Cinema transforma educação de jovens | Sócio Olhar

3 jul

Há dois anos, foi criado o projeto Sócio Olhar: Educação e Cinema da Escola Estadual Jovem Protagonista, em seis Centros Socioeducativos de internação da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), em Belo Horizonte. De acordo com o professor Hudson Souza, o projeto surgiu depois que foi discutida a situação do docente e de sua prática no ambiente da socieducação, além da necessidade de se pensar novos recursos educacionais para estabelecimento do vínculo entre socioeducando e a escola.

Os professores foram convidados a participar de formações realizadas pelo Projeto Mutum da Faculdade de Educação da UFMG e de sessões cinematográficas de filmes que estão fora do circuito comercial, acompanhados pelos adolescentes e agentes socioeducativos. “Esse momento foi marcante, pois nele se romperam hierarquias e todos puderam ser público e protagonista do filme, promovendo um relacionamento mais humanizado entre esses sujeitos”, conta o professor Hudson.

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Atualmente, cerca de 150 adolescentes participam do Sócio Olhar: Educação e Cinema. Além das exibições dos filmes (circuito nacional e não comercial, entre eles o curta Dez Centavos), que muitas vezes exemplificam os conteúdos escolares, o cinema é inserido no contexto social para ser parte da experiência do cotidiano de cada aluno. São realizadas sessões cinematográficas comentadas, análise de cenas, produção de textos e desenhos, fotogramas, práticas com câmeras filmadoras e fotográficas, entre outros. Os jovens são orientados a pensar desde o roteiro, a taxonomia, a filmagem, a edição. Dessa maneira, eles são colocador para refletir sobre os filmes.

“A força do projeto reside no encontro entre os meninos privados de liberdade, que em sua maioria sofreram o processo de evasão e defasagem escolar, com um novo universo apresentado na escola. O cinema no ambiente socioeducativo é encarado pelos meninos como um benefício e possibilitar a eles o acesso a essa linguagem pode potencializar a sua relação com a escola, seus saberes, seus integrantes, o conduzindo ao reestabelecimento do vínculo quebrado com o processo de escolarização, e encontrando a afetividade no fazer escolar e em suas múltiplas esferas”, explica o professor.

A periodicidade varia de acordo com o tempo de internação do adolescente, que vai de seis meses a três anos, em uma medida de sanção até no máximo 90 dias e em uma medida provisória até no máximo 45 dias. A metodologia foi desenvolvida para atender essas diferentes demandas.

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