“Ter lentes anamórficas e tão rápidas, me permitem estar confortável com a iluminação.” DP Brett Pawlak

11 set

Dirigido por Destin Daniel Cretton e filmado pelo diretor de fotografia Brett Pawlak, O CASTELO DE VIDRO é baseado no diário de 2005 das memórias incomuns da infância e dos pais complicados da autora Jeannette Walls. Cretton e Pawlak trabalharam juntos pela primeira vez em TEMPORÁRIO 12 (SHORT TERM 12), O filme de tese de Cretton, que acabou por ser o filme de Brie Larson e o vencedor do Prêmio Grand Jury da Competição Narrativa SXSW de 2013. O CASTELO DE VIDRO é o quarto trabalho que fazem juntos. “Destin é um incrível contador de histórias”, diz Pawlak. “Ele escreve tudo o que ele dirige e é um desses diretores que tem uma ideia específica para o filme, mas quer que eu traga a estética visual”. Foi assim que eles embarcaram em TEMPORÁRIO 12 e tem sido a base da relação de trabalho desde então.Quando se aproximaram em O CASTELO DE VIDRO, Cretton e Pawlak tiveram uma conversa inicial sobre o look. “Nossa estética evoluiu desde o TEMPORÁRIO 12”, diz Pawlak. “Suas histórias tendem a ser muito humana e delicada e, não quero fazer looks que distraiam o espectador do filme. Tento iluminar o mais natural possível, no qual Destin realmente responde positivamente. Ele gosta de deixar os atores se movimentarem no espaço e filmar com várias câmeras.” A autora Walls também deu a Cretton e Pawlak algumas fotos de família e um documentário mais antigo sobre os seus pais incomuns, Rex e Rosemary, no início da década de 90, quando estavam reprimidos na cidade de Nova York. “Tiramos de suas vidas reais”, explica Pawlak. “Essas fotos e o filme ditaram a cor e a estética do filme em termos de figurino e produção”.

Escolher as lentes certas para o filme foi muito importante para Pawlak, que diz que são “realmente uma maneira de criar algum personagem em seu visual.” Desde o início, ele sentiu que as lentes anamórficas seriam a escolha certa para O CASTELO DE VIDRO. “Há uma tendência de se pensar que as anamórficas são para planos abertos e elas realmente melhoram esses tipos de filme”, diz Pawlak. “Mas eu acho que as anamórficas melhoram a intimidade também. Eu sabia que iríamos filmar em pequenos sets, bem como em planos bem abertos do Novo México, então, eu pensei que as anamórficas eram a escolha perfeita para fazer o filme parecer maior, mas também manter a intimidade.” Pawlak lançou a ideia para Cretton, que imediatamente a abraçou.Pawlak procurou quase todas as anamórficas disponíveis nas locadoras e fez testes de filmagem com muitas delas para dar a Cretton uma ideia do look que eles poderiam obter. “Começamos discutindo a opção das novas anamórficas”, diz Pawlak. “Fazendo quase o oposto de trabalhar com vidros velhos e vinhetando, pensávamos que iríamos deixar um look mais limpo e deixar a produção trabalhar mais próximo de nós. Destin estava cauteloso em não distorcer as coisas demasiadamente. Pawlak buscou as ARRI / ZEISS Master Anamórficas. “Coloquei-as na câmera e imediatamente olhei para uma 40 mm, que é bastante aberta e, fiquei atônito ao ver que não houve distorção em nenhuma das linhas ou no horizonte”, diz ele. “Toda linha era reta e o bokeh é muito bom. “Caiu a ficha”, pensei, aqui está a lente anamórfica que o Destin se sentiria confortável em trabalhar. Era a lente perfeita que eu queria sutilmente contar a história anamorficamente”.

Após o teste, Pawlak estava ainda mais certo de que as ARRI Master Anamórficas seriam as lentes certas. “Eu notei que elas eram definidas e rápidas, o que foi ótimo porque filmamos com pouca luz”, diz ele. “As Master Anamórficas me deram uma ótima base para começar e iniciei explorando diferentes stops e filtros para ver todos os diferentes looks e até onde eu poderia ir e encontrar o ponto na lente que me desse o look que eu queria. As Master Anamórficas realmente ajudaram o Destin a estar confortável com a filmagem em anamórfico”.

Pawlak diz que sabia antes de escolher as lentes, que ele filmaria com a ALEXA. “Eu prefiro a ALEXA a qualquer outra câmera”, diz ele, observando que a produção com sede em Montreal tinha duas ALEXA XTs da MELS. “Eu posso pegar um corpo ALEXA, filmar e saber exatamente como ela irá lidar com as coisas”. Além da ALEXA XT, a produção também tinha uma Mini, que Pawlak diz ter “realmente amado”. “A Mini é muito versátil”, diz ele. “Eu tive algumas sequências onde eu corria com a câmera na mochila, subindo as escadas e passando por portas e era realmente leve. Poderia ser o que eu precisasse ser”.

As Master Anamórficas realmente valeram a pena em uma cena que ocorreu no deserto do Novo México, onde a família está lendo à luz de velas. “Ter essas lentes anamórficas e tão rápidas, me permitem estar confortável com a iluminação e indo um pouco mais além”, diz ele. “Foi meio assustador estar com a lente com a íris toda aberta, mas nessas situações de pouca luz, as lentes funcionaram tão bem que me deu confiança em filmar”.

Anúncios

Divulgue! www.oeditor.com

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s