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Marco Polo – Netflix | Abertura

9 jan

A história de Marco Polo é a mais nova aposta do Netflix. A série mostra os jogos de traição, poder e intrigas do explorador em sua jornada pela Rota da Seda até o palácio do grande Imperador mongol Kublai Khan. Transmitida originalmente em 1982 pela NBC, o remake ganha novos episódios, um elenco de peso e cenários exuberantes.

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Com o objeto de manter a grandiosidade dessa mega-produção, o estúdio MILL+ foi o encarregado de desenvolver a vinheta de abertura. Nela, são revelados alguns momentos significativos da série através da união da pintura oriental em nanquim com o que há de mais moderno em produção audiovisual.

Tudo começa com a captura e seleção de cenas da própria série. A partir daí, os ilustradores Michael Marsicano e Bryce Wymer se encarregaram de estilizar esses momentos através das belíssimas ilustrações milenares conhecidas como Sumi-ê. O diretor de fotografia Adam Carboni, munido de uma Red Epic-X K5, de uma Zeiss Super Speed e de lentes ZF Macro Prime, registrou cada movimento do nanquim em contato com a água sobre as folhas de papel. O espectador acompanha todos os graciosos efeitos provocados na formação dessas imagens.

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Todo essa parte do trabalho foi executado sem o uso de computação gráfica, o que torna o resultado final ainda mais rico, apesar da complexidade do processo. “O maior desafio foram as limitações de tempo que tínhamos para capturar as interações naturais da água com a tinta. Tivemos que adaptar as nossas posições, estilo de iluminação e câmera para favorecer os comportamentos da tinta”, afirmou Wymer ao Televisual.

O ilustrador, e também diretor criativo da vinheta, trabalhou anteriormente nos concepts da abertura de God of War: Ascention. Talvez por essa razão, é possível notar semelhanças nos caminhos estéticos adotados em ambos os trabalhos. A principal diferença é que as cenas da abertura do game foram inteiramente reproduzidas em computador.

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A aproximação estética do que hoje pode ser realizado no computador e fora dele é tanta que vale o questionamento sobre a real necessidade de investimentos em uma produção “artesanal”. Essa é inclusive uma preocupação lançada por Carboni: “espero que o público do Netflix perceba que esta sequência foi feita na câmera, porque em alguns momentos as tintas estão tão bonitas, que parecem geradas em computador”.

Outro ponto é a trilha sonora, que torna todo o trabalho ainda maior. Os músicos responsáveis pela abertura da série Rubicon (2010), Eric V. Hachikian e Peter Nashel, buscaram na cultura mongol referências para a imponente composição. A música começa com um canto típico, que mistura graves à agudos metálicos, chamada throat singin ou canto gutural. O estilo foi reconhecido em 2009 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Na sequência da canção, um coro de vozes femininas surge junto a instrumentos metálicos da região, como o igil (uma espécie de violino) e o khomus (conhecido no Brasil como “berimbau de boca”). Todos esses elementos sonoros são arranjados de modo épico, assim como os filmes do gênero.

Ficha Técnica
Ano: 2014
Canal: Netflix
Produção da abertura: Mill+
Direção da abertura: Bryce Wymer e Bem Smith
Direção de fotografia da abertura: Adam Carboni
Cor: Mikey Rossiter
Trilha: Eric V. Hachinikian e Peter Nashel

Fonte:
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QUE MONSTRO TE MORDEU? | Abertura

29 out

A abertura da série Que Monstro te Mordeu?, que estreará na TV Cultura em 10 de novembro é uma produção da O2 Filmes.

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A direção é de Ricardo Laganaro, com fotografia de Pierre de Kerchove e direção de arte de João Bizzaro.

Na concepção da abertura participaram Laganaro, Cao Hamburger, criador, diretor geral e produtor da série, Philippe Barcinski, supervisor de direção e Teo Poppovic, criador e roteirista. A montagem é de Leopoldo Nakata e a supervisão de 3D de Ricardo Bardal.

Para a abertura, foram filmadas crianças com alguns objetos cenográficos e foi efetuado um trabalho de integração desse material com 3D e composição.

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Que Monstro te Mordeu? é uma realização da TV Cultura e Fiesp-Sesi com produção da Caos Produções e Primo Filmes.

Toda vez que uma criança desenha um monstro, esse desenho ganha vida no monstruoso mundo dos monstros provocando confusão por onde passa. Neste lugar misterioso e encantador, a personagem Lali e seus amigos monstruosos resolvem a confusão e ainda aprendem com a missão.

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Para a série, a Pós produção da O2 fez todos os efeitos. Foram 56 personagens 3D para os 50 episódios de TV e para os 50 da internet, totalizando 6 horas e 18 minutos de composição total.

Assista ao trailer:

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Abertura | O Rebu

22 jul

Como seria o amanhecer de um crime?
Inspirado nessa ideia, o diretor de arte Flávio Mac usou cores frias e ambiente de sonho para abrir a novela.

A abertura de O Rebu retrata o dia seguinte de uma noite misteriosa, em que um crime acontece sem que ninguém saiba ao certo o motivo ou o culpado.

Para recriar essa atmosfera sombria e, ao mesmo tempo, instigante, o diretor de arte, Flávio Mac, misturou flashes da festa com retratos da casa vazia e bagunçada, como se tivesse acabado de acordar de um grande evento. “O mote principal da abertura é que representasse uma visão mais lúdica da casa no dia seguinte da festa. Usando cores bem frias que sugerem um ambiente de sonho, como se tudo estivesse submerso. No final, o corpo boiando”.

Para levar ainda mais o espectador para dentro deste universo de mistério, entra em cena uma trilha sonora para lá de dramática. Assista o vídeo abaixo e reveja a abertura completa!

Fonte: globo.com

Abertura | Meu Pedacinho de Chão

4 jun

Texto: André Luiz Sens

Meu Pedacinho de Chão pode ser considerada uma das novelas mais inovadoras em termos estéticos dos últimos anos. Abandona alguns paradigmas folhetinescos em prol de uma abordagem audiovisual inusitada, inspirada em clássicos fantásticos da literatura, cinema e animação.

A narrativa surrealista de Lewis Carroll, as personagens da Pixar, o mundo de Mágico de Oz e a direção de Tim Burton são algumas dessas referências. As histórias que ocorrem na pequena cidade de Santa Fé abandonam o clima rural da primeira versão de 1971 e recorrem a uma linguagem fantástica, fundamentada na perspectiva do menino Serelepe (Tomás Sampaio). Figurinos, cenários, fotografia e atuação foram totalmente estilizados de modo a uma aproximação estética com o mundo mágico de uma fábula infantil.

Para abrir esse mundo de fantasia, optou-se por uma animação que explora muitas das referências utilizadas na própria novela e de outros produtos infantis, tais como videogames, hqs e desenhos animados. A primeira cena sugere justamente que a novela é baseada na visão fantasiosa de Serelepe: vemos o mundo através de sua luneta. A partir daí, tudo se transforma em um lindo sonho, uma brincadeira surreal de proporções e movimentos entre cenários e as personagens principais, perfeitamente traduzidos a elementos de um divertido e delicado cartum. A trilha instrumental, ao mesmo tempo brincalhona e imponente, contribui para esse aspecto lúdico da vinheta.

A marca extremamente orgânica e rebuscada, lembra muito a identidade da versão de Tim Burton de Alice no País nas Maravilhas. Não compromete a qualidade da vinheta e está até conceitualmente alinhada à novela. Mas diferentemente da marca do filme, não conseguiu apresentar o mesmo equilíbrio formal, talvez pela desnecessária aplicação de elementos figurativos e o excesso de voltas e distorções.

A excelência do trabalho não deve ser creditada apenas ao talento do estúdio Beeld e a equipe Videographics, mas também à participação do direto Luiz Fernando Carvalho, que promoveu um alinhamento entre o produto e a sua embalagem.

Ficha Técnica

Ano: 2014
Canal: Rede Globo
Criação, Direção e Direção de Arte: Luiz Fernando Carvalho, Alexandre Romano (CGCOM – Videographics) e BEELD
Produção: Papito, Marcelo Mourão, Luiz Maggessi, Greco Bernardi, Eduardo Tosto, Filippo Johansson, Pedro Casavecchia, Diego Galuzzo, Rodolfo Perissé e Daniel Hodge.
Trilha: Tim Rescala

Texto: André Luiz Sens – Blog Televisual

Identidade Visual | Canal Viva

30 maio

Texto: André Luiz Sens

O canal Viva foi conquistando uma audiência plural, contaminada pela nostalgia dos antigos programas da Rede Globo. As novelas e programas da década de 80 e 90 reapresentadas pelo canal voltaram a ter um grande retorno entre os espectadores. Portanto, a identidade do canal, extremamente feminina e delicada, não estava de fato alinhada com seu público real.

Em razão disso, a equipe de criação da Globosat, em parceria com o estúdio KOI Factory, desenvolveram uma nova comunicação mais vibrante e generalista, de modo a enfatizar a qualidade e diversidade da audiência e da programação.

Processo Criativo

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Manuel Falcão, gerente de Criação de Arte da Globosat, concedeu uma entrevista ao site Televisual sobre alguns detalhes do projeto:

André Luiz Sens – Quais as percepções e motivações que levaram ao reposicionamento da identidade do canal?

Manuel Falcão – Após 4 anos de sucesso, o canal Viva conquistou uma audiência mais abrangente, homens e mulheres 25+. O novo on-air deveria refletir esta mudança. A identidade visual deveria perder seu aspecto exclusivamente feminino. Deveria também ser trabalhado a valorização do retrô e a ressignificação do acervo com o objetivo de gerar uma imagem forte, única, atual e alinhada com a programação do canal. Acreditamos que esta nova imagem, forte e alegre, vai reforçar a ótima programação que o canal apresenta. O público vai se surpreender positivamente e os anunciantes vão encontrar um espaço mais moderno e atrativo.

André Luiz Sens – Que soluções estéticas foram tomadas para atender essa audiência percebida do canal?

Manuel Falcão – Pra ganhar abrangência dentro do nosso target, foi trabalhada uma nova paleta de cores que representa a diversidade do nosso publico e programação. O on-air, traz também novos grafismos e um estilo de animação bem diferenciado do anterior.

André Luiz Sens – A marca gráfica sofreu apenas alguns ajustes. Porque a opção por mantê-la?

Manuel Falcão – Este foi um dos principais desafios do projeto, como fazer esta mudança sem ferir a percepção de uma marca de sucesso e bem avaliada pelo público. Fizemos diversos estudos buscando uma nova marca, mas apesar da ruptura na identidade visual, decidimos manter a essência da logo. É uma marca que o publico conhece, tem força e achamos importante sermos consistentes neste aspecto.

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André Luiz Sens – Quais foram as principais referências utilizadas nesse projeto?

Manuel Falcão – As principais inspirações para este on-air foram a própria programação do canal e a nova frase conceitual adotada com slogan: “Viva, as melhores surpresas”. Isto nos possibilitou trabalhar o retrô e criar uma linguagem mais alegre e pop.

André Luiz Sens – Quanto tempo e quantas pessoas foram envolvidos no desenvolvimento do projeto?

Manuel Falcão – Este projeto teve 6 meses de duração e a equipe foi composta por um gerente de criação, um coordenador de criação, um coordenador de pesquisa e planejamento, um coordenador de produção, dois designers, uma produtora e dois sound designers. Para as vinhetas em 3D, trabalhamos com a parceria da KOI Factory.

Ficha Técnica

Produção: Criação de Arte Globosat e KOI Factory
Gerente de Criação: Manuel Falcão
Coordenação de Criação: Ricardo Moyano
Coordenação de Pesquisa e Planejamento: Marcio Leite
Coordenação de Produção: Ricardo Leo
Design: Rodrigo Leme, Ricardo Moyano e Felipe da Volta e Marcio Leite
Animação 2D: Rodrigo Leme e Felipe da Volta
Animação 3D: KOI Factory
Direção: Luciana Jordão
Produção: Patricia Hermes da Fonseca e Tatiana Fernandes
Sonorização: Big Foot
Sonorização Reel: Jingle Punks

Fonte: Televisual
Texto: André Luiz Sens

[ Abertura ] José do Egito

25 jul

Texto: Blog Televisual

No começo do ano, a Rede Record investiu pesado em mais uma produção com temática cristã: a minissérie José do Egito, que conta a história de uma das principais personagens da história do Antigo Testamento.

A qualidade da produção brasileira impressiona e sua abertura consegue acompanhar ou até superar o padrão do produto.

Hieróglifos, sarcófagos, joias, cerâmicas, armas e outros elementos da diversa cultura egípcia são apresentados em uma dinâmica e imponente apresentação 3D, com uma qualidade digna de cinema. O caráter de mistério e aventura empregado na vinheta instiga o consumo da obra, mesmo para aqueles não interessados em temas religiosos ou bíblicos. O refinamento da modelagem, renderização e iluminação dos objetos impressionam, assim como os movimentos envolventes e bastante sincronizados com a imponente e harmônica trilha instrumental comparável a grandes produções hollywoodianas do gênero.

Um detalhe relevante são os letreiros dos créditos que são apresentados integrados ao espaço cênico e perfeitamente sincronizados com a animação e transição de câmeras. Tratamento infelizmente bastante incomum em vinhetas televisuais.

Outro cuidado foi na construção da marca gráfica na animação, a partir de um engrenagem moderna que fundamenta a contemporaneidade da série, apesar do tema histórico, e reforça o clima místico e lendário presente na obra.

Ficha Técnica

Ano: 2013
Produção: Rede Record
Trilha Sonora: Rede Record

Texto: Blog Televisual

Aberturas indicadas ao Emmy 2013

24 jul

Texto: Blog Televisual

Saíram os indicados ao prêmio Emmy de melhor abertura de 2013. E o páreo está duro.

O mais interessante não é qualidade dos trabalhos, mas a presença na relação de uma websérie. “Halo 4: Forward Unto Dawn” é um programa exclusivo do site de conteúdo audiovisual especializado na cultura gamer Machinima. Sua abertura é fantástica, mas sua indicação revela algo muito mais surpreendente: um indício perceptível de mudanças nos paradigmas da indústria televisiva.
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American Horror Story: Asylum
Canal: FX Networks
Responsáveis: Kyle Cooper, Ryan Murphy, Juan Ruiz-Anchia e Kate Berry

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Da Vinci’s Demons
Canal: Starz
Responsáveis: Paul McDonnell, Hugo Moss, Nathan Mckenna e Tamsin McGee

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Elementary
Canal: CBS
Responsáveis: Simon Clowes, Benji Bakshi, Kyle Cooper e Nate Park

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Halo 4: Forward Unto Dawn
Canal: Machinima
Responsáveis: Heiko Schneck, Fabian Poss, Csaba Letay e Jan Bitzer

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The Newsroom
Canal: HBO
Produção: Michael Riley, Denny Zimmerman, Cory Shaw e Justine Gerenstein

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Vikings
Canal: History
Responsáveis: Rama Allen, Audrey Davis, Ryan McKenna e Westley Sarokin

Texto: Blog Televisual

[ Abertura ] Dona Xepa – Making Of

6 jun


www.tvb.com.br

EFEITOS SONOROS E TRILHAS [ FREE ]

22 abr

Efeitos sonoros ou efeitos de áudio são sons criados ou editados artificialmente, utilizados para enfatizar obras artísticas como filmes, programas de televisão, animações, jogos de vídeo, músicas, ou outros meios de comunicação.

Na indústria de gravação é freqüentemente abreviado como “FX”.

Na produção cinematográfica e televisiva, um efeito sonoro é um som gravado e apresentado para fazer uma determinada narração da história sem o uso do diálogo ou de música. O termo geralmente se refere a um processo aplicado para uma gravação, sem necessariamente referir-se à gravação em si.

Na produção cinematográfica e televisiva profissional, a gravação de diálogo, música e efeitos sonoros são tratados como elementos separados. Diálogo e gravações musicais nunca são referidos como efeitos sonoros, embora os processos aplicados a eles, como a reverberação ou flanging, muitas vezes são chamados de “efeitos sonoros”.

Indico alguns sites de efeitos sonoros e trilhas para download:

http://www.robertetoll.com/
http://www.megatrax.com/
http://www.freesound.org/
http://soundfxnow.com/
http://www.audiomicro.com/

“Criamos e divulgamos conteúdos para entusiastas, estudantes e profissionais do audiovisual”. Gustavo Lopes, Fundador do Oeditor.com

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São matérias, vídeos, novidades sobre equipamentos, making of’s, tutoriais de softwares e demais conteúdos compartilhados por profissionais da área.

Criado em 2009, a comunidade tem como público-alvo profissionais que até então não encontravam em um único site ou blog assuntos direcionados especificamente a eles, além de networking direto entre público e marcas. No decorrer dos anos, a comunidade conquistou um número expressivo de seguidores diante de um público bastante segmentado.

Essa conquista foi possível devido aos profissionais que atuam no site Oeditor.com.

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É uma equipe especializada em várias áreas do audiovisual e comprometida em buscar, diariamente, conteúdos inéditos e de qualidade para todos os leitores.

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Oeditor.com
Site: www.oeditor.com
Facebook: www.facebook.com/oeditorsite
Youtube: www.youtube.com.br/oeditor
Twitter: www.twitter.com/oeditorsite
Instagram: www.instagram.com/oeditorsite
Wordpress: pt.gravatar.com/oeditorsite
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Loja: loja.oeditor.com
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LinkedIn: goo.gl/NmDmMX
Mídia Kit: goo.gl/jjJKMj
‪#‎oeditor‬ ‪#‎oeditorsite‬

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=hBY4yNLCQEY

Exec TechnologyBlackmagic DesignDuplic VídeoQ-Factory by Robert EtollEditors Keys,POND’SAvidVFX CentralAutodeskARRIMerlin Foto e Vídeo e Visioncolor em Oeditor.

Melhor e Pior Abertura de 2011

5 abr

Finalmente os votos foram contados e vamos conhecer agora os selecionados para melhor e para pior abertura de 2011, segundo o Televisual.

A disputa pelo lugar de melhor abertura teve um líder disparado. A vinheta da sessão de filmes do canal Megapix, Movie Box, produzida pelo competentíssimo estúdio Beeld foi o ganhador. A refinada apresentação do programa da TV Cultura, Reis da Rua, desenvolvida pelos estúdios GotaCX e Mosquito Project ficou em segundo lugar, com uma quantidade expressiva de votos. O terceiro lugar ficou para a abertura da novela da Rede Globo: o Astro. Apesar da qualidade dos efeitos gráficos produzidos por Alexandre Romano que conferiram ao trabalho um expressivo número de votos a favor, ela foi bastante rejeitada, sendo eleita por mais que o dobro de votos como a pior abertura.

Melhor Abertura: Movie Box

Entre as piores abertura, a votação foi mais acirrada. As três mais votadas foram todas produzidas pela Rede Globo. Em terceiro ficou para a bizarra apresentação de Lara com Z, com imagens de Suzana Vieira em estilo pin-up. Em segundo ficou para o entendiante rodopio da estátua africana de Insentato Coração. Mas em primeiríssimo lugar ficou para o o desfile da moça em um jogo de espelhos, da abertura de Fina Estampa.

Pior Abertura: Fina Estampa

Fonte e Pesquisa: Televisual

Abertura: As Brasileiras

22 mar

Ao invés de exibir uma grande minissérie, a Rede Globo volta a estratégia de exibir novamente no verão uma nova série semanal. A escolhida foi “As Brasileiras”, uma continuação de “As Cariocas”, sucesso de 2010 e adaptação do livro homônimo de contos escrito por Sérgio Porto. No entanto, a nova série deixar de privilegiar apenas uma cidade e traz histórias fictícias de várias mulheres em diversas regiões do país.
A abertura da série também é uma extensão de “As Cariocas”, apresentando a mesma construção conceitual e imagética. Não se pode julgar, portanto, que essa embalagem é apenas um plágio ou simples falta de criatividade, já que se tratam de projetos paralelos e semelhantes. Por essa razão, se faz completamente pertinente usar da mesma ideia de apresentação.

As atrizes que interpretam as protagonistas de cada história desfilam em um estúdio branco com roupas esvoaçantes. Aos poucos, cada atriz recebe um close e seu primeiro nome aparece delicadamente ao seu lado, conferindo ao espectador certa sensação de intimidade com elas. Após o desfile, as atrizes fazem poses sensuais, algumas apoiadas em objetos de cena, como se participassem de um ensaio fotográfico. Uma alusão às famosas capas de revistas que mostram as personalidades femininas de destaque no ano.

A vinheta termina com a protagonista do dia se aproximando da câmera, fazendo caras e bocas. Ao mesmo tempo é apresentado seu nome completo e o título da sua história. Um verdadeiro e declarado convite ao espectador.

Há uma curiosa diferença na música-tema. Em “As Cariocas” o verso final cantava “a bela é carioca, ela é da cor do Brasil” agora, sem o intuito de privilegiar apenas uma localidade, a música diz “a bela é linda, é nossa, ela é da cor do Brasil”.

Outra mudança, esta mais radical, está na marca gráfica. Ao invés do Cristo Redentor, mostra-se um violão verde junto de uma forma arredondada amarela. A palavra “Brasil” recebe destaque em relação ao restante do logotipo no centro violão.

Além das óbvias cores pátrias, é realmente difícil encontrar um símbolo que pudesse representar todas as nossas características, pensando em um país multicultural com dimensões geográficas continentais. Entretanto, o violão consegue juntar algumas delas: é símbolo da bossa nova, do sertanejo e da MPB, ritmos musicais tipicamente brasileiros.

E, é claro, faz alusão também ao termo “corpo-violão”, em uma analogia entre a forma curvilínia do instrumento e o exuberante corpo das mulheres brasileiras. Relação que é inclusive ressaltada no começo da abertura, através da construção de delicadas silhuetas.

Abertura: Rei Davi

19 mar

“Rei Davi”, a terceira parte da trilogia de minisséries de adaptações bíblicas, seguida da “A História de Ester”, exibida em 2010 e “Sansão e Dalila”, em 2011. Dessa vez, a história tenta reproduz com detalhes a vida do importante personagem bíblico Davi, influenciador na formação de várias religiões e autor de alguns salmos do livro sagrado cristão.

A abertura formada por uma soturna, mas grandiosa animação tridimensional, exalta um dos principais símbolos ligados ao protagonista: a Estrela de Davi.

Em uma paisagem inóspita, pesada e rochosa, onde o céu anuncia uma grande tempestade, um raio abre no solo os caminhos para lavas flamejantes e forma o famoso símbolo bíblico. No segundo momento, a estrela é apresentada forjada em um escudo e uma espada medievais, feitos de metal e bem ornamentados. Entre os ornamentos, destaca-se uma representação da Menorá, um castiçal com 7 velas que representa a união entre Deus, o Espírito Santo e os seres humanos e é também um dos símbolos de Israel.

Apesar de não explicitar, a abertura apresenta algumas particularidades importantes da vida de Davi, através da rica relação semântica com o famoso símbolo.

Um dos significados está relacionado ao antecessor de Davi, o Rei Saul, um homem que, segundo a Bíblia, se tornou arrogante e se afastou dos preceitos de Deus. O próprio Deus escolheu Davi como sucessor do Reinado de Israel para que ele tirasse o povo das trevas. A estrela de Davi formada no solo rochoso através da lava simboliza, portanto, a renovação proposta por Deus quando escolheu Davi como Rei de Israel, de forma abrupta e definitiva.

A presença do símbolo no escudo refere-se a semelhança do desenho à escrita do nome do Rei no alfabeto fenício. A Estrela de Davi era, portanto, gravada nos escudos no exército do Davi, como forma de identificação.

A espada representa a força de Davi e remete a duas passagens da vida dele retratadas na Bíblia. A primeira diz respeito à sua paixão por Bate-Seba, mulher de Urias, um de seus guerreiros. Davi manda matar Urias para ficar com Bate-Seba e em um certo dia, enviado por Deus, o profeta Natã aparece em sua casa e o alerta de que, por conta de seu pecado, a espada jamais se afastará de sua casa. Sendo usada exclusivamente para a guerra, a espada simboliza que a morte estará sempre rodeando Davi.

A segunda referência está relacionada a curiosa história da morte do gigante Golias. Usando apenas uma funda, uma espécie de bolsa, cheia de pedras, Davi atirou na testa de Golias fazendo como que ele desmaiasse. Caído no chão, Golias teve sua cabeça decepada pela espada de Davi que, a partir daí, ganhou respeito do povo de Israel.

A marca gráfica que encerra o vídeo é tridimensional, com uma renderização que acompanha o material dos demais elementos metalizados da vinheta. A tipografia é clássica e serifada, com características mais romanas que hebraicas. Estética pesada e imponente que lembra os grandes produções cinematográficas de época, tais como Gladiador e Tróia e a série Games of Thrones.

A trilha é sombria, porém austera, com coro de vozes pesadas e forte presença de instrumentos de percussão que lembram um pouco cantos gregorianos tão típicos de rituais religiosos.

Além de todos esses simbolismos, a abertura bem acabada trata a atração com ares de grande produção, grandiosa e inesquecível.

Fonte: Televisual

Abertura: Game of Thrones

25 fev

A superprodução Game of Thrones, exibida na HBO, traz uma espetacular fantasia medieval criada por David Benioff e D. B. Weiss. Nelas são mostradas violentas lutas dinásticas entre as famílias nobres para ter o controle do Trono de Ferro de Westeros. O título da atração é derivado do primeiro da coleção de livros A Song of Ice and Fire que basearam a série, escrita por George R. R. Martin. A abertura, vencedora do Emmy de 2011, faz juz a qualidade épica da atração.

A abertura faz um vôo cartográfico pelas cidades fictícias das série que vão, ao mesmo tempo se construindo através de sofisticadas engrenagens, que se erguem como muralhas, prontas para uma batalha.

Inicialmente toda essa viagem foi criada para ser inserida dentro da atração para localizar o espectador nos Sete Reinos de Westeros, onde acontece a trama. Entretanto, ela passou a compor somente a sua apresentação. Mas o interessante é notar que as mudanças espaciais ocorridas em cada episódio são pontuadas na abertura em sutis variações. O que causa um vigor e entusiasmo ainda maior entre os fãs que procuram atentos por cada informação extra dentro deste complexo e sofisticado mundo fantástico.

Para criar este deslumbrante mundo, o estúdio Elastic, responsável pelo projeto, contou em entrevista ao Art of Title, que se baseou nos desenhos engenhosos e detalhados de Leonardo da Vinci. Mas a estética do vídeo supera em realismo, com gráficos, fotografia e passeios de câmeras bastante minuciosos e super bem acabados. Cada elemento, como o astrolábio e as partes de construções e engrenagens que aparecem ao longo do vídeo apresentam uma impressionante riqueza de formas próprias da cultura medieval.

Desenvolvida por Ramin Djawadi e Andy Kennedy, a imponente e emocionante trilha instrumental que acompanha harmonicamente todos esses detalhados gráficos também ajuda a remeter o espectador ao fantástico mundo medieval no qual a série mergulha.

Todo o cuidado conferido a abertura e a própria atração são conferidos também na sua marca gráfica, cheia de detalhes e com um logotipo, que por si só, já confere imponência, personalidade e forte coerência formal com o enredo apresentado.

Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: HBO
Produção e Pós-produção: Elastic
Direção: Angus Wall
Direção de Arte: Rob Feng
Design: Chris Sanchez, Henry De Leon e Leanne Dare
Concepts e Storyboard: George Fuentes, Rustam Hasanov e Lance Leblanc
Produção de Arte: Patrick Raines
Produção: Hameed Shaukat
Produção Executiva: Jennifer Sofio Hall
Efeitos Visuais: a52
Supervisão de Computação Gráfica: Kirk Shintani
Computação Gráfica: Ian Ruhfass, Paulo de Almada, John Tumlin, Christian Sanchez, Erin Clark, Tom Nemeth, Joe Paniagua e Dan Gutierrez
Animação 2D: Tony Kandalaft e Brock Boyts
Composição: Sarah Blank e Eric Demeusy
Fumaça e Cor: Paul Yacono
Editorial: Rock Paper Scissors
Edição: Angus Wall, Anton Capaldo-Smith e Austyn Daines
Produção Executiva: Carol Lynn Weaver e Linda Carlson
Trilha: Ramin Djawadi e Andy Kennedy
Fonte: Blog Televisual

Identidade: Verão MTV 2012

22 fev

Uma parceria inédita entre o competente estúdio carioca BEELD e a talentosa motion designer e ilustradora Raquel Falkenbach resultou em um belo trabalho inspirado no mundo marinho para compor a programação especial de verão da MTV Brasil de 2012.

O pacote videográfico se destaca pela sua composição cromática brilhante e psicodélica, pelas acabamento formal rebuscado, inspirado nas ilustrações de Ernst Haeckel, por uma interessante tipografia com módulos animados e pelo característico humor nonsense.

Alfabeto Identidade Verão MTV 2012 :

Ficha Técnica
Ano: 2012
Canal: MTV Brasil
Direção e Design: BEELD e Raquel Falkenbach
Styleframes: Raquel Falkenbach
Animação: BEELD
Equipe BEELD: Eduardo Tosto, Greco Bernardi, Luiz Maggessi, Marcelo Mourão,Papito, Filippo Johansson
Fonte: Televisual

Abertura: Corações Feridos

20 fev

Gravada entre março e agosto de 2010, só agora, em 2012, o SBT decidiu colocar no ar a novela “Corações Feridos”, adaptação da novela mexicana “La Mentira”, exibida pelo próprio canal em 2000 com o nome “A Mentira”.

A novela conta a história das primas Aline (Cynthia Falabella) e Amanda (Patrícia Barros). Aline é a vilã da história e sempre coloca a culpa de suas maldades em Amanda. As duas se apaixonam por Rodrigo (Paulo Zulu) e Aline trama a morte dele num falso acidente. Eduardo (Flávio Tolezani) volta da Europa para investigar a morte do irmão mais novo. Ele acaba se apaixonando por Amanda mas Aline fará de tudo para separar os dois antes que seja descoberta.

No início da abertura, um mão feminina aparece escrevendo uma carta, mas não é possível saber se é de Aline ou Amanda. A carta é o fio condutor do vídeo, já que trechos dela são exibidos por todo o vídeo durante as cenas bucólicas em tons amarelados de uma fazenda onde aparece o casal protagonista. A forma como os trechos da carta e as imagens são abordadas graficamente parece denotar uma relação entre ambas.

Em seguida Amanda aparece mexendo num colar com um semblante sério. Depois Eduardo surge sentado numa árvore com o olhar perdido. É quando surge no céu o rosto de Amanda em sépia como uma lembrança. Após essa cena, ele prepara um cavalo e sai pelo campo.

A vinheta segue com outras cenas que contam um pouco dos desenlaces da dramaturgia: um porta-joias com uma bailarina que dança, um oferecimento de uma aliança de compromisso, Eduardo olhando o tal anel com desconfiança, a silhueta de Amanda tensa e duas taças de vinho, representando uma romântica noite de amor.

Amanda também sai com seu cavalo por uma estrada. Nesse momento é a vez dela apresentar uma lembrança, indicada pela figura esmaecida de Eduardo no horizonte.

Ao final o casal se encontra com seus cavalos juntamente com a assinatura gráfica.

O logotipo da novela traz uma tipografia caligráfica com traços fortes como se fosse escrito com violência e também paixão, destacando bem o título e a trama.

Ganha destaque a tipografia em que os créditos são apresentados. Sem tradição em novelas e – justamente por isso – não ter uma família tipográfica para esse tipo de trabalho, o SBT ousa mais nas suas escolhas. A letra usada parece manuscrita, como se fizessem parte da carta que aparece logo no início, amarrando graficamente toda a vinheta.

Mesmo não sendo inovadora, a abertura de “Corações Feridos” foi bem construída e conseguiu trazer um pouco das sensações e da própria história da trama.

Ficha Técnica
Ano: 2012
Canal: SBT
Produção: SBT
Trilha: “Coisa de Deus” (de Rick e Kadu Ferraz por Rick e Renner)
Fonte: Blog Televisual

Identidade: More4

17 fev

Para acompanhar os novos rumos da programação, com um conceito mais focado ao estilo de vida contemporâneo, o canal britânico More4, da família Channel 4 anunciou um novo reposicionamento videográfico criado pelo estúdio ManvsMachine.

A marca gráfica se constrói a partir de dobras de triângulos coloridos. Esse efeito é reproduzido em diversas ocasiões durante a programação de modo dinâmico e, ao mesmo tempo, bastante delicado e sofisticado, se adequando a nova linguagem do canal.
Making Of:

Ficha Técnica
Ano: 2012
Canal: More4
Design e Produção: ManvsMachine
Tipografia: Darden
Instalações Externas: Jason Bruges Studio
Direção de Criação: Tom Tagholm
Diretor On Air: Chris Wood
Direção: Mike Alderson, Tim Swift e Chris Wood
Produção: Louise Oliver
DOP: Daniel Trapp
Design: Jason Bruges Studio
Coordenação em Design: James Greenfield
Edição: Jamie Foord
Pós-produção: Pete Winslett & Sarah Antrobus (Envy Post)
Efeitos Visuais: Marcus D. Dryden
Composição: Guy Connelly
Som: Alice Godfrey, Pete Beck e Rich Martin
Fonte: Blog Televisual

Identidade: Soho

16 fev

SoHo é o novo canal australiano formado por uma programação principalmente constituída de grandes séries, tais como Game of Thrones, Boardwalk Empire, Dexter e True Blood. O estúdio australiano Tactic, com sede em Sydney, foi o responsável pela estruturação videográfica e identidade desse canal, que optou por uma comunicação que valorizasse principalmente a qualidade dos seus conteúdos.

O nome do canal foi construído com base na cidade americana SoHo, conhecida por sua ostensiva produção multicultural e abrigo de vários artistas e shows variados. As vinhetas institucionais ilustram justamente esse conceito. São formadas pela marca gráfica, um aserifado e simples logotipo, exibida em três dimensões, inserida em diversos cenários e com uma superfície altamente espelhada, recebendo todas as informações do seu entorno, quase causando um efeito de camuflagem. Essas paisagens são formadas por cenários das séries das quais são compostas a programação.

Para os demais elementos videográficos, como as chamadas e os menus, optou-se por algo bem mais simples, calcado na bidimensionalidade e na valorização das imagem dos programas. As imagens desses programas se equilibram com espaços negros formando mosaicos com disposições variadas e dinâmicas. As informações textuais, invariavelmente presentes nesses espaços sem cor, se limitam a apresentar uma tipografia idêntica a da própria marca. Essa linguagem é seguida também pelos pôsteres e outros materiais off-air produzidos também pelo estúdio.

Com exceção dos seus institucionais, a linguagem gráfica do canal se apresenta muito semelhante ao recente reposiciomento videográfico do canal Current. No entanto, apesar de objetivos parecidos em relação a uma maior valorização do próprio conteúdo, a constituição do canal australiano se revelou um tanto monótona, genérica e com poucos artifícios emocionais, que causem uma identificação ou atração fortes com a audiência.
Fonte: Blog Televisual

Open Title de “Os Homens que não Amavam as Mulheres”

16 jan

A adaptação de David Fincher para “Os Homens que não Amavam as Mulheres” (The Girl with the Dragon Tattoo) estreou nos Estados Unidos em 27 de dezembro (aqui no Brasil chega em 27 de janeiro).

Isso significa que o Blur Studios teve quase 6 meses para criar a sequência de abertura no filme, encomendada pelo diretor em julho de 2011 e acompanhada em cada detalhe tipográfico.

Inclua aí o período de brainstorm, refação e aprovação, e um semestre não é muito menos do que o tempo que o longa toda levou para ser produzido. Ou seja, a vida em Hollywood deve ser fácil.

Na trilha sonora, uma versão de “Immigrant Song” do Led Zeppelin feita pelo Trent Reznor.

(( Abertura )) Luv MTV

24 nov

Apresentado por Ellen Jabour, Luv MTV é o novo programa de relacionamento da MTV Brasil, que utiliza o conceito das mídias sociais na integração com os participantes. Para a identidade da atração, foi empregado o alvo como metáfora para construção da abertura e dos cenários.

Seguindo a criação cenográfica de VJ Scan e do Audiovisualismo, o candidato é posicionado no centro de um imenso alvo vermelho e branco, enquanto seus pretendentes ficam sentados de costas para ele nos seus extremos. O auditório envolve o alvo e a apresentadora transita entre as faixas circulares. Essa linguagem e dinâmica empregadas ao cenário tornam a atração bastante intimista, além de coerente com a témática da atração.

O Studio Nitro, responsável pelos videografismos, brincou também de forma bastante inusitada com a analogia clichê entre alvo e a paixão, trazendo um resultado bastante preciso e divertido para abertura.

Processo Criativo

A History of the Title Sequence

18 nov

Projeto de graduação de Jurjen Versteeg que apresenta referências da história do design de aberturas justamente através de uma excelente abertura. Original, não?

Esse filme mostra a história das sequencias de aberturas em poucas palavras. Relembrando o velho ditado: “para um bom entendedor, meia palavra basta”. Seguindo esta linha, a sequencia inclui os nomes de famosos designers de “title sequences”. Os nomes são apresentados da mesma forma de suas mais famosas aberturas de cinema.

Este filme se refere a elementos como o corte e as mudanças de caracteres do filme “Psyco”, cuja abertura é de “Paul Bass”; como também os famosos circulos dos créditos de “Dr. No”, do designer Maurice Binder. Assim como os designers contemporâneos: Kyle Cooper e Danny Yount.

A History of the Title Sequence refere-se aos seguintes designers e seus títulos:

(veja os videos de referencia)

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[ Abertura ] Reis da Rua – TV CULTURA

9 nov

Com a expansão do acesso à internet para várias camadas da população brasileira, pessoas que antes eram marginalizadas, não tinham voz e ficavam à mercê dos grandes veículos da mídia conseguiram mostrar sua realidade, protestar sobre o que achavam errado e disseminar sua cultura e seus hábitos.

Muitas dessas pessoas vêm de favelas e comunidades carentes que não conseguiam se identificar com a chamada cultura do asfalto. Todo um universo à parte foi construído nessas comunidades e agora ganham um tratamento especial, livre de preconceitos, feito por uma emissora de TV.

O intuito do programa “Reis da Rua”, a TV Cultura, em parceira com a produtora Mosquito Project, foi investigar quem são essas pessoas que mudaram o ângulo de visão do mundo em relação à periferia.

Marca

O programa é composto por 18 episódios. Cada um deles traz minidocumentários mostrando a vida de alguns líderes das periferias urbanas, acompanhando a relação com os amigos e a família, além de mostrar como funciona o trabalho de cada uma dessas pessoas que se destacam em seu universo.

Para produzir a abertura do programa o Estúdio GotaCX foi chamado e apresentou um trabalho impecável que deixa de lado os estereótipos e preconceitos quanto ao universo da periferia e nos mostra uma outra visão sobre esses “Reis da Rua”.

Processo Criativo

A abertura enfatiza o lado nobre de cada uma dessas pessoas mantendo a conexão com as comunidades carentes através das palavras e expressões típicas desse universo aparecendo ao longo da vinheta.

Em entrevista, o diretor da abertura Cristiano Trindade, esclarece detalhes sobre os bastidores da produção e as ideias por trás da construção da vinheta:

Entrevista: Cristiano Trindade

Qual foi o briefing recebido para a produção do vídeo?

Cristiano Trindade – O programa procura retratar moradores de periferia, que são verdadeiras celebridades locais. De alguma forma são referência para seu entorno, são personagens que possuem muita popularidade nas suas “quebradas”, mas que não possuem destaque nos meios de comunicação.

Qual o conceito aplicado na vinheta?

Cristiano Trindade – Procurei estabelecer uma conexão criativa entre a realeza tradicional contida no nome REIS DA RUA, e as referências populares atuais das periferias do Brasil. O ícone da bandeira nos reinados medievais, por exemplo, eram símbolos de unidade e identidade, que vinham à frente das comitivas dos reis, representando seu povo. Assim como uma vinheta audiovisual vem à frente do seu conteúdo, dando uma identidade à diversidade de temas que serão abordados durante um programa. O processo da confecção da bandeira é uma metáfora direta em relação à construção de um retrato que o programa fez dos personagens participantes da série. Personagens estes que foram escolhidos e imortalizados no programa, assim como uma academia de notáveis, que sempre possuem uma bandeira símbolo para representar seus imortais. A imagem do cachorro vira-lata é uma homenagem ao mais popular rei das ruas do Brasil, presente de alguma forma em todos os episódios da série.

Como foi decidido trabalhar com captação de imagens junto à interferência de computação gráfica?

Cristiano Trindade – O programa em si já tinha uma proposta narrativa mais sofisticada, um pouco mais imersiva em relação aos programas da TV aberta em geral. Essa linguagem demandava uma abertura mais trabalhada, com um roteiro mais completo, o suficiente para criar um hiato que possibilitasse ao espectador uma introdução no conteúdo. A opção pela captação foi a forma mais coerente para estabelecer essa conexão com a linguagem do programa. Os episódios da série ampliavam, como uma lente de aumento, micro universos dos seu personagens, daí então utilizar lentes macro para captar um processo comum da confecção de uma bandeira e trazer para as imagens da vinheta uma riqueza de detalhes e informação que normalmente são ofuscados por um enquadramento mais aberto.

Durante a vinheta temos palavras e expressões que remetem à linguagem que costumamos associar com a periferia paulistana, onde elas se encaixam ao conceito?

Cristiano Trindade – Todo povo possui sua cultura, seu idioma, suas especificidades. Essas expressões são parte do vocabulário desse “reino”.

Quanto tempo durou toda a produção da vinheta, desde as primeiras ideias até o produto final?

Cristiano Trindade – Durou aproximadamente 4 semanas.

Como foi o processo de produção da vinheta?

Cristiano Trindade – Após os tratamentos da idéia e o desenvolvimento do conceito, criamos um moodboard para ambientar o universo imagético que precisaria ser identificado na identidade do programa. A partir daí desenvolvi o roteiro e o shooting board para as filmagens, nessa parte tive o apoio de produção da equipe da Mosquito. Depois edição e composição.Paralelamente, meus parceiros da Neutra foram desenvolvendo a trilha sob medida para a abertura.

 Que referências você buscou para construir a peça?

Cristiano Trindade – Foram várias referências, dentre elas destaque para o universo das bandeiras de time de futebol, os pôsteres de streetart, as escolas de samba e suas porta-bandeiras, uma série de ícones populares dentro e fora da periferia, capazes de comunicar a grandeza das histórias dos personagens retratados no programa.

Ficha Técnica

Ano: 2011
Canal: TV Cultura
Produção: Estúdio GotaCX e Mosquito Project
Direção: Cristiano Trindade
Sound Design: Neutra Produtora de Som

Fonte: Televisual

[ Abertura ] Grampo MTV

8 nov

Grampo MTV é um programa jornalístico apresentado por Cazé Peçanha, cujo mote está em abordar os entrevistados através de câmeras escondidas e ligações telefônicas. A cada semana há um tema polêmico, trazendo situações e discussões que apontam todos os lados, negativos e positivos, do assunto abordado.

 

A abertura, criada pelo Studio Nitro, ilustra muito bem essa característica da atração. Elementos de vigilância e investigação são ilustrados de maneira surreal e soturna em um vídeo sofisticado, dinâmico e divertido.  Em uma noite de lua cheia, automóveis transitam por uma estrada escura, enquanto pássaros amarelos com cabeças de câmeras sobrevoam e pousam sobre postes cheios de fiações emaranhadas e grampeadores.

Alguns desses elementos bem construídos são reproduzidos ao longo do programa através dos infográficos e videografismos. Aliás, algumas ilustrações que participaram do processo de criação da vinheta foram muito bem aproveitados no pacote interno.

A marca também sofreu vários estudos, resultando em um logotipo formado por rebuscadas retorções geométricas que acompanham a estética da vinheta e aludem ao próprio nome da atração.

Processo Criativo

Animatic

 

Concept

 Abertura

Videografismos internos

Ficha Técnica

Ano: 2011
Canal: MTV Brasil
Estúdio: Studio Nitro
Direção de Arte: Ariel Costa
Produtor Executivo: Rodrigo Angello
Modelagem: Kléber Dárcio, Marcel Vosylius e Paulo Biajante
Renderização e Iluminação: Kléber Dárcio
Textura: Alexandre Trevisan
Animação 3D: Marcel Vosylius, Paulo Biajante, Lucas Ribeiro, Marcos Ribeiro
Animação 2D: Ariel Costa, Gabriel Gemenez
Composição: Ariel Costa
Áudio: Combustion

Fonte: Televisual

[ Abertura ] GNT Fashion

21 set

Texto: André Luiz Sens
Desde 1995, o programa GNT Fashion é um programa do canal GNT dedicado à moda, abordando tendências, comportamentos e estilos no Brasil e no mundo. Atualmente é apresentado pela jornalista e crítica de moda Lilian Pacce.

Este ano, juntamente com o reposicionamento videográfico do canal, o programa recebeu um novo visual mais sofisticado e contemporâneo, desenvolvido pelo designer Leon Vilhena e pelo departamento de criação de arte do canal. Linhas multicoloridas entrelaçadas dançam de maneira orgânica, acompanhando a elegante trilha. A mistura cromática e a forma como essas linhas são organizadas garantem abstrações dinâmicas e delicadas, ao mesmo tempo que remetem rapidamente às tramas de um tecido. Uma proposta criativa, bela e bastante coerente com a temática da atração.

Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: GNT
Gerente de Criação: Manuel Falcão
Coordenador de Criação: Ricardo Moyano
Design: Leon Vilhena
Trilha: Zezinho Mutarelli

[ Abertura ] Malhação 2011

20 set

Texto: André Luiz Sens
Há 16 anos no ar, o seriado adolescente “Malhação” estreiou uma nova temporada na última segunda-feira. De acordo com os autores, a mudança vai ser a mais significativa dos últimos anos, já que boa parte dos personagens estará na universidade e serão abordadas tramas com mistérios e paranormalidade. Para reunir esses dois temas, há a presença do número 1046, ainda uma incógnita sobre seu significado na trama, mas que permeou os teasers dessa nova temporada e que deve ligar todos os personagens.

Por conta desse enredo e também pelo fato dos protagonistas terem blogs “reais”, transportando a trama para o ambiente web e permitindo uma interação mais direta do espectador, essa temporada do seriado está sendo chamada de “Malhação Conectados”.

Para falar dessa conexão, a abertura mostra pontos luminosos que se ligam através de linhas, formando uma rede dinâmica que acompanha a batida da música. Ela cresce, vira, se transforma e reage prinicipalmente quando a palavra “todos” é cantada. Ao mesmo tempo, imagens são construídas a partir dessa teia, tais como montanhas virtuais, figuras geométricas tridimensionais, o planeta Terra e até mesmo o tal número 1046.

Falando de blogs e redes sociais, vemos que a imagem parece ter sido gravada de uma tela de leds, fazendo referência direta aos aparelhos eletrônicos. Mudanças de cores enfatizam a dinâmica do meio e fotos dos atores lembram os avatares das redes sociais e dos pixels. Além disso, a tipografia se afasta de vez da Globoface, ajudando a compor a vinheta, fazendo referência aos primeiros sistemas de computador e conferindo maior harmonia e cuidado a composição videográfica.

Apesar de toda a trama ser focada em mistérios, a abertura não traz mensagens escondidas ou algo a ser decifrado, mas possui um excelente acabamento e se mostra bastante atual.

Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: Rede Globo
Produção: Rede Globo
Trilha: “Todos”, de Marcelo D2 por Marcelo D2 e Macacos

Renascer [ Abertura ]

1 set

Text: André Luiz Sens
Sucesso da Rede Globo em 1993, a novela Renascer, de Benedito Rui barbosa, trazia a história de José Inocêncio, fazendeiro da zona cacaueira de Ilhéus, na Bahia. Na história, o protagonista fez uma promessa de não morrer, fincando seu facão em um grande pé de jequitibá. A partir daí, uma lenda foi construída em torno da personagem no qual afirmava que sua morte ocorreria quando o tal facão fosse engolido pela terra. Além da lenda, a história mostrava a relação com seus filhos, sua jovem amante Mariana e seu vizinho Teodoro. Outras personagens marcantes do folhetim foram a hermafrodita Buba, o catador de caranguejo Tião Galinha e o jagunço Damião. A trama levantava questões que transitavam entre o realismo fantástico e assuntos político-sociais atuais (corrupção, miséria, violência e preconceito, por exemplo), perpassando também pelos contextos urbano e rural.

A abertura criada por Hans Donner enfatizava justamente esses dois mundos. Desenvolvida através de animação 3D, um pingo caía sobre um solo árido e dali crescia uma frondosa árvore, de onde surgia um altíssimo e moderno edifício espelhado. Em seguida, a mesma mensagem é reforçada de outra forma e a partir de outra linguagem, baseada em maquetes produzidas por Flávio Papi. A primeira mostrava uma fazenda de cacau. A medida que o chão dessa fazenda se esfacelava, uma metrópole era revelada, cheia de grandes arranha-ceus que, por sua vez, eram literalmente enrolados. Ideia, aliás, similar ao efeito especial que impressionou os espectadores no filme de Christopher Nolan, A Origem, mais de quinze anos depois.

A vinheta pecou pela grande quantidade de eventos e pela pouca harmonização estética entre a animação 3D e as maquetes. Isso se deve talvez por conta do rico enredo e do alto entusiasmo de querer trabalhar com as diversas tecnologias em ascensão no período, tais como o cromaqui e a animação gráfica tridimensional. Porém, os conceitos empregados e suas formas de representação são bastante interessantes tanto pela poética quanto pelo surrealismo no intuito de representar a analogia do desenvolvimento urbano (e do próprio protagonista) a partir da cultura do cacau.

A trilha de Batacoto e Flávio Lins, embora um pouco assíncrona com as imagens exibidas, reforçaram o envolvimento e ajudaram a contar um pouco mais da história contada.

Em geral, pode-se dizer que foram soluções atraentes e, ao mesmo tempo consistentes e coerentes com a trama apresentada.

Ficha Técnica
Ano: 1993
Canal: Rede Globo
Produção: Hans Donner, Flávio Papi e Rede Globo
Trilha: “Confins“, de Batacoto e Ivan Lins

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