As ALEXAs resistem a MAD MAX

18 ago

MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA é o quarto episódio deste filme de ficção do diretor George Miller, em um mundo desértico, violento e veículos de ficção. Pela robustez e confiabilidade, o diretor de fotografia John Seale ACS, ASC escolheu as câmeras ARRI ALEXA para a árdua filmagem na Namíbia, locadas da Panavision e as combinando com lentes Primo. A última geração dos modelos ALEXA XT com gravação em ARRIRAW na câmera, não estavam disponíveis no momento da produção, portanto seis ALEXAs Plus e quatro ALEXAs M foram utilizadas com o gravador externo da CODEX CDX 3010. O diretor de fotografia da segunda unidade, David Burr ACS e a coordenadora dos assistentes de câmera Michelle Pizanis fala aqui sobre os desafios que eles enfrentaram e como a frota de 10 ALEXAs lidaram com as condições intensas do deserto.
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Quantas ALEXAs eram utilizadas em um dia típico de filmagem?
Michelle Pizanis –
 Tínhamos uma ALEXA Plus dedicada para cada dois rigs Steadicam, que trabalharam simultaneamente e uma para cada duas câmera-car, os quais ora eram a unidade de câmera principal, ora eram a unidade de ação. As outras duas câmeras Plus, estavam tanto em modo estúdio com lentes zoom na unidade principal ou de ação, como sendo usadas nos veículos de câmera-car. Todas as quatro ALEXAs M estavam na configuração de câmera na mão, três delas dedicadas para a unidade principal e usadas principalmente no War Rig (um enorme caminhão de guerra onde muita das ações se desenrola) com lentes grande-angulares e a outra na unidade de ação. Na maioria dos dias tínhamos entre três a cinco câmeras para cada configuração.

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Quais tipos de diferentes rigs as câmeras foram usadas?
David Burr – 
Tínhamos vários rigs, desde um simples tripé e Steadicam à rigs de todos os tamanhos além de câmeras montadas em Flight Heads nas gruas. Tínhamos dois buggies dedicados, os quais montamos braços suspensos em cabeças Libra. Tínhamos também montado as ALEXAs nos carros de cena e um rig em particular nos permitia deslizar sob o War Rig em um trilho preso no chassis do caminhão, que viajou pelo deserto totalmente operado por controle remoto. Havia um rig chamado The Ledge, usado para filmagens em ângulos do alto e um outro  que envolvia baixar uma grua GF-6 dentro de um buraco cavado no deserto; portanto, poderíamos iniciar a cena bem do alto e num último segundo, a ALEXA na grua, iria para dentro de um buraco abaixo da superfície, enquadrando os veículos pesados que eles dirigiam sobrecarregados, uma cena muito emocionante.

Você pode descrever as condições que você enfrentou no deserto e quais foram as dificuldades que isto apresentou para os kits de câmera?
David Burr –  Filmar no deserto do Namibe foram apresentados alguns desafios, principalmente a respeito do vento e areia, onde tivemos que lidar diariamente. Protegemos nossas câmeras da melhor forma possível, mas, como qualquer um que filma em deserto, estávamos prevenidos, mas a poeira e a areia fina sempre acham o seu caminho por dentro da melhor proteção de equipamento. Admito que tínhamos um excelente técnico em câmeras, Neville Reid, atento para manter nosso equipamento, mas mesmo assim achamos que a exposição constante ao vento e areia causaria problemas, mas não foi o caso. A exceção, por exemplo, foi quando uma de nossas ALEXAs M teve que receber uma nova placa. Nossa frota de 10 ALEXAs foram impecáveis por 5 meses, um grande triunfo do time de projetistas da ARRI.

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Michelle Pizanis – Ao invés de carrinhos de câmeras, cada câmara tinha um carro de apoio 4×4 com um conjunto completo de câmeras, lentes, filtros, acessórios e equipamento de maquinária, portanto, onde quer que íamos, cada equipe tinha tudo que seria necessário, sem ter que roubar de Peter para pagar o Paul. Isso seria considerado um luxo na maioria dos filmes, mas nesse caso, era uma exigência do trabalho, que fosse de forma eficiente e rápido. Às vezes, a fila de veículos de apoio era tão longa quanto a frota de veículos de cena que estávamos filmando, mas isso quis dizer que a equipe da próxima cena sempre estava pronta, mesmo antes do necessário.

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Quais processos foram tomados para manter as câmeras limpas?
David Burr –  Basicamente, com exceção do cuidado da manutenção diária realizada por nossos assistentes de câmera, Neville Reid chegava no set no final da tarde e trabalhava pela noite. Sua tarefa era lidar com problemas específicos descobertos durante o dia, assim como a limpeza geral e manutenção preventiva de todo o equipamento do departamento de câmera. Neville trabalhou em um caminhão bem equipado, dedicado ao seu trabalho, era uma versão portátil da área de limpeza de qualquer locadora.

Michelle Pizanis – A maioria das câmeras estavam protegidas por capas de plástico que foram feitos sob encomenda, antes de sairmos de Sydney, por uma empresa chamada Bigfoot. Elas tinham zippers para acessar as conexões necessárias e foram feitas para se ajustar em cada ALEXA, com inúmeras opções de tamanho de lente. Tínhamos também um tipo de sistema de compressor em cada unidade, era um tanque de nitrogênio, um sistema soprador e um deflector giratório de vidro contra chuva para o Steadicam, protegendo as lentes.
Filmamos principalmente durante a luz do dia e também fizemos o dia virar noite (day for night); enquanto embalávamos o equipamento, indo para casa, a equipe de limpeza chegava e limpava o equipamento e o caminhão, embora cada assistente de câmera era o responsável pelo seu equipamento. Queríamos ter certeza que Neville checava e limpava cada câmera, pois avaliávamos cada dano causado no final do dia. Houve algumas noites, onde pessoas faziam fila do lado de fora do caminhão de Neville, para levar equipamentos com problemas a serem reparados por ele; portanto, ele ficava no set por horas após nós termos guardados os equipamentos, lutando para ter tudo consertado durante a noite.
Quando a tempestade de areia vinha, a maioria da equipe corria para os abrigos, mas a equipe de filmagem a enfrentava, desejando saber o porquê estávamos sendo surrados; mas agora, vendo as cenas no filme, faz tudo valer a pena.

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