. Ajudou poder avaliar uma edição direto do Media Composer em uma tela de 103″, em vez de depender de um monitor de TV pequeno.”

Um mergulho profundo no Media Composer

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada inclui vários personagens gerados por computador, incluindo Gollum (interpretado por Andy Serkis) e Azog (interpretado por Manu Bennett). Os personagens foram criados através da tecnologia de captura de atuação, que envolve filmar os atores ao vivo e posteriormente usar CGI para animar os modelos das personagens. A edição das cenas de Gollum e Azog foi um trabalho complexo para Olssen, mas o Media Composer estava preparado para a tarefa.

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“Foi fácil visualizar as cenas do Gollum porque o Andy Serkis foi capturado na filmagem de ação real, ao vivo”, diz Olssen. “No entanto, outros personagens como Azog foram filmados separadamente em um estúdio de captura de atuação, que exigiu que puséssemos material em camadas separado dentro de uma única tomada. Editamos tanto verticalmente quanto horizontalmente na linha de tempo. Nos primeiros estágios, muitas das cenas eram uma colcha de retalhos de ação ao vivo e animações em espaços reservados, por isso usei efeitos PIP para sobrepor elementos para determinar o tempo da cena. “Naturalmente, tive de fazer muitas composições de modelo em tela verde para croma”, continua ele. “Os anões são atores em tamanho normal, por isso, para várias cenas, tivemos de diminuir suas dimensões e reposicioná-los nas tomadas.”

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A estabilidade e a confiabilidade do Media Composer nos permite entregar filmes desafiadores como O Hobbit em um prazo apertado e saber que o sistema não irá nos desapontar. Jabez Olssen Editor, trilogia O Hobbit

Muitos editores relutariam em atualizar software em um projeto a longo prazo, mas não é o caso de Olssen. “Na verdade, gosto de atualizar, porque espero trabalhar com os novos recursos”, revela ele. “Outros pacotes de software de edição não linear são bons para equipes de uma só pessoa, mas o Media Composer é o único software que funciona para um filme com grandes efeitos visuais. Não se pode subestimar o valor de possibilitar a todos os editores-assistantes abrir os mesmos projetos e bins. A estabilidade e a confiabilidade do Media Composer nos permite entregar filmes desafiadores como O Hobbit em um prazo apertado e saber que o sistema não irá nos desapontar.”

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