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Blackmagic Cinema Camera | Oeditor

13 abr

Finalmente a espera acabou, chegou no escritório do Oeditor.com a tão aguardada Blackmagic Cinema Camera!post01Blackmagic Cinema da Blackmagic Design traz uma ferramenta esperada por muitos produtores cinematográficos. Gravando com um sensor de imagem de 2.5K, a câmera é capaz de gravar arquivos RAW 12-bit DNG, assim como os formatos ProRes e DNxHD em drives SSD incorporados removíveis, enquanto produz um alcance dinâmico de 13 pontos. E tudo isso numa faixa de preço nunca vista anteriormente. post02A câmera é alojada num elegante corpo minimalista, construída num bloco único de alumínio. Ela pode ser utilizada na mão ou montada em um sistema padrão de filmagens. A montagem de lente aceita lentes Canon EF e Zeiss ZE,  possui monitor LCD sensível ao toque, oferece monitoração e a habilidade do usuário em adicionar metadados como o número da tomada, nomes de arquivos e palavras chave.

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Filmes de sucesso usam Blackmagic Design

6 ago

A Blackmagic Design anunciou que foram usadas uma variedade de seus produtos em alguns dos maiores blockbusters do ano.

Alguns dos longa-metragens mais bem sucedidos e esperados desta temporada usaram em sua produção e pós-produção soluções da Blackmagic Design. As câmeras cinematográficas desenvolvidas pela empresa foram empregadas na filmagem de diferentes cenas de ação em sucessos tais como a última entrega da saga Mad Max e Vingadores: A Era de Ultron. Por outra parte, Fusion Studio foi empregado na composição digital das sequências de ação em A Espiã que Sabia de Menos e Barely Lethal, enquanto que o ajuste de cor de Tomorrowland: O mundo de amanhã e Magic Mike XXL foi feita com DaVinci Resolve.

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Joe Gawler (Harbor Picture Company) realizou o ajuste de cor de Ruth e Alex, Magic Mike XXL e Ricki and the Flash com DaVinci Resolve.

O diretor de fotografia Ben Davis usou várias câmeras Blackmagic Pocket Cinema para rodar as cenas perigosas de Vingadores: A Era de Ultron, enquanto que Jeremy Nelson (Flash Film Works) se valeu das ferramentas que oferece Fusion Studio para a composição digital das imagens em A Espiã que Sabia de Menos e Barely Lethal. Andrew Balis (Different by Design) realizou o ajuste de cor de Best of Enemies com DaVinci Resolve. Por outro lado, Tom Poole (Company 3) levou a cabo o ajuste de cor de O Diário de Uma Adolescente e Love & Mercy com DaVinci Resolve.

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Chad Herschberger realizou o ajuste de cor em A LEGO Brickumentary com DaVinci Resolve.

O diretor de fotografia John Seale empregou câmeras Blackmagic Cinema para várias cenas de Mad Max: Fury Road, enquanto que Alex Bickel (Color Collective) e Brandon Thomas (TBD Post) corrigiram a cor com DaVinci Resolve Manglehorn e Results, respectivamente.

O diretor de fotografia Robbie Ryan usou uma câmera Blackmagic Pocket Cinema para gravar material adicional em Slow West, enquanto que Rob Pizzey (Goldcrest Post) empregou ferramentas da DaVinci Resolve para fazer o ajuste de cor.

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Acrescenta-se que DaVinci Resolve interveio na correção e correção e ajuste de cor de Mandarinas (Luke Cahill, Different by Design), The Nightmare (Andrew Balis, Wildfire Finishing), The Overnight (Aaron Peak, Wildfire Finishing) e Tomorrowland: O Mundo de Amanhã (Stephen Nakamura, Company 3).

Marketing Blackmagic Design – Zazil Media Group

Utilizando a Blackmagic para expandir a Indústria Cinematográfica Brasileira

21 jul

Para um cineasta independente, a filmagem quase sempre vem acompanhada de um custo alto. Principalmente quando se trata de um cineasta Brasileiro, esses custos multiplicam-se em várias vezes. A indústria cinematográfica brasileira ainda está na fase inicial de crescimento, portanto ainda existe uma dificuldade em obter equipamentos profissionais.

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Além do mais, vários equipamentos precisam ser importados do exterior e estão sujeitos a taxas de importação. Não é raro um cineasta brasileiro depender de subsídios governamentais para conseguir os recursos necessários para iniciar um novo projeto, ou até mesmo utilizar o seu próprio dinheiro. Apesar disso, cineastas brasileiros independentes apostam nas novidades tecnológicas para produzir os filmes que movem a indústria.

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Rafael Duarte e Taísa Ennes Marques fazem parte desse movimento. Juntos, eles fundaram uma pequena empresa de produção cinematográfica no sul do Brasil, onde mantém uma produção constante de filmes de curta-metragem – sejam independentes ou financiados pelo governo. Os esforços estão valendo a pena.  Depois de receberem o Prêmio ABC de Melhor Fotografia para Curta-metragem, da respeitadíssima Associação Brasileira de Cinematografia, a empresa está encontrando um nicho de mercado promissor. Segundo Rafael, o lançamento da Blackmagic Cinema Camera alavancou sua trajetória.

“A chegada da Blackmagic Cinema Camera ao Brasil virou nosso mundo de ponta cabeça”, ele disse. “De repente, percebemos que seria possível obter resultados de qualidade cinematográfica mesmo com o orçamento limitado.”

Desde então, a produtora integrou a Blackmagic Design tão profundamente em seu fluxo de trabalho que agora a equipe utiliza várias câmeras, inclusive a Blackmagic 4K Production Camera, como também o DaVinci Resolve para a correção de cor.

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Eles enfrentaram vários obstáculos antes de utilizar Blackmagic. “Taísa e eu nos conhecemos em um período de nossas vidas em que ambos querÍamos fazer filmes, mas não sabíamos por onde começar,” disse Rafael. “O cinema no Brasil, principalmente no sul, é difícil. Não existe uma grande indústria cinematográfica, dependemos muito de subsídios do governo. E quando éramos mais jovens, não sabíamos como lidar com isso. Então, resolvemos unir forças e começamos a fazer filmes com nosso próprio dinheiro.”

A dependência nas câmeras baratas acabou sendo uma experiência frustrante. Independentemente da câmera utilizada, os resultados ficavam aquém de um padrão de qualidade internacional. Modelos mais caros estão fora de cogitação, mas a produtora precisava de uma câmera mais adequada para a visão de Rafael e Taísa. Ao descobrir a Blackmagic, foram inspirados pelo seu potencial cinemático. Juntaram seus recursos para comprar uma Blackmagic Cinema Camera. Ao usá-la pela primeira vez nos cânions do sul do Brasil, foram surpreendidos.

“Apesar de ser uma câmera prática e com preço acessível, a forma como o obturador captura a imagem, a latitude e a quantidade de informação do arquivo DNG realmente valorizam a imagem“, disse Rafael. “O resultado superou nossas expectativas. Mesmo usando apenas a luz do sol e um rebatedor, os resultados ficaram lindos. Nunca me estresso durante as filmagens. Mesmo se estiver com pressa ou com algum problema, basta garantir que a luz esteja no lugar certo e que os claros não estejam estourando, por exemplo, que o resto é possível administrar dentro do Resolve. Sempre fica lindo.”

“Caçando” uma Hiper-realidade e o visual RAW

A Blackmagic Cinema Camera de Rafael e Taísa rapidamente tem se tornado uma peça-chave para seus filmes, programas de televisão, e outros projetos. Esse ano, o projeto-destaque da produtora foi  o filme “Caçador”. Com o orçamento baixíssimo de US$2.000, Caçador dependeu da Blackmagic Cinema Camera para seu visual particular: uma mistura de conto de fadas com Faroeste, inspirado pela figura folclórica do Gaucho. Um pedaço de híper-realidade projetado na tela.

“Nós trabalhamos em locações inóspitas de montanhas e cânions, foi algo mágico,”  disse Rafael. “Geralmente quando se captura algo assim monitorando em uma telinha de LED, parece que você perde um pouco da magia. Mas quando abrimos as imagens no Resolve e começamos a colorização, encontramos várias possibilidades lindas e esotéricas. Foi dificil escolher só uma. O formato RAW DNG da Cinema Camera oferece muita flexibilidade por não ter compressão. Eu sinto como se pudesse fazer qualquer coisa com a imagem.”

A transferência da filmagem para o DaVinci Resolve foi natural, e nele a equipe aperfeiçoou a imagem RAW como se estivessem alterando a própria Mãe Natureza, e não apenas o filme digital. O fluxo de trabalho baseado em nodes (nós) foi mais intuitivo para Rafael que o típico sistema de camadas que a maioria das ferramentas de colorização oferecem; e Rafael pôde transferir a sua visão para a filmagem e trabalhar detalhadamente com a colorização.

Por exemplo, uma das cenas mostra a paisagem de grama sob o pôr do sol. No início, Rafael pensou que ao tentar preservar o céu, poderia perder detalhes da grama nas sombras (o firmware da Cinema Camera não suportava a visualização de histogramas na época). Porém, acabou descobrindo que era só uma questão de ajuste nas curvas de cores.  Sem isso, seria impossível otimizar a exposição da imagem. Outra cena, uma imagem noturna do caçador fumando e bebendo na varanda, era pra ser filmada durante o dia, mas faltou tempo.  Foi possível filmar a cena porque Rafael havia trazido consigo uma lâmpada halógena de 1000 watts, apenas por precaução. No entanto, a lâmpada emitia um tom alaranjado na imagem que jamais seria convincente para cenas noturnas.  Após o upload no Resolve, ele trabalhou com o balanço de brancos do RAW para criar um efeito realístico de luar.

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“Já me perguntaram se eu tive uma equipe grande trabalharam naquela cena, mas a realidade é que foram só cinco pessoas,” ele disse.  “Foi tudo filmado no estilo de cinema guerrilha. Tirando essa cena em particular, a maior parte do meu trabalho como diretor de fotografia do Caçador era conciliar as tomadas com o horário certo do dia para garantir a melhor iluminação natural para cada cena. A regra era que não podíamos filmar entre as 11h e 13h, quando o sol estava a pino.”

Apesar do baixo orçamento, o filme independente foi bem sucedido: receberam um dos prêmios mais respeitados do mundo cinematográfico brasileiro, o Prêmio ABC de Cinematografia de Melhor Direção de Fotografia para Curta-Metragem. A cerimônia foi prestigiada também por outros homenageados, como Lula Carvalho (Tropa de Elite, Robocop, e As Tartarugas Ninja), que ganhou o Prêmio Melhor Direção de Fotografia no evento.abctrophy

“Fomos para a cerimônia sem pensar que podíamos ganhar. Era como se estivéssemos em uma festa com vários famosos,” disse o Rafael. “Ficamos tipo, ‘Poxa, o que estamos fazendo aqui?’ A Blackmagic Cinema Camera foi um salto tecnológico tão grande em relação às cameras que usávamos antigamente que às vezes ate me sinto como se estivesse trapaceando. Como se não fosse eu, mas a camera que fez todo o trabalho duro. Ela é perfeita!”

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Avançando na cena cinematográfica Brasileira com confiança

“A Blackmagic nos dá a confiança que precisamos para competir com produções maiores,  ou quando participamos de festivais de cinema e premiações grandes como a ABC,” diz Rafael. “Às vezes aqui no Brasil ficamos com um pouco de receio e achamos que não temos o orçamento para produzir imagens como em Hollywood, mas isso não é verdade. Se você tiver apenas o sol e uma câmera da Blackmagic, o resultado irá superar suas expectativas.”

Blackmagic demonstra efeitos visuais | Fusion

14 abr

Os efeitos visuais dos filmes de Hollywood são feitos por mais centenas, às vezes milhares de diferentes elementos 2D e 3D que são compostos juntos para criar uma cenas incríveis e que parecem reais.

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Artistas de efeitos visuais usam Fusion para elementos para misturar elementos em uma área de trabalho verdadeiramente 3D. Entre as características do Fusion está um workflow com base em nós, que pode importar modelos 3D e cenas de aplicações populares, e tem centenas de ferramentas, efeitos e filtros.

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Na NAB 2015, a Blackmagic demonstra como o Fusion roda no Mac OS X. Uma amostra está neste vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=LO5gZplc0ro&feature=youtu.be

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Fonte: Revista Panorama Audiovisual

Texto original: www.panoramaaudiovisual.com.br

Davinci Resolve | Blackmagic Design

6 abr

O cinema nasceu preto e branco mas em 1901 ganhou cores. Duas foram as principais tendências nas pesquisas do cinema colorido: a colorização posterior às filmagens e a captação das “cores naturais” durante as filmagens. A princípio, elas causavam deslumbre e foram usadas à exaustão. A colorização nasceu da necessidade de corrigir “imperfeições” da captação, incluindo white balance, erros de exposição, condições variáveis de luz.

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Não demorou muito tempo para que produtores e admiradores da sétima arte entenderem que, além da antiga limitação técnica, a ausência ou presença de cores alterava a narrativa de um filme, incorporando-se à linguagem tanto quanto a fotografia, o figurino ou a arte.

Desde então, com objetivos técnicos e artísticos, a correção ou gradação de cores faz parte das escolhas de um diretor para contar uma história.

Um exemplo das motivações artísticas são dois filmes do mesmo diretor, cujas cores são totalmente distintas, como o alaranjado Abril Despedaçado (2001) e o acinzentado Diários de Motocicleta (2004), de Walter Salles.

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Outra evidência é que, mesmo com a tecnologia a cores estando disponível a um custo baixo, ainda hoje se fazem filmes em preto e branco, como O Artista (2011), de Michel Hazanavicius e Blacanieves (2012), de Pablo Berger.

Hoje em dia a colorização como técnica de linguagem evolui das telas do cinema para a televisão e hoje está presente em seriados, novelas e documentários.

Por definição “Color Grading” é o processo de alterar ou realçar as cores de um filme (em película) ou de uma imagem digital. Este processo pode ser eletrônico, fotoquímico ou digital. O processo fotoquímico é em geral, realizado em um laboratório fotográfico. Atualmente, a correção de cor tanto para cinema, quanto para TV é feita quase totalmente de maneira digital.

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Se você ainda não está convencido da importância da colorização, pense que fazer ajustes e efeitos de colorização na pós-produção pode diminuir muito o tempo de filmagem e por consequência diminuir os custos de produção. Algumas situações de luz e cor são demasiado complexas no mundo real, e seria muito caro e demorado realizá-las num set de gravação.

Quase todos os sistemas atuais de correção de cor digital são baseados em poderosos computadores, com grande poder de processamento e armazenagem de dados, aliados a softwares complexos, monitores de vídeo com calibração ajustável e dispositivos de controle e entrada de dados.

No Brasil a colorização é abordada nos cursos de audiovisual como parte das outras disciplinas de “finalização”, por isso, a especialização na área acaba acontecendo no mercado de trabalho.

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Uma opção é fazer cursos do software Davinci Resolve, da Blackmagic Design, faça download da versão free do software clicando aqui. O DaVinci‬ Resolve combina a mais avançada correção de cores com edição profissional mutitrack e com ele, você pode editar, corrigir cores, finalizar e entregar o material final, tudo num único software.

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Sobre a Blackmagic Design

Fundada em 1984, a Blackmagic Design, especializada em fabricar equipamentos para broadcast e produção de vídeo, é líder mundial em tecnologia e inovação no mercado. A Blackmagic Design possui uma longa história em edição de pós-produção e engenharia com uma extensiva experiência no mercado cinematográfico.

Conhecida por sua paixão pela perfeição, a empresa mudou a indústria com seus famosos codecs e qualidade high-end, acessível para edições em estações de trabalho construídas em cima de hardware e software da empresa.

A fabricante, ao longo dos anos, assimilou empresas como a Da Vinci Systems, que ganhou o Emmy Awards por seu equipamento de coloração e restauração de filmes; a Echolab, fabricante de vision mixers; a Teranex, que fabricava hardware de processamento de vídeo e a Cintel, que produzia equipamentos profissionais de pós-produção para transcrever filmes em formato de vídeo ou dados.

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Blackmagic Design aperfeiçoa DaVinci Resolve

26 fev

A Blackmagic Design anunciou que já está disponível a versão 11.2 de DaVinci Resolve, a qual oferece entre outras características um melhor processamento de imagens em formato RAW CinemaDNG, novas funções para ajustar os valores extremos das luzes e sombras, compatibilidade com arquivos DNxHR, e uma maior facilidade ao trabalhar com o Media Composer 8.3.

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Esta atualização pode ser baixada de forma gratuita do site da web da Blackmagic Design. DaVinci Resolve 11.2 inclui melhorias no processamento de arquivos RAW CinemaDNG que facilita o trabalho com imagens captadas mediante as câmeras cinematográficas digitais da Blackmagic.

Os usuários poderão tirar um maior proveito das melhorias que esta versão apresenta ao realizar conversões entre diferentes espaços de cor e deste modo obter imagens mais reais em formato Rec. 709 e P3 ao processar arquivos RAW.

As novas funções de ajustes para luzes e sombras estão disponíveis durante a conversão de imagens RAW CinemaDNG com HDR a  Rec. 709 e permitem obter uma qualidade significativamente  melhor em espaços de cor reduzidos, já que se processam mediante novos algoritmos desenhados para minimizar a perda de detalhes e ganhar resultados surpreendentes.

Além disso, DaVinci Resolve 11.2 oferece maior compatibilidade com Avid, facilitando a transferência de sequências e materiais em alta resoluçõa entre ambos sistemas. Os novos procedimentos utilizados na codificação e decodificação de arquivos DNxHR permitem ao usuário compartilhar imagens de grande definição, enquanto as melhoras na importação e exportação de conteúdos em formato AAF permitem a editores e coloristas a possibilidade de trabalhar em um mesmo projeto utilizando DaVinci 11.2 e Media Composer 8.3 com mais rapidez e confiabilidade.

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Fonte: Panorama Audiovisual

Descubra como Marcus Tenchella usou DaVinci Resolve para alcançar o sucesso | Blackmagic Design

23 jan

Screen Shot 2015-01-23 at 17.44.35Marcus Tenchella é um jovem colorista com costeletas à moda antiga. Graduado em Comunicação pela universidade brasileira UNESP, foi um projeto para a universidade que cativou um dos mais famosos coloristas do Brasil. Vejo isso desta forma: minha carreira me escolheu, reflete Marcus, hoje um colorista sênior da Casablanca, uma das principais instalações criativas do Brasil. “Um amigo da faculdade me convidou para trabalhar em seu projeto de filme para a escola. Naquela época, ele trabalhava nos Estúdios Mega e sabia muito sobre o processo de cores. Me envolvi profundamente com o projeto desde o início e sabia que essa era a direção que precisava seguir”.

Pouco depois, em 2006, este mesmo amigo atraiu Marcus para o departamento de telecine como assistente de colorista, trabalhando no sistema de cores 2K e Renaissance do DaVinci original. 

A reputação de Marcus como uma estrela em ascensão lhe valeu notoriedade no mercado de pós-produção do Brasil e logo as estrelas da Casablanca o atrairiam para uma das vagas de assistente na equipe de coloristas. Ele comenta, Estava muito focado e determinado, trabalhando, às vezes, 18 horas por dia. Ao final daquele ano, Marcus foi promovido a colorista júnior. 

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A Casablanca presta serviços de produção e pós-produção de filmes, programas de TV e comerciais para emissoras, cineastas e agências nacionais. “Fazemos muito trabalho de produção e pós-produção para grupos como a Fox e a HBO, que preferem trabalhar com produtoras brasileiras, como a Casablanca, para produzir seriados, bem como emissoras gigantescas como a TV Globo, que atualmente conta com a Casablanca para a produção de um de seus novos programas infantis”.

Embora a maior parte do trabalho da Casablanca com cores ser feito em uma de suas três salas de cores totalmente equipadas com Blackmagic DaVinci Resolve, a primeira experiência de Marcus com a versão digital intermediária do Blackmagic DaVinci Resolve foi no set. “Normalmente trabalhamos após um projeto concluir as gravações, no entanto, tivemos um projeto de filme,‘Crô’,onde fizemos sua correção de cores no set. Foi a primeira vez que usei a versão digital do sistema Resolve e, graças a sua abordagem lógica, funcionou muito, muito bem, Marcus foi convencido. 

Além de corrigir o filme no Resolve, Marcus aprendeu como fazer algumas edições rápidas, podendo montar sequências corrigidas e revisá-las com o diretor, melhorando a colaboração entre o diretor de fotografia, a pós-produção e o diretor do filme. “O Resolve foi incrível. Pude facilmente exportar e enviar fotos por e-mail para o diretor de fotografia, para que ele revisasse quando tivesse tempo. Sem a necessidade dele vir até o sistema ou esperar pela minha disponibilidade. O diretor de fotografia podia nos dizer imediatamente o que gostou e o que não. Era rápido e ajudou muito a evoluir o visual do filme”.

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A correção de cor mais apurada no set também ajudou a criar um pacote para patrocinadores, o que ajudaria a vender o filme. No Brasil, você precisa de patrocínio para fazer seu filme. É lei. No caso de‘Crô’,corrigir as cores das filmagens dramaticamente melhorou o seu apelo aos potenciais patrocinadores e ajudou a ser patrocinado muito rapidamente. A facilidade de uso e a velocidade com que pude corrigir o projeto realmente me convenceu sobre o Resolve. Adoro usar este sistema de cores.

Marcus também gosta do contínuo desenvolvimento e evolução do Resolve e sua ampla adoção pela indústria. “Comecei a trabalhar com o Resolve na versão 9, depois atualizei para a 10 e agora estou trabalhando com a versão 11”, comenta Marcus. O bom é que o software evolui continuamente e que todos podem ter o Resolve em seu desktop. Por isso ele incentiva muitas pessoas a usarem o sistema. Às vezes, simplesmente envio o projeto para que outra pessoa possa revincular facilmente os arquivos. Isso facilita muito ao trabalhar remotamente ou colaborar com outra organização, porque o Resolve foi projetado para incentivar as pessoas a trabalharem com um workflow aberto.

Marcus cita os numerosos formatos de arquivo suportados e a interface intuitiva do Resolve, permitindo que os usuários carreguem projetos e interajam com ele facilmente, mesmo sendo iniciante com o aplicativo. “Mesmo que você não domine o programa, pode olhar para a interface e, com o mínimo de conhecimento, estar pronto para trabalhar”.

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Blackmagic Pocket Cinema Camera chega ao Horário Nobre em “Lili, a Ex”, da TV Globo

28 out

É bem provável que a maioria dos telespectadores do Brasil tenham assistido a algum trabalho da O2 Filmes. Com mais de 2.000 comerciais, além de longas-metragens e séries de TV com o seu nome, a O2 é considerada a maior produtora da América Latina. Sediada em São Paulo e com uma filial no Rio de Janeiro, a O2 é liderada pelos aclamados diretores Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, “O Jardineiro Fiel”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “360”) e Paulo Morelli (“Entre Nós” e “Cidade dos Homens”), juntamente com a produtora Andrea Barata Ribeiro (“Cidade de Deus”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “Cidade dos Homens”).

A O2 Filmes produz programas para as redes Discovery Channel (“Trabalho Duro”), HBO (“Filhos do Carnaval”) e Fox (“Contos do Edgar”) e, com a nova lei brasileira que exige que o horário nobre de todos os canais de TV por assinatura tenham conteúdo nacional, a carga de trabalho da empresa está aumentando continuamente. Emissoras como a TV Globo, para a qual a O2 já produz conteúdo, já estão se adequando a essa nova lei. A produção de conteúdo nacional está em constante crescimento.

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“A TV Globo nos contratou para produzir e entregar um novo programa para o seu canal por assinatura GNT, tendo em conta a nova lei, implementada a cerca de um ano atrás”, comenta Paulo Barcellos, diretor do departamento de pós-produção da O2. O programa “Lili, a Ex” baseia-se nas populares tiras de quadrinhos de Caco Galhardo, contando a história de Lili, cujo propósito na vida é o de atormentar seu ex-marido Reginaldo. Tendo um cronograma apertado e elevadas expectativas para atender, a O2 contou com a Blackmagic Pocket Cinema Camera para atender às rigorosas demandas do horário nobre da televisão.

A Blackmagic Pocket Cinema Camera Ganha a Liderança como Câmera Principal

Apesar da Blackmagic Pocket Cinema Camera já ter sido usada em trabalhos para televisão e cinema, ela ainda é uma câmera nova para muitos diretores de fotografia. Mas isso não impediu Paulo e a equipe de produção da O2. Aliás, eles utilizaram três Blackmagic Pocket Cinema Cameras para capturar as palhaçadas da Lili e sua mixórdia de amigos e parentes.

Uma das principais razões para optarmos pela Blackmagic Pocket Cinema Camera foi o seu tamanho e sua capacidade de filmar no formato CinemaDNG RAW”, diz Paulo. “Em primeiro lugar, a câmera que íamos utilizar originalmente era muito pesada para as filmagens de mão que planejamos. Tínhamos muitos planos curtos para trabalhar e precisávamos conseguir movimentos rápidos da câmera. Aliado ao fato que precisávamos capturar uma aparência de Super 16, a Pocket Cinema Camera foi a única que se encaixou no perfil”.

Eles ficaram agradavelmente surpresos com as habilidades da câmera, menciona Paulo, dizendo, “Começamos a testar a Pocket Cinema Camera e os resultados foram ótimos. Dissemos: ‘Porque não utilizar apenas a Pocket Cinema Camera? O que nos impede de fazer isso?’ Ela oferece muito mais do que os cerca de $995 que custa.

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Para a O2, utilizar a Blackmagic Pocket Cinema Camera foi uma escolha natural. Ela se encaixa perfeitamente em seu fluxo de trabalho, permitindo gravar em CinemaDNG RAW e capturar a aparência do Super 16 desejada para o programa, e tudo em um mesmo equipamento. Isso deu ao programa “Lili, a Ex” um visual cinematográfico similar ao da película e  ao mesmo tempo atrelado à modernidade das ferramentas digitais. O que também facilitou muito o processo foi que os clipes automaticamente continham todos os metadados atrelados aos arquivos, o que simplificou o processo de finalização para a equipe de pós-produção da O2.

Câmera Pequena, Acessórios Grandes

Ao utilizar a Blackmagic Pocket Cinema Camera como câmera principal em um programa de TV pela primeira vez, Paulo e a equipe da O2 logo descobriram que a câmera era muito leve.

Tivemos um problema inesperado e engraçado quando percebemos movimentos trêmulos na câmera. Descobrimos que a Pocket Cinema Camera era tão leve que a câmera tremia um pouco quando mudávamos o foco. Mas adaptamos. Simplesmente colocamos um pequeno lastro na câmera para compensar e torná-la mais estável. Não estávamos acostumados a ter problemas desse tipo no set porque a maioria das câmeras são muito pesadas”.

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Apesar de sua faixa de preço acessível, a O2 tratou a Blackmagic Cinema Camera como se custasse US$ 50.000. A câmera foi completamente customizada com lentes grandes, visores e telas adicionais. “Basicamente, substituímos o corpo da câmera original pela Pocket Cinema Camera. Você nem consegue ver a câmera no equipamento!”, brinca Paulo.

A produção utilizou lentes de 16mm e lentes de zoom da Zeiss, além do equipamento MōVI da Freefly Systems e dollies para obter o visual desejado para “Lili, a Ex”. “Com os acessórios certos e suporte para lentes micro quatro terços, a Blackmagic Pocket Cinema Camera superou nossas expectativas.

Produção na Velocidade da Luz

Com apenas três semanas para editar e finalizar cada sequência da temporada de 13 episódios, certamente o tempo foi essencial para a O2 Filmes. A portabilidade da Blackmagic Pocket Cinema Camera, combinada ao fluxo de trabalho que ela possibilitava, foi crucial para a eficiência da O2.

Com a Blackmagic Pocket Cinema Camera conseguimos filmar rapidamente em CinemaDNG RAW”, comenta Paulo. “O formato DNG está anos-luz à frente dos demais. Outras câmeras mais caras são comparáveis, mas podem ser extremamente lentas sem a compra de acessórios adicionais e caros. Filmar no formato CinemaDNG RAW foi absolutamente crucial para que pudéssemos lidar com o conteúdo chegando na pós-produção e completá-lo rapidamente”.

Além do mais, a O2 Filmes conseguiu filmar toda a série de TV e decodificá-la em tempo real utilizando o DaVinci Resolve no set, graças à empresa White Gorilla, laboratório digital de Paulo. Empregando os sistemas e softwares da White Gorilla, eles transferiram todo o conteúdo para o Resolve, de nodo a gerar os dailies em tempo real no set. Então, o conteúdo foi transcodificado para Avid MXF e o áudio sincronizado. Após, os arquivos foram enviados para o servidor principal da unidade de pós-produção da O2, onde editores Avid e coloristas DaVinci Resolve começaram a trabalhar imediatamente. Foi um fluxo de trabalho extremamente rápido e que atendia perfeitamente o cronograma apertado da O2.

Paulo comenta, “É realmente incrível. As pessoas não fazem idéia que utilizamos esta pequena câmera nesta grande produção e não tem absolutamente nada a ver com o orçamento. Você pode ver uma grande diferença entre o que foi filmado e o que conseguimos obter com a Pocket Cinema Camera. O antes e o depois é realmente impressionante. Esse é o futuro!

Muito Além da Gradação de Cores

Toda a produção de “Lili, a Ex”, do início ao fim, foi uma colaboração entre os serviços da O2 e seus parceiros. A divisão de pós-produção da O2 utilizou o DaVinci Resolve para todos os requisitos de gradação de cores e mais.

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Utilizamos o Resolve como principal ferramenta de correção de cor em 100% dos trabalhos da O2. Comerciais, séries de TV, longas-metragens, todos. E não utilizamos o Resolve apenas para correção de cor, mas para conformação, também”, disse Paulo sobre a paixão da O2 pelo DaVinci Resolve.

Para a sorte da O2, o Resolve 11 começou a ser distribuído bem quando “Lili, a Ex” entraria em pós-produção, permitindo incorporá-lo no fluxo de trabalho imediatamente. Paulo comentou: “Somos muito ousados aqui. Assim que foi liberado o beta público do DaVinci Resolve 11, da Blackmagic Design, começamos a utilizá-lo imediatamente, especialmente o recurso de compartilhamento de banco de dados. Ele permitiu que enviássemos os arquivos de gradação de cores do set, incluindo uma luz, para a pós-produção, para gradação de cores imediata e colaborativa”.

A O2 conta com uma instalação de correção de cor super avançada, equipada com vários DaVinci Resolves, incluindo o hardware de mesa de correção de cor. E tal como a Blackmagic Pocket Cinema Camera, Paulo adora o fato de poder trabalhar com os arquivos CinemaDNG RAW no DaVinci Resolve. “Utilizamos muitos dos recursos de rastreamento do Resolve. Uma cena em particular possui algo em torno de 12 nodes e adoramos poder trabalhar com nodes ilimitados em qualquer cena. Também utilizamos muitas máscaras, para que realmente possamos reformatar toda a aparência de uma cena, bem como a iluminação. Isso é muito importante”.

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Criar um programa de televisão baseado em uma tira de quadrinhos pode ser particularmente desafiador, já que os produtores possuem uma audiência existente para satisfazer, bem como uma nova audiência em formação para conquistar. Independentemente dos desafios, a tira de quadrinhos deu aos coloristas da pós-produção da O2 uma ótima aparência como ponto de partida. Paulo comentou que as cores vibrantes do programa refletem suas origens nos quadrinhos de “Lili, a Ex”, observando, “como queríamos a aparência do Super 16mm, todos os detalhes foram criados com o DaVinci Resolve, contando muito com seu recurso de ‘Curvas’ para se obter as cores”. Graças ao suporte da Blackmagic para o formato RAW e o recurso de Power Windows do DaVinci Resolve, a equipe teve muito espaço para manipulação de cores, ajudando-a a obter a aparência desejada.

A pós-produção da O2 empregou todos os recursos do DaVinci Resolve para concluir os arquivos finais para transmissão. “Exportamos os arquivos ProRes pelo Resolve, para que todos os episódios fossem realmente concluídos no software. Na pós-produção da O2 utilizamos o Resolve de forma bastante excessiva”.

Ferramentas Que Você Não Precisa Lembrar

Como alguém que está sempre na vanguarda das tecnologias de filmagem e pós-produção, Paulo tem o prazer de ver a crescente disponibilidade de equipamentos que se encaixam perfeitamente no fluxo de trabalho da O2.

Estamos chegando a um ponto onde o talento é crítico. Não apenas o talento atrás das câmeras, mas também na frente delas”, comenta Paulo. “Estamos fazendo essa grande série de TV, para esse grande canal por assinatura, pertencente a uma grande rede de televisão e estamos chegando a um ponto onde o equipamento é completamente transparente. É natural não termos mais que pensar sobre isso. Para nós, utilizar a Pocket Cinema Camera foi uma opção, não uma falta de opções. Também foi a melhor opção”.

Já para “Lili, a Ex”, Paulo espera que ela retorne com sua típica vingança. “A TV Globo está realmente satisfeita com os resultados que obtivemos. Acredito que seja um bom candidato para uma segunda temporada. É um daqueles programas que pegarão”.

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Câmeras Blackmagic gravam série do Foo Fighters

24 out

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Várias Pocket Cinema Cameras da Blackmagic foram empregadas na gravação de planos complementares e outros materiais adicionais para a oitava entrega de Sonic Highways, a série sobre a banda Foo Fighters transmitida pela HBO. Além disso, os gravadores HyperDeck Studio Pro SSD e o processador Teranex 2D constituíram o pilar da plataforma móvel empregada na produção.

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Os episódios de uma hora que compõem Sonic Highways foram dirigidos por Dave Grohl e são dedicados a diferentes referenciais no campo da música. Cada um realiza uma releitura da história, um ambiente cultural e a gente que define uma ciadade, incluindo os lendários músicos locais. A série que faz parte da programação da HBO está ambientada em Austin, Chicago, Los Angeles, Nashville, Nova Orleans, Nova York, Seattle e Washington.

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Foram instalados seis HyperDecks Studio Pro no mesmo número de sistemas portáteis situados perto das câmeras fixas para captar imagens de todos os ângulos. Os sinais da série foram transmitidos a partir de conexões SDI e HDMI diretamente aos HyperDecks Studio Pro, os quais dispõem de entradas para unidades SSD que permitem gravar de forma contínua.

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Fonte: Panorama Audiovisual

Blackmagic permite formatar dispositivos das câmeras

16 out

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Nova função permite ao usuário formatar unidades SSD e cartões SD da câmera sem necessidade de prepará-las previamente. Atualização pode ser baixada de forma gratuita do site da web de Blackmagic Design.

 

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Ao formatar a unidade, a câmera verifica a marca e outros parâmetros da mesma para posteriormente permitir a gravação e reprodução de vídeo em alta velocidade em unidade específica.

Esta nova função permite ao usuário fomentar unidades SSD e cartões SD diretamente da câmera sem necessidade de prepará-las previamente em um equipamento. A grande vantagem é que diferente dos equipamentos automáticos que dão formato às unidades para utilizá-las como dispositivos de armazenamento em geral, os modelos cinema Camera e Pocket permitem otimizá-las para a gravação de imagens em alta velocidade.
Blackmagic Design lançou a câmera 1.9.7, uma nova versão do firmaware para os modelos Cinema Câmera e Pocket cinema câmera que oferece um painel de opçõe inovador e possibilidade de dar um formato otimizados aos suportes de gravação.

Deste modo, à medida que apareçam novos suportes de gravação, surgirão outras aplicações para aproveitar suas funções particulares e alcançar o máximo rendimento ao gravar arquivos RAW 4K.

Ainda é possível selecionar o sistema ExFAT ou HFS+. O formato ExFAT é compatível com Windows e Mac OSX, o qual é ideal para utilizar Windows somente ou alternar entre as plataformas, dado que ambas serão capazes de ler a unidade. Por outro lado, o formato HFS+ é utilizado originalmente em equipamentos Mac e traz não somente maior rendimento mas também a possibilidade de prevenir erros, já que permite a cópia de arquivos com registro.

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Fonte: Panorama Audiovisual

 

Blackmagic DaVinci Resolve | Correção de cor em debate

4 out

O impacto da aquisição do DaVinci Resolve pela Blackmagic é comentado por especialistas em pós-produção durante o Congresso Panorama Audiovisual.

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O seminário Técnico: Edição e Pós-Produção com Blackmagic DaVinci Resolve, realizado durante o Congresso Panorama Audiovisual, contou com a participação de Marcus Tenchella, colorista da Casablanca, Márcio Pascoalino, sócio-fundador da Psycho Look, e Paulo Barcellos, fundador da White Gorila. Eles conversaram sobre o impacto das vendas de produtos de múltiplas funções por preço muito mais acessível. A empresa Blackmagic não só se adaptou como contribuiu fortemente para a consolidação deste modelo. Também comentaram como a correção de cor ganhou relevância nos últimos anos e gerou dependência em seus usuários. E, ainda, criticaram a variedade de filmes de ficção lançados nos últimos dez anos com cenas multilooks – ou seja, sem padronização de cores.

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Cada integrante da mesa contou a sua experiência de utilização do software, mas o mais intrigante foi o debate sobre o mercado de pós-produção em si. Para Paulo Barcellos, sócio-fundador da White Gorila, e diretor de Pós-Produção e Finalização da O2 Filmes, a indústria audiovisual está migrando de ferramentas caras para pessoas mais qualificadas. “Hoje, o diferencial está no talento do artista que opera a máquina”, afirma Barcellos. Segundo ele, antigamente havia disputa entre empresas para saber qual tinha as melhores máquinas, mas hoje o mais importante é o resultado final.

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Um novo nicho surgiu no mercado audiovisual a partir do imediatismo digital. “Nessa época, a Blackmagic comprou o DaVinci Resolve e o software passou a custar mil dólares e a rodar em Mac, depois disso ainda lançou uma versão grátis com menos recursos”, explica Barcellos. Foi quando ele criou um laboratório digital, com o objetivo de reduzir as etapas de conversão, cor, offline e backup, geradas pela captação digital. “A quantidade de ferramentas do DaVinci Resolve é incrível. E a White complementa esse conjunto com ferramentas próprias”.

Para Márcio Pascoalino, sócio-fundador da Psycho Look, alguns critérios foram perdidos quando o mercado se pulverizou. Ele mostrou o cenário da pós-produção até 2010. A estrutura era linear e adequada a um cenário no qual os equipamentos e os materiais tinham alto custo, o processo era mais caro e demorado e as produções exigiam mais verba. A partir daí, houve uma transição, e os departamentos existentes em uma produtora foram transformados, pelos próprios especialistas de cada área, em empresas especializadas. Cada profissional construiu um nome no mercado e abriu a sua própria empresa. “O artista virou gestor de sua própria empresa e hoje, nós vendemos talento, não equipamentos”, reforça Pascoalino. A empresa Psycho faz parte deste movimento, e hoje é o único estúdio especializado em color granding e no trabalho com imagem de alta qualidade. “Com o DaVinci Resolve é possível fazer um trabalho de qualidade, preço acessível e flexibilidade de realização”, afirma Pascoalino.

Já Marcus Tenchella, da Casablanca, contou sua experiência no filme Crô, no qual ele utilizou o DaVinci Resolve e obteve bons resultados. “É uma máquina poderosa, barata e, sem ela, você não tem como competir no mercado audiovisual”, afirma Tenchella.

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Fonte: Panorama Audiovisual