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Visitamos a O2 Filmes | A maior empresa de Pós-Produção do Brasil

6 nov

Rodeada de talento por todos os lados, a O2 Filmes produz sucessos de bilheteria de cinema, séries de TV e filmes publicitários. A empresa tem como sócios os diretores Fernando Meirelles (diretor de “Cidade de Deus,” “O Jardineiro Fiel,” “Ensaio Sobre a Cegueira,” e “360”) e Paulo Morelli (diretor e produtor de “Cidade dos Homens” e “Entre Nós”), e a produtora executiva Andrea Barata Ribeiro (produtora de “Cidade de Deus,” “Ensaio Sobre a Cegueira,” e “Cidade dos Homens”).

A O2 Filmes iniciou suas atividades como uma produtora de filmes publicitários e logo expandiu seus negócios para produção de conteúdo para cinema e TV além de outras áreas como distribuição de filmes (O2 Play), produção de conteúdo para novas mídias (O2 Outras elas) e serviços de Pós Produção (O2 Pós). Com mais de 100 profissionais na equipe e um enorme espaço criativo de 1.500 metros quadrados localizado dentro dos 8.500 metros quadrados da sede da O2 Filmes em São Paulo, a O2 Pós é considerada hoje a maior empresa de Pós-Produção do Brasil. Criada originalmente para atender a demanda de Pós Produção dos projetos da O2, o núcleo cresceu rapidamente em função dos talentos e tecnologias agregadas, possibilitando à empresa que abrisse suas portas para todo o mercado audiovisual brasileiro, atendendo hoje outras produtoras além da O2 Filmes.

Para dar conta desse rápido crescimento, a O2 rompeu completamente com os sistemas tradicionais e transformou a empresa em uma das maiores instalações de DaVinci Resolve no mundo, iniciando pelo departamento de correção de cor e estendendo aos outros departamentos da Pós, utiliza 80 licenças de DaVinci Resolve distribuídas entre esses departamentos, possibilitando que a correção de cor seja visualizada em qualquer etapa do processo de finalização.

“Está claro para nós que o DaVinci Resolve está caminhando para se tornar uma ferramenta de edição online, o que é muito útil para a O2 Pós. Queremos poder começar e terminar um projeto numa solução única, então esse caminho é bem atraente.” explica Paulo Barcellos Jr, diretor da O2.

Barcellos explicou que as novas funcionalidades do Davinci Resolve 14 facilitarão o processo de conformação e deliveries. “É tudo muito bom e estamos muito animados para saber quais ferramentas mágicas a Blackmagic Design vai desenvolver no futuro.”

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Lançamentos Panasonic | Merlin Mega Store

17 nov

Inovação, tecnologia e um ótimo custo-benefício!
A Merlin Foto e Vídeo em parceria com a Panasonic Brasil, realizou no último dia 09, o coquetel de lançamento das novas câmeras profissionais Panasonic. Assista! 🎥

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Making Of Comercial de TV | Oeditor.com

17 out

“Da criação à exibição”. No meio desse caminho, a construção da mensagem pelo minucioso mundo da produção audiovisual.
Conheça as técnicas, equipamentos, softwares e tudo que envolve o planejamento e a produção de um comercial de TV. Assista!

Produção
Melina Frazão

Entrevista Sergio Pasqualino Jr. | Colorista fala do seu trabalho na novela Velho Chico

27 set

“Velho Chico” vem recebendo elogios pela sua narrativa e qualidade da imagem exibida. O colorista Sergio Parqualino Jr. falou um pouco sobre o trabalho de correção de cor na novela para o Portal ABC (Associação Brasileira de Cinematografia), com texto e reportagem de Danielle de Noronha.post_01 Com direção artística de Luiz Fernando Carvalho, a novela “Velho Chico” chega a sua reta final. O último capítulo da novela, escrita por por Edmara Barbosa e Bruno Luperi, sob a supervisão de Benedito Ruy Barbosa, será exibido no próximo dia 30 de setembro e seguirá contando com a presença do personagem Santo dos Anjos, vivido pelo ator Domingos Montagner, que morreu afogado no dia 15 de setembro, em Canindé do Sáo Francisco, durante uma folga da gravação. Como uma homenagem ao ator, o personagem estará na novela através do uso da câmera subjetiva.

Quais as principais diferenças do trabalho na correção de cor entre um longa-­metragem e uma novela?

O projeto “Velho Chico” não se encaixa no modelo de novela que estamos acostumados a ver, desde o início foi pensado e tratado como cinema, a luz, os enquadramentos, a câmera, a arte, etc., porém a Globo exige um processo industrial de produção e pós-produção que difere do que o cinema está acostumado. Continue lendo

Rede Século 21 | Oeditor.com

24 ago

Visitamos a Rede Século 21 em Valinhos/SP. A emissora está presente nas 21 principais capitais do Brasil, seu sinal chega para mais de 150 milhões de brasileiros.post_00Assista a matéria!

Conta com aproximadamente 200 retransmissoras e uma nova parceria com Rede de Comunicação Interativa. Gostaria de agradecer a recepção de todos os funcionários, principalmente dos diretores Marcos Bragato, Jose Maria Albiero, Horacio CaballeroEric Ananias Modolo, Diego Soares, Má Âmbar,Cristiano Biazi, André Luciano, Fabiano Fachini e principalmente ao excelente profissional Pedro Roncatto, o dia foi especial!

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Inaugurada em Campinas a primeira Mega Store | Grupo Merlin

16 ago

Um espaço único com os principais lançamentos do mercado, disponíveis para os profissionais acompanharem a evolução tecnológica e principalmente os recursos que cada equipamento oferece. Este é o objetivo da Merlin Mega Store, que foi inaugurada no último dia 09 em Campinas/SP.
Parabéns Edson Marion, Fernando Tass e toda a equipe MerlinVideo Cps, a loja ficou linda!

São 120m² dedicados a exposição dos mais modernos equipamentos de foto e vídeo. A Merlin Mega Store que conta com renomadas marcas comoSony, Canon Brasil, Panasonic Brasil, RØDE Microphones, NewTek Inc – Brasil entre outras.
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A expectativa com o novo espaço é de atrair cada vez mais clientes, oferecendo um atendimento diferenciado com profissionais qualificados e certificados.

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Campinas recebe a primeira Mega Store especializada em foto e vídeo produção do Brasil

15 ago

A Merlin Mega Store inaugurou no último dia 09 de Agosto sua loja dedicada a fotógrafos e videomakers. O espaço conta com a exposição dos mais modernos equipamentos e acessórios para captação, produção e edição de foto e vídeo. Em breve você confere uma super cobertura, com várias entrevistas deste dia especial, aqui no Oeditor.com.

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Edson Marion – Sócio-Diretor da Merlin Foto e Vídeo

O objetivo do espaço que conta com renomadas marcas, como Sony, Canon e Panasonic é de proporcionar ao usuário o contato direto com as últimas novidades em equipamentos de foto e vídeo. Também será promovido encontros de profissionais de vídeo produção, youtubers,  fotógrafos renomados e eventos exclusivos de lançamento de produtos.

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Fernando Tass – Gerente de Marketing e Comunicação da Merlin Foto e Vídeo

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São mais de 500 itens e acessórios disponíveis.

Além dessa área exposição os visitantes podem contar com uma ajuda técnica especializada para montar seu próprio estúdio. Uma oportunidade para aqueles que desejam entrar na área e não dispõem de grandes recursos.post_03Com mais de 30 anos de mercado a Merlin Mega Store é conhecida como referência na comercialização de equipamentos para foto e vídeo produção. Representa oficialmente no Brasil mais 30 marcas e distribui 10 delas. Atende todo o território nacional e é premida internacionalmente por suas operações no Brasil.  Além da área comercial atua com locação de equipamentos, cursos e workshops, desenvolvimento de projetos para TVs e Cinema.

Merlin Mega Store
Rua Maria Amélia de Rezende Martins, 10 – Jd. N. Sra. Auxiliadora – Campinas/SP
(19) 3741-4488

Rede Século 21 | Oeditor.com

4 ago

Visitamos a Rede Século 21 em Valinhos/SP, gostaria de agradecer a recepção de todos os funcionários, principalmente dos diretores Marcos Bragato, Jose Maria Albiero, Horacio Caballero. Em breve você confere uma matéria com os bastidores dessa emissora que está entre as maiores do país.
post_00 A Rede Século 21 está presente nas 21 principais capitais, com aproximadamente 200 retransmissoras, seu sinal chega para mais de 150 milhões de brasileiros.post_06Obrigado aos amigos Eric Ananias Modolo, Diego Soares, Má Âmbar,Cristiano Biazi, André Luciano, Fabiano Fachini e principalmente ao excelente profissional Pedro Roncatto, o dia foi especial!post_07

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Rede Record e seu Novo (Velho) Logotipo

29 jul

A mudança do logotipo da Rede Record noticiada pelo portal Uol, levantou uma série de comentários e suposições nas redes sociais. A emissora registrou no órgão de propriedades algumas alterações no logotipo, que irão culminar em um reposicionamento da marca no próximo dia 27 de setembro (notícia não confirmada pela emissora).

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Entrevistamos Michel Frey, designer responsável pelo atual logotipo da emissora, e que foi responsável pelo departamento de Chamadas e Criação Visual até 2011.

Oeditor.com – Michel, a mudança representa muito mais que a retirada das cores do logotipo?
Michel Frey – Em 2007, quando apresentei o primeiro esboço ao Diretor Artístico da emissora, tinha objetivo de modernizar a marca na época e trazer uma informação subliminar de crescimento com a formação de um triângulo apontando para a direita. Junto a esse triângulo, estava associando também a tecla do “play”, hoje muito difundida pela concorrente (Globo Play). Era para termos inovado, mas ficamos para trás. Em 2010, após diversas mudanças no comando da empresa, senti que era a oportunidade de apresentar novamente a marca e a desenvolvi junto à minha equipe e encaminhei para a aprovação e análise do INPI quanto à forma e desenho pois não queria apresentar uma marca que já tivesse um desenho semelhante. Após seis meses, recebi a sinalização do INPI que poderia utilizar o desenho criado, mas o desenho acabou recebendo mudanças que desagradaram. Rotacionaram a marca de forma que o triângulo passou a apontar para baixo, criaram um peso, uma âncora que apontava a emissora para baixo.post_logos 02

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Rede Globo é primeira empresa brasileira a adotar o NVIDIA VCA

19 jul

A busca por melhores recursos tecnológicos para a produção de cenários e efeitos realistas de computação gráfica para suas novelas e seriados fez a TV Globo ser a primeira empresa no Brasil a adotar da nova solução para edição de vídeo NVIDIA VCA (Visual Computing Appliance).post_01 “Somos parceiros de longa data da NVIDIA e nos tornamos a primeira empresa do Brasil a ter acesso ao equipamento, que inclusive ainda estava em uma versão inicial quando iniciamos as negociações. À época, isso foi uma excelente oportunidade de aprendizado em CUDA”, explica Pablo Bioni, Supervisor Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento de Efeitos Visuais da TV Globo. O VCA é um dispositivo conectado à rede que aproveita o poder de vários processadores gráficos QUADRO interligados para oferecer a mais alta performance aos profissionais de design e produção de conteúdo.post_03Para Marcio Aguiar, Gerente de Vendas Enterprise da NVIDIA na América Latina, o NVIDIA VCA dará mais facilidade e agilidade no processo de produção. “Na pratica, o artista 3d é o maior beneficiado. Ao invés de se submeter a um processo convencional de verificação da alteração de parâmetros baseado em tempos de render elevados, ele passa a usar um novo processo em que as alterações realizadas são visualizadas praticamente em tempo real. Isso representa não apenas uma otimização no rendimento em horas efetivas trabalhadas, mas também na velocidade de convergência ao resultado final da imagem”.

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Anymotion 2016 | Entrevistas

17 maio

No último sábado (14/05/2016), foi realizado na cidade de São Paulo o 2ºAnymotion, o evento contou com um circuito de palestras e workshops com foco em Motion Graphics e Animação e teve um grande sucesso de público!00 A missão é compartilhar conhecimentos, experiências e envolver todos os participantes, a fim de formar uma classe profissional mais colaborativa e preparada para atender aos projetos do mercado nacional e internacional.

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Isac Rodriguez | V-Ray Master Talk

13 maio

No episódio #05 do V-Ray Master Talk, o apresentador Ricardo Eloy recebeu o artista de motion graphics da Band, professor da Faculdade Melies e idealizador do Anymotion, Isac Rodriguez.

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Marcelo Souza | Entrevista

25 abr

O site da Associação Brasileira de Cinematografia, entrevistou Marcelo Souza, supervisor de efeitos visuais de pós-produção da O2 Filmes, na entrevista ele explica o processo de animação do filme Zoom, com direção de Pedro Morelli e direção de fotografia de Adrian Teijido.
post02 O filme Zoom mescla cenas com elenco e cenas de animação, executada com a técnica de rotoscopía. O longa apresenta três histórias paralelas, mas que são interligadas: Emma (Alison Pill) é funcionária de uma fábrica de bonecas sensuais que sonha em ter seios maiores, iguais aos que vê no trabalho. Ela despeja todas as frustrações em seus desenhos em quadrinhos que contam a história de um diretor de cinema, Edward (Gael García Bernal), que, sem Emma saber, existe e está no Rio de Janeiro dirigindo um filme sobre Michelle (Mariana Ximenes), uma modelo brasileira que, também para se livrar dos problemas pessoais, começa a escrever um livro sobre Emma. O filme é uma co-produção entre Brasil e Canadá.

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Marcelo Alves de Souza (supervisor de VFX), Paulo Barcelos (diretor da O2 Pós), Emerson Bonadias (supervisor de VFX), Diego Moreira (coordenador de 3D), Luis Dourado (lead animator), Thiago Sá (motion designer), Liciani Vargas (lead composition) e Cristian Slavik (lead composition)

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Guilherme Ferretti | Entrevista

19 abr

O nosso entrevistado de hoje é Guilherme Ferretti que atualmente trabalha na O2 Filmes como motion designer.
Ferreti já trabalhou na renomada produtora CLAN vfx e no Blog Jacaré Banguela, leia a entrevista:foto 01

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Carol Moreira | Entrevista

12 abr

Hoje nossa entrevistada é Carol Moreira, editora do site Omelete.
Omelete é um site brasileiro de entretenimento que aborda temas da cultura pop como cinema, HQs, música, televisão e jogos eletrônicos. Criado em 29 de junho de 2000 por Érico Borgo, Marcelo Forlani e Marcelo Hessel.
Recementemente o site completou 15 anos, com mais de 40 funcionários em sua sede em São Paulo, 800.000 inscritos no canal do YouTube (Omeleteve) e centenas e centenas de milhares de visualizações diárias.02

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Deo Teixeira | Entrevista

7 abr

O entrevistado de hoje é o editor e ator Deo Teixeira, grande profissional da O2 Filmes, produtora que já criou mais de 2.000 trabalhos publicitários e produziu oito longa-metragens, oito curtas, além de séries da Rede Globo e da HBO, vídeoclipes, documentários e produções internacionais.Déo Teixeira 02 A produtora possui escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo com uma infra-estrutura completa. Nela possui estúdios, equipamentos de câmera e iluminação, departamento de elenco, um departamento jurídico e serviços de pós-produção, incluindo departamento de computação gráfica.

Vinte e quatro diretores estão fixos na empresa e produzem mais de trezentos comerciais por ano. Os sócios principais da O2 Filmes são os diretores Fernando Meirelles e Paulo Morelli e a produtora Andrea Barata Ribeiro.

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Lucas Gonzaga | Entrevista

11 mar

O montador Lucas Gonzaga deu uma entrevista para o site da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) para falar de seu trabalho em Presságios de um Crime (Solace, EUA, 2015), filme que marca a estreia internacional do diretor brasileiro Afonso Poyart (2 Coelhos) e que conta com Anthony Hopkins, Colin Farrell, Jeffrey Dean Morgan e Abbie Cornish no elenco.

No filme, um detetive do FBI está à procura de um assassino em série, que faz jogos com suas vítimas. Para isso, ele contará com a ajuda de um médico aposentado especializado nesse tipo de crime.

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Como aconteceu o convite para participar do Presságios de um Crime? Como é a sua parceria com o Afonso Poyart?

Em 2012 fui para o Festival de Sundance com o filme A Busca. Lá eu conheci o agente do Wagner Moura que tem uma história de representar brasileiros que vão trabalhar no cinema americano. Ele me comentou que estava vindo para o Brasil fazer reuniões na semana seguinte e eu o convenci a assistir no cinema o último filme que eu tinha montado e que estava estreando que era o 2 Coelhos, dirigido pelo Afonso Poyart. Achei que o filme tinha uma pegada que interessaria os americanos.

Na semana seguinte ele assistiu ao filme no Brasil e já na saída da sessão quis muito conhecer o Afonso. Poucos meses depois o Afonso já estava nos Estados Unidos negociando para fazer o Presságios de um Crime. Foi tudo muito rápido. Os americanos ficaram fascinados com o 2 Coelhos e com a capacidade do Afonso de fazer um filme de ação, com qualidade e um custo baixo.

Minha relação com o Afonso é muito antiga, fiz o primeiro curta dele e desde então fizemos publicidade, videoclipes e três longas juntos. É um diretor extremamente criativo, que entende de roteiro, de personagens e que tenta colocar sua marca visual nos filmes sem nunca abrir mão de contar uma boa história. Ele e o fotógrafo Carlos Zalasik entregam sempre um material bastante aberto e amplo, que gera muitas possibilidades e uma liberdade absoluta para trabalhar. E ele incentiva os riscos, para que encontremos na forma e no conteúdo elementos que atraiam e agradem o espectador.

É muito próximo do universo ideal para um montador.

Quanto tempo de trabalho? Como foi o cronograma?

O filme teve 30 semanas de montagem.

Começamos durante a filmagem em Atlanta, depois retornamos ao Brasil onde fizemos o primeiro corte. Daqui fomos para Los Angeles e lá tivemos o período mais extenso da montagem onde trabalhamos nos cortes seguintes junto dos produtores. Após as sessões teste, o último mês de ajustes foi feito em Nova Iorque por questões contratuais do filme.

Quais eram as condições de trabalho e principais diferenças com as produções nacionais?

As condições de trabalho eram as melhores possíveis. Tínhamos duas ilhas para o filme em uma Finish House em West Hollywood, uma para mim e outra para o assistente.

Em termos de equipamento hoje praticamente não existem diferenças entre o que usamos aqui e o que usamos nos Estados Unidos. O filme foi editado em Avid Media Composer.

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A maior diferença se dá no prazo. Aqui, em função de orçamento, sempre lidamos com prazos muito curtos e isso representa uma perda de qualidade grande nos filmes.

A ilha de edição é um espaço de experimentação, de busca por nuances, por detalhes, onde podemos arriscar e tentar tirar ao máximo as possibilidades do material. E isso leva tempo. Com prazos apertados muitas vezes é possível apenas cumprir o básico e não acho que deveríamos nos contentar com o básico.

Qual era a atitude dos produtores? Como eles participaram do projeto?

Os produtores realmente participam de maneira muito ativa em todo o processo. Na montagem não foi diferente. Em todos os cortes do filme fazíamos apresentações para eles, debatíamos os avanços, traçávamos novos objetivos e testes que ainda poderiam ser feitos. É um processo difícil pela cobrança permanente por resultados, mas ao mesmo tempo é colaborativo e feito em alto nível.

Quando o produtor se impõe pelo conhecimento de cinema, e não só pelo cargo que ocupa, é muito positivo. É positivo para o filme ter mais pessoas pensando junto e ajudando a encontrar os melhores caminhos.

O que dizer do Anthony Hopkins e elenco do filme?

Anthony Hopkins, além de uma sutileza ímpar para interpretar com pequenos gestos e olhares, tem um carisma impressionante.

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O personagem que ele interpreta é extremamente ácido e irônico. Ficamos muito tempo tentando buscar o equilíbrio do quanto as pessoas se incomodariam com aquela postura tão arrogante. Quando começamos a fazer sessões teste descobrimos que a força do ator com a audiência é tão grande, fruto de décadas fazendo papéis tão marcantes, que mesmo ele sendo grosseiro ou irônico as pessoas sempre gostavam dele. Perceber este tipo de reação nos ajudou a encontrar o ponto de equilíbrio exato pro personagem.

Se Hopkins entrega tanto com tão pouco, Colin Farrell por outro lado é um turbilhão, roubando todas as cenas que aparece com sua energia. Equilibrar estas duas forças foi um grande desafio pro Afonso no set e depois pra gente na montagem. Além deles tínhamos Jeffrey Dean Morgan que é um excelente ator – apesar de ainda não tão conhecido. Os três entregam grandes performances e, quando se tem um elenco neste nível, a conexão da audiência com o filme atinge um outro patamar.

Texto: Danielle de Noronha
Fonte: ABCine

Oeditor.com | Entrevista Michel Frey

14 ago

O nosso entrevistado é o renomado designer e diretor de criação Michel Frey, que já atuou em diversos veículos de comunicação, como TV Manchete, SBT e Rede Record.

Em 1995 no SBT, Michel foi o responsável por estruturar o departamento de Criação Visual e repaginar toda a linguagem visual da emissora, ganhando com isso diversos prêmios, o sucesso e qualidade de seu trabalho o levaram a Rede Record em 2007, no qual comandava uma equipe de mais de 100 profissionais. Na entrevista Michel conta detalhes de sua trajetória profissional, fala sobre suas motivações e conta com detalhes quais os projetos que ele teve mais satisfação de participar.

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Oeditor.com – Michel, dentro da sua trajetória profissional, como é desenvolvido o seu método de trabalho?  
Michel Frey – Iniciei minha vida profissional aos 14 anos de idade como Desenhista Projetista. Adorava Arquitetura e enquanto cursava a faculdade fui convencido pelos meus professores de projeto que meu talento não poderia ficar limitado a réguas e esquadros e que deveria assistir as aulas do curso de Belas Artes e de Comunicação para que pudesse conhecer as possibilidades dessas profissões. Resultado? Após sete anos na área de projetos pedi demissão do emprego, tranquei a matrícula na faculdade de Arquitetura, fiz um novo vestibular e iniciei uma nova faculdade e carreira. Comunicação Visual. Comecei trabalhando em editoras e pequenas agências de publicidade como arte finalista e fazendo alguns trabalhos de ilustração até começar a perceber que o legal era criar, e quem criava era o cliente. Era ele quem passava o briefing com a meta a ser atingida. Então pedi demissão novamente e fui trabalhar em uma multinacional, com isso também passei a “comandar” uma grande agência de publicidade. Estava tudo indo muito bem até que precisei desenvolver um comercial e descobri o mundo do vídeo e das produtoras. Percebi que não existiam limites para a criação e que existia vida num still após o outro. Resultado? Decidi recomeçar tudo novamente e parti para a televisão.

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Comecei a trabalhar em televisão como free lancer na TV Manchete desenvolvendo artes para uma novela titulada “Kananga do Japão” e logo fui convidado para formar uma equipe e montar um departamento de Programação Visual utilizando os conhecimentos de desenhista projetista, arquitetura e ilustração para dar apoio às áreas de direção de arte, cenografia e figurino. Criava projetos para os programas de entretenimento e para as novelas da emissora. Nessa época tudo era muito artesanal e quem tivesse algum talento despontava com facilidade. Era muito air-brush, letraset e pantone.

Com a chegada dos primeiros computadores de Computação Gráfica, fiquei fascinado com todas as possibilidades que eles traziam. Eu lembro que na época um frame de uma arte para o jornalismo demorava quatorze horas para “renderizar”, e nós achávamos o máximo. O computador era um 286. Passei a almejar trabalhar no departamento de Criação Visual, responsável pelas vinhetas de abertura e institucionais dos programas da emissora e, felizmente, pude trabalhar e aprender com os mais talentosos profissionais da área e realmente aprendi muito com todos eles. A partir de então, o meu contato com o mundo do vídeo, das captações, das criações dos efeitos, das animações em Computação Gráfica e das edições não parou nunca mais

Oeditor.com – Durante esse período, você e sua equipe usaram quais ferramentas e softwares?
Michel Frey – Trabalhei com diversos softwares de Computação Gráfica e de Edição Não-Linear. Lembro que no início da Computação Gráfica tínhamos a dupla Tips e Topas, este último não tinha lógica alguma para a modelagem e animação, mas logo na sequência chegou o 3Ds4, muito mais amigável e “inteligente”. Nossa! Isso tem tempo. Na parte de edição aprendi a trabalhar com um dos primeiros editores não-lineares, o Vídeo Cube e o Turbo Cube. Na realidade o conceito de edição não-linear não mudou desde os anos 90, o que mudou foi a confiabilidade dos softwares e hardwares e as ferramentas de trabalho que cada um disponibiliza para os usuários. Em relação aos Composers, conheci uma ferramenta fantástica que permitia desenvolver animações em tempo real, sem a “renderização”. O sistema era avançado para os dias de hoje, imagina para a época dos anos 90. Este equipamento era o Hurricane, de tecnologia francesa, muito instável e com uma lógica de trabalho muito difícil. Foi com o Hurricane que consegui criar um novo workflow para o departamento de chamadas do SBT.

Com o crescimento da responsabilidade na finalização das chamadas do SBT era necessário ter uma plataforma que fosse mais confiável e menos propensa a problemas de travamento e de perda de mídia. Com este objetivo e após diversos testes, optamos pela linha Autodesk Flame e Autodesk Smoke e inserimos estes equipamentos na linha de produção de todas as chamadas e vinhetas de abertura da emissora com qualidade e velocidade. Apesar de reconhecer que atualmente os equipamentos de edição e de composição estão muito similares, ainda julgo como um grande diferencial a favor do Autodesk Smoke as suas ferramentas de composição. Para quem trabalha com efeitos gráficos juntamente com a edição, a possibilidade de “ingestar” sequências em high resolution, sem compressão alguma, sem perdas consideráveis de vídeo e de cor, é fundamental. Além do mais, para um profissional com noção artística é possível editar, produzir artes e animá-las, tudo em um mesmo software, utilizando quase que 100% da capacidade que o equipamento permite.

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Autodesk Smoke ®

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Autodesk Smoke ® – Imagem ilustrativa

Oeditor.com – Como funciona seu workflow nas emissoras e quais os requisitos para um bom funcionamento do departamento de Criação Visual?
Michel Frey – Como passei por quase todas as áreas de criação de uma emissora de televisão, acabei me especializando nas chamadas de programação, e para fazer uma boa chamada é necessário três requisitos básicos que servem como alicerces para a construção de um bom departamento:

1. Um bom texto;

2. Uma boa edição;

3. Uma boa arte/finalização.

Para conseguir desenvolver um bom texto, o produtor de chamadas precisa conhecer o produto a fundo, encontrar o foco de “venda” e fazer uma boa “decupagem”, ou seja, selecionar as melhores cenas para ilustrar a sua ideia. O perfil profissional deste produtor tem que estar mais alinhado com a linguagem publicitária do que com a do jornalismo. Com um bom texto em mãos e o roteiro das cenas indicadas pelo produtor entra em cena o editor, que usará a sua expertise, feeling e talento para montar uma base (prévia da edição). Essa base servirá para analisar se o timing da edição está correto e se a mensagem está sendo transmitida de acordo com a criação do produtor. Cada produto ou programa tem a sua personalidade ou a “sua cara”. Por isso a arte é importante. É essa “embalagem” que identificará cada produto com o seu telespectador. A chamada é a vitrine de uma emissora. Outra preocupação da arte é remeter ao assunto e ao foco do produto, por exemplo: se a ideia for transmitir um romance, usar cores leves e formas arredondadas na arte alcançará melhor o seu objetivo. É óbvio que não existem regras pré-definidas, mas a embalagem tem que seduzir o telespectador. A finalização ainda compreende a sonorização que tem um papel importantíssimo no processo todo. Além de passar o clima pretendido, a sonorização pontua e destaca as cenas mostrando a sua importância, envolvendo o telespectador. Eu costumo dizer que a sonorização representa 50% de uma chamada ou trailer. Na Record, nossa estrutura de departamento, entre Chamadas e a Computação Gráfica, chegou a ter 105 profissionais.

Oeditor.com – Entre os projetos que você desenvolveu no SBT e Record, quais você destaca quanto à qualidade e realização profissional?
Michel Frey – Entre todos os projetos que desenvolvi e mesmo aqueles que ganharam prêmios Promax, nenhum me deu tanto prazer como as chamadas da sessão de filmes Oito e Meia no Cinema do SBT. O objetivo e a característica da chamada dessa sessão era selecionar uma cena do filme e inserir o logotipo da sessão ou o dia e a hora de exibição. Primeiramente após escolher a cena era necessário fazer com que o filme voltasse a ter 24 quadros por segundo, já que a fita estava com o filme em 30 quadros por segundo. O Autodesk Flame e o Autodesk Smoke faz essa transformação. Feito isso, utilizava um software (boujou) para encontrar a câmera real que a cena foi gravada, e desta forma transmitia essa informação para o Flame ou para o Smoke inserir logotipos ou o que quisesse na perspectiva correta, sem flutuações, sem nada. O Flame e o Smoke possibilita ainda ajustar a qualidade da inserção, da cor e do vídeo para parecer que aquele objeto estava realmente ali. O resultado era muito bom e toda a técnica foi desenvolvida internamente.

A principal característica dessa chamada é que ela causou uma mudança no workflow do departamento, antes do produtor de chamadas “decupar”, o filme passou a ser decupado pelo artista gráfico que separava as principais cenas que possibilitavam a produção do efeito e informava ao produtor, que era impedido de utilizá-las.

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Autodesk Flame ®

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Autodesk Flame ® – Imagem ilustrativa

Outro trabalho de destaque foi a criação do logotipo da Record. O desenho da marca surgiu em 2007 e o objetivo principal era “limpar” as formas, pois a marca antiga possuía três aletas que pareciam foices que “espetavam” e “cortavam” a marca. A ideia era juntar essas três aletas em um mesmo plano paralelo a esfera central e que o espaço entre elas evoluíssem para formar uma seta apontando para a direita, como se fosse uma tecla de play, apontando sempre na direção do crescimento e para frente. Desta forma também estava sendo criado mais um elemento para trabalhar e identificar à emissora. No exercício da limpeza, foi proposta também a retirada do mapa da América do Sul. Porém, foi pedido que o mapa fosse recolocado e o desenho foi ajustado conforme podem analisar na evolução da marca Record abaixo:Screen Shot 2015-08-12 at 6.34.51 PM

A primeira marca (desenho 1) tem excesso de informação e textura que interferem na sua visualização e identificação. A segunda marca (desenho 2) já está mais “limpa” com todas as formas definidas e com as cores do RGB ressaltadas. Na versão atual (desenho 4) foram eliminadas todas as arestas e pontas, as aletas estão “abraçando” o mundo e deixando a forma final esférica. Reparem que a diferença no desenho entre a proposta (desenho 3) e versão atual é pequena.

Todas as marcas têm um porque de existir, elas são criadas e planejadas para identificar não somente um negócio, mas para diferenciá-las de sua concorrência e qualificar o produto ou serviço. Vocês lembram a marca CCE? Já foi uma das principais marcas de eletro eletrônica, porém hoje é sinônimo de produto de baixa qualidade. Por muitas vezes a marca vale mais do que o próprio negócio, pois o consumidor aceita até pagar mais caro se aquela marca só tem produtos de qualidade. É a confiabilidade. Para entender melhor o que estou querendo dizer, veja alguns logotipos abaixo e suas análises:

Screen Shot 2015-08-12 at 6.34.56 PM

No logotipo da Amazon a primeira sensação que você tem é de uma seta que mais parece um sorriso, mas na realidade essa seta está ligando as letras de “A” a “Z,” mostrando que a empresa tem todos os tipos de produtos para atender aos seus clientes.

No logotipo da Federal Express as pessoas quase não percebem a informação subliminar, mas se você olhar para o espaço entre as letras “E” e “X” perceberá que existe um elemento que nunca mais esquecerá. Esse elemento também faz parte do seu negócio, sempre pra frente e avante. Isso é Gestalt, são formas e figuras que são colocados diante de seus olhos, mas precisam de percepção para lê-las.

O mesmo tipo de informação acontece com a marca Carrefour, a princípio parecem ser duas setas de cores distintas apontando para sentidos opostos, mas se você perceber o espaço em branco deixado pelas “setas” descobrirá a letra “C”. Outras informações pertinentes para analisar seriam as cores utilizadas, são as cores da bandeira francesa, país de origem da corporação, mas percebam também que a seta que aponta para a esquerda é da cor vermelha, como se fosse contramão, sentido negativo, proibido, e a seta apontando para a direita é azul, positiva, pra frente, crescente.

Como eu disse anteriormente, não existem regras pré-determinadas, mas são elementos que estão a nossa frente e por muitas vezes passam batido. Esse é o grande fascínio que a nossa área proporciona, os elementos, as formas e as cores combinadas dizem muito mais do que suas características próprias e isoladas.

Oeditor.com – Quais as dificuldades que você encontra na profissão? 
Michel Frey – Não vejo dificuldade, acho que a palavra certa não é essa. O que percebo é como todas as emissoras e produtoras tem acesso aos mesmos equipamentos, todas elas estão muito equiparadas, tecnicamente falando. O transmissor, o vídeo, as cores e o áudio estão muito semelhantes, se retirarmos as marcas d’água que identificam as emissoras será difícil apontar o canal sintonizado. O que fará a diferença será sempre a qualidade artística, ou seja, a importância e o esforço que cada emissora emprega nesta área. Em outras palavras, essa diferença é a qualidade do cenário, da iluminação, das vinhetas, das edições e das trilhas. Ou mais, essa diferença é o apresentador, o figurino, a maquiagem e o penteado. Todas essas características são elementos que vão chegar à telinha para o telespectador, e ele pode nem entender de tudo isso, mas ele vai perceber se a informação e a imagem estão agradáveis ou não, e isso independe do seu nível social ou cultural. Perceberam que essas características são relativas aos profissionais? Por mais que os “computadores” invadam todas as áreas, não basta você fazer um curso, aprender ou decorar a interface de um equipamento e sair dizendo que é um editor. Porque você será. Mas não é só isso. Existe o know-how, o feeling, o timing que diferenciam e qualificam os profissionais e precisamos estar atentos a essa questão. Lembra que quem faz a diferença é a qualidade artística e não a técnica? Infelizmente, assim como as máquinas fotográficas não precisam mais de rolos de filmes e a máquina de escrever sucumbiu frente ao computador, diversos outros exemplos nos mostram que empresas gigantes em seus ramos de atuação foram “varridas” do mercado. O mesmo deve acontecer com esse modelo de televisão que conhecemos, tanto o modelo de televisão aberta como a fechada. A internet veio para mudar a forma de consumo de programas e informação. O usuário quer assistir e ter acesso na hora que lhe for mais conveniente e não ter que seguir a obrigatoriedade e a imposição de uma grade de programação. Porém, a qualidade artística, o profissional qualificado, não perderá mercado e trabalho nunca, independente da plataforma de exibição.

Oeditor.com – Deixe algum recado para os leitores do site e que esperam uma oportunidade na área.
Michel Frey – Quando eu comecei a trabalhar em televisão me disseram que era uma cachaça e que não conseguiria mais sair. E era real. Pelo fato de ter diferentes desafios a cada dia torna essa afirmação uma realidade. O fascínio pelo novo, pela oportunidade de poder criar e contribuir com novas soluções seja o motivo. Em contraponto, a relação entre cliente e criador continua a mesma, mas pela velocidade da formação e da informação, muitos profissionais deixam de entender essa importância e por um motivo muito simples, não a vivenciaram e acreditam saber tudo e que a sua solução proposta é perfeita. O bom profissional tem que saber se posicionar sim, defender sua ideia sim, mas também precisa aprender a escutar. Ter o feeling para perceber o gosto de cada cliente e entender que todos fazem parte de uma mesma engrenagem. A edição de chamadas em especial é desafiadora, pois qualifica o profissional a um desenvolvimento profissional e artístico enorme. Imagine sintetizar um filme de duas horas e contar a história em trinta segundos. É um grande desafio não é? E é este desafio que me move, que me cativa e faz com que essa sedução se repita todo dia, toda semana, a vida toda.

Oeditor.com – O site está completando 6 anos. Na sua opinião, qual a importância que o Oeditor.com tem para o mercado e seus seguidores?
Michel Frey – Eu acho fundamental ter um canal de comunicação direta com a comunidade “audiovisual” e o Oeditor.com cumpre muito bem esse papel em um mercado tão variado como o nosso.

Nesses seis anos de vida que completa o site, percebi o amadurecimento do mercado e as grandes mudanças tecnológicas, e encontrar neste site, um instrumento que se possa divulgar conteúdos exclusivos, novidades em equipamentos e softwares e todos os demais assuntos pertinentes aos profissionais do mercado, e aos que almejam ser, é super bem vindo, ainda mais sendo feito com a responsabilidade e o talento da equipe do Oeditor.com.

Parabéns a todos que contribuem com este trabalho.

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Michel Frey – Designer e Diretor de Criação

Oeditor.com – Quais são seus  projetos futuros?
Michel Frey – No momento estou em um ano sabático, aproveitando este período para reciclar, e principalmente, fazer alguns cursos que antes não tinha tempo. Estou trabalhando também em um projeto para dar assessoria, consultoria e palestras para emissoras de televisão com o foco principal na importância da qualidade das chamadas e da embalagem das emissoras e de seus produtos. Estou me divertindo muito na criação de uma palestra motivacional para executivos perceberem a importância da comunicação nas Chamadas. Imaginem diferentes profissionais participando da criação, execução e finalização de uma chamada? Será divertido e possível. Outro projeto que julgo ser muito interessante seria voltar a lecionar. Apesar de já ter lecionado no passado, estou avaliando a possibilidade.

Michel Frey
E-mail: michel.frey.1@gmail.com

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Telefone: (11) 5041-6966
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A Culpa é das Estrelas | ALEXA XT

30 set

Ben Richardson foi diretor de fotografia do filme A Culpa é das Estrelas, dirigido por Josh Boone.

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O filme foi produzido com 12 milhões de dólares se tornando o número 1 nas bilheterias dos Estados Unidos e é o mais rentável em 2014 até a presente data. Ben Richardson filmou o drama com ALEXA XT em ARRIRAW e lentes ARRI / ZEISS Master Primes da ARRI CSC.


Aqui, ele fala sobre suas escolhas para capturar o humor e a comoção desta história íntima.

Foi filmado em ARRIRAW. Por que vocês foram nessa direção?
BR: Foi a minha primeira vez que trabalhei com a ALEXA XT e felizmente com o modelo XT, que tinha acabado de ser lançado com o CODEX interno. Isso significa que ficou compacta e não necessitava de um gravador ARRIRAW separado. A ALEXA é extremamente limpa com ISO 800 e o ARRIRAW permite após a filmagem, ajustes finos de balanceamento de branco que garantem a melhor cor e latitude.
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O que você acha da qualidade de imagem da ALEXA?
BR: Eu acho uma câmera excelente. Fizemos um único LUT no set que usamos em todas as cenas e a testei extensivamente. Uma vez que aprendi o comportamento da câmera (muito parecido com um negativo novo), pude fazer meu trabalho em frente das lentes e expor como se eu tivesse com película. Eventualmente, em cenas escuras, eu super-expunha um stop e fazia a conversão sub-expondo, garantindo os detalhes nas sombras do “negativo”, mas para a maior parte eu pude acreditar que a câmera entregaria as imagens assim como eu as iluminei.

Você filmou com Master Primes.
BR: Eu amo a natureza descomplicada das Master Primes. Elas são incrivelmente definidas na maior abertura, com uma curta distância de foco dentro de uma bonita área de desfoque. Elas forneceram exatamente o aumento da emoção que nós queríamos do mundo de Hazel. Mesmo com as lentes mais abertas, nós pudemos manter a separação nos quadros sem sacrificar os detalhes do objeto principal. Conversávamos frequentemente sobre o desejo de sentir a vida de Hazel e Gus, o que significava ver a textura de sua pele, o brilho em seus olhos, e com as Master Primes conseguimos isso.

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Na última cena em Amsterdã, Gus e Hazel sentaram em um banco do lado de fora e ele revela estar doente. Esta atuação é sentida muito real.
BR: Foi uma das últimas cenas para filmar e foi extremamente gratificante. Tentamos trabalhar o mais simples possível permitindo aos atores se aprofundar na cena. Achamos uma bela locação e selecionamos um banco com uma cobertura suave de uma árvore a qual fez uma luz suave e consistente mesmo quando as nuvens se moviam acima. Colocamos poucos quadros para preencher o canal, revelando suavemente seus olhos. Escolhemos coberturas cruzadas simples garantindo que seguraríamos Hazel e Gus no mesmo quadro para tomadas mais fechadas, porque queríamos sentir como eles lidariam juntos esse difícil momento.

O posicionamento das câmeras foi interessante, porque o banco que eles sentaram estava muito perto do canal. Tentamos movê-lo para trás para ângulos mais fechados, mas sentimos que o enquadramento estava errado e algo foi perdido. Não tínhamos orçado uma grua, então finalizamos precariamente com o nosso dolly, posicionado na borda do canal, quase saindo sobre a água. Nossa equipe de câmera e maquinária foram fantásticas, portanto nunca era inseguro, apesar de eu estar sentado na borda operando a câmera, tal como acontece em todas as filmagens de A CULPA; porém, era mais importante permitir Ansel e Shailene viver aquele momento, então nós fizemos o possível para permitir.
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Existem várias cenas de muita emoção. Como DF, que trabalha ali com os atores durante essas cenas desafiadoras, como você ajudou os atores nesse ambiente tão vulnerável? Você já havia filmado com câmeras simultâneas?
BR: Definitivamente ajudei meus diretores a criar o ambiente certo para seus atores. Pedi ao meu eletricista chefe, chefe de maquinária e equipe de câmera, para tentar se manterem conscientes da energia no set. Nosso trabalho exige o movimento de equipamentos pesados e complexos, passando instruções via rádio, etc., mas há sempre uma maneira silenciosa e com respeito de fazer isso, sem fazer disso algo estranho. Por outro lado, às vezes é útil permitir que os atores e diretor desfrutem de algum ruído de fundo enquanto trabalham, muito parecido como uma conversa particular em uma festa lotada, pois realmente é uma questão de consciência acima de tudo. Em A CULPA, filmamos principalmente com uma câmera. Obviamente você pode refinar a luz para um único ângulo de forma mais eficaz, mas também acho que existem outros benefícios para o diretor e os atores em trabalhar dessa forma. Há uma intensidade a ser conhecida para aquela cena naquele momento, onde encontramos pessoas que entendem isso. Às vezes, obviamente, você precisa usar várias câmeras para cobrir uma cena mais rápido, ou gerenciar algo complexo ou a interação de uma certa cena e então você faz o uso de várias câmeras, mas não é a minha preferência.

Há flashbacks que têm um look suave. Foram feitos na câmera?
BR: Queríamos que a “história do câncer” inicial de Hazel como uma jovem garota e a montagem final, atingisse uma sensação de flashbacks distintos. Como revisávamos todos os lugares que víamos durante o filme, sentíamos a importância de torná-los como lembranças e não como a reutilização de cenas reais. Nós testamos várias opções, filtros, lentes antigas, etc., mas no final escolhemos o sistema de Lensbaby para criar aquele look, especificamente a Sweet-35 e a Edge-80, montamos no Composer Pro. Cada dia depois da filmagem nós queríamos incluir os flashbacks, fazíamos o “Lensbaby take”. Eu manualmente operava o enquadramento da Lensbaby mudando o foco sobre os atores, criando um look que você vê.

Há uma cena engraçada, mas ainda comovente onde a Hezel elogia o Gus. A atuação dos dois foi capturada de uma forma muito especial. A cena foi paralisada e filmada com o foco de passagem gradual, desde o contexto mais amplo da situação deles e apreciando o humor e irreverência daquele momento. Para a intensidade da conexão de Hazel e Gus, e esperançosamente atraí-lo daquele humor e perspectiva do elogio da Hazel sem fazer muito obvio a metade da cena seguinte, necessariamente, jogamos com extremos close-ups. Notei que a atuação de Shailene na cena, a qual foi a última de um longo dia, foi incrível. Ao final do take dela, todos estávamos simplesmente congelados, você poderia ter ouvido um alfinete cair.
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EFEITOS SONOROS E TRILHAS [ FREE ]

22 abr

Efeitos sonoros ou efeitos de áudio são sons criados ou editados artificialmente, utilizados para enfatizar obras artísticas como filmes, programas de televisão, animações, jogos de vídeo, músicas, ou outros meios de comunicação.

Na indústria de gravação é freqüentemente abreviado como “FX”.

Na produção cinematográfica e televisiva, um efeito sonoro é um som gravado e apresentado para fazer uma determinada narração da história sem o uso do diálogo ou de música. O termo geralmente se refere a um processo aplicado para uma gravação, sem necessariamente referir-se à gravação em si.

Na produção cinematográfica e televisiva profissional, a gravação de diálogo, música e efeitos sonoros são tratados como elementos separados. Diálogo e gravações musicais nunca são referidos como efeitos sonoros, embora os processos aplicados a eles, como a reverberação ou flanging, muitas vezes são chamados de “efeitos sonoros”.

Indico alguns sites de efeitos sonoros e trilhas para download:

http://www.robertetoll.com/
http://www.megatrax.com/
http://www.freesound.org/
http://soundfxnow.com/
http://www.audiomicro.com/

“Criamos e divulgamos conteúdos para entusiastas, estudantes e profissionais do audiovisual”. Gustavo Lopes, Fundador do Oeditor.com

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São matérias, vídeos, novidades sobre equipamentos, making of’s, tutoriais de softwares e demais conteúdos compartilhados por profissionais da área.

Criado em 2009, a comunidade tem como público-alvo profissionais que até então não encontravam em um único site ou blog assuntos direcionados especificamente a eles, além de networking direto entre público e marcas. No decorrer dos anos, a comunidade conquistou um número expressivo de seguidores diante de um público bastante segmentado.

Essa conquista foi possível devido aos profissionais que atuam no site Oeditor.com.

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É uma equipe especializada em várias áreas do audiovisual e comprometida em buscar, diariamente, conteúdos inéditos e de qualidade para todos os leitores.

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Oeditor.com
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Assista: https://www.youtube.com/watch?v=hBY4yNLCQEY

Exec TechnologyBlackmagic DesignDuplic VídeoQ-Factory by Robert EtollEditors Keys,POND’SAvidVFX CentralAutodeskARRIMerlin Foto e Vídeo e Visioncolor em Oeditor.

Daniel Resende [ Entrevista ]

14 mar

Daniel Rezende, é um editor de cinema brasileiro. Em 2003, venceu o Bafta de melhor edição e foi indicado ao Óscar de melhor edição ambos por seu trabalho no aclamado filme Cidade de Deus. Antes de trabalhar em longa-metragens, consagrou-se como editor dirigindo filmes publicitários e videoclips.
Atualmente trabalha na montagem do filme RoboCop em Hollywood, com direção de José Padilha.


Antes de trabalhar em longa-metragens, consagrou-se como editor dirigindo filmes publicitários e videoclips.
Nesse bate-papo ele conta sua trajetória e dá dicas a quem pretende atuar na área. (Entrevista em 7 partes)

Continue assistindo as outras partes deste bate-papo.
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Carlos Saldanha – Blue Sky [ Jô Soares]

18 maio

Você já deve ter ouvido falar que com as novas tecnologias é mais fácil produzir e divulgar conteúdo. O carioca Carlos Saldanha, de 40 anos, é anterior a revolução digital que vivemos nos últimos anos. Entretanto, foi, em parte, graças a sua afinidade com a tecnologia que ele conseguiu deslanchar na profissão.

Apaixonado por desenho desde pequeno – o gosto pelos videogames e o computador veio na adolescência -, ele não chegou a fazer nenhum curso de artes e assume que não era um grande desenhista, apesar de acreditar que sempre teve talento para coisa. “O computador nunca foi uma barreira para mim. Conseguia através do computador me expressar criativamente. E, no início, ele ajudou muito a suprir minhas limitações, minha falta de técnicas de desenho.”

Saldanha trabalha para o Blue Sky, que faz parte do gigante da mídia 20th Century Fox. Em 1994, ele foi indicado ao Oscar por seu curta-metragem “Gone Nutty”, protagonizado por Scrat, o esquilo da saga de “A Era do Gelo”.
Recentemente, lançou “Rio”, uma animação que conta a história de uma arara azul que se aventura pelo Rio de Janeiro.

Quem o vê hoje nem imagina que, em meados da década de 80, trabalhou como analista de sistemas no Brasil. Tudo isso, até que, finalmente, no início dos anos 90, decidiu fazer um curso de extensão universitária sobre animação em computação gráfica na School of Visual Arts, em Nova York.

FINAL CUT por FRANCIS COPPOLA E WALTER MURCH

18 abr

O lendário cineasta Francis Ford Coppola e seu “fiel escudeiro”, o consagrado editor Walter Murch, falam sobre seu mais recente filme “Tetro” e sobre o processo de edição no Final Cut. Muito bom!

Este post incluindo seu texto foi retirado do site pessoal do colaborador Rafa Costa http://rafacosta.wordpress.com/, mas não foi publicado por ele no Oeditor.com, mas segue os devidos créditos.

Fonte: Rafa Costa

MEIO FIO

3 fev

Falae Macacada!

Antes de mais nada quero desejar um feliz 2011 atrasado pra todo mundo!

Depois de um longo e merecido descanso, estou de volta pra arrebentarmos com as estatísticas este ano.

Baterias recarregadas, cuca “rendida”, upgrades efetuados e vâmo que vâmo!

Pro primeiro post do ano já aproveito a carona nessa onda de curtas aqui postados para apresentar a vocês o recém lançado “Meio Fio”, um curtametragem dirigido e editado pelo meu amigo, fotógrafo e editor Bira Crosariol.

Aí vai uma pequena entrevista que eu fiz com ele:

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Diretor de Fotografia – Profissão

2 fev

Sim, sou editor e sei que este é um site dedicado aos editores de imagens! Mas também é muito importante conhecer todos os profissionais envolvidos em nossos projetos, filmes e jobs.

Conheça um pouco mais sobre o profissional de Direção de Fotografia.

Entrevista Krishna Schimidt, Diretor de Fotografia de A Última Estação, filme produzido no Polo Cinematográfico de Paulínia em 2010. Krishna fala das peculiaridades que envolve este profissional responsável direto pelas incríveis imagens projetadas nas salas de cinema.
Video produzido por Produtores.tv.br.

Camaro no Brasil

14 dez

Making of e clipe da campanha de lançamento do Camaro da Chevrolet no Brasil, criado pela WMcCann, com a participação dos músicos Edgar Scandurra e Frejat, que regravaram o famoso jingle “No silêncio de um Chevrolet”.

Como foi pedido, estou acrescentando ao post o comercial criado para o lançamento do Chevrolet Camaro 2011, com um releitura de Frejat para o jingle criado por Zé Rodrix nos anos 1980 para a marca, o comercial conta ainda com o ronco do motor V8 de 6,2 litros que equipa a versão SS do Camaro, a ser vendida no Brasil por caros R$ 185 mil.
Em seguida o comercial de 1987, que foi um clássico. Que é estudado, lembrado e comentado até hoje. E para que possam analisar as versões de edição, tem também o vt de 30 segundos do Camaro 2011.

Enjoy!!


D.Miori

Entrevista Francis Coppola

6 dez

Não sei direito dizer ao certo o porquê,  mas o fato é que Jô Soares não conseguiu aproveitar muito bem o pouco tempo que tinha diante desse monstro do cinema hollywoodiano. Estranho, uma pena.

Mesmo assim, vale o post.

Na minha opinião sempre vale a pena ver e ouvir qualquer coisa que essas lendas têm a dizer, mesmo que sejam receitas culinárias … rs

Para quem não conhece, Francis Ford Coppola é um diretor / produtor norte-americano muito conhecido e respeitado por suas obras cinematográficas ( “O Poderoso Chefão I, II e III”, “Apocalypse Now”, “A Conversação” dentre outros).

Detentor de 5 Oscars, Coppola ainda soma mais 9 indicações à cobiçada estatueta e muitos outros prêmios.

Reclame – 15 anos de internet

4 dez

Em comemoração aos 15 anos da Internet no Brasil, o IAB trouxe importantes profissionais da área para discutir como as mídias digitais influenciam e agregam na comunicação do país.

Exibido no programa Reclame da Multishow

D.Miori

[Abertura] Afinal, o Que Querem as Mulheres?

2 dez

by: BlogTelevisual

A série Afinal, o que querem as mulheres?, da Rede Globo, conta a história do psicólogo André que tenta desvendar a famosa pergunta proferida por Sigmund Freud. E assim como todas as histórias produzidas e dirigidas por Luiz Fernando Carvalho para o canal, como em Hoje é Dia de Maria, A Pedra do Reino e Capitu, nota-se uma apelo estético bastante apurado e pouco convencional. Nessa trama em particular, o diretor oferece uma linguagem rápida, pós-moderna e nonsense, reconhecida a partir da profusão de cores, da iluminação vibrante e pouco natural, de uma edição dinâmica e fragmentada, de elementos cênicos disformes, de vestimentas exageradas e detalhadas e da predominância de planos fechados.

A abertura, portanto, não poderia deixar de acompanhar todo esse requinte visual dado à atração. Para isso, Luiz Fernando juntamente com a equipe de Hans Donner, resolveram elaborar uma animação surreal inteiramente baseada nas belíssimas e vibrantes ilustrações de Olaf Hajek.

Alexandre Romano, um dos principais responsáveis pelo projeto, conta com detalhes sobre o motivo da escolha do artista alemão, além de todo o processo de concepção e produção da belíssima peça:

O programa tem uma concepção visual elaborada e distinta envolvendo desde figurinos e iluminação até edição e fotografia. A abertura precisava acompanhar isso. Como foi o desafio?

Alexandre Romano [Rede Globo]: O trabalho do diretor Luiz Fernando Carvalho é conhecido por ter um cuidado estético e um refinamento visual rico em referências artísticas e literárias, o que traz para o desenvolvimento de uma abertura gráfica uma grande responsabilidade e compromisso com sua linha de trabalho. Por outro lado essa riqueza de conteúdo nos deu o caminho para criarmos uma sintonia entre a abertura e o programa. Nosso maior desafio foi interpretar as ideias e referências trazidas pelo diretor, criando uma identidade que representasse toda a obra de uma forma original, funcionando em harmonia ao mesmo tempo que apresentada de forma diferente dos episódios.

A abertura traz uma série de ilustrações do artista Olaf Hajek. Como se deu essa escolha?

Alexandre Romano [Rede Globo]: Trabalhar com as ilustrações do Olaf Hajek foi parte do briefing do Luiz Fernando para a abertura. O trabalho do Olaf representa o universo feminino de uma forma singular, rica em textura e cores e natureza. Mostra o fascínio dos homens pela mulher, seus desejos e beleza. Seu trabalho também seria usado dentro da série e ilustra o roteiro/sketchbook de referencia do diretor.
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Especial Harry Potter

24 nov

Para quem gosta do pequeno bruxo, ou apenas se diverte com cenas dos bastidores e entrevistas. Divirta-se com esta seleção de Making-Of’s da primeira parte do último filme da série: Harry Potter e as Relíquias da Morte.



D.Miori