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Goldcrest Films Atualiza Formatação de Ativos com Blackmagic Cintel Film Scanner

6 jun

A Blackmagic Design anunciou que a Goldcrest Post tem utilizado o Blackmagic Cintel Film Scanner em um grande projeto de restauração para atualizar a formatação de ativos para todos os títulos de prestígio da biblioteca da Goldcrest Film, que foram escaneados para Ultra HD 4K e remasterizados em 2K.

Liderado por Laurent Treherne, CTO da Goldcrest, o projeto envolveu a remasterização de dezesseis títulos da Goldcrest Film, incluindo “Dança Fatal” (1985), “Absolutamente Principiantes” (1986) e “Adeus, África” (1987). “Com um aumento do número de serviços OTT, há uma demanda crescente por conteúdo com origem em película de alta qualidade,” Laurent esclarece.

Ele continua a explicar que além de satisfazer a demanda dos clientes por conteúdo de qualidade 4K, o Cintel Film Scanner permitiu que a Goldcrest Film continuasse seu fluxo de trabalho de restauração internamente. “Como em qualquer restauração, sabemos que o projeto implicaria inúmeros desafios. Eles incluíram a identificação de elementos de origem adequados, reparo de danos, a identificação de imagens de referência para o tratamento das cores e o versionamento dos arquivos de som e imagem para formatos mais adequados para o consumidor atual. A versatilidade e a rapidez da infraestrutura Blackmagic nos ajudaram a enfrentar esses desafios.”

Uma estação de trabalho DaVinci Resolve dedicada foi instalada ao lado de um Blackmagic Cintel Film Scanner para criar uma linha de produção com uma única estação de trabalho que não teria impacto nos trabalhos de intermediação digital da Goldcrest. Os elementos dos filmes foram examinados e limpados em condições de laboratório, depois, cada rolo foi escaneado em 4K para um volume de armazenamento dedicado e de alta velocidade antes da conformidade e reenquadramento para 2K.

Os arquivos tiveram a remoção de poeira e arranhões feita digitalmente e, então, foram colorizados no DaVinci Resolve Studio. Por fim, a equipe da Goldcrest renderizou o arquivo DSM e a versão final em HD. “Entregamos em HD ProRes HQ 422, já que é a exigência de entrega para os acordos de distribuição de bibliotecas de multitítulos, mas o Ultra HD 4K está sendo cada vez mais levado em consideração pelos clientes, então é um requisito importante, certamente para as estratégias de venda futuras,” explica Laurent.A performance do Cintel tem sido incrivelmente positiva desde o princípio do projeto, principalmente quando o escâner teve capacidade para trabalhar com coladeiras de filme negativo. “O que mais nos impressionou desde o primeiro dia foi a performance do escâner com coladeiras de filme negativo. O que pularia no gate de outros dispositivos de escaneamento, simplesmente passa pelo Cintel sem nenhuma dificuldade. Isso representa uma economia de tempo e custo considerável em relação aos outros fluxos de trabalho que tendem a exigir várias correções de estabilização de planos para tratar esses artefatos.

Sobre a Blackmagic Design

A Blackmagic Design cria os melhores produtos do mundo para edição de vídeo, câmeras digitais cinematográficas, corretores de cor, conversores de vídeo, equipamentos de monitoramento de vídeo, roteadores, switchers de produção ao vivo, gravadores de disco, monitores de forma de onda e escâneres de filme em tempo real para as indústrias de longas-metragens, pós-produção e transmissão televisiva. As placas de captura DeckLink da Blackmagic Design introduziram uma revolução de qualidade e acessibilidade na pós-produção, enquanto seus produtos de correção de cor DaVinci, premiados com o Emmy™, dominam a indústria do cinema e da televisão desde 1984. A Blackmagic Design continua oferecendo inovações revolucionárias, incluindo os produtos 6G-SDI e 12G-SDI e fluxos de trabalho em 3D estereoscópico e Ultra HD. Fundada por líderes mundiais na engenharia e edição de pós-produção, a Blackmagic Design possui escritórios nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Singapura e Austrália. Para mais informações, por favor visite http://www.blackmagicdesign.com/br.

Mercado de Trabalho | 📷 VOCÊ ESTÁ PREPARADO?⬇⬇

16 nov

As mudanças no mercado não param, obrigando empresas e profissionais a se adaptarem a um novo cenário para que seja possível continuar competindo.

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O mercado de vídeo digital se tornou um fenômeno mundial, desde produções caseiras até em grandes produções. Com mais de 20 anos de experiência o DRC Treinamentos oferece cursos completos para você sempre ficar atualizado. Assista!

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A Blackmagic Design Anuncia a Atualização DaVinci Resolve 12.5.3

3 nov

O DaVinci Resolve 12.5.3 inclui suporte para a importação e exportação de projetos da versão mais recente do Final Cut Pro X, assim como aprimora a interoperabilidade com o Media Composer, ACES e muito mais. A atualização DaVinci Resolve 12.5.3 está disponível agora tanto para os usuários do DaVinci Resolve quanto do DaVinci Resolve Studio e pode ser baixada gratuitamente no site da Blackmagic Design.
01A atualização DaVinci Resolve 12.5.3 adiciona compatibilidade com a versão 1.6 do formato XML usada na última versão do Final Cut Pro. Isto significa que os usuários da nova versão do Final Cut Pro X serão capazes de enviar projetos com facilidade para o DaVinci Resolve, para correção de cor e acabamento, e gerar XMLs para exportá-los de volta para o Final Cut Pro X. Além disto, o DaVinci Resolve 12.5.3 inclui PostgreSQL 9.5.2 para compatibilidade com macOS Sierra. Continue lendo

Entrevista Sergio Pasqualino Jr. | Colorista fala do seu trabalho na novela Velho Chico

27 set

“Velho Chico” vem recebendo elogios pela sua narrativa e qualidade da imagem exibida. O colorista Sergio Parqualino Jr. falou um pouco sobre o trabalho de correção de cor na novela para o Portal ABC (Associação Brasileira de Cinematografia), com texto e reportagem de Danielle de Noronha.post_01 Com direção artística de Luiz Fernando Carvalho, a novela “Velho Chico” chega a sua reta final. O último capítulo da novela, escrita por por Edmara Barbosa e Bruno Luperi, sob a supervisão de Benedito Ruy Barbosa, será exibido no próximo dia 30 de setembro e seguirá contando com a presença do personagem Santo dos Anjos, vivido pelo ator Domingos Montagner, que morreu afogado no dia 15 de setembro, em Canindé do Sáo Francisco, durante uma folga da gravação. Como uma homenagem ao ator, o personagem estará na novela através do uso da câmera subjetiva.

Quais as principais diferenças do trabalho na correção de cor entre um longa-­metragem e uma novela?

O projeto “Velho Chico” não se encaixa no modelo de novela que estamos acostumados a ver, desde o início foi pensado e tratado como cinema, a luz, os enquadramentos, a câmera, a arte, etc., porém a Globo exige um processo industrial de produção e pós-produção que difere do que o cinema está acostumado. Continue lendo

DaVinci Resolve 12.5.1 – Atualização já está disponível para download grátis| Blackmagic Design

12 ago

Blackmagic Design anunciou hoje uma versão mais recente do seu premiado sistema de edição e color grading, o famoso DaVinci Resolve. A versão 12.5.1 já está disponível para download no site da Blackmagic Design.

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DaVinci Resolve 12.5 é uma grande atualização, com mais de 1.000 melhorias e 250 novas funcionalidades para profissionais de pós-produção. A atualização fornece a capacidade de decodificar arquivos Apple ProRes no Windows, o que evita a necessidade de usar o QuickTime 7.
Foi otimizado o sistema de edição de material capturado com múltiplas câmeras, agora o software usa um código próprio, de 64 bits para ler e criar arquivos (.mov). Um ponto positivo foi a agilidade com que a empresa fez as atualizações, solicitações de profissionais e usuários que foram feitos no fórum da Blackmagic.

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Além disso, novos efeitos foram adicionados no ResolveFX ( Generate Color e Tilt-shift Blur). Esta versão também suporta Ultra HD H.264 renders noWindows, HEVC (H.265) decoding on Linux, o formato Sony X-OCN , alpha channel em conteúdos DNxHR 444, melhoria no encoding AAC, facilita o processamento de arquivos AVCHD (.mts)  e muito mais.

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Que vídeo incrível! | AMDSFILMS

28 jul
Sensacional! Várias cenas de diversos filmes reunidas em um vídeo épico.
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Trabalho perfeito, desde a seleção das cenas, edição, coloração e efeitos sonoros. É de arrepiar!!! Vale muito o play!

Indicação: Victor Haar

DaVinci Resolve | Blackmagic Design

8 jun
Blackmagic Design anunciou hoje uma versão mais recente do seu premiado sistema de edição e color grading, o famoso DaVinci Resolve. A versão 12.5 já está disponível para download no site da Blackmagic Design.
post_01 DaVinci Resolve 12.5 é uma grande atualização, com mais de 1.000 melhorias e 250 novas funcionalidades para profissionais de pós-produção.post_02
Conheça alguns destaques desta atualização:
– New media management/organization functions
– New retiming effects
– Enhanced keyframe controls
– On-screen text editing
– New ResolveFX plugins
– A redesigned node editor that is easier and more intuitive
– New HDR grading tools
– Improved spacial noise reduction
– Lens distortion correction
– New Fusion Connect feature, allowing users to send clips to Fusion
E muito mais!
Trata-se de um editor profissional que fará um grande impacto no mercado. DaVinci Resolve 12.5 facilita edição colaborativa e correção de cores de uma forma inédita. Um único editor pode trabalhar com vários coloristas na mesma linha de tempo simultaneamente.

Disponibilidade

DaVinci Resolve 12.5 já está disponível para download.

Clique aqui a faça já o seu download

Sobre a Blackmagic Design

A Blackmagic Design cria os melhores produtos do mundo para edição de vídeo, câmeras para filmagem digital, corretores de cor, conversores de vídeo, monitoramento de vídeo, roteadores, comutadores de produção ao vivo, gravadores de disco, monitores de forma de onda e scanners de filme em tempo real para as indústrias de longas-metragens, pós-produção e transmissão televisiva.

As placas de captura DeckLink da Blackmagic Design introduziram uma revolução de qualidade e acessibilidade na pós-produção, enquanto que seus produtos de correção de cor DaVinci, premiados com o Emmy™, dominam a indústria do cinema e da televisão desde 1984. A Blackmagic Design continua oferecendo inovações revolucionárias, incluindo os produtos 6G-SDI e 12G-SDI e os workflows estereoscópicos em 3D e Ultra HD.

Fundada por líderes mundiais na engenharia e edição de pós-produção, a Blackmagic Design possui escritórios nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Singapura e Austrália. Para mais informações, por favor, visite www.blackmagicdesign.com.

Curta Metragem “Pele de Pássaro” ganha prêmio com ajuda do DaVinci Resolve

5 abr

Quando a consideração para prêmio do Festival Internacional de Cinema do Rio se resume a uma questão de quatro minutos, às vezes tudo o que você precisa é pensar rápido e usar o DaVinci Resolve, da Blackmagic. Paulo M. de Andrade encontrou-se nessa situação, ao fazer a colorização e edição on-line do Pele de Pássaro (Bird Skin, em inglês), um curta metragem dirigido pela cineasta Clara Peltier. Pele de Pássaro, um retrato sobre a vida da sambista Tuane Rocha, foi selecionado pelo Festival Internacional de Cinema do Rio para participar da competição pelo Melhor Filme de Curta Metragem e foi solicitado que a equipe produzisse uma versão de 15 minutos de duração. O problema deles era que o filme original tinha 19 minutos de duração e Marilia Moraes, a editora do filme, não estava na cidade para reeditá-lo. Paulo e Clara decidiram, então, resolver a questão eles mesmos.01 A equipe tinha apenas um dia para reduzir o filme em quatro minutos. Paulo já havia terminado a gradação de cor da versão de 19 minutos do filme no DaVinci Resolve e conhecia as poderosas habilidades de edição do programa. Então achou que poderia ajudá-los neste momento de necessidade. Paulo possui mais de 30 anos de experiência em diversas áreas cinematográficas, incluindo roteiro, edição e colorização. Ele passou tempo ora no Brasil, ora em Seattle ou Los Angeles, aperfeiçoando seu trabalho como um todo. Mas, nos últimos cinco anos, trabalha quase que exclusivamente como colorista. Paulo utiliza o DaVinci Resolve em todos os seus projetos de colorização.

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VFX CENTRAL | Oeditor.com

5 abr

Com a dose certa de talento, equipamentos e disposição para aprender novos programas e ferramentas, seu computador pode fazer de você um profissional de primeira.01

Um dos principais requisitos para uma produção de qualidade é utilizar as ferramentas e recursos apropriados. A tecnologia VFC CENTRAL permite que você utilize Lens Flares, Storm Effects, Lighting Effects, Fire Explosions e outros efeitos profissionais de grandes produções com preços bastante competitivos. Mas existem alguns segredos que você precisa aprender antes para sua futura carreira de sucesso decolar.

Confira um pouco do processo criativo do fundador da empresa Aaron Sorensen.

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Blackmagic DaVinci enfrenta o Final Cut e o Premiere | Comparativo

2 mar

A Revista FilmMaker na sua edição nº26, fez um comparativo entre os principais softwares de edição e mostra como o editor de vídeo gratuito da Blackmagic Design ameaça a hegemonia do Final Cut Pro X e do Adobe Premiere.  A matéria foi escrita por Diego Meneghetti, e teve Daniel Lobo como consultor.

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Blackmagic DaVinci enfrenta o Final Cut e o Premiere | Comparativo

O predomínio dos dois softwares de edição não linear (NLE, na sigla em inglês), Final Cut Pro XAdobe Premiere, passou a ser ameaçado quando, em junho de 2015, um dos mais poderosos e respeitados softwares de correção de cor, o DaVinci Resolve, também passou a editar vídeos por meio de uma timeline integrada e repleta de recursos. Por isso, Revista FilmMaker decidiu avaliar as principais diferenças entre os três e mostrar as vantagens e desvantagens de cada um.

A Blackmagic Design, responsável pela novidade, deu um xeque-mate na Apple e na Adobe com um custo-benefício insuperável: o DaVinci Resolve 12 é gratuito e traz ferramentas completas para edição e finalização de vídeos em full HD, seja em Mac ou PC – outra vantagem do programa. Para usuários mais exigentes (geralmente grandes produtoras), a Blackmagic oferece uma versão ainda mais sofisticada, a DaVinci Resolve 12 Studio, que custa US$ 995 e habilita recursos como saída em 4K, suporte para múltiplas placas de vídeo (GPU), ferramentas 3D e redução de ruído avançado – algo dispensável para grande parte dos filmmakers que atuam sozinhos e pequenas e médias produtoras.

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Blackmagic DaVinci Resolve 12

O lançamento do DaVinci Resolve 12 jogou muita lenha na discussão entre qual seria o melhor NLE da atualidade, pois acabou com anos de dominação de Final Cut Pro XAdobe Premiere. O primeiro, que há décadas seguia como líder de mercado, perdeu espaço depois da versão X, que desagradou a muitos profissionais, mesmo que o preço tenha estabilizado em US$ 300. Enquanto isso, a Adobe seguiu aprimorando o Adobe Premiere, que durante muito tempo foi visto como pouco profissional, mas hoje, com a integração na suíte Creative Cloud, oferece ótimas ferramentas integradas, como a parceria com outros softwares da família, como Photoshop, After Effects, Media Encoder e SpeedGrade (para correção de cores). Mas essa opção exige uma assinatura mensal da Creative Cloud, que custa R$ 44/mês para um aplicativo ou R$ 109/mês para a suíte completa.

Para ajudar você a entender melhor os recursos dos três softwares NLE, Revista FilmMaker contou com a consultoria do diretor de fotografia Daniel Lobo. Acompanhe, a seguir, o desempenho do DaVinci Resolve 12 em sete aspectos importantes para a definição de um programa de edição não linear e avalie se o novo software pode resolver (sem trocadilho) a sua necessidade.

REQUISITOS

O DaVinci Resolve tem duas características muito importantes para quem deseja migrar de outro software. Adobe Premiere, como o Premiere CC, roda em PC ou Mac, o que possibilita uma adesão ampla (a versão Studio roda até em Linux). Além disso, como ele é originalmente um software de correção de cor (que por princípio importa timelines de outros programas), é fácil migrar projetos criados em outros aplicativos sem problemas.

Uma das principais vantagens do DaVinci Resolve 12 diante dos concorrentes é, claro, o custo zero. Na versão gratuita, o software da Blackmagic faz praticamente tudo o que o Final Cut Pro X faz por US$300 e o Adobe Premiere por R$ 44/mês. Os preços aumentam ainda mais ao contabilizar os softwares agregados.

Por outro lado, o DaVinci exige um computador bem avançado. A Blackmagic recomenda um computador Quad core com pelo menos 16 GB de memória RAM para usar todos os recursos do software, além de uma placa de vídeo dedicada (GPU) poderosa, com pelo menos 2 GB de memória. Em geral, o Final Cut Pro X e o Adobe Premiere rodam melhor em máquinas menos potentes do que o DaVinci Resolve.

Contudo, é importante lembrar que edição de vídeo é uma atividade que utiliza tudo o que a máquina tiver para oferecer. Uma configuração de hardware mais robusta fará diferença no desempenho. Usar uma GPU do tipo CUDA (Compute Unified Device Architecture) é bem recomendável. O Adobe Premiere e o Final Cut Pro X têm requisitos em hardware parecidos: no Windows, o software da Adobe exige, no mínimo, um computador Core2Duo ou AMD Phenon II com suporte a 64 bits, com 8 GB de RAM. No Mac, roda apenas em máquinas com processador Intel. Já o Final Cut Pro X, exclusivo para Mac, recomenda ter 8 GB de RAM e uma placa de vídeo com suporte a OpenCL.

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Uma das grandes novidades do DaVinci Resolve 12 é o sistema de gerenciamento de mídia, que habilita recursos como copiar, mover, transcodificar, consolidar e excluir todos os ativos do projeto, com a opção de arquivar ou exportar para outro sistema – o que deve agradar aos usuários acostumados com a interface do Final Cut Pro X e mesmo do Avid Media Composer.

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Acima, tela de importação de mídia do DaVinci; na pág. ao lado, a de gerenciamento de mídias (maior) e a de modos de edição (menor)

Além de organizar os arquivos, o software da Blackmagic não restringe o acesso a eles e tudo pode ser feito por meio do próprio aplicativo de maneira bem amigável.

Esse foi um dos pontos cruciais do Final Cut Pro X: os arquivos não ficam mais diretamente acessíveis ao usuário, como era no Final Cut 7 (embora o gerenciamento de mídia nessa versão fosse muito fraco). No Final Cut Pro X, após a importação, o software cria uma cópia da mídia do cartão, com versões de alta qualidade e proxy, de acordo com a necessidade. Todas essas mídias, porém, ficam armazenadas dentro das bibliotecas do Final Cut Pro X – o que geralmente é conhecido como “projeto” nos outros programas e não ficam visíveis ao usuário. Ainda é possível acessá-las, mas a ideia é deixar que o software se ocupe disso.

Final Cut - importaçao de mídia

Acima, a tela de importação de mídia do Apple Final Cut X (com mudanças que geraram críticas dos usuários) e, abaixo, a do Adobe Premiere, que permite acesso direto à mídia

Já o Adobe Premiere segue a filosofia do antigo Final Cut 7 (e do DaVinci Resolve) e possibilita ao filmmaker acesso direto aos arquivos de mídia. Além disso, uma vantagem do Premiere CC é que ele aceita diferentes codecs na- tivamente, sem necessitar da criação de uma versão otimizada.

DESEMPENHO

Isso vale para todos os editores de vídeo: as mídias otimizadas (convertidas para o formato nativo do editor) ocupam mais espaço em disco, mas possibilitam uma visualização sem engasgos. Assim, em vez da velocidade do processador, o gargalo de desempenho fica a cargo do disco de armazenamento – peça que é bem mais acessível que uma GPU.

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Acima, a interface geral de edição do DaVinci Resolve 12, programa de edição que exige um maior poder de processamento e que funciona muito bem com arquivos ProRes

Entre os três softwares, o DaVinci Resolve 12 é o que exige maior poder de processamento para um playback sem problemas. Uma opção para otimizar o desempenho é mudar “Proxy Mode” para “Quarter Resolution” na visualização e trabalhar com mídias otimizadas sempre que possível.

Mesmo assim, o DaVinci Resolve 12, como o Final Cut Pro X, funciona muito bem com arquivos em ProRes. Ambos conseguem lidar com formatos nativos, mas não espere o mesmo desempenho: os tempos de renderização serão intermináveis. Se você sabe que o seu projeto terá muitos efeitos e precisará de render, vale a pena converter as mídias no início.

Adobe Premiere talvez seja a exceção por lidar com os arquivos diretamente no formato nativo, como RED, H.264, MXF, inclusive misturando-os na timeline. Nesse aspecto ele ainda é imbatível, mas é importante usar um codec com a menor compressão possível. Embora exija mais dos discos, isso não gera gargalo no processador, que, em geral, já está sobrecarregado com efeitos e outras funções.

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INTERFACE

A maneira como o usuário interage com o programa é um parâmetro importante para avaliar se a edição será amigável ou se o tempo de aprendizado do software será algo irritante e impeditivo. Nesse aspecto, o DaVinci Resolve 12 tem muito a oferecer, principalmente se comparado ao que os usuários estão acostumados.

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O DaVinci Resolve 12 com o cursor no modo de edição Razor: uso intuitivo, fácil de aprender

Final Cut Pro X trouxe uma nova interface “estranha” para quem editava vídeos na versão 7. A janela de visualização ainda está presente, mas com novos botões, nomes diferentes daqueles que os usuários já conheciam e novas formas de fazer as coisas. O que era “Project” na versão 7, na X é algo incorporado na “Library”. O “Project“ da versão X é a antiga timeline. Ainda surgiu o “Event” como um elemento novo de organização dentro da “Library”.

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Acima, o DaVinci em ação com o cursor no modo de edição Trim, o programa permite a edição de vários clipes sem “engasgos”

Final Cut - modo de ediçao - interface geral

Acima, interface geral de edição do Final Cut Pro X (que lida com arquivos nativos, mas sem agilidade).

Segundo a Apple, essa mudança foi para melhorar a organização dos elementos e seu acesso. A maior alteração, no entanto, foi a própria timeline. O Final Cut Pro X adota a chamada Magnetic Timeline, em que não existem “tracks” e todas as cenas e clipes estão ancoradas na pista central. Algo a se acostumar.

Já o Adobe Premiere pouco mudou nas versões recentes – o que é algo positivo para os usuários fiéis. As novas funcionalidades vão sendo agregadas organicamente ao “Workspace”. Além disso, na suíte CC, outros programas seguem um jeitão semelhante, o que traz agilidade na edição.

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Interface do Premiere, o melhor no trabalho com arquivos nativos.

A interface do DaVinci Resolve 12 para edição é algo novo mesmo para os usuários que já conheciam o software – pois, claro, antes nem existia o módulo de edição. O formato e a organização das ferramentas, no entanto, foram pensados para agradar. Tudo é bem intuitivo e, ao contrário do Final Cut Pro X, em que o usuário pode se sentir perdido à primeira vista, no DaVinci Resolve 12 é possível editar sem grandes conhecimentos do software. O estilo adotado com as tradicionais tracks também ajuda o usuário a se familiarizar facilmente.

Esse design aparentemente simples esconde alguns recursos interessantes. Existem apenas três modos de edição: Normal, Trim e Razor. A novidade é que dependendo do modo selecionado e da posição sobre o clipe, a representação do cursor muda e também seu efeito no clipe. O cursor pode adquirir funções de Ripple, Trim, Slide, entre outras. Uma das melhores adições é que torna possível movimentar clipes e não deixar espaços (gaps) entre eles. Embora pareça ter muitos detalhes com os quais lidar, o Trim sensível ao contexto deixa o worflow muito ágil em pouco tempo. É possível até editar múltiplos clipes de uma só vez.

Um destaque da interface do DaVinci Resolve 12 é o modo de correção de cor, que, embora seja semelhante às ferramentas de outros programas, difere do que o filmmaker está acostumado, principalmente pela organização em nodes.

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O modo de Correção de Cor (telas acima e abaixo) é o maior destaque do DaVinci Resolve 12 diante dos concorrentes, pois é a função originária do programa e tem alta eficiência

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Os nodes são uma forma simples e poderosa de criar uma hierarquia de correções, um tipo de tratamento de imagem encadeado. Com isso, é possível afinar qualquer uma das etapas da correção sem afetar as outras. Por exemplo: em um node inicial, a correção pode ser no equilíbrio de branco de um take. Já o node seguinte pode reforçar a cor de algum elemento ou equilibrar a exposição. Se for preciso alterar qualquer um desses elementos, as demais alterações não são perdidas. Em um projeto com muitas sequências diferentes, ainda é possível endereçar nodes de correção para toda a sequên- cia, tornando simples criar e alterar um look daquele trecho do vídeo.

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Acima, modo de Correção de Cor no Final Cut Pro X, que tem efeitos simplificados e rápidos, e, abaixo, o modo de Correção de Cor do Premiere, que distribui recursos em outros softwares.

Premiere - modo de correcao de cor

RECURSOS

Se, por um lado, o Final Cut Pro X pode ser confuso e limitado em projetos mais complexos, para projetos mais simples ele é difícil de ser superado em dois recursos automáticos: as capacidades de igualar cor de diferentes câmeras e de solucionar pequenos problemas de captação. Ele também trabalha bem com chromakey (algo com que a versão 7 sempre teve problemas) e oferece recursos como tarjas e ele- mentos animados e customizáveis.

Ao seguir na direção oposta do Final Cut Pro X, que integra comandos de cor e efeitos simplificados e rápidos, o Adobe Premiere distribui os recursos entre os softwares do pacote Creative Cloud. Por exemplo: para uma cartela elaborada, o Photoshop é perfeito; para uma correção de cor com mais nuances que o corretor interno, é preciso usar o Speedgrade; para dar saída para web e para uma exibição em alta definição, entra em cena o Media Encoder; para recursos de chromakey ou composição, o After Effects é quase imbatível. O importante é que todos esses recursos ficam interligados: ao realizar modificações no vídeo em outros programas, o Adobe Premiere atualiza a timeline com as alterações. O lado ruim é o preço: para ter todas as funções, é necessário pagar pela assinatura de mais de um programa ou pelo pacote completo da CC.

Um dos pontos negativos do DaVinci Resolve 12 é justamente em relação as cartelas, GCs, tarjas e recursos afins. Embora existam algumas opções, elas são muito básicas no DaVinci – que também oferece suporte a efeitos OpenFX, mas não traz nenhum como padrão. Na avaliação dos recursos, o ponto alto do DaVinci Resolve é o modo de correção de cor. Outros desta- ques são a função de chromakey, muito boa, e o tracker (que pode ser usado em janelas de correção, efeitos e até texto), muito mais preciso que o de outros softwares.

O editor da Blackmagic também tem o recurso de Multicam, mas nesse aspecto ainda está atrás do Adobe Premiere e bem longe do Final Cut Pro X, embora cumpra o seu papel. Na versão 12 também foi incluído o easyDCP: o DaVinci Resolve 12 pode gerar um DCP (for mato-padrão para exibição em salas de cinema) diretamente da timeline. Boa parte dos usuários não usará essa função, mas ela pode ser útil, por exemplo, para filmmakers que realizam curtas-metragens e precisam enviar o filme para festivais sem precisar gastar com finalizadoras.

INTEGRAÇÃO

Não é raro que usuários queiram exportar o projeto para ser trabalhado em outro programa. Em um trabalho em equipe, edita-se no Final Cut Pro X e depois envia-se o projeto para outra pessoa realizar as composições no After Effects. Ou edição no Adobe Premiere e depois correção de cor no DaVinci Resolve 12. Este, que sempre foi o workflow de grandes projetos de cinema e publicidade, está chegando às produtoras menores e aos filmmakers freelancers.

Para os usuários de outros produtos da Adobe há um incentivo para ter o Adobe Premiere pela compatibilidade com os outros softwares da empresa. Editar com os softwares da Creative Cloud não é apenas simples, mas também bastante otimizado. O Adobe Premiere ainda consegue exportar facilmente um projeto em XML para ser usado em um software de correção de cor. O Final Cut Pro X também foi pensado para exportar o projeto sem maiores problemas. Nos dois casos sempre haverá limitações em takes com efeitos, remapeamento de tempo e tran- sições mais complexas.

Nesse contexto, o DaVinci Resolve 12 se beneficia por ser, na essência, um software de correção de cor e, portanto, possibilita importar arquivos de diferentes programas de edição com pouquíssimos problemas de compatibilidade. A questão é que a saída do DaVinci tradicionalmente eram as mídias corrigidas, e não os projetos. A Blackmagic tem trabalhado nisso e a versão 12 inclui a exportação de arquivos EDL, XML e no formato do Final Cut Pro X.

SAÍDA

A maioria dos usuários trabalha com elementos e mídias diretamente na timeline e usa o próprio programa de edição para dar a saída final no projeto. Essa é uma maneira de simplificar o processo, principalmente se a montagem e a finalização for feita por uma só pessoa.

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Acima, tela do modo Deliver na renderização e, abaixo, tela do modo Quarter Resolution, do programa Blackmagic DaVinci Resolve 12, que tem a enorme vantagem de ser gratuito.

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Nesse aspecto, o DaVinci Resolve 12 funciona muito bem: o módulo de exportação integrado do software conta com os principais formatos e é altamente configurável. A disputa com Adobe Media Encoder é acirrada, pois a ferramenta da Creative Cloud oferece mais formatos, mas o DaVinci Resolve 12 é consideravelmente mais rápido. Nos dois casos, uma GPU com CUDA me- lhora bastante o desempenho.

Por outro lado, muitos usuários reclamam (com razão) que o modo de saída é um dos grandes problemas do Final Cut Pro X. Mesmo com a ajuda do Compressor (que custa mais US$ 100), a solução da Apple é limitada em formatos e configurações. Nesse caso, é comum que os filmmakers exportem o chamado “Master File” e depois usem outro software para gerar as ver- sões solicitadas pelo cliente.

O DAVINCI RESOLVE?

Infelizmente, ainda não existe um software NLE que atenda a qualquer necessidade de edição. Cada um dos programas tem aspectos positivos e negativos – muitas vezes a escolha recai sobre qual deles realiza melhor o tipo de trabalho necessário. Na versão 12, o DaVinci Resolve 12 avançou muito, mas ainda peca por não oferecer recursos comuns a outros NLEs. Por outro lado, vale lembrar que o software da Blackmagic é um dos mais usados em Hollywood para a correção de cor. E isso você pode ter em casa, de graça (se o computador tiver uma boa placa de vídeo, melhor ainda).

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O site Oeditor.com agradece a Revista FilmMaker que gentilmente disponibilizou todo o conteúdo desta matéria. A Revista FilmMaker é voltada para o público interessado em filmagens com câmeras fotográficas DSLRs e filmadoras digitais modernas, em HD e Full HD. A publicação apresenta novidades do segmento, teste de equipamentos, informações sobre acessórios, dicas sobre técnicas de filmagem, reportagens sobre o trabalho de profissionais de destaque na área e muito mais. Uma publicação feita para profissionais do segmento de filmagens que atuam em cinema, publicidade, institucional, documental, cobertura social e educacional.

As edições avulsas podem ser compradas diretamente pela Windows Store ou pelo site da Editora Europa.

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“O Farol” Ivete Sangalo | DaVinci Resolve 12 Studio

21 jan

A Blackmagic Design anunciou hoje que a correção de cor do novo clipe 360º da cantora Ivete Sangalo foi feita no DaVinci Resolve 12 Studio. Lançado em dezembro de 2015, “O Farol” é o primeiro clipe de Ivete em mais de 10 anos.
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A O2 é considerada uma das maiores produtoras e finalizadoras do Brasil. Conhecida por diversos longas-metragens e series de TV, além de filmes publicitários veiculados ao redor do mundo. O DaVinci Resolve Studio é a solução de correção de cor escolhida pela O2 Pós para todos os projetos. Comandada por Paulo Barcellos, a equipe da O2 Pós foi capaz de entregar o clipe num prazo de menos de duas semanas.

“Para conseguir o efeito de 360º, desenvolvemos um “rig” com 4 câmeras. Isso acaba gerando uma enorme quantidade de material, o que torna o processo de finalização muito devagar.” O DaVinci Resolve Studio 12 possui um novo recurso que permite transferir o processo de renderização para máquinas ociosas na rede. Isso nos permitiu dividir as tarefas e assim acelerar dramaticamente o processo de correção de cor, colaborando para a entrega no curto prazo que tínhamos.”

O DaVinci Resolve Studio também ajudou a O2 Pós na hora de equalizar as imagens das quatro câmeras. A funcionalidade “Color Match”, permite que utilizemos uma cartela de cor na filmagem e o software automaticamente usa essa informação como referência para equilibrar as câmeras, permitindo que todos os ângulos do video pudessem ser emendados na hora da geração do video 360º sem que a diferença entre as cameras fosse notada.

“O recurso de equilibrar as câmeras automaticamente é incrível”, comenta Barcellos. “Isso foi realmente essencial pois qualquer diferença de cor entre as câmeras tornaria a emenda de uma camera para outra notável, pois diferente de um filme tradicional, não estamos cortando de uma camera para outra e sim usando todas as câmeras ao mesmo tempo para formar uma imagem única.”

Para criar o clipe de realidade virtual que dá ao público a sensação de estar no set com a Ivete Sangalo, a equipe da O2 Pós trabalhou com uma imagem plana aberta e que depois foi “projetada” numa esfera virtual 360º. Isso acabou resultando num video com aspecto e resolução bem diferentes de formatos para telas tradicionais, mas o DaVinci Resolve Studio é capaz de trabalhar com qualquer formato, mesmo atípico, sem problemas.

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Barcellos comenta: “Uma coisa boa do DaVinci Resolve Studio é que ele é capaz de abrir praticamente qualquer formato de video e em qualquer resolução. Nenhum projeto da O2 Filmes sai sem ter passado pelo Resolve. Não importa se é um curta metragem de um diretor iniciante ou uma mega produção. Funcionalidades como o Color Tracking e Chroma Key ajudaram muito no caso do clipe VR da Ivete.”

A O2 Pós também está trabalhando na versão plana do clipe “O Farol” que será exibida em telas tradicionais como televisão e outras plataformas que ainda não suportam o conteúdo imersivo em 360º.

A O2 Pós é a divisão de Pós Produção da O2 Filmes, e divide com a produtora o espaço de 8500 metros quadrados em São Paulo. A finalizadora possui mais de 70 licenças de DaVinci Resolve Studio, usados para edição, conform, correção de cor e masterização. Os renomados trabalhos da O2 Filmes atraem montadores e finalizadores freelancers de todo o Brasil.

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Para assistir ao clipe O Farol, de Ivete Sangalo, acesse o link: http://media.fb.com/2015/12/21/ivete-sangalo-launches-360-music-video-on-facebook/.

Sobre a Blackmagic Design

A Blackmagic Design cria os melhores produtos do mundo para edição de vídeo, câmeras para filmagem digital, corretores de cor, conversores de vídeo, monitoramento de vídeo, roteadores, comutadores de produção ao vivo, gravadores de disco, monitores de forma de onda e scanners de filme em tempo real para as indústrias de longas-metragens, pós-produção e transmissão televisiva. As placas de captura DeckLink da Blackmagic Design introduziram uma revolução de qualidade e acessibilidade na pós-produção, enquanto que seus produtos de correção de cor DaVinci, premiados com o Emmy™, dominam a indústria do cinema e da televisão desde 1984. A Blackmagic Design continua oferecendo inovações revolucionárias, incluindo os produtos 6G-SDI e 12G-SDI e os workflows estereoscópicos em 3D e Ultra HD. Fundada por líderes mundiais na engenharia e edição de pós-produção, a Blackmagic Design possui escritórios nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Singapura e Austrália. Para mais informações, por favor, visite www.blackmagicdesign.com.

Blackmagic Design anuncia a versão Beta de DaVinci Resolve 12

29 jul

A Blackmagic Design anunciou que a versão beta pública do DaVinci Resolve 12 está disponível para download em seu site.

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Nessa versão, a linha de produtos DaVinci Resolve tem sido renomeada de acordo com os modelos disponíveis. A versão grátis, DaVinci Resolve Lite, passou a ser apenas “DaVinci Resolve”, e a versão que se chamava DaVinci Resolve foi rebatizada como “DaVinci Resolve Studio” para refletir sua capacidade avançada de edição e colorização, desenhado especialmente para grandes instalações.

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DaVinci Resolve 12 é o único software que permite o usuário a editar, fazer o grading, e finalizar projetos em uma só ferramenta. Editores profissionais podem trabalhar de uma forma familiar e confortável em um novo conjunto de ferramentas, e ao mesmo tempo desfrutar da tecnologia de processamento de imagem que só o DaVinci oferece para cortar e finalizar seus projetos com alta qualidade. A linha de tempo, a interface completamente customizável, e atalhos de teclado são familiar e facilitam a mudança para o DaVinci Resolve 12.

DaVinci Resolve também inclui novas funcionalidades que até então não tinham sido anunciadas, sendo um deles o suporte para Intel Iris e GPUs Iris Pro. Essa grande atualização exigiu um trabalho intenso de engenharia. O suporte para Intel Iris e Intel Iris Pro melhora drasticamente o desempenho de vários sistemas, inclusive laptops. Essas atualizações facilitarão grandemente o trabalho de editores e coloristas, tanto remotamente quanto ao nível local.

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Com o aumento de clientes que trabalham com mídia de alta resolução e arquivos de camera RAW nativos, o DaVinci Resolve 12 agora possui a capacidade de criar proxy de mídia otimizada, e também configurações personalizadas de codec e resolução para acelerar o desempenho editorial.

O DaVinci Resolve conta com ainda outra novidade, o Smooth Cut Transition, que utiliza algoritmos proprietários do DaVinci para criar transições perfeitas em entrevistas, eliminando a necessidade de cobrir os jump cuts com material B-roll.

“Temos visto o DaVinci Resolve 12 em ação, e estamos ansiosos para começar a utilizá-lo,” disse Patrick Woodward, o colorista supervisor da DigitalFilm Tree que trabalhou em vários seriados, entre eles o NCIS:LA, UnReal, Agent X e Rush Hour.

“Trata-se de um editor profissional que fará um grande impacto em Hollywood e em nossos trabalhos. Resolve 12 facilita edição colaborativa e correção de cores de uma forma inédita. Um único editor pode trabalhar com vários coloristas na mesma linha de tempo simultaneamente.” finalizou Patrick Woodward.

Grant Petty – CEO da Blackmagic Design

“Temos recebido muitas respostas positivas de editores e coloristas depois de ter anunciado no NAB desse ano.” disse Grant Petty, CEO da Blackmagic Design.

“Muitos tem pedido a nova versão o mais depressa possível, então resolvemos lançá-la na versão beta, assim poderemos receber feedback de editores e coloristas para melhorá-la cada vez mais. Nosso foco é sempre trazer novidades ao mundo de edição e colorização, e esse trabalho de atualização tem sido divertido e fascinante. Gostaria que todos o experimentassem!” completou Grant Petty.

Disponibilidade e Custo

O DaVinci Resolve Beta já está disponível para download. Quando o teste-beta for concluido, a versão oficial de DaVinci Resolve 12 estará disponível para download grátis á todos os clientes atuais de DaVinci Resolve.

Sobre a Blackmagic Design

A Blackmagic Design cria os melhores produtos do mundo para edição de vídeo, câmeras para filmagem digital, corretores de cor, conversores de vídeo, monitoramento de vídeo, roteadores, comutadores de produção ao vivo, gravadores de disco, monitores de forma de onda e scanners de filme em tempo real para as indústrias de longas-metragens, pós-produção e transmissão televisiva.

As placas de captura DeckLink da Blackmagic Design introduziram uma revolução de qualidade e acessibilidade na pós-produção, enquanto que seus produtos de correção de cor DaVinci, premiados com o Emmy™, dominam a indústria do cinema e da televisão desde 1984. A Blackmagic Design continua oferecendo inovações revolucionárias, incluindo os produtos 6G-SDI e 12G-SDI e os workflows estereoscópicos em 3D e Ultra HD.

Fundada por líderes mundiais na engenharia e edição de pós-produção, a Blackmagic Design possui escritórios nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Singapura e Austrália. Para mais informações, por favor, visite www.blackmagicdesign.com.

Utilizando a Blackmagic para expandir a Indústria Cinematográfica Brasileira

21 jul

Para um cineasta independente, a filmagem quase sempre vem acompanhada de um custo alto. Principalmente quando se trata de um cineasta Brasileiro, esses custos multiplicam-se em várias vezes. A indústria cinematográfica brasileira ainda está na fase inicial de crescimento, portanto ainda existe uma dificuldade em obter equipamentos profissionais.

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Além do mais, vários equipamentos precisam ser importados do exterior e estão sujeitos a taxas de importação. Não é raro um cineasta brasileiro depender de subsídios governamentais para conseguir os recursos necessários para iniciar um novo projeto, ou até mesmo utilizar o seu próprio dinheiro. Apesar disso, cineastas brasileiros independentes apostam nas novidades tecnológicas para produzir os filmes que movem a indústria.

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Rafael Duarte e Taísa Ennes Marques fazem parte desse movimento. Juntos, eles fundaram uma pequena empresa de produção cinematográfica no sul do Brasil, onde mantém uma produção constante de filmes de curta-metragem – sejam independentes ou financiados pelo governo. Os esforços estão valendo a pena.  Depois de receberem o Prêmio ABC de Melhor Fotografia para Curta-metragem, da respeitadíssima Associação Brasileira de Cinematografia, a empresa está encontrando um nicho de mercado promissor. Segundo Rafael, o lançamento da Blackmagic Cinema Camera alavancou sua trajetória.

“A chegada da Blackmagic Cinema Camera ao Brasil virou nosso mundo de ponta cabeça”, ele disse. “De repente, percebemos que seria possível obter resultados de qualidade cinematográfica mesmo com o orçamento limitado.”

Desde então, a produtora integrou a Blackmagic Design tão profundamente em seu fluxo de trabalho que agora a equipe utiliza várias câmeras, inclusive a Blackmagic 4K Production Camera, como também o DaVinci Resolve para a correção de cor.

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Eles enfrentaram vários obstáculos antes de utilizar Blackmagic. “Taísa e eu nos conhecemos em um período de nossas vidas em que ambos querÍamos fazer filmes, mas não sabíamos por onde começar,” disse Rafael. “O cinema no Brasil, principalmente no sul, é difícil. Não existe uma grande indústria cinematográfica, dependemos muito de subsídios do governo. E quando éramos mais jovens, não sabíamos como lidar com isso. Então, resolvemos unir forças e começamos a fazer filmes com nosso próprio dinheiro.”

A dependência nas câmeras baratas acabou sendo uma experiência frustrante. Independentemente da câmera utilizada, os resultados ficavam aquém de um padrão de qualidade internacional. Modelos mais caros estão fora de cogitação, mas a produtora precisava de uma câmera mais adequada para a visão de Rafael e Taísa. Ao descobrir a Blackmagic, foram inspirados pelo seu potencial cinemático. Juntaram seus recursos para comprar uma Blackmagic Cinema Camera. Ao usá-la pela primeira vez nos cânions do sul do Brasil, foram surpreendidos.

“Apesar de ser uma câmera prática e com preço acessível, a forma como o obturador captura a imagem, a latitude e a quantidade de informação do arquivo DNG realmente valorizam a imagem“, disse Rafael. “O resultado superou nossas expectativas. Mesmo usando apenas a luz do sol e um rebatedor, os resultados ficaram lindos. Nunca me estresso durante as filmagens. Mesmo se estiver com pressa ou com algum problema, basta garantir que a luz esteja no lugar certo e que os claros não estejam estourando, por exemplo, que o resto é possível administrar dentro do Resolve. Sempre fica lindo.”

“Caçando” uma Hiper-realidade e o visual RAW

A Blackmagic Cinema Camera de Rafael e Taísa rapidamente tem se tornado uma peça-chave para seus filmes, programas de televisão, e outros projetos. Esse ano, o projeto-destaque da produtora foi  o filme “Caçador”. Com o orçamento baixíssimo de US$2.000, Caçador dependeu da Blackmagic Cinema Camera para seu visual particular: uma mistura de conto de fadas com Faroeste, inspirado pela figura folclórica do Gaucho. Um pedaço de híper-realidade projetado na tela.

“Nós trabalhamos em locações inóspitas de montanhas e cânions, foi algo mágico,”  disse Rafael. “Geralmente quando se captura algo assim monitorando em uma telinha de LED, parece que você perde um pouco da magia. Mas quando abrimos as imagens no Resolve e começamos a colorização, encontramos várias possibilidades lindas e esotéricas. Foi dificil escolher só uma. O formato RAW DNG da Cinema Camera oferece muita flexibilidade por não ter compressão. Eu sinto como se pudesse fazer qualquer coisa com a imagem.”

A transferência da filmagem para o DaVinci Resolve foi natural, e nele a equipe aperfeiçoou a imagem RAW como se estivessem alterando a própria Mãe Natureza, e não apenas o filme digital. O fluxo de trabalho baseado em nodes (nós) foi mais intuitivo para Rafael que o típico sistema de camadas que a maioria das ferramentas de colorização oferecem; e Rafael pôde transferir a sua visão para a filmagem e trabalhar detalhadamente com a colorização.

Por exemplo, uma das cenas mostra a paisagem de grama sob o pôr do sol. No início, Rafael pensou que ao tentar preservar o céu, poderia perder detalhes da grama nas sombras (o firmware da Cinema Camera não suportava a visualização de histogramas na época). Porém, acabou descobrindo que era só uma questão de ajuste nas curvas de cores.  Sem isso, seria impossível otimizar a exposição da imagem. Outra cena, uma imagem noturna do caçador fumando e bebendo na varanda, era pra ser filmada durante o dia, mas faltou tempo.  Foi possível filmar a cena porque Rafael havia trazido consigo uma lâmpada halógena de 1000 watts, apenas por precaução. No entanto, a lâmpada emitia um tom alaranjado na imagem que jamais seria convincente para cenas noturnas.  Após o upload no Resolve, ele trabalhou com o balanço de brancos do RAW para criar um efeito realístico de luar.

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“Já me perguntaram se eu tive uma equipe grande trabalharam naquela cena, mas a realidade é que foram só cinco pessoas,” ele disse.  “Foi tudo filmado no estilo de cinema guerrilha. Tirando essa cena em particular, a maior parte do meu trabalho como diretor de fotografia do Caçador era conciliar as tomadas com o horário certo do dia para garantir a melhor iluminação natural para cada cena. A regra era que não podíamos filmar entre as 11h e 13h, quando o sol estava a pino.”

Apesar do baixo orçamento, o filme independente foi bem sucedido: receberam um dos prêmios mais respeitados do mundo cinematográfico brasileiro, o Prêmio ABC de Cinematografia de Melhor Direção de Fotografia para Curta-Metragem. A cerimônia foi prestigiada também por outros homenageados, como Lula Carvalho (Tropa de Elite, Robocop, e As Tartarugas Ninja), que ganhou o Prêmio Melhor Direção de Fotografia no evento.abctrophy

“Fomos para a cerimônia sem pensar que podíamos ganhar. Era como se estivéssemos em uma festa com vários famosos,” disse o Rafael. “Ficamos tipo, ‘Poxa, o que estamos fazendo aqui?’ A Blackmagic Cinema Camera foi um salto tecnológico tão grande em relação às cameras que usávamos antigamente que às vezes ate me sinto como se estivesse trapaceando. Como se não fosse eu, mas a camera que fez todo o trabalho duro. Ela é perfeita!”

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Avançando na cena cinematográfica Brasileira com confiança

“A Blackmagic nos dá a confiança que precisamos para competir com produções maiores,  ou quando participamos de festivais de cinema e premiações grandes como a ABC,” diz Rafael. “Às vezes aqui no Brasil ficamos com um pouco de receio e achamos que não temos o orçamento para produzir imagens como em Hollywood, mas isso não é verdade. Se você tiver apenas o sol e uma câmera da Blackmagic, o resultado irá superar suas expectativas.”

Davinci Resolve | Blackmagic Design

6 abr

O cinema nasceu preto e branco mas em 1901 ganhou cores. Duas foram as principais tendências nas pesquisas do cinema colorido: a colorização posterior às filmagens e a captação das “cores naturais” durante as filmagens. A princípio, elas causavam deslumbre e foram usadas à exaustão. A colorização nasceu da necessidade de corrigir “imperfeições” da captação, incluindo white balance, erros de exposição, condições variáveis de luz.

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Não demorou muito tempo para que produtores e admiradores da sétima arte entenderem que, além da antiga limitação técnica, a ausência ou presença de cores alterava a narrativa de um filme, incorporando-se à linguagem tanto quanto a fotografia, o figurino ou a arte.

Desde então, com objetivos técnicos e artísticos, a correção ou gradação de cores faz parte das escolhas de um diretor para contar uma história.

Um exemplo das motivações artísticas são dois filmes do mesmo diretor, cujas cores são totalmente distintas, como o alaranjado Abril Despedaçado (2001) e o acinzentado Diários de Motocicleta (2004), de Walter Salles.

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Outra evidência é que, mesmo com a tecnologia a cores estando disponível a um custo baixo, ainda hoje se fazem filmes em preto e branco, como O Artista (2011), de Michel Hazanavicius e Blacanieves (2012), de Pablo Berger.

Hoje em dia a colorização como técnica de linguagem evolui das telas do cinema para a televisão e hoje está presente em seriados, novelas e documentários.

Por definição “Color Grading” é o processo de alterar ou realçar as cores de um filme (em película) ou de uma imagem digital. Este processo pode ser eletrônico, fotoquímico ou digital. O processo fotoquímico é em geral, realizado em um laboratório fotográfico. Atualmente, a correção de cor tanto para cinema, quanto para TV é feita quase totalmente de maneira digital.

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Se você ainda não está convencido da importância da colorização, pense que fazer ajustes e efeitos de colorização na pós-produção pode diminuir muito o tempo de filmagem e por consequência diminuir os custos de produção. Algumas situações de luz e cor são demasiado complexas no mundo real, e seria muito caro e demorado realizá-las num set de gravação.

Quase todos os sistemas atuais de correção de cor digital são baseados em poderosos computadores, com grande poder de processamento e armazenagem de dados, aliados a softwares complexos, monitores de vídeo com calibração ajustável e dispositivos de controle e entrada de dados.

No Brasil a colorização é abordada nos cursos de audiovisual como parte das outras disciplinas de “finalização”, por isso, a especialização na área acaba acontecendo no mercado de trabalho.

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Uma opção é fazer cursos do software Davinci Resolve, da Blackmagic Design, faça download da versão free do software clicando aqui. O DaVinci‬ Resolve combina a mais avançada correção de cores com edição profissional mutitrack e com ele, você pode editar, corrigir cores, finalizar e entregar o material final, tudo num único software.

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Sobre a Blackmagic Design

Fundada em 1984, a Blackmagic Design, especializada em fabricar equipamentos para broadcast e produção de vídeo, é líder mundial em tecnologia e inovação no mercado. A Blackmagic Design possui uma longa história em edição de pós-produção e engenharia com uma extensiva experiência no mercado cinematográfico.

Conhecida por sua paixão pela perfeição, a empresa mudou a indústria com seus famosos codecs e qualidade high-end, acessível para edições em estações de trabalho construídas em cima de hardware e software da empresa.

A fabricante, ao longo dos anos, assimilou empresas como a Da Vinci Systems, que ganhou o Emmy Awards por seu equipamento de coloração e restauração de filmes; a Echolab, fabricante de vision mixers; a Teranex, que fabricava hardware de processamento de vídeo e a Cintel, que produzia equipamentos profissionais de pós-produção para transcrever filmes em formato de vídeo ou dados.

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I Congresso Nacional de Audiovisual Online | CONAAV

29 jan

Está chegando o maior congresso de audiovisual online do Brasil. O I Conaav – 2015, que contará com vários especialistas renomados e atuantes das mais diversas áreas.

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No mundo tridimensional,  Quem nunca ficou extasiado com as animações da Pixar, Dreamworks, Bluesky dentre outros grandes estúdios. No Congresso você aprenderá todos os passos para criar personagens 3d carismáticos que saltam aos olhos.

Na pós-produção teremos palestras fantásticas, será mostrado o breakdown de filmes publicitários, que alguns de nossos palestrantes participaram na finalização, que certamente você já deve ter visto, como por exemplo vinhetas para o BBB, Globo Esporte, Vivo, Dentre Outros.

No cinema teremos palestras sobre as etapas de produções de vídeos no gênero documentários. Roteiro, luz, enquadramento, captação de áudio, enfim tudo que você precisa saber para criar um filme documental de qualidade.

Na área de VideoMaker, aprenderá como utilizar as câmeras que simplesmente revolucionaram as produções de baixos orçamentos, estamos falando das hdslr, essas belezinhas além de apresentarem valores acessíveis, entregam imagens sem comparação. Você Saber o que é, ISO, obturador, diafragma, não, então não se preocupe iremos te ensinar.

Isso é apenas um pequeno overview do que teremos. No nosso site você poderá conferir mais acerca do Congresso. Então se você é apaixonado por produção e pós produção, não pode perder. Serão 07 dias incríveis. Você se tornará um especialista.

O Congresso acontecerá do dia 16 à 22 de Março, as palestras serão transmitidas Online, ao vivo e de forma gratuita. Porém as vagas são limitadas.

Faça sua inscrição para garantir sua vaga.

Texto: Magno Veloso Ceo I Conaav

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Descubra como Marcus Tenchella usou DaVinci Resolve para alcançar o sucesso | Blackmagic Design

23 jan

Screen Shot 2015-01-23 at 17.44.35Marcus Tenchella é um jovem colorista com costeletas à moda antiga. Graduado em Comunicação pela universidade brasileira UNESP, foi um projeto para a universidade que cativou um dos mais famosos coloristas do Brasil. Vejo isso desta forma: minha carreira me escolheu, reflete Marcus, hoje um colorista sênior da Casablanca, uma das principais instalações criativas do Brasil. “Um amigo da faculdade me convidou para trabalhar em seu projeto de filme para a escola. Naquela época, ele trabalhava nos Estúdios Mega e sabia muito sobre o processo de cores. Me envolvi profundamente com o projeto desde o início e sabia que essa era a direção que precisava seguir”.

Pouco depois, em 2006, este mesmo amigo atraiu Marcus para o departamento de telecine como assistente de colorista, trabalhando no sistema de cores 2K e Renaissance do DaVinci original. 

A reputação de Marcus como uma estrela em ascensão lhe valeu notoriedade no mercado de pós-produção do Brasil e logo as estrelas da Casablanca o atrairiam para uma das vagas de assistente na equipe de coloristas. Ele comenta, Estava muito focado e determinado, trabalhando, às vezes, 18 horas por dia. Ao final daquele ano, Marcus foi promovido a colorista júnior. 

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A Casablanca presta serviços de produção e pós-produção de filmes, programas de TV e comerciais para emissoras, cineastas e agências nacionais. “Fazemos muito trabalho de produção e pós-produção para grupos como a Fox e a HBO, que preferem trabalhar com produtoras brasileiras, como a Casablanca, para produzir seriados, bem como emissoras gigantescas como a TV Globo, que atualmente conta com a Casablanca para a produção de um de seus novos programas infantis”.

Embora a maior parte do trabalho da Casablanca com cores ser feito em uma de suas três salas de cores totalmente equipadas com Blackmagic DaVinci Resolve, a primeira experiência de Marcus com a versão digital intermediária do Blackmagic DaVinci Resolve foi no set. “Normalmente trabalhamos após um projeto concluir as gravações, no entanto, tivemos um projeto de filme,‘Crô’,onde fizemos sua correção de cores no set. Foi a primeira vez que usei a versão digital do sistema Resolve e, graças a sua abordagem lógica, funcionou muito, muito bem, Marcus foi convencido. 

Além de corrigir o filme no Resolve, Marcus aprendeu como fazer algumas edições rápidas, podendo montar sequências corrigidas e revisá-las com o diretor, melhorando a colaboração entre o diretor de fotografia, a pós-produção e o diretor do filme. “O Resolve foi incrível. Pude facilmente exportar e enviar fotos por e-mail para o diretor de fotografia, para que ele revisasse quando tivesse tempo. Sem a necessidade dele vir até o sistema ou esperar pela minha disponibilidade. O diretor de fotografia podia nos dizer imediatamente o que gostou e o que não. Era rápido e ajudou muito a evoluir o visual do filme”.

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A correção de cor mais apurada no set também ajudou a criar um pacote para patrocinadores, o que ajudaria a vender o filme. No Brasil, você precisa de patrocínio para fazer seu filme. É lei. No caso de‘Crô’,corrigir as cores das filmagens dramaticamente melhorou o seu apelo aos potenciais patrocinadores e ajudou a ser patrocinado muito rapidamente. A facilidade de uso e a velocidade com que pude corrigir o projeto realmente me convenceu sobre o Resolve. Adoro usar este sistema de cores.

Marcus também gosta do contínuo desenvolvimento e evolução do Resolve e sua ampla adoção pela indústria. “Comecei a trabalhar com o Resolve na versão 9, depois atualizei para a 10 e agora estou trabalhando com a versão 11”, comenta Marcus. O bom é que o software evolui continuamente e que todos podem ter o Resolve em seu desktop. Por isso ele incentiva muitas pessoas a usarem o sistema. Às vezes, simplesmente envio o projeto para que outra pessoa possa revincular facilmente os arquivos. Isso facilita muito ao trabalhar remotamente ou colaborar com outra organização, porque o Resolve foi projetado para incentivar as pessoas a trabalharem com um workflow aberto.

Marcus cita os numerosos formatos de arquivo suportados e a interface intuitiva do Resolve, permitindo que os usuários carreguem projetos e interajam com ele facilmente, mesmo sendo iniciante com o aplicativo. “Mesmo que você não domine o programa, pode olhar para a interface e, com o mínimo de conhecimento, estar pronto para trabalhar”.

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Entenda o que faz o profissional da colorização | Blackmagic Design

14 nov

O cinema nasceu preto e branco mas em 1901 ganhou cores. Duas foram as principais tendências nas pesquisas do cinema colorido: a colorização posterior às filmagens e a captação das “cores naturais” durante as filmagens. A princípio, elas causavam deslumbre e foram usadas à exaustão. A colorização nasceu da necessidade de corrigir “imperfeições” da captação, incluindo white balance, erros de exposição, condições variáveis de luz.

Não demorou muito tempo para que produtores e admiradores da sétima arte entenderem que, além da antiga limitação técnica, a ausência ou presença de cores alterava a narrativa de um filme, incorporando-se à linguagem tanto quanto a fotografia, o figurino ou a arte.

Desde então, com objetivos técnicos e artísticos, a correção ou gradação de cores faz parte das escolhas de um diretor para contar uma história.

Um exemplo das motivações artísticas são dois filmes do mesmo diretor, cujas cores são totalmente distintas, como o alaranjado Abril Despedaçado (2001) e o acinzentado Diários de Motocicleta (2004), de Walter Salles.

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Outra evidência é que, mesmo com a tecnologia a cores estando disponível a um custo baixo, ainda hoje se fazem filmes em preto e branco, como O Artista (2011), de Michel Hazanavicius e Blacanieves (2012), de Pablo Berger.

Hoje em dia a colorização como técnica de linguagem evolui das telas do cinema para a televisão e hoje está presente em seriados, novelas e documentários. Vale lembrar a recente produção da Rede Globo, a mini-novela O Rebu, que destacava a melancolia dos personagens com uma cor predominantemente azul.

Por definição “Color Grading” é o processo de alterar ou realçar as cores de um filme (em película) ou de uma imagem digital. Este processo pode ser eletrônico, fotoquímico ou digital. O processo fotoquímico é em geral, realizado em um laboratório fotográfico. Atualmente, a correção de cor tanto para cinema, quanto para TV é feita quase totalmente de maneira digital.

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Se você ainda não está convencido da importância da colorização, pense que fazer ajustes e efeitos de colorização na pós-produção pode diminuir muito o tempo de filmagem e por consequência diminuir os custos de produção. Algumas situações de luz e cor são demasiado complexas no mundo real, e seria muito caro e demorado realizá-las num set de gravação.

Quase todos os sistemas atuais de correção de cor digital são baseados em poderosos computadores, com grande poder de processamento e armazenagem de dados, aliados a softwares complexos, monitores de vídeo com calibração ajustável e dispositivos de controle e entrada de dados.

No Brasil a colorização é abordada nos cursos de audiovisual como parte das outras disciplinas de “finalização”, por isso, a especialização na área acaba acontecendo no mercado de trabalho.

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Bruno Fraga, da Guaiamum Videos, conta que uma opção é fazer cursos do software como o Davinci Resolve, da Blackmagic Design, faça download da versão free do software clicando aqui.

Outra dica é a leitura de dois livros que tratam dos fundamentos da correção de cor e color grading: The Color CorrectionHandbook: Professional Techniques for Videoand Cinema, do Alexis Van Hurkman e The ArtandTechniqueof Digital Color Correction, do Steve Hullfish.

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Esses livros não são específicos para nenhum programa. Paralelamente é fundamental tornar-se um observador crítico de como as cores fazem parte da narrativa no audiovisual.

Fonte: Redação TelaBr

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Blackmagic Pocket Cinema Camera chega ao Horário Nobre em “Lili, a Ex”, da TV Globo

28 out

É bem provável que a maioria dos telespectadores do Brasil tenham assistido a algum trabalho da O2 Filmes. Com mais de 2.000 comerciais, além de longas-metragens e séries de TV com o seu nome, a O2 é considerada a maior produtora da América Latina. Sediada em São Paulo e com uma filial no Rio de Janeiro, a O2 é liderada pelos aclamados diretores Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, “O Jardineiro Fiel”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “360”) e Paulo Morelli (“Entre Nós” e “Cidade dos Homens”), juntamente com a produtora Andrea Barata Ribeiro (“Cidade de Deus”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “Cidade dos Homens”).

A O2 Filmes produz programas para as redes Discovery Channel (“Trabalho Duro”), HBO (“Filhos do Carnaval”) e Fox (“Contos do Edgar”) e, com a nova lei brasileira que exige que o horário nobre de todos os canais de TV por assinatura tenham conteúdo nacional, a carga de trabalho da empresa está aumentando continuamente. Emissoras como a TV Globo, para a qual a O2 já produz conteúdo, já estão se adequando a essa nova lei. A produção de conteúdo nacional está em constante crescimento.

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“A TV Globo nos contratou para produzir e entregar um novo programa para o seu canal por assinatura GNT, tendo em conta a nova lei, implementada a cerca de um ano atrás”, comenta Paulo Barcellos, diretor do departamento de pós-produção da O2. O programa “Lili, a Ex” baseia-se nas populares tiras de quadrinhos de Caco Galhardo, contando a história de Lili, cujo propósito na vida é o de atormentar seu ex-marido Reginaldo. Tendo um cronograma apertado e elevadas expectativas para atender, a O2 contou com a Blackmagic Pocket Cinema Camera para atender às rigorosas demandas do horário nobre da televisão.

A Blackmagic Pocket Cinema Camera Ganha a Liderança como Câmera Principal

Apesar da Blackmagic Pocket Cinema Camera já ter sido usada em trabalhos para televisão e cinema, ela ainda é uma câmera nova para muitos diretores de fotografia. Mas isso não impediu Paulo e a equipe de produção da O2. Aliás, eles utilizaram três Blackmagic Pocket Cinema Cameras para capturar as palhaçadas da Lili e sua mixórdia de amigos e parentes.

Uma das principais razões para optarmos pela Blackmagic Pocket Cinema Camera foi o seu tamanho e sua capacidade de filmar no formato CinemaDNG RAW”, diz Paulo. “Em primeiro lugar, a câmera que íamos utilizar originalmente era muito pesada para as filmagens de mão que planejamos. Tínhamos muitos planos curtos para trabalhar e precisávamos conseguir movimentos rápidos da câmera. Aliado ao fato que precisávamos capturar uma aparência de Super 16, a Pocket Cinema Camera foi a única que se encaixou no perfil”.

Eles ficaram agradavelmente surpresos com as habilidades da câmera, menciona Paulo, dizendo, “Começamos a testar a Pocket Cinema Camera e os resultados foram ótimos. Dissemos: ‘Porque não utilizar apenas a Pocket Cinema Camera? O que nos impede de fazer isso?’ Ela oferece muito mais do que os cerca de $995 que custa.

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Para a O2, utilizar a Blackmagic Pocket Cinema Camera foi uma escolha natural. Ela se encaixa perfeitamente em seu fluxo de trabalho, permitindo gravar em CinemaDNG RAW e capturar a aparência do Super 16 desejada para o programa, e tudo em um mesmo equipamento. Isso deu ao programa “Lili, a Ex” um visual cinematográfico similar ao da película e  ao mesmo tempo atrelado à modernidade das ferramentas digitais. O que também facilitou muito o processo foi que os clipes automaticamente continham todos os metadados atrelados aos arquivos, o que simplificou o processo de finalização para a equipe de pós-produção da O2.

Câmera Pequena, Acessórios Grandes

Ao utilizar a Blackmagic Pocket Cinema Camera como câmera principal em um programa de TV pela primeira vez, Paulo e a equipe da O2 logo descobriram que a câmera era muito leve.

Tivemos um problema inesperado e engraçado quando percebemos movimentos trêmulos na câmera. Descobrimos que a Pocket Cinema Camera era tão leve que a câmera tremia um pouco quando mudávamos o foco. Mas adaptamos. Simplesmente colocamos um pequeno lastro na câmera para compensar e torná-la mais estável. Não estávamos acostumados a ter problemas desse tipo no set porque a maioria das câmeras são muito pesadas”.

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Apesar de sua faixa de preço acessível, a O2 tratou a Blackmagic Cinema Camera como se custasse US$ 50.000. A câmera foi completamente customizada com lentes grandes, visores e telas adicionais. “Basicamente, substituímos o corpo da câmera original pela Pocket Cinema Camera. Você nem consegue ver a câmera no equipamento!”, brinca Paulo.

A produção utilizou lentes de 16mm e lentes de zoom da Zeiss, além do equipamento MōVI da Freefly Systems e dollies para obter o visual desejado para “Lili, a Ex”. “Com os acessórios certos e suporte para lentes micro quatro terços, a Blackmagic Pocket Cinema Camera superou nossas expectativas.

Produção na Velocidade da Luz

Com apenas três semanas para editar e finalizar cada sequência da temporada de 13 episódios, certamente o tempo foi essencial para a O2 Filmes. A portabilidade da Blackmagic Pocket Cinema Camera, combinada ao fluxo de trabalho que ela possibilitava, foi crucial para a eficiência da O2.

Com a Blackmagic Pocket Cinema Camera conseguimos filmar rapidamente em CinemaDNG RAW”, comenta Paulo. “O formato DNG está anos-luz à frente dos demais. Outras câmeras mais caras são comparáveis, mas podem ser extremamente lentas sem a compra de acessórios adicionais e caros. Filmar no formato CinemaDNG RAW foi absolutamente crucial para que pudéssemos lidar com o conteúdo chegando na pós-produção e completá-lo rapidamente”.

Além do mais, a O2 Filmes conseguiu filmar toda a série de TV e decodificá-la em tempo real utilizando o DaVinci Resolve no set, graças à empresa White Gorilla, laboratório digital de Paulo. Empregando os sistemas e softwares da White Gorilla, eles transferiram todo o conteúdo para o Resolve, de nodo a gerar os dailies em tempo real no set. Então, o conteúdo foi transcodificado para Avid MXF e o áudio sincronizado. Após, os arquivos foram enviados para o servidor principal da unidade de pós-produção da O2, onde editores Avid e coloristas DaVinci Resolve começaram a trabalhar imediatamente. Foi um fluxo de trabalho extremamente rápido e que atendia perfeitamente o cronograma apertado da O2.

Paulo comenta, “É realmente incrível. As pessoas não fazem idéia que utilizamos esta pequena câmera nesta grande produção e não tem absolutamente nada a ver com o orçamento. Você pode ver uma grande diferença entre o que foi filmado e o que conseguimos obter com a Pocket Cinema Camera. O antes e o depois é realmente impressionante. Esse é o futuro!

Muito Além da Gradação de Cores

Toda a produção de “Lili, a Ex”, do início ao fim, foi uma colaboração entre os serviços da O2 e seus parceiros. A divisão de pós-produção da O2 utilizou o DaVinci Resolve para todos os requisitos de gradação de cores e mais.

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Utilizamos o Resolve como principal ferramenta de correção de cor em 100% dos trabalhos da O2. Comerciais, séries de TV, longas-metragens, todos. E não utilizamos o Resolve apenas para correção de cor, mas para conformação, também”, disse Paulo sobre a paixão da O2 pelo DaVinci Resolve.

Para a sorte da O2, o Resolve 11 começou a ser distribuído bem quando “Lili, a Ex” entraria em pós-produção, permitindo incorporá-lo no fluxo de trabalho imediatamente. Paulo comentou: “Somos muito ousados aqui. Assim que foi liberado o beta público do DaVinci Resolve 11, da Blackmagic Design, começamos a utilizá-lo imediatamente, especialmente o recurso de compartilhamento de banco de dados. Ele permitiu que enviássemos os arquivos de gradação de cores do set, incluindo uma luz, para a pós-produção, para gradação de cores imediata e colaborativa”.

A O2 conta com uma instalação de correção de cor super avançada, equipada com vários DaVinci Resolves, incluindo o hardware de mesa de correção de cor. E tal como a Blackmagic Pocket Cinema Camera, Paulo adora o fato de poder trabalhar com os arquivos CinemaDNG RAW no DaVinci Resolve. “Utilizamos muitos dos recursos de rastreamento do Resolve. Uma cena em particular possui algo em torno de 12 nodes e adoramos poder trabalhar com nodes ilimitados em qualquer cena. Também utilizamos muitas máscaras, para que realmente possamos reformatar toda a aparência de uma cena, bem como a iluminação. Isso é muito importante”.

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Criar um programa de televisão baseado em uma tira de quadrinhos pode ser particularmente desafiador, já que os produtores possuem uma audiência existente para satisfazer, bem como uma nova audiência em formação para conquistar. Independentemente dos desafios, a tira de quadrinhos deu aos coloristas da pós-produção da O2 uma ótima aparência como ponto de partida. Paulo comentou que as cores vibrantes do programa refletem suas origens nos quadrinhos de “Lili, a Ex”, observando, “como queríamos a aparência do Super 16mm, todos os detalhes foram criados com o DaVinci Resolve, contando muito com seu recurso de ‘Curvas’ para se obter as cores”. Graças ao suporte da Blackmagic para o formato RAW e o recurso de Power Windows do DaVinci Resolve, a equipe teve muito espaço para manipulação de cores, ajudando-a a obter a aparência desejada.

A pós-produção da O2 empregou todos os recursos do DaVinci Resolve para concluir os arquivos finais para transmissão. “Exportamos os arquivos ProRes pelo Resolve, para que todos os episódios fossem realmente concluídos no software. Na pós-produção da O2 utilizamos o Resolve de forma bastante excessiva”.

Ferramentas Que Você Não Precisa Lembrar

Como alguém que está sempre na vanguarda das tecnologias de filmagem e pós-produção, Paulo tem o prazer de ver a crescente disponibilidade de equipamentos que se encaixam perfeitamente no fluxo de trabalho da O2.

Estamos chegando a um ponto onde o talento é crítico. Não apenas o talento atrás das câmeras, mas também na frente delas”, comenta Paulo. “Estamos fazendo essa grande série de TV, para esse grande canal por assinatura, pertencente a uma grande rede de televisão e estamos chegando a um ponto onde o equipamento é completamente transparente. É natural não termos mais que pensar sobre isso. Para nós, utilizar a Pocket Cinema Camera foi uma opção, não uma falta de opções. Também foi a melhor opção”.

Já para “Lili, a Ex”, Paulo espera que ela retorne com sua típica vingança. “A TV Globo está realmente satisfeita com os resultados que obtivemos. Acredito que seja um bom candidato para uma segunda temporada. É um daqueles programas que pegarão”.

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Blackmagic DaVinci Resolve | Correção de cor em debate

4 out

O impacto da aquisição do DaVinci Resolve pela Blackmagic é comentado por especialistas em pós-produção durante o Congresso Panorama Audiovisual.

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O seminário Técnico: Edição e Pós-Produção com Blackmagic DaVinci Resolve, realizado durante o Congresso Panorama Audiovisual, contou com a participação de Marcus Tenchella, colorista da Casablanca, Márcio Pascoalino, sócio-fundador da Psycho Look, e Paulo Barcellos, fundador da White Gorila. Eles conversaram sobre o impacto das vendas de produtos de múltiplas funções por preço muito mais acessível. A empresa Blackmagic não só se adaptou como contribuiu fortemente para a consolidação deste modelo. Também comentaram como a correção de cor ganhou relevância nos últimos anos e gerou dependência em seus usuários. E, ainda, criticaram a variedade de filmes de ficção lançados nos últimos dez anos com cenas multilooks – ou seja, sem padronização de cores.

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Cada integrante da mesa contou a sua experiência de utilização do software, mas o mais intrigante foi o debate sobre o mercado de pós-produção em si. Para Paulo Barcellos, sócio-fundador da White Gorila, e diretor de Pós-Produção e Finalização da O2 Filmes, a indústria audiovisual está migrando de ferramentas caras para pessoas mais qualificadas. “Hoje, o diferencial está no talento do artista que opera a máquina”, afirma Barcellos. Segundo ele, antigamente havia disputa entre empresas para saber qual tinha as melhores máquinas, mas hoje o mais importante é o resultado final.

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Um novo nicho surgiu no mercado audiovisual a partir do imediatismo digital. “Nessa época, a Blackmagic comprou o DaVinci Resolve e o software passou a custar mil dólares e a rodar em Mac, depois disso ainda lançou uma versão grátis com menos recursos”, explica Barcellos. Foi quando ele criou um laboratório digital, com o objetivo de reduzir as etapas de conversão, cor, offline e backup, geradas pela captação digital. “A quantidade de ferramentas do DaVinci Resolve é incrível. E a White complementa esse conjunto com ferramentas próprias”.

Para Márcio Pascoalino, sócio-fundador da Psycho Look, alguns critérios foram perdidos quando o mercado se pulverizou. Ele mostrou o cenário da pós-produção até 2010. A estrutura era linear e adequada a um cenário no qual os equipamentos e os materiais tinham alto custo, o processo era mais caro e demorado e as produções exigiam mais verba. A partir daí, houve uma transição, e os departamentos existentes em uma produtora foram transformados, pelos próprios especialistas de cada área, em empresas especializadas. Cada profissional construiu um nome no mercado e abriu a sua própria empresa. “O artista virou gestor de sua própria empresa e hoje, nós vendemos talento, não equipamentos”, reforça Pascoalino. A empresa Psycho faz parte deste movimento, e hoje é o único estúdio especializado em color granding e no trabalho com imagem de alta qualidade. “Com o DaVinci Resolve é possível fazer um trabalho de qualidade, preço acessível e flexibilidade de realização”, afirma Pascoalino.

Já Marcus Tenchella, da Casablanca, contou sua experiência no filme Crô, no qual ele utilizou o DaVinci Resolve e obteve bons resultados. “É uma máquina poderosa, barata e, sem ela, você não tem como competir no mercado audiovisual”, afirma Tenchella.

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Fonte: Panorama Audiovisual

O2 Filmes | DaVinci Blackmagic Design

30 set

O grupo de profissionais de pós-produção da Produtora O2 Filmes passou a utilizar o novo corretor de cor DaVinci Blackmagic Design e participou de um curso de aprimoramento e capacitação na produtora em 2014.
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Com aulas diárias de 4 horas de duração, o grupo conheceu as várias possibilidades oferecidas pelo Software de última geração.
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O supervisor de efeitos Carlo Vecchi, que agora também está responsável pelo departamento de cor, implementou um novo workflow para a otimização do processo de correção de cor.
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Quantel | Pablo Rio

15 jul

Cada dia crescem as pós-produtoras japonesas que dão um passo para a Ultra Alta Definição escolhendo as tecnologias de Quantel para agilizar fluxos de trabalho em altas resoluções.

O 4K está ganhando terreno no Japão a passos agigantados tanto para a produção e pós-produção de filmes, programas de televisão de alta qualidade e exibições públicas em telas gigantes. Para enfrentar a mudança, são numerosas as pós-produtoras japonesas que adaptaram suas instalações à Ultra Alta Definição graças à tecnologia da Quantel com Pablo Rio como solução padrão.

A decidida aposta do governo japonês pela UHDTV, com o objetivo de dispor das primeiras emissões regulares de 4K coincidindo com os Jogos Olímpicos do Brasil em 2016, está acelerando a rápida adoção de produções de alta resolução.

Por este motivo, as pós-produtoras do País puseram mãos à obra para ser capazes de oferecer a seus clientes um fluxo de trabalho 4K mais rápido e criativo. Neste ambiente de migração, são numerosas as pós-produtoras japonesas que optaram pela solução para correção de cor e acabamento da Pablo Rio 4K, e em alguns casos, sistemas de espaço compartilhado de trabalho com tecnologia Genetic Engineering 2 desenvolvida também pelo fabricante inglês.

Daisuke Matsuo, diretor da Azabu Plaza (Tóquio), assegurou que “a potência de Pablo Rio é muito superior, revolucionando o fluxo de trabalho tradicional em HD. Agora, nossos editores que já estão familiarizados com a interface de Quantel em nossos sistemas iQ de Quantel existentes imediatamente optaram por Pablo Rio para o novo ambiente 4K HFR”.

Rintaro Doke, diretor de serviços técnicos de pós-produção em Omnibus Japão (Tóquio), reconhece que “temos adotado Pablo Rio para lidar com todos os aspectos dos projetos 4K que fazemos. Se faz essencial contar com reprodução 60p 4K sem redução para nossos postos de trabalho. Atualmente estamos utilizando Pablo Rio para terminar o filme 4K Patlabor, a próxima geração, produzida pelo Grupo de Omnibus”.

Por sua parte, Yasuteru Oda, diretor geral da Divisão de Engenharia em Onkio Haus (Tóquio), defende que “nós mudamos o sistema Quantel eQ para Pablo Rio 4K HFR, já que e o único sistema disponível no mercado que dá suporte para a continuidade em tempo real de 4Kk 60p durante a edição”.

Do Studio Rec em Fukushima, seu diretor geral, Takayuki Ishige, assegura que “nosso negócio principal é a produção de spots de televisão no norte do Japão, e temos melhorado nossos sistemas de Quantel eQ adquirindo quatro Pablo rio com um espaço de trabalho compartilhado Genetic Engineering 2 ganhando importantes melhoras na eficiência, em particular com o tempo de alta resolução”.

Toshihiro Shiota, diretor de pós-produção de Toei Lab Tech (Tóquio), sublinha que “produzimos muitos programas de televisão todos os dias e a edição integrada de Pablo Rio, seu acabamento e correção de cor nos oferece um conjunto de ferramentas que nos libera de uma enorme quantidade de tempo. Cremos que Quantel desenvolveu uma tecnologia de pós-produção única e muito avançada na qual confiamos e utilizamos ao máximo”.

No Tokyo Laboratoy, uma companhia especializada em escaneamento e intermediação digital, seu diretor geral, Katsuji Nishino, afirma que “fomos a primeira companhia no Japão que adotou Pablo Rio. Temos elegido Pablo Rio 4K HFR para fazer frente à demanda cada vez maior de 4K. Sua administração de arquivos é rápida e fácil, e além disso, conta com todas as ferramentas criativas que necessitamos”.

Sei Takahashi, diretor de Vendas em Tokio Som, também destaca as características dos sistemas da Quantel, admitindo que “Pablo Rio 4K para o trabalho de pós-produção de cinema devido a sua edição integrada, correção de cor e conjunto de ferramentas de acabamento”.

Por último, Martin Mulligan, diretor de vendas de Quantel, resumiu que “Japão está avançando rapidamente em 4K, com as primeiras emissões regulares 4K do mundo já acontecendo e uma crescente demanda de 4K em pós-produção de filmes e programas de televisão. Contudo, a manipulação de material 60p 4K em tempo real segue sendo um desafio para muitos sistemas… mas não para Pablo Rio, porque foi o sistema eleito no Japão e no resto do mundo para a pós-produção 4K HFR.”

www.panoramaaudiovisual.com.br

Smoke® | AUTODESK

15 maio

Software de edição de vídeo profissional para Mac.

O software Smoke® foi concebido para editores que precisam fazer mais do que apenas editar. Integrando um fluxo de trabalho de linha de tempo familiar e a composição com nós, o Smoke conecta edição e efeitos como jamais foi feito. O software para Mac de edição de vídeo Smoke tem ferramentas de finalização para composição 3D, correção de cor e gráficos animados.

Ferramentas de edição de vídeo e efeitos
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[ DCP ] É O SUBSTITUTO DO CINEMA EM PELÍCULA

23 jul

Texto: Tragik House

DCP (Digital Cinema Package) é o invólucro de arquivo digital que está se tornando o padrão de distribuição e exibição do cinema digital no mundo, tanto nos festivais de cinema quanto nos circuitos comerciais.

Há quem diga que em poucos meses a película será inteiramente substituída na distribuição e exibição de filmes no cinema comercial pelo DCP (Europa e Estados Unidos já tinham, ao final de 2012, a maior parte de seus cinemas com projetores digitais, enquanto o Brasil, à mesma altura, estava com 25% de suas salas nesse formato). Em 2014 a distribuição de filmes em película terá praticamente desaparecido. É provável que a película vá se tornar apenas um requinte de qualidade para as produções que desejarem uma alta qualidade fotográfica na hora de captar imagem. Ainda assim a maioria dos filmes comerciais já está sendo feita em formato digital, e as empresas que produziam os negativos estão em dificuldade, em concordata ou deixando de produzir negativos de filmes (ver aqui texto com esses dados: http://www.abcine.org.br/artigos/?id=1022&%2Fprojecao-digital-os-desafios-da-transicao-no-brasil ). Mesmo filmar em película poderá se tornar demasiadamente oneroso ou impraticável.

O DCP engloba tanto um arquivo de vídeo e audio do filme a ser exibido (além de arquivos de dados) quanto o projetor específico para ler o pacote DCP nas salas de cinema. Os cinemas trocarão (já estão trocando) o seu projetor de película por um projetor de DCP. Parece haver uma disposição da indústria americana para que essa troca se encerre até o final de 2013.

Um filme em DCP pode ter os tamanhos de 2K e 4K. No 2K os tamanhos são de 1998×1080, com aspect ratio de 1.85:1 e de 2048×858, com aspect ratio de 2.39:1, o aspecto anamórfico ou cinemascope do DCP, aquele mais longo. Em 4K pode ser de 3996×2160 (com janela de 1.85) e 4096×1716 (com janela de 2.39). Estes são os novos padrões de tamanho e forma nas salas de cinema.

É claro que meu interesse em tudo isso é para o cinema independente, para o cinema dito de arte ou autoral – aquele que não é desde o início um projeto pertencente à empresa produtora com finalidade principalmente comercial.

Para o cinema indie a padronização do DCP como formato de cinema significa que, ao se falar em cinema digital, não se está falando em “cinema digital” em sentido amplo. Ou seja, um filmmaker independente pode ter uma câmera que capte imagem na mesma qualidade digital próxima aos filmes que estão no cinema (comercialmente ou nos festivais), mas, ao mesmo tempo, os filmes que estão lá não foram finalizados propriamente num formato digital “puro”. O DCP é uma espécie de invólucro do arquivos de audio, vídeo e outros dados, e tem uma produção à parte, não fazendo parte da cadeia de finalização de um vídeo em um programa de edição de vídeo. Existem softwares próprios (e caros) para se gerar os DCPs e “laboratórios” (estúdios, em verdade) especializados em testar sua qualidade. Pelo menos por enquanto é assim que a situação está configurada. Entre a ilha de edição e as salas de cinema agora existem os “laboratórios” de DCP, em substituição aos laboratórios de finalização em película.

Os programas de edição de vídeo mais comuns (Premiere Pro, Final Cut Pro e Avid) não exportam vídeo em formato DCP. Ainda que um vídeo finalizado por um desses editores em formato MOV ou AVID e tamanho 2K possa ter a mesma qualidade que um DCP de 2K, os cinemas não estarão abertos a qualquer outro formato que não o produto entregue no “pacote” DCP. Ou seja, quando se fala que um cinema comercial exibe filmes digitais ou que um festival aceita filmes em formato digital não significa que se abriu o “gargalo” da distribuição cinematográfica em condições de igualdade entre o cinema comercial e o cinema independente.

Existem, claro, festivais de cinema que aceitam em real igualdade de condições vídeos de tamanhos 1920×1080 (o full HD), 2K ou 4K em formato mov ou ProRes (este último possivelmente o codec de vídeo com a mais alta definição na atualidade, e que é acessível ao cinema independente); mas esses festivais são raros. Apenas os festivais muito profissionais e com grandes financiamentos aceitam o que podemos chamar de cinema digital em seu formato “in natura”, sem precisar ser transformado em película ou DCP para receber as mesmas atenções que os filmes de maior orçamento e “maior poder de chegada”.

Um primeiro bom lado de se padronizar o DCP como formato do padrão digital é tentar diminuir a deformação dos filmes digitais no momento de sua exibição. É claro que isso seria possível sem tentar fechar novamente o mercado de distribuição também no mundo digital; mas aí, claro, não estaríamos nos referindo a uma indústria, e o DCP justamente está sendo padronizado pela grande indústria do cinema com o intuito também de se proteger, devido à possibilidade de criptografar o DCP para evitar violação ou cópia não autorizada do arquivo.

Outro complicador levantado pela necessidade de “conversão” dos arquivos digitais propriamente ditos para DCP é a diferença de gama de cores. Existe um Open DCP (que é um programa com código aberto em desenvolvimento para a criação de arquivos DCP em tamanhos 2K e 4K – veja aqui: https://www.apertus.org/opendcp-article ) mas o grande limitador pode ser a diferença de gama de cores. É o que é discutido (literalmente com raiva, em alguns momentos) nesse outro link: http://wemakemovies.org/resources-2/post-production/screening-formats-2/ .

No texto do link anterior são também resumidas as alternativas de formato para se enviar filmes para festivais, e os pros e contra de cada uma. A conclusão do autor é que um Blu-ray (desde que projetado corretamente) pode oferecer quase a mesma qualidade que um DCP 2K, e sem todo o trabalho e custo adicional que a produção do DCP exige. Isso minimiza, claro, os problemas técnicos de se finalizar um filme em DCP para enviar a festivais, mas não os problemas, digamos, de triagem na seleção dos festivais. O autor só não menciona os festivais (e já não são poucos) que aceitam os arquivos digitais sem precisar de mídia física (por exemplo, pelo uso da plataforma WithoutaBox (https://www.withoutabox.com/), cujo uso tem se tornado um padrão em vários festivais). Nesse caso, os festivais mais abertos especificam quais os codecs de vídeo são os mais indicados para envio, frequentemente algum H264 (um MOV, por exemplo) e o envio se faz via online, por meio de cadastro no WithoutaBox.

De qualquer maneira, no festivais BlueRay, MOV e ProRes tendem a ser vistos como uma categoria mais amadora de cinema do que aqueles filmes que chegam em película ou DCP. Se o festival tem uma comissão de seleção diminuta, mal remunerada, direcionada ao cinema comercial ou já predisposta a seguir a pré-seleção feita pelos editais estatais de fomento à cultura, ou simplesmente se torna uma comissão exaurida diante da quantidade de filmes que são enviados em um forma digital mais livre, o melhor mesmo é finalizar o trabalho em DCP e com audio em Dolby Digital, o que encarece o processo e torna necessário recorrer aos editais e à política cultural, mas serve como um diferencial para a seleção.

É preciso lembrar que a maioria dos filmes enviados a festivais são experimentais ou puras brincadeiras trash. Assistir um filme trash ocasionalmente pode ser engraçado, mas assistir uma sequência deles um dia após o outro pode ser bem sofrido. Os festivais, portanto, que estão cumprindo, na prática, a função de pinçar algumas coisas no meio do “lixo”, terminam por ter dois tipos de seleção: a formal e uma outra, a imprevisível, que é informal e improvisada diante de uma quantidade enorme de filme que ninguém quer assistir. Para quem está iniciando sua trajetória em festivais, o primeiro obstáculo é fazer o seu filme ser ao menos verdadeiramente assistido pela comissão de seleção do festival, diferenciando-se da massa de filmes ruins. Gostando ou não de ambas seleções (a oficial e a informal), é preciso saber que elas existem e é inerente ao processo como se encontra.

O lado melhor dos DCPs sem dúvida será o barateamento da produção de cópias de um filme ao ser distribuído a várias salas de exibição. Para o cinema independente, quando chega às salas de cinema, ter que fazer várias cópias em película era um grande problema, devido ao custo. Os DCPs podem ser duplicados como se duplicam arquivos digitais, pelo menos do ponto de vista técnico.

É possível se concluir, por hora, que há níveis de complexificação na finalização de um filme em cinema independente pelos quais se pode ir passando na hora de levá-lo a festivais, desde algo mais simples e barato até um formato já bem próximo do comercial.

Passo 01: finalizar um curta-metragem em tamanho full HD (1920×1080) e com som stereo ou 5.1 (de preferência, neste último caso, Dolby Digital). Enviá-lo aos festivais que aceitarem nesse formato através de envio online ou por HD ou pendrive. Ou enviá-lo em Blue Ray ou mesmo em DVD para aqueles festivais que apenas aceitarem mídias físicas. Deve-se ter em conta que esse envio será também um primeiro teste. Se o curta não for selecionado em nenhum festival mas houver bastante confiança da equipe (principalmente ao compará-lo aos outros filmes selecionados na mesma categoria), pode ser que valha a pena distanciar um pouco a sua finalização da média, a fim de que aumente a sua chance de ser visto pela comissão de seleção.

Passo 2: “esticar” um pouco o seu curta-metragem captado em full HD para 2K e tentar finalizá-lo em DCP aberto de 2K. Lembre que isso pode ser trabalhoso ou caro, devendo se cogitar se vale a pena fazê-lo ou não.

Passo 3: se o objetivo é fazer um longa-metragem, o melhor é que já se produza o filme em 2K, ou maior, e já saiba que finalizá-lo em DCP será necessário. Enviá-lo, então, aos festivais, nesse formato, ou reduzi-lo para enviar em full hd (já que há festivais que padronizaram o envio em DVD, BlueRay ou arquivo digital por via online, a fim de reduzir a confusão de mídias e formatos). Para um curta em que se deseja elevar o nível de profissionalismo, isso também pode ser seguido.

Esse, pelo menos, é o panorama de momento; mas já é visível todo um conjunto de ações “contra-industrial” a fim de se popularizar a criação de DCPs fora dos laboratórios padronizados.

O fim da película cinematográfica está se dando sem alarde e sem grande comoção. Em parte isso se deve ao fato de que a criação e mesmo a projeção de DCPs poderá aumentar a diversidade de produção e exibição de filmes. Certamente o fim da película traz uma perda estética para o cinema, além de significar o fim de uma era, que começou romântica, foi artística e terminou monopolista. A era do DCinema pode significar o fim dos monopólios da finalização e da distribuição de filmes em alta qualidade. Como na música, a filmografia pode se tornar “tribal” ou individual para quem for ativo em buscar aquilo que lhe interessa.

Texto: Tragik House

EFEITOS SONOROS E TRILHAS [ FREE ]

22 abr

Efeitos sonoros ou efeitos de áudio são sons criados ou editados artificialmente, utilizados para enfatizar obras artísticas como filmes, programas de televisão, animações, jogos de vídeo, músicas, ou outros meios de comunicação.

Na indústria de gravação é freqüentemente abreviado como “FX”.

Na produção cinematográfica e televisiva, um efeito sonoro é um som gravado e apresentado para fazer uma determinada narração da história sem o uso do diálogo ou de música. O termo geralmente se refere a um processo aplicado para uma gravação, sem necessariamente referir-se à gravação em si.

Na produção cinematográfica e televisiva profissional, a gravação de diálogo, música e efeitos sonoros são tratados como elementos separados. Diálogo e gravações musicais nunca são referidos como efeitos sonoros, embora os processos aplicados a eles, como a reverberação ou flanging, muitas vezes são chamados de “efeitos sonoros”.

Indico alguns sites de efeitos sonoros e trilhas para download:

http://www.robertetoll.com/
http://www.megatrax.com/
http://www.freesound.org/
http://soundfxnow.com/
http://www.audiomicro.com/

“Criamos e divulgamos conteúdos para entusiastas, estudantes e profissionais do audiovisual”. Gustavo Lopes, Fundador do Oeditor.com

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São matérias, vídeos, novidades sobre equipamentos, making of’s, tutoriais de softwares e demais conteúdos compartilhados por profissionais da área.

Criado em 2009, a comunidade tem como público-alvo profissionais que até então não encontravam em um único site ou blog assuntos direcionados especificamente a eles, além de networking direto entre público e marcas. No decorrer dos anos, a comunidade conquistou um número expressivo de seguidores diante de um público bastante segmentado.

Essa conquista foi possível devido aos profissionais que atuam no site Oeditor.com.

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É uma equipe especializada em várias áreas do audiovisual e comprometida em buscar, diariamente, conteúdos inéditos e de qualidade para todos os leitores.

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Oeditor.com
Site: www.oeditor.com
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Color tutorial

14 fev

Há tanta coisa que você pode dizer com cada imagem, mas como você faz o máximo dela? Muitas vezes falar sobre camadas de um filme e cor é uma ferramenta narrativa poderosa que pode mudar completamente a aparência.

Neste tutorial vamos olhar para a cor da câmera à medida que percorremos o balance de branco, white shift, picture styles, juntamente com algumas dicas e truques sobre como usá-los para dizer alguma coisa com a sua imagem para fora da câmara.

Há muito a dizer sobre a cor por isso decidimos dividi-la em dois tutoriais, na câmara e na pós. todas as imagens mostradas neste tutorial é direto da câmera, sem nenhum trabalho de cor post. Em breve a parte dois do tutorial, ainda este mês.

Digital Canon centro de aprendizagem.