ALEXA XT e ALEXA 65 em O REGRESSO

22 mar

O filme vencedor de vários prêmios, O REGRESSO, do diretor Alejandro Iñárritu, é uma representação cinematográfica envolvente de uma jornada aos desconhecidos desertos americanos no início dos anos de 1800, baseado em fatos reais. Depois de ser atacado e gravemente ferido por um urso-pardo, o caçador de peles Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), é deixado para morrer pelos membros da sua própria equipe de caça. Em uma busca desesperada para sobreviver, Glass resiste a dificuldades inimagináveis para encontrar aqueles que o abandonou. O diretor de fotografia Emmanuel ‘Chivo’ Lubezki, ASC, AMC, trabalhou com as câmeras ALEXA XT e a ALEXA M equipadas com lentes Master Primes, assim como a câmera de grande formato ALEXA 65 e as lentes Prime 65, tudo fornecido pela ARRI Rental.

01 Filmado em áreas remotas do Canadá e da Argentina por vários meses, O REGRESSO captura a estonteante beleza das paisagens, assim como a intensidade emocional e a violência, por vezes, terríveis dos acontecimentos. A equipe de filmagem passou por condições cruéis: temperaturas congelantes, neve e rios congelados, a escuridão e dias muito curtos no inverno canadense.

02Embora eles queriam inicialmente filmar em película, Iñárritu e Lubezki decidiram abandonar por inteiro o negativo e usaram apenas câmeras digitais após a realização de testes no local com os atores. “Para a nossa surpresa… ficamos muito mais felizes com as câmeras digitais,” disse Lubezki ao Indiewire. “Elas nos permitiram filmar com muita pouca luz e fazer o filme mais envolvente, que era o nosso principal objetivo. Portanto, durante os testes, mandamos de volta todos os negativos. É uma coisa fácil de dizer e de forma simples, mas para diretores de fotografia de meia idade que sempre usaram o filme por muitas décadas, foi uma espécie de choque em de repente dizer, “Você sabia? Digital é melhor para o nosso filme.”

03Partes significativas do filme foram filmadas com o sistema de grande formato ALEXA 65 da ARRI Rental, que era lançamento e ficou pronto a tempo para a produção. “Tivemos sorte que ARRI estava lançando a sua nova ALEXA 65,” Lubezki disse ao Deadline. “A grande coisa sobre a câmera é que ela tem muito mais resolução do que qualquer outra câmera digital. Ela realmente capturou o que eu estava sentindo quando eu estava lá para dentro da tela e isto foi algo maravilhoso. As câmeras digitais permitem-nos filmar em ambientes muito escuros, mas também filmar de uma maneira que pareça mais naturalista, sem grãos ou qualquer coisa entre o público e o personagem. Portanto, é um pouco como se fosse uma janela para este mundo e isso é o que eu gosto na câmera digital. A câmera não teve qualquer problema, porque elas trabalham quente e, portanto, elas gostam do frio, mas o monitor congelou por duas vezes e os cabos congelaram. As baterias duravam um tempo muito curto em comparação com o que duraria em outros lugares, mas não foi realmente um grande problema com os equipamentos. Tínhamos a melhor equipe do mundo e eles mantinham os equipamentos funcionando o tempo todo.”04A ALEXA 65 era tão nova que estavam faltando testes oficiais, o que significava que a apólice de seguros não cobriria qualquer problema eventual que pudesse surgir no set de filmagem. Com a apresentação desse dilema, eles tiveram que pesar os prós e contras dos possíveis problemas, mas foram seduzidos pela reputação da ARRI de um equipamento durável, confiável, pelos altos padrões de suporte da ARRI Rental e pela impressionante qualidade de imagem da ALEXA 65. Como Lubezki disse ao ScreenDaily: “Sentamos no estúdio, vimos as imagens e todo mundo disse… “Temos que fazê-lo. Temos que filmar com esta câmera,” porque é ainda mais envolvente do que tínhamos antes.”

Uma detalhada matéria de janeiro de 2016 da revista American Cinematographer, descreve como… em uma extraordinária sequencia, uma avalanche que acontece em segundo plano durante um momento-chave entre Glass e seu inimigo Fitzgerald (Tom Hardy). Isto não foi conseguido através de computação gráfica, miniaturas ou qualquer outro tipo de magia do cinema. Com a cooperação as autoridades canadenses, um helicóptero deixava cair cargas de explosivos na neve na hora certa. “Tínhamos a ALEXA 65 numa pequena grua com uma lente 24mm para conseguir o close-up do Leo e incorporar a paisagem no segundo plano,” disse Lubezki a AC. “Sabíamos que tínhamos apenas uma chance e não queríamos estragar tudo. A câmera digital nos permitiu filmar com ASA 1200 para mais profundidade de campo, mantendo o Leo e a montanha em foco. Os detalhes no segundo plano são requintados. Jamais poderíamos ter feito com uma câmera de filme.”

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