Sony FS-7 Mark II | Review Parte 01

14 nov

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Algo muito significativo chega simultaneamente com a nova câmera da Sony FS-7 Mark II, a utilização do espaço de cor, REC 2020, destinado à exibição de material em UHD. E por que isso é tão importante? Simples… É o início da transição na prática entre o HD e o UHD. Vamos em frente!!

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Espaço de cor… Você já se questionou sobre como as suas escolhas de espaço de cor determinam todo o seu trabalho? Ou melhor ainda, quando você inicia um trabalho, você primeiro se pergunta para qual veículo de comunicação as suas imagens serão entregues? Hoje é muito comum a gravação das imagens em UHD, mas o seu material acaba sendo editado em HD e com espaço de cor REC 709. Acreditem, isso está mudando!!!

Quando você tira uma fotografia com a sua DSLR e gera um arquivo RAW, você está na maioria dos casos, utilizando o espaço de cor sRGB e assim, o alcance de sinal, irá obedecer a este espaço de cor e sobretudo determinará como essas cores primárias serão misturas e consequentemente, transformadas em secundárias.

Até esse momento, acredito que todos entendam bem esse conceito, mas e em relação ao vídeo, qual o espaço de cor que eu devo utilizar?

Observe o quadro acima e faça a sua avaliação visual… Na figura do lado esquerdo, eu tenho o espaço de cor REC 709, que é o espaço de cor utilizado para o HD. No centro da imagem encontramos o ponto branco, descrito como D65, ou simplesmente 6.500 Kelvin de temperatura. Dentro do triângulo temos todas as cores possíveis utilizadas no HD.

Agora observe a figura do lado direito, nós encontramos o espaço de cor REC 2020, que é o espaço de cor utilizado para o UHD. No centro também temos o ponto branco, descrito como D65 e dentro do triângulo temos todas as cores possíveis utilizadas no UHD.

Perceberam as diferenças? Claro que sim… O UHD tem um sinal de cor verde muito mais alto, que podemos traduzir como luminância da imagem, ou seja, a intensidade do sinal luminoso. E ainda, dentro do triângulo temos uma quantidade de cores muito maior do que no HD. Simplificando… O UHD tem muito mais luz e cor do que o HD.

Por isso, quando se inicia um trabalho, temos escolhas importantes a serem feitas. A escolha do espaço de cor está ligada diretamente ao tipo de veículo em que você entrega as suas imagens. Hoje, está cada vez mais comum a gravação, edição e masterização dos trabalhos em UHD e só depois é que é efetuada uma cópia para HD. Mas por que todo esse cuidado? Simples… Preservação da longevidade do seu material em exibições futuras em UHD.

Atenção coloristas!!! Pode ser muito comum, que você esteja cometendo um erro de configuração em sua plataforma de color grading e estar colorindo as imagens UHD em espaço de cor HD. Ou ainda, colorir em espaço de cor UHD, mas monitorando as imagens em espaço de cor HD. Calibre corretamente o seu monitor de acordo com o espaço de cor adequado!!!

 

 

A nova câmera da Sony, FS-7 Mark II, traz em seu coração o sensor Super 35mm e oferece múltiplas opções em suas aplicações. Documentários, comerciais e filmes estão dentro dessas aplicações. É interessante observar as evoluções conceituais dos novos equipamentos e muitas vezes os detalhes passam desapercebidos pelos consumidores. Um desses detalhes é a utilização do espaço de cor REC 2020, que impacta todo o fluxo de trabalho e amplia a maneira como se pensa e dimensiona um trabalho. Em épocas passadas, vimos isso também com a transição do SD para o HD, quando existia um vácuo entre a escolha de se masterizar em HD ou se mantinha tudo em SD. O momento é similar.

Dentro desses novos conceitos, encontramos o filtro eletrônico variável de densidade neutra (ND), algo que julgo ser revolucionário em termos tecnológicos. Não sendo mais um filtro de ação mecânica para a redução de entrada de luz na câmera, agora tudo é realizado de maneira eletrônica. Existe então, uma suave transição entre as reduções de luz e assim, o cinegrafista e o diretor de fotografia têm um controle maior e mais preciso.

A exposição da lente define a profundidade de campo nas imagens e isso determina, em muitas situações, a textura das cenas. Com a utilização do filtro eletrônico variável de densidade neutra (ND) o ajuste da entrada de luz na câmera é feito inclusive de maneira automática (AUTO ND), sem que você precise sacrificar a exposição da lente.

Interessante o raciocínio dos engenheiros da Sony, que desdobram novas tecnologias para solucionar antigos problemas. Acredito que esta tecnologia será seguida por outros fabricantes, pois acima de tudo, faz todo o sentido em ser desenvolvida de maneira ainda mais ampla. Fico aqui imaginando se em breve, não teremos outros filtros eletrônicos internos, como por exemplo, filtros destinados à temperatura ou cores específicas para color grading. Espero estar correto em minhas aspirações.

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  • Sony FS-7 Mark II
  • Sensor Super 35mm EXMOR CMOS
  • 14 escalas de alcance dinâmico
  • ISO 2.000
  • DCI (4.096 x 2.160) 12 bit RAW
  • UHD (3.840 x 2.160) 10 bit 4:2:2
  • 2K (2.048 x 1.080) 12 bit RAW
  • HD (1.920 x 1.080) 10 bit 4:2:2
  • Escaneamento central de sensor (fator de 2x crop em 2K)
  • REC 709 (HD) e REC 2020 (UHD)
  • XAVC-I (até 600 Mbps em 59.94P em UHD)
  • XAVC-I (até 222 Mbps em 59.94P em HD)
  • XAVC-L (até 150 Mbps em 59.94P em UHD)
  • XAVC-L (até 50 Mbps em 59.94i em HD)

 

 

O Gerente de Produto da Sony, senhor Juan Martinez, explica em detalhes a nova câmera FS-7 Mark II e fala sobretudo, sobre os novos conceitos tecnológicos disponíveis. Este vídeo é uma produção da Three Blind Men and An Elephant Productions e é uma excelente fonte de informações sobre diversas tecnologias. Acesse o link e assista aos seus vídeos.

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A Sony FS-7 Mark II é uma câmera com montagem tipo E, mas também aceita adaptadores para se utilizar outros tipos de montagem de lentes, como PL, Canon, Leica e Nikon. O mais interessante nessa montagem tipo E, é que a Sony reforçou a conexão entre a lente e a câmera, e assim, além de você encaixar e rosquear a lente à câmera, existe também uma nova trava de segurança. Há uma razão adicional para isso, basta você observar qual é a lente que vem no kit da Sony, EPZ 19-110mm  (F/4).É uma lente grande e pesada com 1,1 kg.

Uma outra opçãio de lente da Sony, é a FE PZ 28-135mm (F/4) pesando 1,215 kg. Em ambos os casos de lentes, percebo o esforço do fabricante em oferecer aos consumidores, as lentes tradicionais de vídeo, providas de motores de zoom, ou seja, algo que se perdeu com a chegada das lentes fotográficas. Particularmente, eu venho sentindo muito a falta desse tipo de lente motorizada, mas com certeza há quem irá desconsiderar este meu comentário, alegando uma exposição mais clara das lentes fotográficas. Ainda assim, deixo aqui a minha observação.

 

 

Ainda há muito a ser desenvolvido e comentado sobre esta nova câmera da Sony, por isso, na próxima segunda-feira, aguarde a parte final dessa matéria, que abordará mais sobre as opções de compressores internos e externos, além de outros acessórios fundamentais à esta nova maravilha. Aguardo todos vocês!! E vamos em frente!!!

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Sobre Marcello Caldin:

  • Editor e Colorista de filmes e comerciais desde 1989.
  • Instrutor de AVID Media Composer e Symphony.
  • Instrutor de Blackmagic Design DaVinci Resolve.
  • Consultor Técnico para emissoras de televisão e produtoras (Rede Globo).
  • Repórter Fotográfico (Pastoral da Criança e Instituto GRPCOM).
  • Workshop On-Line Pixel Cor & DaVinci Clique aqui
  • Matérias antigasClique aqui

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Contato: marcellocaldin@marcellocaldin.com

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