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O que é DCP (Digital Cinema Package)?

3 out

DCP (Digital Cinema Package) é o invólucro de arquivo digital que está se tornando o padrão de distribuição e exibição do cinema digital no mundo, tanto nos festivais de cinema quanto nos circuitos comerciais.

Há quem diga que em poucos meses a película será inteiramente substituída na distribuição e exibição de filmes no cinema comercial pelo DCP (Europa e Estados Unidos já tinham, ao final de 2012, a maior parte de seus cinemas com projetores digitais, enquanto o Brasil, à mesma altura, estava com 25% de suas salas nesse formato). Em 2014 a distribuição de filmes em película terá praticamente desaparecido. É provável que a película vá se tornar apenas um requinte de qualidade para as produções que desejarem uma alta qualidade fotográfica na hora de captar imagem. Ainda assim a maioria dos filmes comerciais já está sendo feita em formato digital, e as empresas que produziam os negativos estão em dificuldade, em concordata ou deixando de produzir negativos de filmes. Mesmo filmar em película poderá se tornar demasiadamente oneroso ou impraticável.

O DCP engloba tanto um arquivo de vídeo e audio do filme a ser exibido (além de arquivos de dados) quanto o projetor específico para ler o pacote DCP nas salas de cinema. Os cinemas trocarão (já estão trocando) o seu projetor de película por um projetor de DCP. Parece haver uma disposição da indústria americana para que essa troca se encerre até o final de 2013.

Um filme em DCP pode ter os tamanhos de 2K e 4K. No 2K os tamanhos são de 1998×1080, com aspect ratio de 1.85:1 e de 2048×858, com aspect ratio de 2.39:1, o aspecto anamórfico ou cinemascope do DCP, aquele mais longo. Em 4K pode ser de 3996×2160 (com janela de 1.85) e 4096×1716 (com janela de 2.39). Estes são os novos padrões de tamanho e forma nas salas de cinema.É claro que meu interesse em tudo isso é para o cinema independente, para o cinema dito de arte ou autoral – aquele que não é desde o início um projeto pertencente à empresa produtora com finalidade principalmente comercial.

Para o cinema indie a padronização do DCP como formato de cinema significa que, ao se falar em cinema digital, não se está falando em “cinema digital” em sentido amplo. Ou seja, um filmmaker independente pode ter uma câmera que capte imagem na mesma qualidade digital próxima aos filmes que estão no cinema (comercialmente ou nos festivais), mas, ao mesmo tempo, os filmes que estão lá não foram finalizados propriamente num formato digital “puro”. O DCP é uma espécie de invólucro do arquivos de audio, vídeo e outros dados, e tem uma produção à parte, não fazendo parte da cadeia de finalização de um vídeo em um programa de edição de vídeo. Existem softwares próprios (e caros) para se gerar os DCPs e “laboratórios” (estúdios, em verdade) especializados em testar sua qualidade. Pelo menos por enquanto é assim que a situação está configurada. Entre a ilha de edição e as salas de cinema agora existem os “laboratórios” de DCP, em substituição aos laboratórios de finalização em película.

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