Porta dos Fundos satiriza universo cinematográfico em seu novo longa

14 jul

A metalinguagem é um caminho seguido por diretores e roteiristas desde a gênese do cinema. Os filmes fazem referências às práticas cinematográficas, aos ambientes desse universo, estilo dos diretores e cenas que fizeram história, linguagem presente tanto em produções ficcionais quanto documentários. É o caso do brasileiro Amador, de Christiano Burlan, que tem como protagonista um cineasta, e do francês O Artista, que faturou diversos prêmios ao focalizar a chegada do cinema falado na Hollywood dos anos 20, entre outros tantos exemplos.post_04 Porta dos Fundos – contrato vitalício, também bebe nessa fonte, mas a partir da sátira. O segundo longa-metragem do coletivo Porta dos Fundos, dirigido por Ian SBF, focaliza o mundo do cinema e das celebridades. A trama, em cartaz nas salas brasileiras desde 30 de junho, gira em torno de dois amigos, o diretor Miguel (Gregório Duvidier) e o ator Rodrigo (Fábio Porchat), que são premiados no mais importante festival de cinema do mundo. Eles saem para comemorar e, depois de muitos drinques, assinam um contrato vitalício em que prometem trabalhar juntos para sempre. Naquela mesma noite, porém, Miguel, desaparece misteriosamente no banheiro do quarto do hotel, sem deixar vestígios.

Dez anos se passam. Rodrigo volta ao mesmo festival, agora como jurado, e assim que entra no quarto onde havia se hospedado uma década atrás, dá de cara com Miguel. Agora com barbas e cabelos longos, o amigo conta que foi abduzido por seres alienígenas e levado ao centro da Terra, onde presenciou uma rebelião de escravos. Agora, pretende contar essa história em filme. Já famoso, Rodrigo desconfia da sanidade do amigo, mas será obrigado a honrar o contrato, mesmo sabendo que ele poderá destruir não apenas sua carreira, mas sua vida.post_03FUNDO DE VERDADE

Ian SBF conta que o insight para esse enredo veio durante uma conversa despretensiosa ao telefone, entre ele e Porchat.”Estávamos conversando e tivemos a ideia de fazer um ‘contrato vitalício’ para manter essa parceria para sempre, de qualquer maneira. A partir da brincadeira, escrevi um argumento básico que ficou na gaveta. Fábio e Gabriel Esteves desenvolveram a ideia e escreveram o roteiro”, lembra o diretor.

Uma das cenas iniciais do longa se passa na noite de premiação de um grande evento e tem como uma das referências o Festival de Cannes, mas Ian conta que precisou buscar outros exemplos para que o público geral entendesse a mensagem da obra. “Várias vezes o pessoal trazia pra mim referências de Cannes e eu falava: ‘galera, não me importo com Cannes. Quero saber o que vejo na TV que é Globo de Ouro ou Oscar’. A maior parte dos espectadores do filme nunca viu uma imagem de Cannes, não faz ideia de como seja o festival, como é o Grand Palais, a sede do festival. Então nossas referências acabaram sendo o Globo de Ouro e o Oscar”, pontua.

Quando questionado sobre o momento mais desafiador das gravações, Ian revela ser justamente o da premiação do festival, que foi filmado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. “Foi nossa primeira locação e também o lugar mais caro da produção. Tínhamos 260 figurantes para uma diária. Foi uma loucura fazer aquela cena. Tudo que a gente fez ali foi mais complicado”.

E quem gosta do trabalho do coletivo em breve poderá conferir novos trabalhos. O ‘Porta dos Fundos’ já pensa em novos longas e séries e está desenvolvendo projetos em parceria com a FOX e o canal Comedy Central.

Fonte: TelaBrasil

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