Sony FS-7 Mark II | Review Parte 02

21 nov

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Na primeira parte dessa matéria, publicada na semanada passada, vimos algumas caraterísticas distintas da Sony FS-7 Mark II, e nessa parte final, vamos observar com mais atenção os seus compressores internos e externos. Vamos em frente!!!

A nova câmera da Sony FS-7 Mark II chega trazendo mudanças importantes ao mercado e tem a possibilidade de se transformar em um padrão de qualidade para certos mercados. É bastante flexível em compressores internos e um pouco cara para habilitar compressores externos, como o DCI RAW 12 bit. Até esse momento, eu não considero esta câmera como sendo destinada ao Cinema Digital, mas ainda assim, uma excelente opção para filmes publicitários, documentários e shows, e vou explicar as razões dessa avaliação…

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Primeiro vamos entender os seus compressores internos e a importância de se gravar em UHD com uma profundidade de cor de 10 bit e amostragem de cor 4:2:2. Qual é o destino das suas imagens? Provavelmente, com esta câmera, o destino será a televisão em horário nobre. Todo o seu fluxo de trabalho, desde a captação, edição, pós-produção e masterização, conseguirá manter todas as informações de cor e de sinal, através do compressor interno XAVC. Simples assim.

  • Gravação interna em UHD
  • XAVC I (Intraframe –  600 Mbps – 60 quadros por segundo)
  • XAVC I (Intraframe –  300 Mbps – 30 quadros por segundo)
  • XAVC I (Intraframe –  240 Mbps – 24 quadros por segundo)
  • Gravação interna em UHD
  • XAVC L (Interframe –  150 Mbps – 60 quadros por segundo)
  • XAVC L (Interframe –  100 Mbps – 30 quadros por segundo)
  • XAVC L (Interframe –  100 Mbps – 24 quadros por segundo)

Vale sempre lembrar, as diferenças entre os métodos de compressão, pois isso define as diferenças nas taxas de dados aplicadas aos compressores. Arquivos maiores, determinam mais qualidade de imagem, ou seja, o método de compressão Intraframe irá arquivar os quadros das cenas de maneira individual. Arquivos menores, determinam menos espaço utilizado nos cartões de memória, ou seja, o método de compressão Interframe ou LoongGOP irá arquivar os quadros das cenas através de grupos.

O compressor XAVC Intraframe irá oferecer uma taxa de dados de até 600 Mbps, o que se traduz em 1,250 MB por quadro de imagem UHD. É satisfatório para se manter a qualidade da imagem destinada para a exibição na televisão em horário nobre. Acessível e produtivo.

O compressor XAVC Interframe ou LongGOP irá oferecer uma taxa de dados de até 150 Mbps, o que se traduz em 0,312 MB por quadro de imagem UHD. A qualidade é bastante reduzida, mas possibilita a gravação de grandes eventos e com longas durações, como por exemplo um show. Efetivo e econômico.

Perceba, que cada método de compressão têm a sua finalidade e utilização, de acordo com o tipo de material que você está gravando. Ambos têm uma matemática própria, por isso observe e pondere qual é o mais certo para você. Ainda assim, estamos falando de uma câmera, que utiliza um compressor destinado à exibição na televisão e não para o Cinema Digital, que demanda inclusive uma profundidade de cor superior ao 10 bit.

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Uma das iniciativas que eu mais aprecio na Sony, é o seu desenvolvimento constante de tecnologias de gravação de dados, e com a FS-7 Mark II, você tem a opção dos cartões de memória XQD. As taxas de gravação são bem altas (440 MBps), próprias para imagens em UHD. O que sempre me surpreende é a maneira como a Sony concebe as suas soluções de mídias, como se estas, sempre fossem fitas de vídeo em sistemas lineares e que necessitam ser exibidas facilmente.

Um bom exemplo disso, é que as mídias gravadas nos cartões XQD, podem ser assistidas no player PMW-PZ1, inclusive as cenas em 60p. Fico imaginando durante uma gravação em estúdio e de ter a possibilidade de verificar as cenas gravadas. A Sony faz isso ser muito fácil e prático. É uma concepção contínua de ambiente de televisão!!!

 

 

A Sony FS-7 Mark II possibilita, através de acessórios, a gravação externa das imagens sem compressão, em UHD RAW 12 bit. Aqui eu me questiono, se este investimento em acessórios tão caros se justifica. Vamos refletir…

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Na configuração de acessórios Sony para a gravação externa de arquivos UHD RAW 12 bit, você irá precisar da unidade PXW-FS7 (US$ 2.000), que será conectada à câmera, e ainda, da unidade de interface HXR-IFR5 (US$ 2.200), e mais, o gravador AXS-R5 (US$ 5.350), e mais, um cartão de memória de 256 GB (US$ 1.200). Ou seja, pela solução de gravação externa da Sony, você terá um adicional de pelo menos US$ 10.750… Mais do que o custo da câmera!!!!

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Existe uma outra solução, que não é proprietária da Sony. Vamos refletir. Você continua necessitando da unidade PXW-FS7 (US$ 2.000), que será conectada à câmera, e ainda, o gravador externo da Convergent Design Odyssey 7Q+ (US$ 1.800) e que tenha a licença da Sony RAW (US$ 1.000), sem deixar de incluir dois cartões de memória SSD de 256 GB cada (US$ 230). Concluindo, um adicional de US$ 4.030.

É bem mais efetivo do que a solução da Sony para a gravação externa em UHD RAW 12 bit, mas ainda, mais cara do que uma câmera da Blackmagic Design Ursa 4K e que já grava internamente em RAW. Desculpe, mas ainda assim, não faz o menor sentido para mim. Talvez eu esteja errado nessa reflexão.

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A Sony FS-7 Mark II evoluiu muito em ergonomia e acessibilidade, através de seus botões de funções avançadas. É uma câmera de ombro também e com a adição de suas lentes motorizadas de zoom, são dentro das devidas proporções, um bom resgate das tradicionais camcorder de televisão.

Há um bom equilíbrio entre as tecnologias da fotografia e a praticidade do vídeo. O seu compressor interno é adequado para muitos mercados e apesar de ser possível a gravação externa de arquivos UHD RAW, eu particularmente não compreendo este nível de investimento, sobretudo de uma câmera, que inicialmente já custa US$ 10.000. Com certeza, muitos consumidores terão opiniões divergentes da minha, mas será apenas uma simples divergência.

De tudo o que foi apresentado nessas duas matérias, o que eu ainda acho mais precioso é o seu inovador sistema de filtro eletrônico variável de densidade neutra (ND). Realmente uma inovação no conceito. A Sony sempre fez e desenvolveu câmeras sólidas, prontas para a agitação dos equipes de gravação de campo. Confesso a minha resistência no uso de câmeras fotográficas tão delicadas e sensíveis ao ambiente e calor, e por isso, aprecio quando encontramos ainda a Sony investindo em câmeras de ombro e com qualidade robusta. E vamos em frente!!!

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Sobre Marcello Caldin:

  • Editor e Colorista de filmes e comerciais desde 1989.
  • Instrutor de AVID Media Composer e Symphony.
  • Instrutor de Blackmagic Design DaVinci Resolve.
  • Consultor Técnico para emissoras de televisão e produtoras (Rede Globo).
  • Repórter Fotográfico (Pastoral da Criança e Instituto GRPCOM).
  • Workshop On-Line Pixel Cor & DaVinci Clique aqui
  • Matérias antigasClique aqui

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Contato: marcellocaldin@marcellocaldin.com

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